sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: Compahia das Letras, Cortesia
ISBN: 9788535929454
GÊNERO: Contos
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 240
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Uma das autoras que foi uma surpresa em 2016 foi Chimamanda Ngozi Adichie. O primeiro livro que li dela foi “Americanah”, que me surpreendeu de forma muito positiva. Em 2017, a Companhia das Letras lançou No seu pescoço, em que a autora se arrisca como contista. O livro conta com doze contos, em quais onze possuem protagonistas mulheres, que discutem temas já presentes em suas outras obras, como diferenças culturais, papel da mulher na sociedade, violência, desigualdade social, pluralidade, entre outros. Os contos falam sobre o povo nigeriano e a realidade que enfrentam, assim como alguns se passam nos Estados Unidos, demonstrando o choque que há quando as duas culturas se encontram.

A autora nigeriana escreve de maneira envolvente, ao mesmo tempo em que tece comentários ácidos a respeito das questões enfrentadas pelo seu povo. Ela apresenta diferentes lados da Nigéria e faz com que o leitor se identifique com muitas questões. O primeiro conto, A cela um, é um dos meus favoritos e um dos que mais me impactaram. Aqui, uma garota narra as experiências de seu irmão mais velho, que acabou sendo confundido com um membro de gangue e preso de forma injusta. Na prisão, ele entra em contato com a truculência e corrupção da polícia e descobre uma realidade até então desconhecida, com base na injustiça e falta de empatia. Além disso, o conto também mostra a força do patriarcalismo no país, em que, no caso daquela família, mesmo o irmão agindo errado por diversas vezes, ainda era privilegiado em relação à irmã.

Outro conto muito marcante da obra é Experiência privada. Chika, estudante de Medicina, visita a cidade da tia que está vivendo uma grande onda de violência e, enquanto estava fazendo compras, acaba tendo que se esconder depois do início de um conflito entre muçulmanos e cristãos. Ela divide o esconderijo com uma muçulmana, que possui uma vivência completamente diferente da sua. Aqui, o choque entre as culturas é imenso e são retratados também assuntos como a violência e a pobreza. Enquanto o choque de culturas levou à onda de violência, também foi capaz de aproximar aquelas duas mulheres que se uniram para escapar e se juntaram para enfrentar seus medos. Continue lendo »

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
GÊNERO: HQ, QUADRINHOS, HUMOR
ISBN: 9788555340451 
PUBLICAÇÃO: 2017 
PÁGINAS: 136 
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Parece que foi ontem que me diverti muito lendo as tirinhas da americana Sarah Andersen, em seu primeiro livro lançado pela Editora Seguinte, selo do Grupo Editorial Companhia das Letras, Ninguém Vira Adulto de Verdade.

“Este segundo livro é especialmente feito para nós, que não economizamos dinheiro na livraria, nosssaaaa você sentiu que esse livro foi feito para você também; vivemos à base de café, no caso eu, vivo a base de chá, o que não deixa de ter cafeína; deixamos tudo para a última hora, uma loucura essa vida; somos especialistas em roubar o blusão alheio, super confortável;  não sabemos nos comportar em situações sociais, quem nunca quis fugir dessa vida; e insistimos em Pensar Demais”, ó dúvida cruel…

Muito interessante perceber que este livro se inicia de forma similar com a primeira e última tirinha do “Ninguém Vira Adulto de Verdade”, debaixo de uma pilha de cobertas, com nossa personagem querendo fugir do cotidiano social. Impossível não se identificar com diversas situações apontadas nas tirinhas.

Apesar de minha avaliação para este volume ser excelente, não temos muitas surpresas. Espero que não me entendam mal com isso, Sarah continua tendo ótimas sacadas e continua sendo ultra engraçada, mas para quem já leu o primeiro, é fácil entrar no clima desta continuação sem grande euforia.

Passando um pouco da metade do livro, percebemos uma Sarah com necessidade de escrita, porque, até então, as tirinhas falavam com si só. Agora, cada página conta com duas ou mais linhas de texto antes ou depois das tirinhas, e, apesar de terem umas muito bacanas, isso me deixou um pouco decepcionada, porque a graça estava em não ter textos explicativos. Esse foi o único ponto baixo do livro.

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AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788556510433
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 680
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Quinze anos depois de publicar o extraordinário A sombra do vento, primeiro volume da ilustre série chamada “O cemitério dos livros esquecidos”, Zafón nos brinda com mais uma narrativa brilhante (e desfecho dessa série) ambientada na Barcelona do pós-guerra. Foram cinco anos de ansiosa espera por esse volume e finalmente tive a oportunidade de me deliciar com sua história. Devo confessar que Zafón fez valer a pena todos esses anos aguardando O labirinto dos espíritos e cada página de suas 680 me conquistou de maneira única. Foram alguns poucos dias mergulhada na imensidão de palavras de Zafón, mas foi só fechar o livro que já me bateu uma saudade irremediável de seus personagens ilustres e sua narrativa profunda.

Em O labirinto dos espíritos nos deparamos com a história de Alicia Gris, uma investigadora que apoia a polícia em alguns casos sem nunca receber reconhecimento pelo seu ilustre trabalho. Mesmo sabendo que é boa no que faz, Alicia não se sente feliz e precisa ser libertada dessa sua vida, então faz um acordo com seu chefe e guardião/mentor Leandro: aceita um último caso com a condição de ser livre após tê-lo solucionado.

O destino lhe reserva um dos casos mais complicados que já teve: o desaparecimento do ministro Mauricio Valls, que parece estar ligado à uma vingança de um ex-prisioneiro de Montjuic chamado David Martín, que esteve sob custódia de Valls quando este ainda era diretor da prisão. As pistas são poucas, mas envolvem cartas com ameaças curtas que vieram da prisão, um livro raro de Victor Martaix e uma lista com números sem aparente significado. Porém, com seu talento, Alicia consegue ver nisso mais que todo mundo e começa uma investigação profunda que vai revelar uma trama criminosa maior do que todos esperam. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 3/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510419
GÊNERO: FICÇÃO CIENTÍFICA
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 392
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Depois de um tempinho, finalmente li a continuação de Gigantes Adormecidos, com o título Deuses Renascidos, neste segundo volume da série Arquivos Têmis, continuamos a acompanhar a história do descobrimento de robôs alienígenas gigantes no planeta Terra.

Após os acontecimentos do primeiro livro, tivemos uma passagem de tempo de nove anos e a Doutora Rose Franklin está novamente no comando da divisão científica após ter voltado a vida misteriosamente. Muitas coisas mudaram, e as pessoas da equipe da Doutora seguiram suas vidas, mas ela não se reconhece mais, acredita que a Rose que morreu não era ela, pois ela não se interessa e não tem a fascinação pela Têmis como a Rose de nove anos atrás tinha. Toda essa confusão em sua cabeça, a faz questionar muitas atitudes e sua postura perante a divisão científica.

As coisas se complicam ainda mais quando outros robôs iguais a Têmis começam a aparecer em cidades de todo o mundo, mas diferente de Têmis, esses robôs aparecem inteiros e são capazes de dizimar cidades em questão de segundos. Essas aparições repentinas acabam causando o desespero da população e dos líderes políticos que não sabem como agir perante a um ataque alienígena que pode extinguir a raça humana. A única salvação acaba sendo Têmis, pois a robô é a única arma que poderia bater de frente e defender o planeta, a partir de então a equipe da Doutora Franklin se reúne novamente para tentar encontrar uma solução que poderia evitar uma guerra de proporções gigantescas.

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Avaliação: 4/5 
Editora: Companhia das Letras, Cortesia
ISBN: 9788535925562
Publicação: 2015
Páginas: 424
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Barbara Parker sempre sonhou em ser atriz e em fazer as pessoas rirem. Sua maior inspiração sempre foi Lucille Ball, estrela do seriado I Love Lucy. Com a ideia de perseguir seus sonhos, Barbara deixa a cidade Blackpool e segue para Londres. Lá, ela percebe que nem tudo é como ela sonhava, mas tudo muda quando conhece o agente de atores Brian Debenhan. Assim, Barbara adota o nome artístico Sophie Straw e passa a correr atrás de uma boa oportunidade.

A história se passa em 1960. Mesmo desacreditada pelo seu agente, logo Sophie conquista o papel principal em uma série que se tornará queridinha dos britânicos: Barbara (e Jim). A série é quase toda baseada na vida que ela levava antes de se mudar para Londres e se tornar Sophie. Ela vive o melhor momento de sua vida, assim como as outras pessoas da equipe. Entretanto, logo as coisas começam a ficar bastante confusas e a vida passa a imitar a arte.

Nick Hornby costuma ter em seus livros aquele tom sarcástico e com uma visão mais crua da vida real, como em Alta Fidelidade e Uma Longa Queda. Funny Girl foi uma surpresa para mim. Acompanha Barbara, que vira estrela de uma sitcom. A obra retrata também a vida dos roteiristas, outros atores e até mesmo o andamento da própria série. Tudo bem balanceado de forma a não cansar a narrativa.

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AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340444
GÊNERO: JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 440

A premissa de A lógica inexplicável da minha vida é meio que inexplicável. Me perdoem o trocadilho, mas é mais ou menos isso. Nesse livro, o leitor acompanha a vida de determinados personagens e os percalços pelos quais eles passam. Apesar de não resumir nada, essa é uma ótima explicação da experiência que é este livro. Você vai conhecer personagens incríveis e apaixonantes e vai acompanhá-los por um determinado período de tempo. Coisas boas acontecerão, assim como coisas ruins. E é aí que está a maior mensagem que esse livro traz: a vida acontece.

O livro é narrado por Salvador, garoto de dezessete anos que é adotado por um homem gay. Ele não sabe quem são seus pais biológicos e está prestes a entrar no último ano do colegial. Conhecemos também Sam, melhor amiga de Salvador. A relação dos dois é bastante importante para ambos e também é ponto central da história.

Ao longo da narrativa, o autor Benjamin Alire Sáenz, – assim como fez em “Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo” – nos leva por uma leitura extremamente gostosa e por lições e mensagens preciosas. Ele trata de assuntos como a amizade e a sua importância, o papel de cada um na vida do outro e as relações interpessoais.

A escrita é bastante sensível e leve. Você se deixa levar pela narrativa e, quando vê, está com pena de terminar a leitura para não ficar com saudade daqueles personagens. Eu estou sentindo falta deles até agora. Continue lendo »

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501111135
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 280
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O maravilhoso bistrô francês é um livro diferente de tudo que já li, no que se trata de romances. Confesso que a maior parte dos livros que me atraem geralmente tem temáticas mais juvenis, e os próprios personagens não passam da fase adulta. Foi uma surpresa um tanto agradável para mim ler algo tão fora da minha zona de conforto, com personagens mais maduros e me fez perder alguns preconceitos que tinha com enredos desse tipo.

O livro nos conta a história de uma senhora de 60 anos, Marianne, que viveu toda uma vida de abusos com um marido controlador que a impedia de seguir seus sonhos e fazer qualquer coisa que gostasse e a fizesse feliz. Ao longo dos anos, Marienne foi perdendo toda e qualquer vontade de viver, afinal ela mesma não tinha poder de escolha sobre nada em sua vida, até que chega a uma decisão apenas sua: ela decidiu morrer.

Porém, mesmo essa escolha acabou sendo frustrada por um estranho que a resgata do Rio Sena e ela se vê em uma cama de hospital com seu marido, mais uma vez, mais preocupado com o gasto que teria com ela e a vergonha que passaria quando se visse envolvido em uma notícia de tentativa de suicídio do que com a própria esposa. É então que, corajosamente, Marianne decide fugir e leva consigo apenas sua bolsa e um azulejo representando o Porto de Kerdruc, lugar pelo qual ela fica fascinada.

É durante a viagem para esse lugar e, mais ainda, na cidade de destino, que Marianne descobre as surpresas que a vida tem reservado para ela. São as inúmeras coincidências e surpresas que ela encontra que a fazem começar a descobrir o que é viver.

Narrado em terceira pessoa, sem um ponto de vista fixo – o que pode ser um pouco diferente, mas nem um pouco desagradável -, esse romance nos traz uma história diferente, mas com muito poder de reflexão. Logo nas primeiras páginas nos vemos envolvidos com a história de Marianne e até ficamos com certa raiva pelo modo como é tratada. Suicídio não é um tema fácil de se tratar, mas ainda menos fácil é falar sobre uma vida de abusos de uma mulher e me compadeci profundamente pelo que Marianne viveu. Continue lendo »

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501110817
GÊNERO: JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 378
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Existem livros que nos passam despercebidos e existem livros como O ódio que você semeia, que trazem histórias fortes, com realidades que precisamos conhecer e que nos propõem reflexões muito importantes. Assim que bati o olho na sinopse do livro de Angie Thomas, fiquei com vontade de realizar a leitura. A história dialoga principalmente com o público adolescente, mas mesmo que você não faça parte dessa faixa etária, vale muito a pena dar uma chance ao livro.

Aqui, conhecemos a história de Starr, que se divide entre dois mundos. Ela é uma garota de 16 anos, negra, que mora em um bairro marginalizado, marcado pela disputa de gangues, com moradores que não encontraram muitas oportunidades na vida e muitas vezes acabaram na criminalidade. Seu pai é dono de um mercado da região e as condições da família permitem que ela e seus irmãos estudem em uma escola melhor, elitista, com poucas crianças negras.

Starr passa seus dias entre os dois bairros e as duas realidades e sente que não consegue ser ela mesma em nenhum dos dois. Na escola, ela precisa agir de acordo com o que é esperado dela: pacífica, tranquila, sem nenhum traço de contestação que a remeta ao gueto. Já no bairro onde mora, ela evita falar de seus amigos e namorado, que são brancos, para que seus dois mundos não colidam.

Tudo isso muda quando Starr está em uma festa no gueto e reencontra seu amigo de infância Khalil. Eles acabam fugindo juntos de um tiroteio e, enquanto ele está levando ela para casa, são parados por um policial branco na estrada. Starr sempre foi alertada sobre como agir com policiais. Mesmo sem dever nada à polícia, ela sabe que é preciso evitar movimentos bruscos, responder à tudo o que os policiais perguntarem, obedecer a cada pedido. Khalil parece não ter o mesmo entendimento sobre o assunto e um pequeno erro faz com que ele seja assassinado a sangue frio na frente de Starr. É a partir daí que tudo se desenrola.

Quando foi morto, Khalil não estava portando drogas em seu carro, não agiu contra o policial, não fez nada de errado. O seu erro foi a cor da sua pele. O preconceito, que é sempre tão velado, levou à sua morte. Starr é a única testemunha e agora precisa decidir até que ponto poderá se envolver na história e fazer justiça pelo amigo. Quando o caso começa a ganhar importância na imprensa, o peso dessa decisão fica ainda mais intenso. Continue lendo »

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9878501110886
GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 389
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Doze romances, uma escolha

Sou virginiana, com ascendente em Câncer e Lua em Touro (quase gêmeos) e eu sou a louca dos signos! Sim! Temos até uma prática, muito saudável, de bullying do zodíaco! Então, para mim, a autora Ray Tavares acertou em cheio ao escrever esse livro. Sem contar que ela também é Potterhead. Muito amor num humano só! (mesmo sendo ariana, rs).

Bem, vamos ao livro!

Isadora, estudante de jornalismo na ECA-USP, tem um relacionamento de uns 6 anos com Lucas. Parece tudo normal, até que em sua festa de aniversário ela descobre que esta sendo traída com sua melhor amiga da faculdade. Seu mundo desaba. Sua vida vira uma rotina de tristeza e comidas gordurosas em um quarto fechado.

A chamada para aventura, na verdade para sair da fossa, foi de sua prima Mariana: um convite para ir para a balada e refrescar a cabeça. E como toda aventura furada é pouca, Isa se embebeda e se mistura com a galera, dando um perdido em sua prima. Sem nenhuma coordenação motora e senso de direção, acaba a balada no banheiro, quase como um pedido de socorro. É nesse momento que conhece Marisa, faxineira do local, que introduz sua sabedoria milenar sobre astrologia para Isadora: seu relacionamento não deu certo porque ela é de aries e ele era de peixes, o inferno astral da combinação!

Na faculdade, Isadora recebe uma atividade para passar em sua matéria favorita: sem se identificar, e através de um pseudônimo, cada aluno devia fazer um blog investigativo. Maquinando as informações que ela estava vendo sobre os signos, Isadora decide fazer um blog sobre isso, com um pouco de criatividade e diferença dos blogs que já tratam sobre o assunto: como é se relacionar com cada um dos doze signos. Sim! Passar o rodo no zodíaco, como ela mesma diz.

Assim nasce Valentina, pseudônimo de Isa, que se transforma em seu alter ego: sedutora, pronta para conquistar o seu objetivo. O blog vira febre na USP inteira e a experiência dá a Isa momentos divertidos, encrencas, risadas e muita reflexão. Continue lendo »

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788535924787
GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO CIENTÍFICA
PUBLICAÇÃO: 2014
PÁGINAS: 521
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Todas as redes sociais que você faz parte agora estão interligadas e o perfil único por usuário mantém todos informados sobre o seu dia a dia e, o mais importante, sua verdadeira identidade. Esse é o trabalho do Círculo.

Num futuro não tão distópico assim (vocês vão ver, rs), a empresa Círculo conseguiu realizar essa façanha. Além de se tornar o local mais tecnológico e legal de se trabalhar do mundo, eles prestam um serviço à humanidade: o acesso facilitado e real de informações. O círculo tem à sua frente a gangue dos quarenta, que são como a diretoria executiva da empresa: reuniões secretas e decisões são feitas com esse grupo. A liderança vem dos três membros fundadores, que são as mentes por trás de toda a magia e principais empreendimentos da empresa.

É nesse mundo que Mae Holland, recém-formada, acaba de entrar. Depois de passar meses com uma rotina simplória numa empresa que não valorizava seu potencial, sua amiga Annie (super influente no Círculo) consegue uma entrevista para que Mae tente ingressar na empresa.

Quando Mae é contratada, descobre as diferenças de seu novo local de trabalho logo nos primeiros dias: cada funcionário tem um ranking de pontuação e popularidade. Crescer na empresa depende muito de cada um.

Seu primeiro departamento é na Experiência do Cliente, uma espécie de SAC. Pode até parecer bobo, mas todas as empresas precisam de um atendimento ao cliente e o diferencial aqui é que o objetivo é chegar sempre em 100% de satisfação do cliente. No início Mae não consegue, mas é incentivada e acompanhada para conseguir, tendo feedbacks constantes.

Lembra do ranking de pontuação que eu falei? Pois bem, ele depende vários tipos de pontos, como coisas que se compartilha, por exemplo. Tudo que você faz deve ser compartilhado. Se você não compartilha, nega aos outros o conhecimento e/ou a vivência/experiência que você teve, ou seja, é um egoísta. A intenção do círculo é expandir esses valores para sociedade. Todos devem se integrar a essa ideologia. Há uma cobrança constante em relação a isso.

“Como todos aqui no Círculo sabemos, a transparência leva à paz de espírito.”

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