AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: Mundo Uno ASIN: B01IGYT4IK (Amazon) GÊNERO: Fantasia, Romance, Jovem AdultoPUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 529 SKOOB

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: Mundo Uno ASIN: B01IGYT4IK (Amazon) GÊNERO: Fantasia, Romance, Jovem AdultoPUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 529 SKOOB

Sombras da primavera é o segundo volume da Trilogia Cores. Nesta eletrizante continuação, Melissa e Vicent não lutarão apenas por seu amor, mas também por suas vidas. Antes de falar um pouco do livro, quero ressaltar que, quando li Cores de outono, fiquei bastante animada com o enredo e todos os demais elementos inseridos na história.  Em Sombras da primavera não foi diferente, os personagens secundários ganham maior destaque e os principais me conquistaram uma vez mais.

Após a lamentável visita à Terra das Sombras, Vicent fica ressentido com acontecimentos recentes na Montanha, ele acredita que Melissa esteja correndo perigo a seu lado. A fim de protegê-la, ele a exclui de uma parcela de sua vida, por outro lado, Mel almeja conhecer cada detalhe da vida de seu amado, inclusive seu obscuro passado. Vicent é um Mago das Sombras, sua linhagem foi amaldiçoada há muito tempo pelo Senhor da Dimensão das Sombras, o temido Demônio da Sombras. Segundo a maldição, esses magos jamais serão felizes sem antes serem atingidos pela desgraça, estando destinados a uma vida vazia e solitária.

Alice, a irmã caçula de Melissa, uma maga cuja existência até então era desconhecida pelos seres mágicos da Montanha, aparece muito mais na história, esse episódio em especial atiça a curiosidade de todos, ninguém sabe de qual linhagem a menina descende. Para evitar problemas futuros, fica decidido que Alice tenha aulas de magia na casa dos Von Berg, sob a tutela de Aristela. Continue lendo »


Olá, pessoal!

O Pequeno Príncipe foi escrito por Antoine de Saint-Exupéry e publicado pela primeira vez em 1943. No Brasil temos várias edições lançadas por diversas editoras, escolher qual comprar não é tão simples, inicialmente podemos pensar em dois fatores qualidade e preço. Confira abaixo capa, sinopse e os seis motivos listados pela Geração Editorial  para lermos e adquirirmos o livro.

Geração Editorial aposta no clássico universal em duas versões, 
uma de luxo (esquerda) e a outra em pocket (direita).

Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida.Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança.Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica 



E ai? Gostaram? Pretendem ler? Deixem sua opinião ou sugestão nos comentários.
Até a próxima!

Avaliação: 3,5/5 Editora: Geração Editorial ISBN: 9788581301495 Gênero: Romance Erótico, Adulto Publicação: 2013 Páginas: 262 Skoob

Avaliação: 3,5/5
Editora: Geração Editorial
ISBN: 9788581301495
Gênero: Romance Erótico, Romance, Adulto
Publicação: 2013
Páginas: 262
Skoob

Jenna é uma mulher em um relacionamento estável de dois anos, mas que ultimamente se sente muito insatisfeita com o namorado, Ryan. Não pela primeira vez ele a abandonou sozinha em um compromisso importante para ela. Além disso, há meses eles não têm sexo, mesmo depois de Jenna ter lhe contado de suas mais profundas e eróticas fantasias.

Jenna está cansada de se sentir sozinha, Ryan não é o mesmo de antes e o relacionamento dos dois esfriou muito em alguns meses. Ela cansou de não ser prioridade de Ryan e está pensando seriamente em acabar com o relacionamento dos dois, pois apesar de amá-lo, não tem a atenção que merece por parte dele.

Acontece então que Ryan decide fazer uma surpresa, e aparece desavisado no casamento de uma de suas amigas, o qual ele a havia deixado sozinha. Não só isso, ele aparece para realizar uma de suas fantasias: transar com um estranho. Tal fato renova a esperança de Jenna, principalmente quando, semanas depois, ela tem uma notícia inesperada.

O único problema é que Jenna realmente transou com um estranho. Não era Ryan na festa, e sim seu irmão gêmeo Jake, coisa que ela nem desconfiava. E isso acaba por mexer com a vida dela, seus sentimentos e desejos. E agora, com quem ela deve ficar? Seu primeiro amor ou o homem que a realiza na cama?

Bem, primeiramente devo dizer que, mesmo para uma fã de eróticos como eu, livros que envolvam ménage e relacionamento a três não fazem muito meu estilo, por muitas vezes não serem bem desenvolvidos, e isso é uma das coisas que me agradou em Fantasias gêmeas: a autora soube desenvolver o relacionamento dos protagonistas sem parecer vulgar ou errado. Continue lendo »

terça-feira, 10 de Março de 2015

Avaliação: 5/5
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501052810
Gênero: Distopia
Publicação: 2015
Páginas: 287
Skoob

Atenção: Essa resenha contém spoilers do livro anterior!

Quando você acha que tudo vai ficar bem com os 100, e que agora você conseguiu desvendar os mistérios,  vem a Kass Morgan e bagunça tudo de novo. Esse foi meu sentimento sobre Dia 21, o segundo volume da saga The 100. Quando eu achei que tinha sacado tudo, levei uma rasteira, mas uma ótima rasteira por sinal.

 
Dia 21 começa exatamente onde o primeiro livro acabou, o momento após o ataque ao acampamento  que ocasionou na morte de Asher, um dos 100 enviados a Terra. Este ataque os abalou muito, afinal eles acreditavam que eram os únicos habitantes na Terra e agora descobriram que podem não estarem sozinhos, que alguns seres humanos tenham conseguindo sobreviver ao Cataclismo, e não parecem nada contentes com a presença dos 100.
 
Senti muito mais o desespero dos personagens neste livro, pois além dos dramas na Terra, temos os dramas na Colônia (nave), narrados pela Glass, uma das 100 que acabou conseguindo escapar da missão e permaneceu na nave para ficar ao lado de Luke, seu grande amor. Os recursos estão cada vez mais escassos na nave, e o “governo” acaba por tomar medidas drásticas para garantir o bem estar de parte da população. Então, os capítulos da Glass, que no primeiro livro eram muito mais recheados de romance, neste segundo ficam muito mais interessantes, pois podemos de fato ver a situação da nave, como eles estão sobrevivendo com os recursos cada vez mais baixos, e a injustiça que ocorre na hora de decidir quem deve ou não sobreviver; o que me fez refletir muito sobre como decidiram quem teria lugar na nave no momento em que a destruição na Terra começou.
 
Na Terra muitas história secundárias se desenvolvem, alguns romances se solidificam, enquanto outros parecem não ter mais chance de acontecer. Para quem, assim como eu, torcia para ver Wells com a Clarke, foi decepcionante ver ela nos braços de Bellamy na maior parte da história, o que era bem claro que ia acontecer, já que os dois tem uma química muito forte. O que me incomodou muito foi a indecisão da Clarke, ela que é uma garota tão forte e esperta, ficou meio sem graça, na minha opinião. Ela insiste em culpar Wells por tudo, mas quando Bellamy a afasta, ela volta a se aproximar de Wells, e isso me irritou muito.
Deixando o amor adolescente de lado, o que realmente foi o ápice da história foi a entrada de Sasha, uma personagem incrível e que eu adorei já em suas primeiras frases. Não posso dar muitos detalhes sobre a garota, pois seria um spoiler, e eu não quero estragar a experiência de leitura de ninguém. Enfim, o que posso adiantar é que sim, temos mais humanos na Terra além dos 100, e que alguns deles não são muito amigáveis e estão dispostos a afastar quem ousar invadir seu espaço.
 
A escrita da autora continua ótima, Kass Morgan sabe como nos prender a uma história, e também sabe como fazer  umas reviravoltas que te deixam de queixo caído. Os capítulos, assim como no primeiro livro, continuam sendo revezados entre os personagens principais, o que eu adoro, pois assim não ficamos presos a visão de um só personagem. A edição também continua muito bonita, as capas de Os Escolhidos e Dia 21 são as mais bonitas da minha estante, eu realmente tenho um carinho muito especial por elas.
 

Entre dramas adolescentes e as novas descobertas sobre a Terra, Dia 21 foi uma continuação muito boa, ouso dizer que foi ainda melhor que o primeiro, já que agora tenho mais conhecimento sobre os personagens e a história está ficando cada vez mais interessante. Por esse e outros motivos, o livro mantêm uma ótima média na minha opinião, leva novamente 5 estrelas por me ter feito ler feito uma doida e por fazer meu domingo muito mais divertido, além de de que, neste momento, eu realmente preciso da continuação para ontem! Então, Kass, bora trabalhar nisso logo, porque eu necessito saber o que vai acontecer! rsrs

“Ela havia acabado de salvar centenas de vidas –e de encurtar drasticamente outras centenas. Incluindo a sua própria.”

“Foi… uma decisão difícil de tomar. Eu sabia que quase todos eram boas pessoas. E sabia que não tinham muita chance de sobreviverem lá fora sozinhos. Mas nunca pensei que, quando eu anunciasse a decisão, eles iriam contra-atacar. E é claro que, depois daquilo, precisei defender meu povo. Não tive escolha.”

segunda-feira, 9 de Março de 2015

Classificação: 5/5
Editora: Aleph
ISBN: 9788576571360
Gênero: Distopia, Ficção Científica
Publicação: 2012
Páginas: 352
Skoob

Edição Especial 50 Anos

Um livro que foi escrito há 53 anos e, ainda assim, continua bastante atual. Para mim, só isso garante à Laranja Mecânica muitos pontos. Mas a obra de Anthony Burgess é bem mais do que isso. Listarei aqui alguns tópicos que valem a leitura: é um clássico; é uma distopia (gênero que está tão em alta ultimamente); possui um vocabulário próprio; provoca, questiona e gera reflexão. Quer mais?! Ok, vamos lá.

Laranja Mecânica foi escrito em 1962. O livro, que se passa no futuro, narra a história do jovem Alex, que tem como principal divertimento sair a noite com seus “druguis” e provocar destruição e violência. Com 15 anos, ele não está nem aí para a ordem e para a moral e faz tudo o que lhe dá na telha com o apoio de seus colegas. São roubos, estupros, manifestações de violência que não lhe pesam a consciência. Já alerto que as cenas de violência são muito pesadas, o autor não poupou ao descrever Alex como uma pessoa de péssima índole.

Ao mesmo tempo em que praticava atos violentos, Alex tinha outro hobbie: a música clássica, onde enxergava beleza nas coisas. Em casa, tinha um cantinho reservado para seus compositores favoritos, como Ludwig Van (Beethoven). O personagem é tão bem construído que por vezes sentimos nojo e desprezo por seus atos, enquanto em outras temos pena e compaixão. Porém, são seus atos de maldade que definem sua vida e o fazem ser capturado e preso, apesar de todos os avisos de seu conselheiro tutelar.

Após dois anos na prisão, aos 17, Alex se envolve em outra confusão, dessa vez dentro de sua cela. O ato sai de seu controle e Alex acaba matando um companheiro de cela. O assassinato cometido por Alex faz com que ele seja submetido ao Método Ludovico, uma maneira que o governo encontrou para liberar as cadeias superlotadas e reinserir os criminosos na sociedade. A alternativa ainda estava em fase de testes, mas garantia que em apenas 15 dias a pessoa deixaria de ter pensamentos maldosos, relacionados à violência, e poderia conviver tranquilamente com outras pessoas, sem nenhum perigo.

Inicialmente, Alex pensava ser uma ótima maneira de sair da prisão e voltar para a casa dos pais e sua rotina. Mesmo com a objeção de alguns, o jovem é levado e o tratamento, que consistia no condicionamento da vontade humana, começa. Antes deliciado ao ser instalado em um quarto parecido com um quarto de hotel e ao pensar que logo sairia da cadeia, Alex passa a ter dúvidas a respeito do tratamento, já que ele vai além de seus pensamentos violentos, invadindo a sua privacidade e individualidade. Continue lendo »

sexta-feira, 6 de Março de 2015

Avaliação: 4,5/5
Editora: Record /Cortesia
ISBN: 9788501095121
Gênero: Thriller
Publicação: 2015
Páginas: 416
Skoob
O Inquisidor foi a primeira obra publicada por Mark Allen Smith. Aqui no Brasil, a editora Record se encarregou de publicar esse livro que, com certeza, é o primeiro de muitos desse autor. Para quem gosta de tentar entender o ser humano através de seu corpo, esse é o livro certo para se ler. Particularmente, sou fascinado por pessoas que conseguem ler o corpo de um ser humano e dizer se estamos mentindo ou não. O Inquisidor lembra bastante Lie To Me e The Mentalist, séries norte-americanas em que os protagonistas têm exatamente o poder do protagonista desse livro: eles conseguem ler o corpo humano e dizer se estamos mentindo ou não. 

Quando li a sinopse e soube que receberia essa cortesia da Record fiquei super animado, porque cá entre nós, não é sempre que você ganha um livro lindo de presente, não é mesmo? Aliás, é mais difícil ainda ganhar um livro que faz o seu gosto e que atinge suas expectativas. O Inquisidor era um livro que gostei desde quando li a sinopse. Continuei a gostar dele quando ele chegou aqui em casa (a edição é linda, confiram a foto abaixo!) e passei a amá-lo quando terminei a leitura.

De qualquer forma, chega de delongas, vamos à história. Ela conta a vida de Geiger, e nada mais. Nem os melhores amigos dele sabem onde ele vive, de onde veio, qual seu sobrenome ou o que ele pensa. Na realidade, ele não tem melhores amigos. Ele tem o Harry, seu parceiro de trabalho, e o Dr Corley, seu psiquiatra, que ele encontra semanalmente para tentar desvendar o motivo de ter sempre o mesmo pesadelo. Essas são as duas únicas pessoas que ele possui na lista telefônica e que mantém contato regularmente. Para você ter uma ideia do quanto Geiger é estranho, há uma parte do livro em que ele “é obrigado” a ir ao Burger King para comprar um lanche. Quando o atendente pergunta qual lanche ele queria, ele responde: “Apenas um lanche”. Como se não soubesse que existiam vários tipos de lanche em um fastfood. Na realidade, ele não sabia mesmo, porque nunca ia aos fastfood’s, assim como nunca ia à farmácia (porque acreditava que conseguia curar suas dores com sua mente, e não com drogas), e também não tinha TV na casa dele. Esse é o Geiger, um sujeito estranho, certo? Sim, certo (quem não concordar, vai passar a fazê-lo quando ler o livro). 


Seu trabalho era descobrir a verdade das pessoas. Ele era contratado por pessoas que não lhe interessavam, para tentar descobrir a verdade de quem não lhe interessava, sobre um assunto que não lhe interessava. A única coisa que ele queria, e sabia, fazer, era descobrir a verdade. O que iriam fazer depois dessa descoberta, não lhe dizia respeito. Harry era seu parceiro. Ele que negociava quando Geiger ia ganhar para realizar o trabalho e descobrir tal verdade. Além disso, era ele que também impunha algumas exigências de seu parceiro, como por exemplo, a de nunca tentar descobrir a verdade questionando crianças. Nós não sabemos o motivo dessa exigência, mas é aceitável para nós leitores por um simples motivo: nós gostamos de Geiger, e sabemos que, no fundo, ele não é um homem mal. E ele não é mesmo. Apesar de ele ser estranho e usar da força e da tortura para conseguir a verdade dos Jones, que é como ele chamava as pessoas que tinham a verdade. 

Uma coisa que me intrigou o livro inteiro foi sobre o passado de Geiger. Mark Allen traz histórias anteriores de Harry, nos contando sobre ele e a irmã dele, nos respondendo o motivo de Harry pagar mais de 100 mil dólares por ano para mantê-la em um asilo (ela era esquizofrênica). Mas Mark não nos apresentou histórias anteriores de Geiger. Aliás, nem o próprio Geiger lembrava-se do seu passado, é por isso que uma das partes que eu mais gostei no início do livro foi as consultas dele com Corley.

De qualquer forma, esse início do livro que eu falei é muito curto. Esse livro tem muita ação, e isso faz com que a leitura flua, nos prendendo cada vez mais ao livro. Quando você gosta do protagonista e do coadjuvante tudo fica mais fácil. Harry é demais, e muito engraçado. Geiger é mais centrado e misterioso, mas você passa a gostar dele no decorrer da história. É logo no primeiro caso que nos é apresentado no livro que Geiger se encontra diante de uma situação que não lhe agradava; um de seus clientes havia pedido para ele descobrir a verdade através de Matheson, mas Matheson fugiu. Não restando outra alternativa, o cliente, Hall, sequestrou o filho de Matheson, Ezra, para que ele confessasse onde seu pai estava. 


Já sabemos que ele não trabalhava com crianças. O que pode lhe surpreender no entanto, é que Geiger aceita o caso. Pelo menos até o momento em que ele nocauteia Hall e foge com Ezra, para protegê-lo. É ai que a história começa, meus caros. Uma história emocionante do início ao fim. Com muita ação e reviravolta. Não entendemos o motivo dele sentir a necessidade de cuidar de Ezra, mas é isso que ele faz. Ele foge com ele e o leva para sua casa (Ezra foi a primeira pessoa a pisar em sua casa). Enquanto isso, Harry se encontra em maus bocados quando chega na sua casa e vê que Hall está lhe esperando, fazendo sua irmã esquizofrênica de refém enquanto ele não revelasse onde Geiger estava. Mas pensem comigo, como Harry poderia explicar a Hall que não sabia onde seu parceiro de trabalho morava??? Além do mais, eles trabalhavam há 11 anos juntos. Como fazer alguém acreditar? 

Bem, ele não faz. Agora, como ele poderá escapar das mãos de Hall, vocês terão que descobrir. Aliás, há muitas coisas a se descobrir nesse livro. Quem realmente é Geiger? De onde ele vem? Harry vai conseguir se safar? Vai reencontrar Geiger? Por que Geiger tentou desesperadamente proteger Ezra? A maioria dessas respostas está na última parte do livro (3ª parte), em que Geiger passa a ter flashbacks sobre sua infância enquanto o inesperado está acontecendo com ele. Digamos que… e se o torturador virasse vítima? O que ele faria?

Além de O Inquisidor, ganhei da editora Record o livro e os ingressos para ver o filme no cinema de A Mulher de Preto 2. Eu deixo. Podem sentir inveja de mim! Hahaha

quinta-feira, 5 de Março de 2015

Avaliação: 3/5
Editora:  Galera Record
ISBN: 
9788501403871
Gênero: Fantasia/Young Adult
Publicação: 2013
Páginas: 336

Skoob
Lágrima é o primeiro volume da trilogia Teardrop, escrito por Lauren Kate, autora da série Fallen, publicados pela Galera Record. A história se passa em Louisiana, nos Estados Unidos, nessa nova aventura temos como cenário a mítica Atlântida. Eureka, a protagonista, aprendeu desde pequena a reprimir seus sentimentos e que jamais chorasse, suas lágrimas possuem um grande poder. Eureka e sua mãe foram vítimas de um misterioso acidente, onde um fenômeno nada comum, uma onda gigantesca e com vontade própria, o que é impossível, acaba matando Diana, Eureka sobreviveu por pouco, acabou sendo salva enquanto sua mãe se afogava e era engolida pelo mar. 

O corpo de Diana nunca foi encontrado, ela teve um funeral simbólico, depois dos recentes acontecimentos, Eureka torna-se depressiva, ela tentou o suicídio, sem a mãe sua vida perdeu todo o sentido e acabou desabando de vez, a tentativa de suicídio foi sua maneira de dá um fim ao sofrimento, ela já passou por vários terapeutas, desde o divórcio dos pais, cerca de quatro anos antes do falecimento da mãe.  Desde então, ela mudou-se para casa do pai e sua nova família, seus meios-irmãos gêmeos, William e Claire, e Rhoda, sua madrasta, que é a pessoa responsável por sua recuperação. 

Depois de alguns meses, Eureka e seu pai são procurados pelo advogado de Diana, a mãe lhe deixa três objetos: um medalhão antigo, um livro sem título, escrito numa língua desconhecida, algo chamado de aerólito e uma pedra estranha, além de, uma carta. A onda que quase matou Eureka foi provocada pelos descendentes de Atlântida, os semeadores, cuja função é matar qualquer descendente de Selena, cuja as lágrimas inundaram Atlântida, o reino perdido. Ander foi quem salvou Eureka, um dos semeadores, em vez de matá-la, ele decidiu protegê-la. Outro personagem com relevância na narrativa é Brooks, seu melhor amigo, que vai desempenhar uma mudança repentina no rumo da história.



Quando decidi ler o livro pela primeira vez, fiquei muito empolgada, já que havia gostado tanto da série Fallen, comparando a série com o livro, podemos notar certas semelhanças, principalmente os típicos clichês, eu fiquei bem animada com os primeiros capítulos, depois a leitura decaiu um pouco, o final me deixou revoltada e angustiada, eu não compreendia como autora daria continuação ao que criou, a narrativa pode ser bem confusa, eu já havido lido o livro antes, como não me lembrava de muitos detalhes, reli, já que solicitei Dilúvio para resenha,  minha opinião entre uma leitura e outra mudou, antes eu havia achado a narrativa fascinante,  o plot do livro prometia uma aventura instigante. Num segundo momento ficou claro que a narrativa é confusa, em algumas partes da história, os acontecimentos foram apressados pela autora, o ritmo de leitura continuou o mesmo, o livro é narrado em terceira pessoa e pode ser lido em poucas horas.

A protagonista amadurece bastante até o último capítulo, diferente de sua ancestral, EureKa assume a responsabilidade de seus atos. Lágrima tem uma premissa um tanto interessante, a ideia de que uma lágrima pode dá início ao caos. Admiro o fato da autora explorar um conceito tão simples, o livro combina realidade e fantasia, cotidiano e mito se mesclam, a vida de Eureka muda e torna-se muito sombria, um destino incerto.  Os mistérios são revelados um a um, dando ao leitor doses certas de curiosidade.  Recomendo a leitura para quem curte fantasia!



Avaliação: 5/5
Editora: Galera Record
ISBN:  97885014403940
Gênero: New Adult/Romance
Publicação: 2014
Páginas: 384
Já faz bastante tempo que eu queria ler algo da autora Colleen Hoover. A primeira vez que ouvi falar dela foi no blog Garota It, mas naquela época não dei muita atenção para o lançamento do momento –  Métrica, o primeiro volume da trilogia Slammed, que necessito ler em breve. Depois de quase dois anos, li meu primeiro livro escrito pela autora. Antes de começar a resenha de Um Caso Perdido, preciso me explicar, eu nunca tinha lido nenhum livro dela até agora pois meu estilo de leituras naquela época era bem diferente do atual, sinceramente me arrependo disso, a escrita da Colleen é incrível e ao mesmo tempo totalmente viciante.

O livro fala sobre as complexidades da vida de Sky, uma adolescente prestes a completar 18 anos e com quase nenhuma liberdade. Ela foi adotada ainda pequena por Karen e desde então nunca teve contato com nenhum tipo de tecnologia ou mesmo frequentou uma escola. Decida a seguir um rumo diferente, Sky deseja que seu último ano no Ensino Médio seja igual ao de qualquer outro adolescente de sua idade. Embora tenha sido educada em casa, Sky tem um vida bem reclusa de amizades, isso não impede que as demais pessoas falem mal a seu respeito. A maior parte dessa má reputação é por causa de sua amiga Six, ambas trocam de namorados com quase a mesma frequência que trocam de roupas, creio que vocês estejam pensando que Sky é ligeira, pior que não, a menina é danada e nunca vai tão longe com seus meios relacionamentos amorosos, pois são sempre unilaterais, os meninos sempre estão afim de algo a mais e alguns até acabam apaixonados, mas ela jamais sentiu-se verdadeiramente atraída por nenhum deles. Essa situação muda no instante em que conhece Holder.

“Não consigo deixar de rir por dentro. Está na cara que hoje o carma está no modo retaliação. Finalmente conheço o único garoto que acho atraente, e ele abandonou o colégio e traz caso perdido tatuado no braço”

Desde que se conheceram, Sky e Holder tiveram uma forte conexão, embora ela não compreenda a natureza de seus novos sentimentos, ele a deixa apavorada quando estão juntos. Holder é bem misterioso, a maneira como escolheu se aproximar de Sky me deixou cheia de perguntas que foram todas respondidas pela autora. Ele é meticuloso e se insere na vida dela aos poucos, desta forma garante que tudo que aconteça entre eles seja intenso, avassalador e inesquecível.


 “- Sky? – diz ele baixinho. – Não estou querendo torturá-la nem nada do tipo, mas já me decidi antes de vir para cá. Não vou beijá-la hoje.”

 
Sky não é a única pessoa no livro com fama negativa, Holder também possui precedentes, em vez de esclarecer os boatos a respeito dele, Sky prefere acreditar no que ouve por aí, mesmo ela também sendo vítima de vários boatos injustificáveis. Sky confessa sua atração por Holder de uma maneira bem cômica, acompanhar seus pensamentos é muito divertido, pois a honestidade desajeitada e inocente dela é bem convincente. Essa é uma fração da narrativa, a cada novo capítulo o livro vai se tornando mais sério, cuja história torna-se muito mais complexa e pesada, de início o livro é leve e divertido, depois são inseridos elementos como o drama e um leve mistério. Apesar de ser classificado como Young Adult, a temática escolhida pela autora é bem delicada e o livro assume as características do gênero New Adult.
 

 ” – Quero que lembre quem você é, apesar de as coisas ruins que estão acontecendo com você. Porque essas coisas ruins não são você. São apenas coisas que aconteceram com você. Precisa aceitar que quem é e o que acontece com você são duas coisas diferentes.”

 
A verdade por trás da adoção de Sky é repleta de dor, deslembranças e um passado complicado, o papel de Holder vai muito além da paixão, o elo entre os protagonistas é forte e decisivo para o desfecho da narrativa, eu fiquei aflita e triste conforme a verdadeira identidade de Sky foi se desmembrando na história. A autora soube introduzir essas informações sutilmente, dando tempo ao leitor de se situar a elas.

Um Caso Perdido é narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista da própria protagonista, muitos livros com certa quantidade de carga emocional nem sempre conectam o leitor ao personagem, eu gostei muito da maneira que autora consegue isso, comigo a forma dela contar os fatos funcionou muito bem, eu gosto de livros de romances mesclados a um pouco de drama, a problemática meu incomodou um pouco, mais faz parte, já que se trata de um assunto delicado. Colleen Hoover sem sombras de dúvidas conquistou e entrou para lista dos meus autores favoritos, a autora se tornou uma das minhas queridinhas, sua escrita é ágil, fluída e de fácil compreensão. O livro é bem bonito, a capa em tons suaves transmite a leveza e delicadeza da escrita da autora, sua mensagem condiz com a trama, o livro é indescritível, essa palavra se adequa a tudo o que senti durante a leitura. Livro recomendadíssimo!

“Mas aquele olhar. Havia algo tão perturbador na maneira como ele olhou para mim. Aquilo conseguiu me deixar constrangida, envergonhada e lisonjeada ao mesmo tempo. Não estou acostumada a sentir essas coisas de jeito algum, muito menos todas elas de uma só vez.”

Por Patrícia Oliveira 

Avaliação: 4/5 Editora: Record, Cortesia ISBN: 9788501404596 Gênero: Romance Publicação: 2015 Páginas: 320 Skoob

A capa já indicava que o livro seria bom. Jane Austen e Agatha Christie juntas? Amo as duas autoras e mal esperava para ver no que ia dar. No dia em que recebi a obra comecei a ler e no dia seguinte já podia afirmar o quanto o livro era incrível. Sua primeira frase já me fez lembrar do sensacional “A Abadia de Northanger”, que por coincidência li em janeiro para o desafio “Lendo mais livros”.

“Ninguém que conhecia Charlotte Constance Kinder de jovem acharia que ela nasceu para ser uma heroína”

Charlotte sempre teve uma vida comum. O adjetivo máximo que recebia sempre era “legal”, nunca chamando muito a atenção. Depois de encontrar um marido também “legal”, ela teve dois filhos e descobriu que também era muito inteligente, pois investiu em um negócio que deu muito certo e garantiu rapidamente a ela o seu primeiro milhão. Quando pensava que sua vida não podia ficar melhor, ela vê sua vida desabar ao ser deixada pelo marido, que resolveu viver junto com a amante. Perdida e com medo do rumo que sua vida iria tomar, ela tinha que encontrar um jeito de voltar a ter sentimentos e curar o coração partido.

“Sua única esperança era Jane Austen”

Curiosa para adentrar ainda mais o universo de Austen, ela descobre na Inglaterra um local que prometia a completa vivência deste universo por 15 dias. Dessa forma, Charlotte segue para Pembrook Park, onde teria que esquecer um pouco de sua vida para se dedicar aos afazeres e costumes de uma dama do século XIX. Tudo estava incluso no pacote: vestuário, refeições da época, aulas de costura e de dança, e até mesmo um parceiro romântico, que ao final da estadia faria um pedido de casamento.

O livro, narrado em terceira pessoa, intercala trechos da estadia em Austenlândia e trechos da vida de Charlotte, desde pequena aos dias atuais. Enquanto acompanhamos a sua viagem, descobrimos um pouco mais sobre ela e sobre os motivos que a levaram até ali. Para fugir de seus conflitos pessoais, ela fica extremamente envolvida com o enigma proposto pelo coronel Andrews, que interpretava um dos cavalheiros. Após contar a misteriosa história das freiras encontradas mortas em uma abadia próxima à Pembrook Park, com apenas uma sobrevivente, Charlotte não para de pensar em quem poderia tê-las assassinado e de que forma realizou o feito. Continue lendo »

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015

Avaliação: 5/5
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501400598
Gênero: Distopia
Publicação: 2014
Páginas: 287
Skoob

O que dizer dessa saga que eu mal conheço e já considero “pakas”? Chega mais pessoal porque hoje vamos falar muito sobre The 100 – Os Escolhidos, essa maravilha escrita pela Kass Morgan, mais uma autora que entra para a lista: Leria até sua lista de supermercado.

 
Pense no planeta Terra. Pensou? Agora imagine que ele não é mais um planeta habitável, que agora os humanos vivem em uma nave no espaço, pois não existem mais condições de vida na Terra. Este é o universo criado pela autora. Os humanos fugiram para o espaço e vivem sob regras extremamente rígidas, que penalizam quem não as seguem com a morte.
 
Neste cenário conhecemos Clarke, uma jovem médica que foi presa, após cometer um crime, agora ela está sozinha pois seus pais foram condenados a morte, e Clarke acredita que o culpado pela morte deles é Wells, seu ex-namorado e filho do Chanceler, um dos homens mais importantes de sua sociedade.
 
Como podemos imaginar, viver no espaço requer muito, e os recursos naturais, como oxigênio, alimento, etc. estão escassos, o que leva as autoridades a controlar a taxa de natalidade das naves, impondo leis que obrigam as pessoas a terem apenas um filho, leis que punem severamente qualquer crime com pena de morte. Isso de certo modo prolonga a vida humana no espaço, já que um número menor de pessoas é mais fácil de manter.

Muitos jovens estão presos e aguardam um triste fim, já que ao completarem 18 anos serão condenados a morte. Algumas coisas mudam quando é revelada uma missão que levará 100 destes jovem para a Terra, a fim de descobrir se após tantos anos o planeta já pode ser habitado novamente. Entre os 100 escolhidos estão Clarke, Glass e Octavia, três jovens que perderam parte de sua vida em confinamento.
 
Após saber que Clarke será enviada a Terra, Wells comete um crime para ser condenado, ter a chance de fazer parte da missão e se aproximar de Clarke para esclarecer as coisas e tentar reconquistá-la. Assim como Wells, o jovem Bellamy, com o desejo de proteger quem ama, consegue um jeito de fazer parte da missão nos últimos minutos para acompanhar sua irmã caçula Octavia.

Os 100 chegam na Terra e se deparam com um mundo totalmente desconhecido para eles, afinal eles nasceram nas naves e só ouviram histórias sobre o planeta. Os primeiros momentos deles em solo terrestre são muito bacanas, a emoção que eles sentem é muito intensa, afinal alguns deles, como Wells, sempre sonharam com o momento em que estariam na Terra. Um dos 100 escolhidos acaba ficando na nave, não citarei o nome pois pode ser um spoiler, e por este personagem acompanhamos o que está acontecendo na por lá, a reação das pessoas, a vida que levam no espaço.
 
Cada um destes jovens cometeu um crime, e os crimes cometidos vão sendo revelados aos poucos na narrativa, o que deixa a leitura muito interessante, pois ao conhecer a história de cada um, ficamos curiosos para saber o que eles fizeram de errado.


Os personagens são muito bons, cada um tem uma personalidade muito marcante e os capítulos se revezam entre eles. Fica muito perceptível suas emoções e suas dúvidas, será que virão resgatá-los? Será que vão sobreviver? Será que voltarão de fato a habitar a Terra? Quais perigos estão escondidos na floresta? Já que é um mundo totalmente desconhecido para eles.
 
Muitas coisas acontecem com os 100 na Terra e a leitura prende muito fácil, pois queremos saber o que vai acontecer a seguir. Aos poucos vamos descobrindo mais sobre o que aconteceu com o planeta, e as consequências disso. E, como um livro cheio de jovens, há muito drama adolescente, amores e brigas, como todo bom livro juvenil.
 

Gostei muito da história, pois foge das distopias comuns. É um cenário novo e que foi muito bem explorado. Como tudo nessa vida, o livro não é perfeito e em alguns capítulos, principalmente os da Glass, a leitura ficou bem chatinha, é muito amor adolescente para o meu gosto.

“Por um momento, apenas olhar para ela confundiu seu cérebro. A luz na clareira tinha mudado á medida que o céu ficava mais escuro, fazendo pontos dourados em seus olhos verdes parecerem brilhar. Ela estava mais bonita na Terra do que nunca.”

The 100 leva 5 estrelas por ter me apresentado uma história totalmente nova e cheia de coisas que me agradam,  e uma delas é a edição linda que a editora fez. A capa me ganhou no primeiro instante! Então fica a dica deste livro incrível para vocês! Ah, e já tem uma série baseada no livro, confesso que não curti muito para ser sincera rs.