quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Avaliação: 5/5
Editora: Martins Fontes
Gênero: HQ
ISBN: 9788580631258
Publicação: 2013
Páginas: 160
Skoob
Antes de conhecer Emma, a vida de Clémentine era cinza e a jovem não sabia o porquê. Ela estudava para as provas finais e tinha um namorado, mas não sentia-se feliz, era tudo sem graça, sem cores. Certo dia ela cruza na rua com esta garota desconhecida de cabelos azuis e tudo se confunde em sua cabeça. A crise da adolescência, o preconceito e medo da não aceitação somados às dúvidas sobre a sexualidade são contados a nós, leitores, através do diário que Clémentine escrevia quase que religiosamente.

“Eu me sinto perdida, sozinha, no fundo de um abismo. Não sei o que fazer, e tenho a impressão de que tudo o que faço nesse momento é antinatural… Contra a minha natureza. Mas por que essa vida serve para os outros e não serve para mim?”


Em um bar, depois de por dias não conseguir tirar aquela estranha da cabeça, a garota acaba a encontrando. Emma e seus cabelos azuis despertam algo completamente novo em Clémentine e elas começam a se relacionar, porém Emma possui uma namorada, dificultando a relação.

Reflexões sobre o amor, o amadurecimento e a sexualidade são contadas de forma muito intimista, simples e delicada, com personagens de notável profundidade e os traços dos desenhos, extremamente envolventes.
Se você nunca leu uma HQ, acredite, aqui está um bom começo. A história cai em alguns clichês melodramáticos, principalmente no final um tanto apelativo e, na minha opinião, corrido; mas é uma bela história sobre como a adolescência é devastadora e crucial em nossas vidas.

Os jovens estão sempre rodeados de clichês, retratados de forma caricata e sempre muito previsível; assim como o sexo. É bom encontrar algumas raridades que falem de igual com o jovem que está se conhecendo, experimentando, que está em dúvida e principalmente, começando a dar seus primeiros passos como quem realmente é.

Gosto da delicadeza do HQ, de como mostra a evolução da personagem, seu amadurecimento. Os belos desenhos e o fato do livro todo ser monocromático, como a vida de Clémentine, mas que ganha vida e cor com o azul radiante de Emma é digno de ser notado. Colocar em discussão questões como aceitação e liberdade são um ponto também importante, o amor é mais do que nos ensinam.

A edição da Editora Martins Fontes é muito bem feita, uma bela impressão em papel couché, revisão muito cuidadosa, capa com um leve relevo e lindas cores. Bom preço, é um bonito livro para se ter e para dar de presente. Este não é um cânone da literatura moderna, tem muitos coisas boas e também algumas ruins, ainda assim, recomendo fortemente a leitura para todos, principalmente como eu li, debaixo das cobertas com chá e cookies (;

“Clém, terrível são as pessoas se matando por petróleo, as pessoas responsáveis por genocídios… E não querer dar amar a uma pessoa.”

“Só o amor pode salvar o mundo. Por que eu teria vergonha de amar?”

Livro Vs. Filme

O filme causou grande comoção nas amostras e foi muito elogiado, dando grande visibilidade para as atrizes e também o diretor. Diversas polêmicas nos bastidores do filme também aconteceram, não possibilitando sua continuação.

Muitas pessoas não gostaram, mas particularmente eu, gostei bastante. É um filme talvez muito longo, nos traz coisas do HQ, mas também elementos novos. As atuações são fantásticas, as cenas de sexo são explícitas (mesmo assim de bom gosto e necessárias) e o envolvimento com as personagens é muito grande. O filme trouxe para mim uma intimidade com Adèle (Clémentine) sem igual, cenas e uma forma de retratar onde realmente entramos na vida dela singularmente. Eu também recomendo fortemente se você for maior de 18 anos ou se tiver autorização. Você confere o trailer aqui.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Avaliação: 5/5
Editora: Saída de Emergência Brasil
/Cortesia
ISBN: 9788567296104
Gênero: Fantasia
/Adulto
Publicação: 2014
Páginas: 432
Skoob
A Filha do Sangue, de Anne Bishop, primeiro volume da Trilogia das Joias Negras, originalmente lançado em 1998. Foi premiado como melhor livro do gênero fantástico pelo Crawford Fantasy Award em 2000. Narrado em 1ª pessoa, a obra é ambientada numa sociedade matriarcal. A organização dessa sociedade é complexa, a hierarquia é determinada de acordo com o Sangueproveniente da magia das joias que cada indivíduo ocupa, quanto mais escura a joia, maior o poder de seu portador.

Com o decorrer dos tempos a crueldade e ganância tornaram-se parte dessa sociedade que passou a ser dividida por castas, seguindo a hierarquia dos Sangues, cada casta representa um reino que é governado por uma Rainha. Entre os Sangues, os machos estão destinados a servir uma fêmea, não dominar. O livro tem todo um contexto voltado para o feminino, ao contrário de muitos autores, Anne cria um mundo obscuro, desafia as normas patriarcais e a relação entre homens e mulheres, a sexualidade e a linguagem utilizadas na trama são fatores cruciais para o desenvolvimento da narrativa.

Terreille é o território de Dorothea SaDiablo, a alta sacerdotisa de Hayll. Enquanto Kaeleer, um reino menor, é governado por rainhas individuais e o Inferno está sob o domínio de Saetan San Diablo. Ele é o Senhor Supremo do Inferno, Príncipe da Guerra e o Sacerdote Supremo da Ampulheta (assembleia formada pelas Viúvas Negras), o segundo macho mais forte dos Reinos. Saetan é pai de Daemon Sadi e Lucivar Yaslana. 

“- Porque, minha querida Senhora Maris, sua pretensa inteligência me aborrece até as lágrimas, e esse corpo que você julga tão elegante e enfeita sempre que possível, seja onde for, nem aos abutres interessa.”

Daemon, o Sádico, é filho de uma Viúva Negra, assim como o pai também é Príncipe do Senhores da Guerra. Ele é o macho mais forte e o único Viúva Negra conhecido na história dos Sangues. O mestiço Lucivar é parte Eyrieno e Príncipe do Senhores da Guerra, ele é o terceiro macho mais forte, ambos foram escravizados e obrigados a servir a uma Rainha. 

A cerca de setecentos anos atrás, uma viúva negra profetizou a chegada de uma nova Feiticeira, a mais poderosa dentre os Sangues e Rainhas a nascer em séculos, capaz de controlar as Trevas, caminhar em todos os reinos e restabelecer o caos ou destruí-lo de vez. Jaenelle é apenas uma criança, uma menina com sete anos de idade, apesar da inocência e fragilidade é capaz de muitas proezas, a menina não possui consciência da grandiosidade de seus poderes. Quem tiver domínio sobre Jaenelle também terá sobre as trevas. A profecia diz que a Feiticeira é a única que pode dá fim ao governo corrupto de Dorothea, menciona que Jaenelle está destinada aos três príncipes de Sangue: Saetan (pai), Daemon (amante) e Lucivar: seu irmão de alma e futuro cônjuge, cabe a eles protegê-la ao todo custo.

“- Porque neles não existe qualquer honra. Porque neles não existe qualquer lembrança do que é ser Sangue. A influência da Sacerdotisa Suprema de Hayll é uma praga que vem se espalhando pelo Reino durante séculos, consumindo lentamente todos os territórios que toca.”

Com uma estrutura diferenciada, a obra é dividida em três partes e distribuída em quinze capítulos subdivididos entre si, situados de acordo com os reinos. A narrativa em 1ª pessoa alterna sob diferentes perceptivas. A Filha do Sangue é um livro de linguagem difícil e complexo, cheio de detalhes, tramas e subtramas. De início não é tão fácil se situar na história, mas depois o enredo toma forma e leitura fluída.

A edição é rica em detalhes, desde a capa, diagramação e as partes internas. A parte de dentro da capa é ilustrada, o que mais chamou atenção é que o ilustrado foi capaz de transmitir ao leitor a ideia central do livro através dessa imagem, a representação de uma menina junto ao caos e o poder que emana dela.

Ilustração de Larry Rostant, adaptada pela Editora Saída de Emergência Brasil. 

A Filha do Sangue  e A Corte do Ar,  ambos publicados pela Editora Saída de Emergência Brasil foram finalistas do Prémio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Avaliação: 4/5 Editora: Novo Conceito ISBN: 9788581633145 Gênero: Click-lit, Romance Publicação: 2013 Páginas: 320 Skoob

Depois de um tempo parado na minha estante, finalmente li O presente, de Cecelia Ahern. Realizei a leitura logo após o Natal e fico feliz de tê-lo lido nesta época, já que ele passa uma bonita lição de final de ano e provoca questionamentos sobre como temos agido e tratado as pessoas que nos cercam.

Lou Suffern é um irlandês muito bem sucedido. Além de um cargo muito bom, ele tem uma mulher muito bonita e dois filhos pequenos. Além disso, sua família é bastante unida. O problema é que há tempos ele dá mais valor ao trabalho do que às pessoas amadas que o rodeiam. Ignora a esposa, que faz de tudo para cuidar da casa e manter o relacionamento; passa tempos sem visitar os pais e encontrar os irmãos; perde apresentações escolares da filha; e, desde que o caçula nasceu, há cerca de um ano, não o pegou no colo nenhuma vez.

Tudo para ele refere-se aos compromissos do trabalho. Lou tem sempre dois lugares para ir, está sempre correndo contra o tempo. Agora, está se dedicando ainda mais ao emprego, pois tem em vista uma promoção e precisa sobressair-se ao rival Alfred. Além disso, quando não está em casa, nem está trabalhando, há grandes chances de estar em companhia de alguma moça bonita, enquanto a sua esposa faz de tudo para manter a casa em ordem.

Um dia, chegando ao trabalho em um dia típico de inverno, Lou repara em um morador de rua sentado ao lado do edifício onde trabalha. Ao oferecer-lhe um café, os dois começam a conversar e Lou fica intrigado com as informações sobre os seus colegas de trabalho que o homem muito observador, Gabe, repassa a ele. Como uma chance de manter um olho em seus rivais, Lou oferece um emprego a Gabe. Continue lendo »


Avaliação: 3/5 Editora: Geração Editorial, Cortesia ISBN: 9788581302331 Gênero: New Adult, Romance Publicação: 2014 Páginas: 336 Skoob

Depois de um tempo sem ler nenhum livro do gênero New Adult, eis que li a sequência de O segredo de Ella e Micha. No primeiro volume a autora abordou todo o trajeto e provações que o casal de protagonistas passou para ficarem juntos.

Em O para sempre de Ella e Micha, a narrativa continua do ponto onde parou, Ella e Micha estão namorando, mesmo assim eles necessitam continuar com suas vidas e acabam mantendo um relacionamento à distância. Micha é músico e faz parte de uma banda que acaba de partir em turnê, ele está fazendo shows por diversas cidades.

Ella retorna à Las Vegas após o término das férias, o novo semestre promete não ser nada fácil, ainda mais com ausência de Micha. A vida de nossa protagonista finalmente entrou nos eixos, seu pai está na reabilitação para se recuperar do alcoolismo, Ella e o irmão estão mais próximos e amizade com Lila continua a mesma de antes, Ella não mudou muito, ela mantém sua identidade e, em termos práticos, alterna sua personalidade entre a patricinha e a gótica.

No entanto, nem tudo são flores, o drama ainda continua. Ella está insegura com o namorado longe, eles sentem muito a falta um do outro, ambos estão em busca de seus sonhos, Ella aceita seus conflitos internos e compreende que necessita de ajuda, ela conta com o apoio de todos. E ainda tem tido sessões com um especialista.

Ella aparentemente progrediu, mas novamente revive os problemas do passado, a culpa é ponto forte de sua personalidade, ela se deprime facilmente, e sempre se culpa pelo que acontece consigo e à sua volta. Com o relacionamento meio conturbado devido à distância, Ella parte ao encontro de Micha, seus anseios são suas fraquezas, tanto Ella quanto Micha se deparam com novos pretendentes que podem abalar ainda a situação do casal. Continue lendo »


Olá, pessoal!

O blog passou por muitas mudanças no fim do ano, a equipe cresceu, trocamos de nome e, como merecido,  ganhamos um novo visual.

Para relembrar de 2014, a equipe elegeu para vocês as melhores leituras do ano.

Amanda Angelozzi

1. Laços de Família, de Clarice Lispector (Rocco)
2. O Mal-Estar na Cultura, de Sigmund Freud (L&PM)
3. Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway (Bertrand Brasil)
4. Poética, de Ana Cristina Cesar (Companhia das Letras)
5. Mulheres, de Charles Bukowski  (L&PM)

Na verdade, meu melhor do ano é um livro que eu já tinha lido algumas vezes. Clarice é uma das minhas escritoras preferidas, este ano fiz uma matéria sobre ela na faculdade, então debrucei-me muito mais atentamente em sua obra. Foi como lê-la pela primeira vez, como esta mulher é incrível! Este é um livro de contos publicado em 1964. Ele tem como maioria das personagens centrais, mulheres de classe média alta, problematizando questões do patriarcado e psicológicas, tudo de uma maneira muito sutil, mas certeira. Umas das marcas da Clarice, que a gente vê muito nesse livro, é a questão do olhar e reviravolta. Primeiro há uma situação de estabilidade, de repente a personagem vê algo que faz toda a situação mudar, tendo finais surpreendentes. Também têm as riquezas daquilo que ela escreve sem escrever, as entrelinhas do texto, que são fantásticas. Sou suspeita, adoro este entrar da Clarice no que há de mais interior no ser, o quanto ela é profunda fazendo a gente pensar, tocando nas nossas feridas muitas vezes, linguagem que ninguém conseguiu alcançar até hoje, na minha opinião. Eu recomendo fortemente! Destaco os contos: Amor, A Imitação da Rosa, O Búfalo, Feliz Aniversário e Uma Galinha.


Caio César

1. A Menina Que Roubava Livros, de Markuz Zusak (Intríseca)
2. O Código da Vinci e O Símbolo Perdido, de Dan Brown (Sextante)
3. Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas (Zahar)
4. O Último Judeu, de Noah Gordon (Rocco)
5. O Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo (Zahar)

Foi bem difícil decidir qual foi minha melhor leitura esse ano, mas vamos lá! Escolhi A Menina Que Roubava Livros porque é um dos livros mais completos que já li. Tenho certeza que a maioria de vocês já devem ter lido o livro ou, no mínimo, ter visto o filme que lançou a pouco tempo atrás, mas mesmo assim tenho que explicar o motivo de eu o ter escolhido. O livro é narrado pela Morte. Isso mesmo, pela Morte. Foi uma ideia genial de Markuz Zusak. A Morte narrou a história de forma onisciente com Liesel Memimger, uma pequena garotinha que foi adotada, juntamente com seu irmão, que morreu no início da narrativa, por duas pessoas que mais estavam pensando no dinheiro que receberiam do que nas crianças, mas que no fim a amam mais que as próprias vidas. A história se passa na Segunda Guerra Mundial e sinceramente não sei se há algum livro que nos mostre como era o contexto social na época de maneira mais fiel que A Menina Que Roubava Livros. Pode-se dizer que Liesel começa uma nova vida. Se apaixona por um Judeu, que se tornou seu melhor amigo. Mostra para os meninos de sua rua quem era a melhor jogadora de futebol. Cria coragem e passa a roubar um livro por vez da casa do prefeito e se torna uma mulher perfeita, que passou por poucas e boas na vida, antes de a morte finalmente a encontrar.


Camila Tebet

1. Na Natureza Selvagem, de Jon Krakauer (Companhia das Letras)
2. O Lobo do Mar, de Jack London (Zahar)
3. Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex (Geração Editorial)
4. Ligue os Pontos e Put Some Farofa, de Gregorio Duvivier (Companhia das Letras)
5. Laranja Mecânica, de Anthony Burgess (Aleph)

Acho que muitos de vocês já ouviram falar do filme Na Natureza Selvagem. Foi assim, inclusive, que conheci a história. Depois que assisti ao filme (maravilhoso, por sinal), descobri que o longa é baseado em um livro. Não levou muito tempo para que eu realizasse a leitura, que se tornou um dos meus favoritos da vida. Definitivamente, é uma obra que irei reler várias vezes. O livro traz um relato jornalístico da história de Christopher McCandles, o adolescente que largou a família e os bens materiais para cumprir uma jornada no meio da natureza do Alasca. Escrito pelo jornalista Jon Krakauer, o livro narra a jornada de Chris e se baseia em depoimentos da família e de amigos para traçar o perfil do jovem. Além disso, apresenta vários documentos e relatos escritos por ele, como cartas e trechos do diário feito enquanto estava no Alasca. A obra me fez refletir sobre diversos aspectos da minha vida. Um dos momentos mais marcantes e emocionantes foi a carta que Chris deixou para o amigo Ron. No texto, ele diz que para viver uma vida plena é preciso fugir do conformismo, da estagnação, buscar sempre uma nova aventura. É extraordinário, mais do que recomendado.


Melissa Tebet

1. Harry Potter e a Ordem da Fênix, de J. K. Rowling (Rocco)
2. Harry Potter e as Relíquias da Morte, de J. K. Rowling (Rocco)
3. O Ladrão de Raios, de Rick Riordan (Intrínseca)
4. Fazendo meu Filme, de Paula Pimenta (Galera Record)
5. O Mágico de Oz, de L. Fank Baum (Zahar)

Harry Potter é uma das minhas séries favoritas. Comecei a ler no ano passado e terminei neste ano. Este livro foi o que mais gostei da série, pois representa um ponto de mudança na história, que se torna mais sombria. Apesar disso, muitas das passagens foram engraçadas, divertindoo e deixando a trama mais leve.











Patrícia Oliveira

1. A Lista do Nunca, de Koethi Zan (Paralela)
2. O Trem dos Órfãos, de Christina Baker Kline (Planeta do Brasil)
3. Escravas de Coragemde Kathleen Grissom (Arqueiro)
4. A Filha do Sangue, de Anne Bishop (Saída de Emergência Brasil) 
5. Reconstruindo Amelia, de Kimberly McCreight (Arqueiro)


A leitura que mais me marcou durante o ano foi as duas acabam sendo , a obra de Koethi Zan é muito bem escrita e desenvolvida, a trama é forte e impactante, o livro gira em torno do rapto de duas amigas, Sarah e Jennifer, que desde a infância procuraram evitar o perigo a todo custo. Um pouco antes de encarar a vida universitária, elas reforçam suas crenças na “lista do nunca”- onde documentaram tudo o que nunca poderiam fazer para estarem seguras. Entretanto, as duas acabam são sequestradas por um psicopata, mantidas cativas em um porão com outras duas garotas. Após três anos Sarah consegue escapar e. logo assume uma nova identidade sob a proteção do FBI, vivendo reclusa da sociedade. A obra me fez refletir sobre diversas situações, às vezes, o perigo esta tão próximo de nós que não vemos, acreditamos no que queremos sem ao menos se questionar, deixamos de viver por medo ou vivemos demais sem temer a nada. A narrativa é perturbadora, intensa e vívida, impossível na mergulhar de cabeça no drama vivido por Sarah.



Tayara Casemiro

1. Psicose, de Robert Bloch (DarkSide)
2. Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick (Intrínseca)
3. Minha Metade Silenciosa, de Andrew Smith (Gutenberg)
4. Todo Dia, de Davit Levithan (Galera Record)
5. Como eu era antes de Você, de Jojo Moyes (Intrínseca)

De todas as leituras de 2014, a que mais me marcou sem dúvida foi a obra prima Psicose, do autor Robert Bloch, digo isso com toda a certeza, tive ótimas leituras este ano, mas Psicose mexeu muito comigo. A história se passa no Bates Motel, onde um crime acontece e a partir deste fato a trama se desenvolve. Somos apresentados a Norman Bates, e a sua mãe Norma, dois personagens incríveis e que nos fazem ficar totalmente presos a leitura. Nunca tinha lido um livro tão completo e tão bem escrito, tive muito receio ao falar sobre a obra, pois tinha medo de não passar toda a maravilha que este livro é com as minhas palavras. Vocês podem achar que estou exagerando, mas realmente tenho este livro como um divisor de águas, como nunca tinha lido algo assim, creio que após esta leitura meu olhar crítico mudou, e até nas minhas avaliações, antes tinha o costume de dar 5 estrelas para todos os livros que me agradavam, mas agora dou 5 estrelas para as obras que realmente me tocam e me deixam sem palavras. Psicose é o melhor livro de 2014, e com certeza entra no top 10 da vida, se vocês não leram leiam, pois, tenho certeza que também será uma leitura incrível para vocês, de todos os livros que indico este é o melhor. 


Feliz 2015!
terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Olá, pessoal!

Eu estava organizando minhas prateleiras, quando percebi que tenho muitos livros não lidos (que novidade!). Sou uma compradora compulsiva de livros e necessito tratar deste mal prazeroso urgente!
Decidi então fazer este projeto lindo que consiste em pegar 12 livros não lidos e ler um por mês neste novo ano, assim, no final de 2015, terei lido 12 preciosidades (ou não) negligenciadas por mim por tanto tempo. Separei os começados e abandonados, os nunca lidos, os que eu nunca tive vontade de ler, e os que eu quero muito ler, mas me falta coragem para começar. Agora lerei todos e tratarei eles com todo o amor do mundo! Mas preciso da ajuda de vocês, afinal não faço ideia de por qual devo começar, e também preciso de vocês pegando no meu pé para eu cumprir esta meta. Vai funcionar assim, através de uma enquete disponibilizada na fan page durante 1ª semana de cada mês, vocês vão escolher qual livro irei ler.


Confira a lista:
  • A menina que roubava livros, de Markus Zusac
  • Halo, de Alexandra Adornetto
  • Olhe para mim, de Jennifer Egan
  • Invisível, de Andrea Cremer e David Levithan <3
  • Amor Veríssimo, de Luis Fernando Veríssimo
  • A garota que eu quero, de Markus Zusac
  • A Revolução dos Bichos, de George Orwell
  • Veneno, de Sarah Pinborough
  • O Hobbit, de J.R.R Tolkien
  • O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
  • O Mágico de Oz, de L. Frank Baum
  • Comer Rezar Amar, de Elizabeth Gilbert


Esses são os escolhidos. Espero contar com vocês
Qual livro desta lista deve ser lido janeiro? Deixe sua opinião nos comentários! Se resolverem fazer projeto de leituras para o próximo ano, compartilhem aqui, quero muito ver a lista de vocês!

*O resultado do livro escolhido será divulgado no Instagram do blog. 

Feliz 2015! Muitos livros para nós!!

Avaliação: 5/5 Editora: Intrínseca ISBN: 9788580576252 Gênero: Contos, Fantasia, Jovem Adulto Publicação: 2014 Páginas: 352 Skoob

Para mim, o Natal é uma das melhores épocas do ano. Adoro as reuniões entre as famílias e o espírito de renovação, de esperança. Sempre que dezembro se aproxima gosto de assistir a filmes com o tema e ler livros natalinos. Em 2014, a Editora Intrínseca lançoute do O presente meu grande amor, uma ótima surpresa para quem gosta de histórias de Natal. Organizado por Stephanie Perkins (autora de Anna e o beijo francês), o livro traz doze contos natalinos de autores como Holly Black, Rainbow Rowell, Gayle Forman, David Levithan, dentre outros.

Os contos são bem diferentes uns dos outros, mas todos trazem o amor como pano de fundo. Na capa do livro é possível encontrar os doze casais que se formam durante a leitura. Há o casal que antes de ficar junto tinha uma amizade de anos; a história da filha adotiva do Papai Noel, que se apaixonou por um elfo; o garoto que estava passando um Natal muito triste, longe de sua família, e na noite de Natal tem uma surpresa agradável; a menina que queria ir embora de Christmas, mas descobriu que lá era mais sua casa do que parecia; o garoto judeu que se vestiu de Papai Noel para ajudar a manter o espírito natalino da irmãzinha do namorado; entre tantas outras.

Como já era esperado, alguns contos são mais fracos do que outros. Mas, ao terminar a leitura, concluí que só me decepcionei com um dos contos, o de Myra McEntire, que achei chato e arrastado. Todos os outros me encantaram de alguma forma e me ajudaram a entrar no clima natalino. Até os contos com elementos fantásticos prenderam a minha atenção, o que achei surpreendente, já que pensei que não fosse gostar tanto.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014


E de repente, quando a gente menos espera, o ano já acaba. Não sei pra vocês, mas essa época de festas é sempre um misto de emoções pra mim. Vamos conversar um pouco sobre ela hoje. Escolhi um poema para lermos juntos do nosso eterno poetinha, Vinícius de Moraes.

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Serei breve, porque de textos de Natal nossa caixa de email está cheia, sem contar o whatsapp e o facebook. Natal, nem para todos, é uma data lá muito feliz, nele nós lembramos de todas as pessoas que já passaram pela nossa vida, quem já perdemos, o que acaba desanimando muito, muitos inclusive acabam nem comemorando, dormindo antes da meia noite. Também há aqueles que não acreditam nesta data, vendo no Natal uma enorme inutilidade e construção capitalista da Coca Cola. E há aqueles que contam os dias para montar as árvores e embrulhar os presentes. Não entremos nesta discussão..


Para Vinícius, esta data traz uma reflexão, fomos feitos para ter emoções, fomos feitos para sentir, para chorar, para rir, este é o ser humano. É preciso viver, independente da situação que estamos, e é preciso estar com o coração aberto. E viver não é um fardo, sentir não é um problema, porque tudo isso faz nós sermos quem somos, e vale a pena.

Independente de sua crença, e esquecendo tudo de piegas que ouvimos nestas datas, vamos viver, vamos sentir mais, vamos olhar mais, vamos abraçar mais. Que essa união que tivemos no Natal e teremos novamente no Ano Novo não seja somente mera hipocrisia, não vamos nos esquecer uns dos outros. O Viagens de Papel deseja a todos os nossos leitores, que nos acompanham tão lindamente, um 2015 cheio de livros e muitos sorrisos.


Deixe nos comentários o que achou do poema! Tem algum poema que você goste e que fale destas datas comemorativas? E se quiser, o que é o Natal para você? Vamos conversar!

Até a próxima 🙂
Ps.: você pode ouvir o poema sendo interpretado aqui, nesta cena tirada do documentário “Vinícius”.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Avaliação: 5/5
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535925067
Gênero: Crônicas, Não Ficção
Publicação: 2014
Páginas: 208
Skoob

“You don’t have farofa in your country? You know nothing, you innocent!”. Acho que essa é uma das frases que mais resume bem o novo livro de Gregorio Duvivier, intitulado Put Some Farofa. A obra reúne crônicas, esquetes e textos a respeito de variados assuntos. A miscelânea é como a farofa: vai bem com tudo. É um daqueles livros que você lê um, dois textos, e é consumido pela voracidade. A linguagem utilizada pelo autor faz com que você não perceba o tempo passar. Quando vê, a obra acabou, deixando um gostinho de quero mais, ao mesmo tempo em que satisfaz.

Muitas das crônicas do livro já haviam sido publicadas na coluna semanal do autor no jornal Folha de S. Paulo, assim como os esquetes, produzidos no canal do Youtube Porta dos Fundos. Fã declarada que sou de Duvivier, eu já conhecia os textos. Devorei-os novamente com a sensação de estar degustando-os pela primeira vez. A cada página virada a consolidação de que o autor é mesmo um gênio – pelo menos para mim.

Acredito que a maior qualidade de Duvivier seja o fato dele passar tanta emoção por meio de palavras tão despretensiosas, convidativas. Até no mais melancólico dos textos o autor faz-se valer do humor, que, segundo ele, é resultado dos infortúnios da vida. Os textos de Put Some Farofa são curtos, não passando de três páginas, mas divertem, provocam reflexão, cutucam feridas, emocionam. O autor consegue, magistralmente, captar o que se passa ao seu redor e transpor em palavras.

A obra é dividida em quatro partes: “Grandes, Pequenos, Gigantescos”, “Cruzada elucidativa a favor da família brasileira”, “Put Some Farofa” e “O Mundo, Paradinho, Tem a maior graça”. Em alguns momentos, o autor discorre sobre os grandes amores que passam por nossas vidas, em outros imprime ironias a respeito de nossa política. É possível também encontrar um Duvivier mais saudoso, quando recorda sua infância e fatos marcantes de sua vida, e aquele que fala sobre as situações do cotidiano e mostra que agimos de forma ridícula em algumas ocasiões. Continue lendo »


Avaliação: 3/5
Editora: Record
ISBN: 9788501402219
Gênero: Chick-lit, Romance
Publicação: 2013
Páginas: 320
Skoob

Um chick-lit narrado sob o ponto de vista masculino. Pode parecer meio esquisito, mas é o que nos apresenta O projeto Rosie, do autor australiano Graeme Simsion. Com suas 320 páginas, a obra, narrada em primeira pessoa, conta a história de Don Tillman, um homem de 39 anos com traços muito peculiares e uma rotina extremamente organizada. Geneticista, Don alcançou bastante sucesso em sua carreira, bem diferente de suas relações pessoais, já que tem bastante dificuldade de interação com outras pessoas e continua solteiro, apesar de seus esforços para encontrar uma esposa. Após muitas tentativas, ele decide que não pode deixar mais tempo passar, que essa é a hora exata de se casar. E é aí que surge o Projeto Esposa.

Bastante meticuloso e perfeccionista, ele quer alguém que combine perfeitamente com seu temperamento e sua rotina, que é milimetricamente disposta. Para cada dia da semana, por exemplo, ele tem um cardápio fixo. Às terças, é servido lagosta com salada de wasabi, já as quartas é outro prato que se repete todas as semanas. Se algo sai diferente do planejado, com apenas alguns minutos de diferença, tudo deve ser recalculado para que o resultado final seja perfeito.

Como não poderia deixar de ser diferente, Don reserva bastante espaço de seu tempo para o Projeto Esposa e dedica-se a ele como se fosse o projeto de sua vida. O projeto consiste em um enorme questionário com perguntas como: “você usa maquiagem?”, “Você costuma chegar atrasada com que frequência?”, “Você bebe?”, “Você fuma?”, etc.. Para todas, Don possui uma resposta exata e não aceita menos do que isso. Logo, o projeto que parecia perfeito, não traz bons resultados, já que a mulher perfeita de Don parece não existir.

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