Avaliação: 4/5
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: Fantasia
ISBN: 9788574066011
Publicação: 2013
Páginas: 254
Skoob
Alistair e Eleanor Brocket sempre se orgulharam por serem pessoas normais e por terem uma família normal. Tudo estava perfeitamente normal na vida do casal, eles tinham dois filhos normais e moravam em uma casa normal. Repararam na quantidade de “normal” que eu usei para me referir a família Brocket? Pois é, não foi um exagero meu. Os Brocket realmente se orgulhavam muito por serem normais, nada poderia fugir da normalidade de suas vidas. Até que Barnaby veio ao mundo.

Ao contrário dos irmãos, a chegada de Barnaby não foi nada normal para a família Brocket, desde o parto ele deu um certo trabalho para sua mãe, que sempre foi uma senhora calma. Para o terror de Eleanor, Barnaby não respeita as leis da gravidade, o garoto não consegue ficar com os dois pés no chão, ele flutua!

O pobre garoto nunca conseguiu se encaixar na família, seus pais sempre o mantiveram fechado dentro de casa por terem medo de serem julgados pela vizinhança, afinal, que coisa terrível seria para eles se descobrissem que eles têm um filho que não é normal! Barnaby passa seus dias no teto da casa, que foi todo revestido de colchões para que o garoto não se machucasse. Sua felicidade se resume a isso, passar os dias no teto acolchoado, ler bons livros, e brincar com seu cachorro, o incrível companheiro Capitão W. E. Johns.

Após um período de negação, os pais de Barnaby decidem matricular o garoto em um colégio, pois ele já está na idade de aprender e conviver com outras crianças além de seus irmãos. Mas, para a infelicidade dos pais, após um passeio Barnaby acaba atraindo muito a atenção e isso irrita seus pais, que decidem tomar uma atitude drástica. Eles resolvem abandonar Barnaby e esquecer que o garoto existe.


Não briguem comigo, pois isto não é spoiler rsrs na sinopse já está implícito que essa coisa terrível acontece. Como pode uma mãe resolver abandonar o próprio filho, só porque ele não é normal o bastante para ela? Esse livro me deixou revoltada em muitos momentos, a maneira como eles tratam Barnaby é muito maldosa, não consigo nem imaginar pessoas tão ruins a ponto de abandonar uma criança. O triste é pensar que casos assim acontecem na vida real.

“Um minuto depois ele subira tanto que sua voz não era mais audível. Sua mãe, seu cachorro e a magnífica cidade de Sydney desapareciam logo abaixo. Sem colchão para impedir que ele fosse mais alto, Barnaby Brocket simplesmente continuou subindo, incerto quanto ao que lhe poderia acontecer.”

Depois de ser abandonado, Barnaby inicia uma verdadeira aventura. Ele conhece novos países e faz muitas amizades pelos locais que passa. O interessante é que o autor usou cada personagem que cruza o caminho do garoto para nos passar uma lição. Ao mesmo tempo em que odiamos a família dele, percebemos, por meio desses personagens, o quanto a família é importante, e que devemos deixar as mágoas no passado. Ele tenta voltar para casa de qualquer jeito, e está disposto a enfrentar tudo o que vier para encontrar sua família novamente.

John Boyne conseguiu fazer um trabalho incrível com essa história, por mais que eu tenha ficado irritada em alguns momentos, eu consegui entender cada rumo que o autor tomou. Ele soube transmitir exatamente o que se passa na cabeça de uma criança, a inocência e como a esperança é a chave para manter nossos sonhos vivos. Mesmo sabendo que foi abandonado, Barnaby acredita, de todo o coração, que sua mãe se arrependeu do que fez, e o espera de braços abertos.

“Ele fora mandado embora de casa por ser diferente dos outros garotos e, embora houvesse aprendido muito em suas viagens, ainda não tinha aprendido a ficar com os dois pés no chão.”

A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket, é uma história muito bonita, e no meu ponto de vista, apesar de fazer parte de um catálogo de livros infantis, não é bem uma história para crianças. A leitura não fluiu muito no início e é um pouco arrastada, acredito que isso é mais uma implicância pessoal pois eu ficava irritada com algumas situações e perdia o foco da leitura rsrs.

O livro é narrado em terceira pessoa, e a edição está muito bonita. Desde a capa até a diagramação, e as ilustrações no meio da história estão muito bacanas. O livro garantiu 4 estrelas, só não foram 5 pois acho que algumas coisas foram arrastadas demais e atrapalharam a leitura para mim.

Foi o primeiro livro do John Boyne que li, tem algum outro do autor que vocês me indicariam? Ah, e se já leram esse, contem para mim o que acharam! Ficaram tão irritados com algumas situações como eu fiquei? rsrs Diz aí!


Apesar de nosso país ter uma diversidade cultural maravilhosa e vivermos rodeados de pessoas com costumes e tradições diferentes das nossas, é encantador observar que há uma infinidade muito maior de culturas distribuídas em povos e tribos ao redor do globo terrestre. Juntei aqui 5 livros infanto-juvenis que li nos últimos meses para compartilhar com vocês um pouco do reflexo dessa riqueza mundial. Todos os livros eu releria de tão maravilhosos. Sem exceção, recomendo não só por causa da história, mas também das espetaculares ilustrações.


Apertada e Barulhenta
Texto e ilustração de Margot Zemach
Editora Brinque-book
32 páginas
De 7 à 11 anos

A história faz parte do folclore judaico, foi recontada nesse livro de modo simples e bastante divertido. Um homem insatisfeito com sua pobreza e sua vida em uma apertada e barulhenta casa, dividindo espaço com seus 6 filhos, esposa e sogra, resolve procurar o rabino para que lhe ajude a mudar de vida. A cada nova visita ao rabino, volta pra casa com uma tarefa a cumprir para que consiga alcançar o objetivo pretendido. Um ótimo livro, mostra nossa eterna insatisfação e ensina a valorizar cada pequena coisa que temos.

As babuchas de Abu-Kassem
Texto de Rosane Pamplona
Ilustração de Tatiana Paiva
Editora Elementar
40 páginas
De 7 à 11 anos

É uma lenda comum nos países que fazem parte da península arábica, conta que um homem muito rico e extremamente avarento usava babuchas tão surradas e chulezentas que todos o conheciam por causa disso. Um dia, ao fazer um excelente negócio que lhe daria muito lucro, resolve gastar algumas moedas e tomar um banho público, comum na cultura árabe, a partir daí começa uma série de confusões engraçadíssimas. Será que Abu-Kassem comprará novas babuchas?

 Azur e Asmar
Texto e ilustração de Michel Ocelot
Editora SM
72 páginas
A partir de 12 anos

Azur e Asmar são criados como irmãos, Azur é rico, loiro e de olhos azuis, Asmar é o filho da babá Jenane, tem olhos e cabelos negros. Ambos crescem como irmãos, ouvindo histórias e músicas do povo de Jenane, umas das músicas que ela cantava dizia que quando Azur fosse jovem salvaria a fada dos Djinns, pequenos seres que cuidam da natureza. O pai de Azur se aborrece com o que a ama tem ensinado para o menino e a manda embora, sem ter para onde ir, ela volta para sua terra.  Ao tornar-se adulto, para espanto do pai, Azur decide viajar além-mar para cumprir seu plano de salvar a fada. Porém, ao chegar, é tratado mal por ser estrangeiro e finge-se de cego para com a ajuda de um andarilho chamado Crapoux vai em busca das 3 chaves mágicas que libertarão a fada. Como viverá agora Jenane e Asmar? Será que Azur está realmente destinado a salvar a fada dos Djinns? A amizade de Azur e Asmar permanerá como antes? Ainda não assisti o filme, porém foi o longa metragem que deu origem ao livro. Ilustrações magníficas. Leitura recomendada para crianças a partir dos 12 anos.



Mamãe, você me ama?
Texto de Barbara M. Joosse
Ilustração de Barbara Lavallee
Editora Brinque-book
28 páginas
De 3 à 9 anos

O título chamou minha atenção, pelo fato de minha filha sempre fazer essa pergunta para mim. A menina repete a pergunta no decorrer de toda a história e criando diversas situações que no seu pensamento poderiam fazer com que a mãe mudasse de ideia quanto ao amor, a mãe por sua vez pacientemente responde, mostrando como o amor de mãe é imutável. As ilustrações são sensacionais, os pequenos vão amar. O diferencial da história é ter sido ambientado no ártico, região pouco explorada em livros, além de que no final existe um glossário explicando cada objeto, animal ou utensílio apresentado na história e seu significado para os árticos.


Última busca de Gilgamesh
Texto e ilustração de Ludmila Zeman
Editora Projeto
24 páginas
A partir de 12 anos

Esse livro é escrito e ilustrado por Ludmila Zeman, baseado no poema épico, um dos mais antigos textos da literatura mundial, “A epopeia de Gilgamesh”. O texto mostra a busca desse rei para encontrar a imortalidade. O livro é grande e as ilustrações fazem você viajar junto com Gilgamesh através das Águas da Morte. Muitos perigos terá que enfrentar. Será que ele alcança seu objetivo? Leitura recomendada para crianças a partir dos 12 anos.


Por Nara Dias

Avaliação: 4/5 Editora: Arqueiro, Cortesia ISBN: 9788580413939 Gênero: Romance de época, Romance Publicação: 2015 Páginas: 288 Skoob

Avaliação: 4/5
Editora: Arqueiro, Cortesia
Gênero: Romance de época, Romance
ISBN: 9788580413939
Publicação: 2015
Páginas: 288
Skoob

Ligeiramente Maliciosos é o segundo volume da série Os Bedwyns, escrita por Mary Balogh. As histórias são independentes, então você não precisa ter lido o primeiro volume antes. Neste livro, nós conhecemos Rannulf Bedwyn, cavalheiro muito rico, irmão do duque de Bewcastle. Em uma de suas viagens, à propriedade da avó que não estava bem de saúde, Rannulf se depara com uma diligência tombada no meio da estrada. Como estava a cavalo, ele para e presta assistência. Não poderia fazer nada além de ir a cidade mais próxima e pedir ajuda, mas quando avista uma ruiva curvilínea entre os passageiros, com segundas intenções faz uma proposta à moça para que ela o acompanhe.

Quando Judith Law recebe o convite, fica meio receosa, mas em um ímpeto resolve aceitar. Com 22 anos, ela deixou a casa dos pais para ir morar com a avó e a família da tia. Seu irmão perdeu a maior parte do dinheiro da família com apostas e os pais não tinham dinheiro para bancar todas as irmãs. Sabendo de seu desafortunado destino, viver como solteirona sendo mais como uma empregada da tia do que qualquer outra coisa, ela encontra no convite do cavalheiro uma oportunidade de vislumbrar outra realidade.

No primeiro instante que passam juntos, próximos por conta da viagem a cavalo, a tensão sexual é evidente. Ela se apresenta como Claire Campbell, uma atriz determinada, experiente, dona de si. Ele, por sua vez, diz que seu nome é Ralf Bedard, para esconder o peso que o nome Bedwyn possui. Quando por fim chegam a cidade mais perto, os dois se aproximam ainda mais e estão prestes a se entregar um ao outro. Por mais que não tivesse nenhuma experiência amorosa anterior, Judith está pronta para se entregar a Ralf e descobrir novas experiências e sensações antes de voltar para a sua realidade.

Os poucos dias que passam juntos são suficientes para que se encantem um pelo outro, a ponto de Ralf se oferecer para acompanhar Claire a Londres e estender o caso de amor por mais alguns dias. Ela, com medo de que seu disfarce fosse descoberto, foge desesperada sem dar maiores explicações a ele. Rannulf, então, não vê outra alternativa e segue sua viagem. Ele estava indo para a casa da avó com a intenção de cortejar a neta de uma das vizinhas e amiga querida da família. Por mais que não desejasse se casar, esse era um dos últimos desejos da avó e ele estava disposto a considerar a ideia. Continue lendo »

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Avaliação: 4,5/5
Editora: LeYa/ Cortesia
Gênero: Romance brasileiro
ISBN: 9788562936111
Publicação: 2010
Páginas: 288
Skoob

Já me disseram várias vezes que há dois tipos de pessoas vitoriosas nessa vida; há aquelas que vencem pelo talento e há aquelas que vencem pelo esforço. Acredito que a segunda opção não seja a opção que deveríamos escolher para o autor australiano John Harding, porque, claramente, ele esbanja talento em cada frase que escreve em seus livros.


Na realidade, pra ser sincero, nunca tinha ouvido falar sobre ele. Bom, pelo menos até o dia que recebi do correio A menina que não sabia ler, como cortesia da editora LeYa. Confesso que depois daquele dia, e do dia em que terminei o livro, os livros de John Harding estarão sempre presentes em minha vida.

É fácil notar quando um autor tem talento, porque você já deve ter notado, ou até mesmo ter ficado irritado, que há alguns livros que você não tem ideia de como foram publicados. Você até chega a pensar “Nossa, se um livro como esse foi publicado, então eu também consigo publicar um!”… Haha. A maioria dos escritores diz que essa é a linha tênue que divide a vida deles entre “ser somente um leitor” e ser “um leitor e um escritor”; a linha de quando lemos um livro tão ruim que nos sentimentos irritados por não ter publicado o nosso próprio. Com Dan Brown, foi enquanto lia um livro de Sidney Sheldon – o que até entendo, pois o método de escrita de Sheldon é bastante simples, muito embora suas histórias sejam sido maravilhosas.

De qualquer forma, meus caros, só estou tocando neste assunto pra poder afirmar que vocês jamais pensarão em algo nem mesmo semelhante a isso. Porque o John Harding escreve MUITO bem. E não é muito bem tipo Nicholas Sparks, George R R Martin ou John Grisham.. é BEM tipo Dan Brown, Stephen King, Bernard Cornwell, Alexandre Dumas ou Victor Hugo. Fora aqueles que escrevem bem, mas não são criativos. Porque existe a diferença entre escrever bem e contar uma história criativa. 
Dito isto, podemos apresentar brevemente o livro A menina que não sabia ler.
A história se passa no fim do século XIX, na Nova Inglaterra. Ela conta a vida da pequena Florence e do seu irmão, “mais pequeno” ainda, Giles. Desde o início já sabemos que eles são órfãos e vivem sozinhos em uma mansão afastada da cidade. O tio das duas crianças custeia a mansão, mesmo que não viva mais nela. Ou seja, os dois, tanto Florence quanto Giles vivem somente com os empregados na casa, e desde sempre eles já souberam que Giles ia ser criado para ser um grande cavaleiro e Florence uma bela dama, ou seja, agir de acordo com a sociedade, respeitando os costumes, como: não estudar e não aprender a ler (daí o nome do livro).

Mesmo eu preferindo ler livros em terceira pessoa, gostei muito de ler esse, que é narrado em primeira pessoa por Florence. Gostei simplesmente por conta da habilidade incomum de John Harding. Ele é aquele tipo de escritor talentoso que INVENTA palavras tão lindas e maravilhosas que enchem nossos olhos de lágrimas. Para amantes da literatura e das línguas, como eu, perceber que uma pessoa é capaz de inventar palavras, que cabem perfeitamente em uma sentença, é muito daora. Há várias palavras que eu poderia citar, mas a que eu mais gostei foi a: “enlivrava”. Mas já, já chegaremos a ela.

Florence nos narra a mansão em que viviam e é logo no início do livro que seu pequeno irmão já é chamado para prestar seus serviços de cavaleiro. E o primeiro deles é ir para uma escola e adquirir conhecimento. Diferente de Florence, por exemplo, que por ser uma mulher não podia estudar e nem ler, como era costumeiro na época. Como todos sabem o ser humano não pode ouvir um “não” que ele passa a desejar essa coisa. Foi na época em que seu irmão foi embora que Florence descobriu a biblioteca da mansão e descobriu que gostava dos livros.

Não preciso nem admitir que me identifiquei com o modo que Florence passou a amar a literatura, embora eu não tenha a biblioteca de milhares e milhares de livros que a mansão dela tinha. De qualquer maneira, é muito bonitinho ela narrando tudo que fez para aprender a ler e para aprender até mesmo outras línguas. É muito lindo também tudo que ela fazia pra poder ler sem ser pega por ninguém, porque ela sabia que se alguém a visse, nunca mais poderia ir para a biblioteca.

É por isso que ela traçou planos pra ler os livros, mas fora esse problema social, outro problema a atingiu pouco tempo depois, e o problema tinha um nome: sr. Van Hoosier. O sr. Van Hoosier era um garotinho que aparentemente gostava bastante da Florence – mas como não gostar? – e, depois de descobrir que tinha asma e que, por isso, tinha sido cortado da escola, resolveu ir visitar todos os dias Florence em sua casa. Eles moravam perto, e o sr. Van Hoosier era um cavaleiro, e, por isso, Florence tinha que fazer seu papel de dama.

Por esse motivo ela passou a traçar planos para ler seus livros, porque ela não sabia em que momento do período da tarde o sr. Van Hoosier ia visitá-la, ou também se alguém iria vê-la com o livro. Por isso, passou a ler em uma torre separada da biblioteca e contou os segundos que levaria a chegada do sr. Van Hoosier e a ida da torre em que estava pra porta de entrada. E então, enquanto ela se “enlivrava”, ela também ficava de olho pra ver se o sr. Van Hoosier chegava pelo portão principal.

Bom, não preciso dizer que a Florence é lindinha porque só pelo fato de ela ler já se torna uma menina bonita. Além disso, você verá que o sr. Van Hoosier, que atrapalhou as leituras de Florence, pode dar outra perspectiva pra vida dessa lindinha. E, além disso, é claro que a história dos pais de Florence não será esquecida, certo?

Mesmo com a história não sendo tão forte, a escrita te prende e você vai acabar esse livro em poucos dias. Não tenho dúvidas de que você vai amar a Florence, e, por isso, não tenho duvidas que você vai gostar do livro. Porque John Harding escreve tão bem que você pensa que você é a Florence, e isso é muito legal. É invejável. Pelo menos pra aqueles que, como eu, querem um dia fazer alguém se sentir como eu me senti lendo John Harding.

Avaliação: 2/5
Editora: Companhia Editora Nacional
/Cortesia  
Gênero: Romance Erótico/Adulto
ISBN: 9788501403834
Publicação: 2013
Páginas: 336
 Skoob
Atenção: Essa resenha é recomendada para maiores de 18 anos!


No terceiro e último volume da trilogia After Dark, Beth, mais uma vez, fica sem notícias de Dominic, que após não conseguir um juramento dela de que não aconteceu nada entre ela e Andrei, a abandona, se demite do emprego e vai abrir sua própria empresa. Enquanto isso, Beth ia viajar para a Rússia com Andrei, a fim de analisar o quadro que ele comprou sem o veredito de Mark.


A partir daí são só reviravoltas, Andrei descobre que o quadro era falso e Beth fica sabendo que na verdade não houve nada entre ela e Andrei, ponto em que ela corre atrás dele para esclarecer as coisas e tentar reatar o namoro. Até aí, tudo corre mais ou menos bem, não fosse Andrei e sua obsessão por Beth, que o faz tentar de tudo para tê-la a seu lado.

Mais uma vez a autora conseguiu voltar para o ponto onde o livro é cansativo e bem repetitivo. Ela conseguiu jogar no lixo toda a melhora que havia conseguido no segundo volume. Ela tinha a faca e o queijo na mão com a inserção de Andrei na história, mas resolveu estragar tudo tornando-o um vilão sem graça e que desiste muito fácil. Todo o brilho que ele tinha dado a história morreu, e o livro voltou a ser a lenga lenga que era antes.
Beth continua um tanto chata, e, na minha opinião, fazendo as coisas mais sem noção do mundo. Tem horas que eu não consigo acreditar que ela realmente teve certas atitudes. A única coisa que evoluiu nela com relação ao relacionamento dela com Dominic é o fato de ela ser um pouco mais honesta com ela, parando de esconder coisas ridículas que causam problemas gigantescos que poderiam ser evitados se ela simplesmente abrisse a boca.


Outro detalhe é que finalmente Dominic resolve seu problema com o BDSM, que, pra início de conversa eu nem sei porque o drama todo em cima desse assunto. Depois de passar boa parte dos três livros apenas sumido, resolvendo seus problemas, ele finalmente aparece pra isso. 


E o que falar do final? Ele foi simplesmente decepcionante. Completamente sem graça, sem sal nenhum. Depois de toda a enrolação, todos os problemas, todas as reviravoltas que sofreram, Beth e Dominic tem um final beeeem sem graça. Sem falar que em três livros eles não conseguiram evoluir em nada. A história parece que não saiu do lugar. Teve momentos bons no segundo volume, mas no terceiro voltou pra monotonia do primeiro.

Acredito que a trilogia seja só pra quem gosta de livros eróticos daqueles que quase não tem pano de fundo que faça sentido. A trilogia toda é repetitiva, muito “mais do mesmo”, e apenas o segundo livro tem algo que vale a pena. Apesar de ter uma narrativa relativamente boa, a autora pecou muito no desenvolvimento da história. Então, se você está procurando algo inovador, refrescante e que te mantenha interessado o tempo todo, esse definitivamente não é um livro pra você.

Por Larissa Gaigher
segunda-feira, 15 de junho de 2015

Avaliação: 4,5/5
Editora: Bertrand Brasil/Cortesia
Gênero: Romance 
ISBN: 9788528617818
Publicação: 2015
Páginas: 462
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O livro do destino narra a história de uma menina fiel aos seus ideais, por décadas essa mesma menina passou por muitas dificuldades e sofrimentos. Quando pequena era rejeitada pelos irmãos e vista como a provável causa da desonra e vergonha da família. Num ato inocente ela acabou sendo sacrificada e casada contra sua vontade com um homem que nunca viu. O casamento fora arranjado por uma vizinha da família, afim de salvá-la de um destino ainda pior.

Quando a família de Massoumeh mudou-se de Qom para Teerã, eles temiam que as filhas fossem corrompidas, a cultura de uma cidade para outra mudará radicalmente, a religião não era mais um fator tão importante e decisivo na vida de uma família, a menina fora ensinada desde de pequena que a figura da mulher é insignificante para a sociedade, jovens deveriam se casar, terem filhos – de preferência homens – e serem ótimas donas de casa. No entanto, outras famílias com pensamentos mais modernos deixavam que suas filhas estudassem, algumas poucas, inclusive permitiam que suas filhas fizessem faculdade.

Após o casamento às pressas, Massoumeh fica desolada e deseja a morte, algum tempo depois ela descobre que o marido também fora vítima dos interesses da própria família, ambos compartilham de uma dor em comum, ela estava apaixonada por outro e ele desejava sua liberdade, sem os vínculos impostos pela consumação do casamento. Massoumeh tinha aprovação do esposo para que lutasse por seus sonhos e em troca ele manteria os seus, ela cumpriu com seu papel de esposa, teve dois filhos com ele, mas tinha uma vida solitária, enquanto ele se mantinha recluso em busca da liberdade de seu povo.

O livro é narrado em primeira pessoa, a protagonista nos conta cinco décadas de história, tanto a sua quanto as reviravoltas políticas no Irã.  O livro do destino é um relato emocionante de uma menina-jovem-mulher que precisou amadurecer muito cedo e enfrentar situações ainda mais difíceis na vida adulta. Apesar de uma ficção, a autora deu vida a sua narrativa com personagens críveis e bem desenvolvidos.


O romance escrito por Parinous Saniee foi proibido por duas vezes no Irã, indiferente disso, o livro é um dos mais vendidos do país. O livro de 462 páginas é divido em 10 capítulos, ora longos e ora menores, o primeiro capítulo retrata a vida da protagonista junto de sua família antes do casamento, os demais abordam sua vida de casada, as lutas do marido pela liberdade do povo, a sociedade patriarcal e os conflitos políticos anos antes da revolução de 1979. A história nos apresenta uma protagonista forte, digna e batalhadora, mostra-nos seu crescimento diante de tantas adversidades. A editora fez um excelente trabalho com a parte gráfica, a escolha da capa não podia ter sido melhor. Leitura recomendadíssima!


Avaliação: 4/5
Editora: Record, Cortesia
ISBN: 9788501104007 Gênero: Romance, Ficção brasileira Publicação: 2015
Páginas: 256
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Já faz algum tempo que eu queria ler algo do autor Cristovão Tezza e, quando surgiu a oportunidade de ler a nova edição de A Suavidade do vento, não hesitei. Na verdade, esta é a minha segunda experiência de leitura com o autor que nasceu em Lages, Santa Catarina, mas vive em minha cidade, Curitiba, desde pequeno. A primeira obra que li do aclamado autor foi “O filho eterno“, há uns seis anos. Porém, creio que a falta de maturidade da época impossibilitou o entendimento do livro e tornou a experiência pouco proveitosa.

Dessa vez, embarquei nas páginas do romance publicado originalmente em 1991 e me deixei guiar pela jornada de Josilei Maria Matôzo, o protagonista desta história. Dividido em Prólogo, Primeiro Ato, Entreato, Segundo Ato e Cortina, o livro fala sobre este personagem bem peculiar, que com problemas de se relacionar com outras pessoas e encontrar um espaço nos diferentes círculos sociais, sente-se inseguro e isola-se em seu próprio mundo. Como uma maneira de buscar aceitação e provar-se para si mesmo, Matôzo, que é professor, resolve escrever um livro, esperando tornar-se reconhecido e valorizado pela população da pequena cidade paranaense na qual vivia.

Quando por fim termina o romance, intitulado A suavidade do vento, ele consegue publicá-lo em uma editora de São Paulo e pensa que sua vida melhorará muito, já que poderá mostrar seu valor para os amigos, que o consideram um tanto esquisito. O problema é que o resultado não sai como o esperado, parece, inclusive, surtir o efeito contrário, o que faz com que o autor/professor repense suas decisões e busque reverter a situação.

Em capítulos curtos, com um narrador que conversa tanto com o leitor, quanto com o personagem principal, Tezza guia o leitor em uma narrativa envolvente, que apresenta um protagonista muito interessante e verossímil. Matôzo possui angústias e inquietações que geram identificação, assim como sua busca pela aceitação. Além disso, a história instiga e surpreende, misturando humor e melancolia ao falar sobre a realidade. Continue lendo »


Avaliação: 4/5
Editora: Record, Cortesia
ISBN: 9788501403834
Gênero: Contos
Publicação: 2015
Páginas: 288
Skoob

Lançado em 2010 e publicado recentemente pela Editora Record, Mentiras de verão é um livro de contos escrito pelo autor alemão Bernhard Schlink. Quando vi que a obra estava entre os lançamentos, não hesitei em solicitar para resenha, pois O Leitor, romance muito aclamado do autor, é um dos meus livros favoritos. O romance foi adaptado para os cinemas e estrelado por Kate Winslet, que levou o Oscar de melhor atriz por sua excelente atuação, e Ralph Fiennes.

Diferente de “O leitor“, Mentiras de verão é um livro de contos. São sete histórias, de aproximadamente 40 páginas cada, que apresentam variados personagens e também diversos tipos de mentiras. Além disso, as histórias se passam durante a estação mais quente do ano. Apesar de terem o mesmo fio condutor, os contos são bem diferentes um do outro. Em “Baixa Estação”, por exemplo, conto que abre o livro, conhecemos um homem que é arrebatado por um amor que se desenvolve em suas férias. Depois de fazer inúmeros planos com a mulher amada, que mora em outra cidade, ele volta para casa e não consegue se desfazer de sua rotina, de seu cotidiano.

No conto que se segue, intitulado “A noite em Baden-Baden”, um casal se vê prejudicado pelas mentiras que permeiam a relação e que impedem que o relacionamento siga adiante. Nos outros, há um homem que mente para a esposa e para a filha e deixa que sua obsessão tome grandes proporções; um senhor que está no fim de sua vida e toma uma grande decisão sem comunicar à família; um filho que faz uma viagem com o pai idoso em busca de respostas; e uma senhora, que deixou de amar os filhos e os netos, e não para de se perguntar como sua vida teria sido se tivesse seguido outros caminhos.

A narrativa fluída do autor e os capítulos curtos que dividem cada conto fazem com que a leitura seja bem envolvente e rápida. Além disso, ainda que em poucas páginas, as histórias e os personagens são tão bem construídos que dão a sensação de que os fatos estão se desenrolando diante de nossos olhos. Os personagens são muito reais. Os contos expõem o interior de cada um, revelando seus medos e preocupações, intrínsecos à nossa realidade. Outro ponto positivo da obra é que o autor surpreende a cada história, já que não é possível decifrar o que irá acontecer no fim de cada conto. Continue lendo »

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Olá, pessoal!

Não sei vocês, mas eu adoro uma boa e velha história de amor! É o tipo de livro que sempre me deixa encantada, suspirando pelos cantos haha Aproveitando que hoje é Dia dos Namorados, trouxe para vocês cinco indicações de romances. Ano passado fizemos uma lista parecida, que você pode encontrar clicando aqui, e, como boa apreciadora do gênero, trouxe outros títulos para vocês este ano. Espero que gostem:

Série Os Bridgertons

Aaaaah, os Bridgertons! <3 Estou indicando a série pois todos os livros são maravilhosos. Cada um conta a história de um irmão, por isso as histórias são independentes e podem ser lidas fora de ordem (apesar de que seguir a ordem é melhor, pois alguns elementos se interligam). Para quem gosta de romances históricos, é uma excelente pedida. Os livros são encantadores, arrancam diversos suspiros. É impossível não se apaixonar!

Fiquei com seu número

Esse já apareceu aqui no Dia dos Namorados passado, mas eu não poderia deixar de indicá-lo novamente. É um dos meus livros favoritos, de uma das minhas autoras favoritas. A história fala sobre a divertida e atrapalhada Poppy, que perde seu anel de noivado, encontra um celular no lixo e passa a corresponder-se com o dono. O romance é extremamente fofo, além de arrancar diversas risadas. Chick-lit sensacional!


Orgulho e Preconceito

Certamente Orgulho e Preconceito não poderia deixar de estar nessa lista. Escrito em 1814, por Jane Austen, é um dos pioneiros em histórias de amor. O clássico apresenta os costumes da época, uma protagonista determinada e com fortes opiniões, e Mr. Darcy, que encanta diversas gerações. É um livro envolvente e muito bem construído, além de contar com altas doses de ironia e críticas à sociedade.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Também escrito por Sophie Kinsella (rainha dos chick-lits, rs), a série acompanha a divertidíssima Becky Bloom. Ela é viciada em fazer compras e se mete em diversas confusões por conta de sua compulsão. Todos os livros são muito engraçados e é difícil não se deixar encantar pela Becky.

Fazendo meu filme

Essa indicação é para as leitoras mais jovens, apesar de que todos podem ler e curtir a história de Paula Pimenta. Fazendo meu filme conta a história de Fani, uma garota que durante o Ensino Médio decide fazer um intercâmbio e vai morar em Londres durante um período. O livro é uma ótima opção de entretenimento e traz um romance leve e bem fofo! Indico para as mais jovens, pois sei que é uma boa maneira de se interessar por literatura.





O que vocês acharam das dicas? Já leram algum desses? Deixem aqui embaixo outros títulos que combinam com a ocasião! 🙂


Avaliação: 4/5
Editora: Galera Record, Cortesia
ISBN: 9788501103581
Gênero: Romance, Jovem Adulto
Publicação: 2015
Páginas: 160
Skoob

Cintia Dorello levava uma vida de princesa. Estudava em uma privilegiada escola e tinha tudo ao seu alcance. Até que um dia, durante uma viagem de sua mãe, ela descobre que seu pai estava traindo a mulher com a secretária. O flagrante faz com que o mundo da menina desabe, além de provocar a separação dos pais e uma mágoa que será difícil de esquecer. Devastada, ela liga para a mãe contando o que aconteceu e sai do apartamento, desejando nunca mais ver o pai.

Um ano depois, então com 17 anos, Cintia está concluindo o Ensino Médio e vive de maneira bem diferente. O contato com o pai é quase nulo, ela nunca mais pisou no antigo apartamento, e sua mãe, para esquecer a decepção, mergulhou de cabeça no trabalho, o que fez com que ela se mudasse para o Japão por três anos. Cintia mora com a sua tia, irmã mais nova de sua mãe, e o único horário em que consegue falar com a mãe, via Skype, é durante o intervalo das aulas. Porém, após uma determinação da diretoria da escola proibindo expressamente o uso do celular na escola, ela não encontra alternativa e decide apelar para o pai.

Em um primeiro momento feliz com o contato com a filha, ele diz que irá conversar com a diretora e explicar a situação. Entretanto, logo decide aproveitar o momento para se reaproximar de Cintia, forçando que ela comparecesse na festa de 15 anos das “irmãs” postiças. Para Cintia, a ideia de ir à festa das filhas da amante, agora atual mulher do pai, era inconcebível. A traição não tinha apenas afetado sua mãe, mas destruído também sua família e toda a confiança que tinham um no outro.

Conhecendo a teimosia e um tanto quanto egoísmo do pai, ela não vê saída e decide passar rapidamente na festa. O problema é que ela trabalhava esporadicamente como DJ, um de seus maiores hobbies, e trabalharia em uma grande festa no mesmo dia. Não demorou muito para perceber que os dois compromissos seriam no mesmo local, para as mesmas aniversariantes. Sem conseguir substituição, ela conta com a ajuda de sua tia e de sua melhor amiga Lara para elaborar um disfarce e se sair bem nas duas situações.

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