AVALIAÇÃO: 3/5 EDITORA: SUMA De LETRAS,CORTESIA ISBN: 9788581052335 GÊNERO: FANTASIA, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2015 PÁGINAS: 296 SKOOB

Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

No segundo volume da série “Escola Noturna“, somos mais uma vez levados para dentro das paredes da misteriosa Escola Cimmeria. Agora, Allie já não vê a escola com os mesmos olhos. Após os terríveis acontecimentos do último verão, Cimmeria não é mais a mesma, a não ser talvez pelos contínuos mistérios que a cercam. Allie começa a perceber que tudo que vem acontecendo à escola está, de alguma forma, ligado a ela e agora, com uma guerra se aproximando, ela deve escolher um lado. Mas como escolher quando está tudo tão permeado de segredos e ela não pode realmente confiar em ninguém?

Em O Legado, a autora segue o mesmo script que me fisgou no primeiro volume mas que agora começa a me parecer repetitivo, frustrante e cansativo. A primeira coisa a se destacar é que tudo que a gente achou que sabia no primeiro livro, na verdade não é nada do que parecia. Alguns personagens inclusive parece que trocam de papel, e tudo bem se a autora fizesse um plot twist aqui, mas o fato é que ela nos deixa com essas incertezas, essas dúvidas, e, dessa maneira, parece que não dá uma direção à história, meio que deixa tudo a deriva.

Acredito que ela quis manter a aura de segredo e mistério do primeiro livro – que é basicamente a única coisa que pega o leitor e o faz querer continuar a leitura – mas só conseguiu deixar a história sem direção e o leitor confuso. Ela nos dá pequenas indicações das motivações e possíveis respostas, mas nada muito conclusivo e isso me irritou um pouco. Ela poderia sim manter o mistério, até porque acredito que o ponto seja esse, mas ela não está sabendo desenvolver o que tem na mão. Ela não está sabendo explorar bem o pouco que está nos dando.

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Avaliação: 4/5 Editora: Arqueiro, Cortesia ISBN: 9788580413977 Gênero: Fantasia, Jovem Adulto Publicação: 2015 Páginas: 288 Skoob

Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Após todos os acontecimentos dos volumes anteriores (Amaldiçoadas e Enfeitiçadas), finalmente pude concluir a leitura da trilogia “As crônicas das irmãs bruxas”. Em Predestinadas a magia e aventura tomam forma e conquistam o leitor. Neste volume, temos muito mais ação e emoções. Posso dizer com convicção que Jessica Spotswood finalizou a trilogia satisfatoriamente.

A batalha decisiva entre a Irmandade e a Fraternidade está próxima, Cate precisa juntar forças e tomar importantes decisões, pois dela depende o futuro de muitos. Mara agora é a inimiga e também a responsável pela mudança de ânimos de Cate. Logo que apagou a memória de Finn, ela também deu fim à dócil e amável personalidade da irmã.

Nesta sequência, Cate está mais séria e fria do que nunca. Durante a leitura notamos que a autora introduziu pequenos acontecimentos que nos preparam para o grande final. Junto das outras bruxas (e não bruxas), Cate se prepara para dar um fim definitivo às manipulações e ao controle da Fraternidade sobre seus destinos. Ela se sente responsável e preocupada com o rumo da guerra, e sem mencionar as traições e as baixas que a Irmandade sofreu. Apesar de tudo ela segue adiante e determinada a vencer. Enquanto isso, a Fraternidade está enraivecida depois dos ataques que frustraram todos os seus esforços por manterem a Irmandade sobre seu domínio, tudo o que os Irmãos querem é vingança e a extinção de todas as bruxas.

Predestinadas fechou com chave de ouro e o desfecho da trilogia foi totalmente inesperado. Algo que considero muito positivo é que Jessica Spotswood manteve o ritmo e o padrão da narrativa nos três volumes sem decair a qualidade da escrita e da história. Eu não consigo definir quais dos títulos é meu preferido e qual o melhor, todos se mantiveram no mesmo nível. Continue lendo »


Avaliação: 5/5 Editora: Arqueiro, Cortesia ISBN: 9788580416374 Gênero: Romance de época, Romance Publicação: 2016 Páginas: 256 Skoob

Comecei a ler romance de época por conta da Julia Quinn e da série Os Bridgertons e a cada novo livro eu me apaixonava ainda mais pelas histórias. Quando a série terminou e eu li o último livro publicado, fiquei num misto de sensações, tristeza e alegria por acompanhar personagens tão incríveis. E então a Arqueiro publica E viveram felizes para sempre, considerado o 9º livro da série. Eu achava que não tinha como melhorar, mas essa leitura fechou com chave de ouro e me conquistou demais!

Nesse livro, a autora traz novos epílogos para cada uma das histórias contadas anteriormente. É o que vem depois do final feliz, como ela mesma explica na obra. Aqui, ela tentou solucionar questões que ficaram em aberto nos livros anteriores e eram frequentemente abordadas pelos leitores. Os contos são uma forma da gente matar a saudade dessa família tão especial e vislumbrar um pouco da vida que cada um teve.

São nove contos, porque aqui Violet Bridgerton, a matriarca da família, ganha um espaço muito especial. No primeiro conto, de “O duque e eu”, revisitamos Daphne e Simon, que finalmente abre as cartas que o pai deixou para ele. Em “O visconde que me amava”, Quinn mostra a tradição da família de realizar anualmente partidas do jogo Pall Mall. Kate e Anthony se mostram mais competitivos do que nunca. No terceiro conto, “Um perfeito cavalheiro”, Sophie e Benedict acompanham a busca de Posy por um grande amor.

Logo em seguida, em “Os segredos de Colin Bridgerton”, acompanhamos como Penelope contou para Eloise Bridgerton, sua melhor amiga, um grande segredo seu. Em “Para Sir Phillip, com amor”, os anos se passaram e agora Phillip e Eloise veem sua filha Amanda se apaixonar. Já em “O conde enfeitiçado”, finalmente ficamos sabendo se Francesca realizou seu sonho de ser mãe e engravidou de Michael. Em “A caminho do altar”, descobrimos os nomes que Gregory e Lucy deram a todos os bebês e, em “Um beijo inesquecível”, Hyacinth tem o prazer de finalmente encontrar os diamantes, perdidos há tantos anos na casa de Gareth.

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segunda-feira, 6 de março de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: ROCCO, CORTESIA ISBN: 9788532528230 GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO HISTÓRICA PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 368 SKOOB

A luz entre oceanos é uma excelente leitura, lançado no Brasil pela Editora Rocco em 2013 e, recentemente, republicado com a capa do filme (aliás, ainda não tive a oportunidade de assistir). O livro narra uma série de eventos dolorosos que se passa na vida de um jovem casal australiano.

A história tem início quando Tom Sherbourne, um ex-soldado atormentado pelas experiências deixadas pela Primeira Guerra Mundial, retoma sua vida. Em 1919, Tom almeja uma vida tranquila e sossegada, assim acaba aceitando uma oferta de emprego que lhe proporcionará o que tanto quer. Antes de assumir o cargo de faroleiro na isolada ilha de Janus, localizada entre os oceanos Atlântico e Índico, ele é muito bem recebido pela comunidade local – Point Partageuse, é neste ambiente apaziguador que conhece uma bela jovem de dezessete anos – Isabel Graysmark. Tom e Isabel acabam se apaixonando, logo se casam e partem para ilha.

De início o contrato de trabalho de Tom era de apenas seis meses, no entanto, esse período é estendido por anos. Apesar da vida tranquila, o casal não pode ter filhos, esse fator é irrelevante para ele que ama a esposa. Porém, Isabel se sente deprimida após a sucessão de abortos. Num dia de calmaria, Isabel ouve choros de criança, um pequeno barco acaba à deriva na costa da ilha, dentro há um homem morto e uma recém-nascida viva. Para Isabel esse acontecimento representa um milagre, a resposta as suas preces e o consolo por tantas provações. Tom se encontra num terrível dilema, atender as suas obrigações e consciência ou a suplica da esposa para encobrir o ocorrido e assumirem a criança como sua, faz pouquíssimo tempo que Isabel abordou e ninguém tomou conhecimento do fato. Continue lendo »


Avaliação: 4/5 Editora: Rocco, Cortesia ISBN: 9788532530479 Gênero: Romance Publicação: 2017 Páginas: 320 Skoob

O clube de leitura de Jane Austen me ganhou já em sua primeira frase: “Cada um de nós tem uma Austen particular”. A britânica escreveu seis romances durante sua vida e, com certeza, eles trazem variadas percepções a quem os lê. A minha Austen, por exemplo, era uma mulher à frente de seu tempo, que via na escrita uma forma de se libertar dos costumes da época, enchendo seus livros de ironias e críticas à sociedade, sem deixar o romance de lado. Neste livro, nós acompanhamos quem era Austen para seis pessoas diferentes: Jocelyn, Bernadette, Prudie, Allegra, Sylvia e Grigg.

Passando por diferentes momentos em suas vidas, eles uniram um interesse em comum e criaram o Clube de Leitura de Jane Austen. A cada mês, um dos livros de Austen seria discutido na casa de alguém e, lá, eles poderiam falar sobre as variadas questões levantadas pela autora em suas obras.

Em março, eles discutiram “Emma” na casa de Jocelyn, uma mulher de cerca de cinquenta anos, criadora de cães, que teve a ideia de criar o clube. Em abril, todos leram “Razão e Sensibilidade” com Allegra, a filha de Sylvia, que com 30 anos passava por uma crise no relacionamento com a parceira Corinne. “Mansfield Park” foi lido em maio, com Prudie. A mais nova do grupo, com 28 anos, teve que enfrentar um grande desafio nesse mês.

No mês seguinte, junho, todos leram “A abadia de Northanger” na casa de Grigg, o único homem do grupo, que ninguém sabia direito o que estava fazendo no clube mas nunca deixava de surpreender. Em julho, Bernadette, de quase 70 anos, conta sua história  e como foi casada tantas vezes enquanto é feita a leitura de “Orgulho e Preconceito”, o livro mais famoso de Austen. Por fim, em agosto é realizada a leitura de “Persuasão” na casa de Sylvia, que foi deixada pelo marido após 30 anos de casamento.

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AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: ROCCO JOVENS LEITORES, CORTESIA
ISBN: 9788579803284
GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO CIENTÍFICA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 480
SKOOB

Em Crave a marca, novo livro da aclamada Veronica Roth, conhecemos um universo distópico totalmente fantástico. Neste universo criado por Roth, cada personagem é dotado de um dom especial, uma habilidade única e extraordinária, dado pela Corrente, uma espécie de força que rege esse universo. Nele temos duas nações, os Thuvhe e os Shotet que possuem uma espécie de conflito entre si e estão na iminência de uma guerra.

Cada nação tem seus oráculos, responsáveis por prever o futuro e a fortuna de cada cidadão. Akos pertence à nação Thuvhe  e é filho de um oráculo. Eles viviam uma vida simples até que o tirando Ryzek, determinado a mudar sua fortuna, sequestra Akos e seu irmão para servir na nação Shotet. Lá, Akos servirá Cyra, irmã de Ryzek, que possui um dom de afligir dor a qualquer um que a toque e que acaba sendo muito solitária. Por essa razão, os dois acabam ultrapassando as barreiras entre as nações e formam uma amizade única. Ryzek, querendo alterar sua fortuna e se tornar o soberano de Shotet, se aproveita dessa relação para realizar seus planos.

É inegável que Roth inovou bastante criando esse universo meio fantástico meio ficção científica. Ela se utilizou de elementos extremamente interessantes e soube conectá-los muito bem na trama. Nações em guerra, uma parte mística relacionada à Corrente e os dons que ela distribui, certo mistério na trama, um pouco de drama e até um toque de romance. Tudo isso poderia funcionar muito bem, e de certa maneira até criou um universo interessante, mas que, a meu ver, não foi muito bem explorado e apresentado pela autora.

Talvez, por serem muitos elementos novos, um universo muito diferente, acabou sendo uma carga muito grande de informações para a autora nos apresentar, o que a levou a ser bem detalhista nas suas explicações e a consequência foi uma narrativa lenta (ao menos até a metade ou um pouco mais) e uma leitura um pouco confusa. Eu mesma, só consegui me conectar realmente a história lá pela metade, quando os acontecimentos começam a cativar o leitor. Continue lendo »

sexta-feira, 3 de março de 2017

Trilogia Gemma Doyle, de Libba Bray

“O poder muda tudo até que fique difícil dizer quem são os heróis e que são os vilões.” p.317 

– Doce e  distante

A Editora Rocco foi a responsável pela publicação da trilogia “Gemma Doyle” no Brasil. O primeiro livro, intitulado Belezas perigosas, li a quase uma década, na época eu estava no 2º ano do Ensino Médio. A obra para mim tem um significado muito especial e traz boas recordações. É engraçado que eu tenha lido o último volume, Doce e distante, só agora. Já o segundo volume, Anjos rebeldes, li logo após o lançamento.

A história é ambientada na Era Vitoriana e aborda de modo simples o esplendor da época. A trama se centra nas jovens damas que são enviadas pelas famílias a um internato para que sejam educadas e preparadas para sua apresentação a sociedade. Tudo se inicia quando Gemma Doyle, uma moça de 16 anos, é enviada para a Academia Spence após a misteriosa morte de sua mãe, do modo como ela sempre quis. Anteriormente, ela vivia livre e longe das exigências da sociedade londrina em Bombaim, na Índia.

Gemma é atormentada por visões que parecem vívidas e reais. Não demora e ela descobre que pode entrar nos Reinos e com a ajuda da magia é capaz de transformar tudo a sua volta, acredita que pode melhorar aquilo que não está bom – as falhas, as imperfeições e tudo mais que esteja danificado aos seus olhos -, embora isso tenha um preço e a ilusão não dure o bastante.

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quarta-feira, 1 de março de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS,CORTESIA
ISBN: 9788581052984
GÊNERO: SUSPENSE
PUBLICAÇÃO: 2015
PÁGINAS: 240
SKOOB

Sempre fui o tipo de leitora que julga o livro pela capa, eu sei que isso não é uma coisa muito boa, mas não consigo não julgar. Uma capa bonita e com elementos marcantes sempre chama a minha atenção e me deixa com muita vontade de ler o livro, e foi assim com Joyland. Logo que o vi fiquei louca pra lê-lo, e já decidi que iria solicitá-lo, pois um livro com uma capa dessas e escrito pelo mestre Stephen King, com certeza valeria muito a pena.

Joyland nos conta a história do jovem Devin Jones, um universitário que, após ter seu coração partido pela garota que amava, resolve passar suas férias de verão trabalhando em um parque de diversão chamado Joyland, onde ele espera esquecer seus problemas e se recuperar de seu coração partido.

Logo nos seus primeiros dias de trabalho, Devin descobre algo muito assustador envolvendo o local, há 10 anos uma garota chamada Linda Gray foi assassinada por um serial killer no trem fantasma do parque, o assassino nunca foi pego, e desde então muitas pessoas juram que já viram o espírito da garota assombrando o lugar. Essa história chama muito a atenção de Devin, que acaba ficando obcecado e decide investigar mais sobre esse crime com a ajuda de seus colegas de trabalho, e de um garotinho com dons especiais e uma doença grave que acaba entrando na vida de Devin durante seu período em Joyland.

Com essa trama inicial, Stephen King nos insere em uma história que apesar de manter um ritmo mais lento, nos envolve desde o início. Acompanhamos a rotina de Devin no parque e vemos o quanto ele amadurece conforme os dias vão passando. No início da história o conhecemos um garoto um pouco vulnerável e melancólico, e no final nos deparamos com um Devin mais seguro e centrado, mesmo que ainda possua certa melancolia, fica muito perceptível o amadurecimento do personagem.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: ARQUEIRO
ISBN: 9788580416121
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 356
SKOOB

Nicholas Sparks é conhecido pelo seu sentimentalismo e romantismo expresso em seus livros. Suas obras dividem a opinião dos leitores: enquanto uns se apaixonam cada vez mais pelas suas histórias encantadoras, outros acham que ele sempre utiliza a mesma fórmula. Não sou adepto a nenhuma das opiniões, apesar de que, dependendo do livro, pendo para uma ou para outra. Só me arrependo de não ter começado a ler esse livro antes.

Julie era uma mulher que tentava de tudo para poder se recuperar do passado. Vivia em conflito com sua mãe até que certo dia acaba conhecendo Jim, e se muda para a pequena cidade de Swansboro, na Carolina do Norte. Ali, tentando reconstruir sua vida, acaba se casando com Jim e passam a ser uma família feliz. No entanto, Jim morre alguns anos depois do casamento, e Julie fica desolada. Quarenta dias após sua morte, ela é surpreendida por uma encomenda, mandada pelo próprio marido antes de falecer. É um filhote de cachorro dinamarquês e uma carta, onde Jim diz que sempre cuidará de sua esposa.

Mais quatro anos se passam e Julie está disposta a recomeçar tudo de novo. Ela divide o tempo com seu cachorro, Singer e um trabalho de cabeleireira num salão da cidade, administrado por Mabel, sua grande amiga. Um de seus objetivos é voltar a amar, e logo surge uma oportunidade: Richards, engenheiro, que faz de tudo para agradá-la. Todavia, seu melhor amigo, Mike Harris também é apaixonado por ela. Logo, Julie deve escolher com quem ficar, mas não imagina o quanto sua escolha pode determinar sua vida.

Livros com sinopses muito extensas nos mostram tudo o que encontraremos na história. Todos os elementos, acontecimentos principais. Quase que um resumo. A sinopse de O guardião se enquadra nesse perfil. No entanto, 80% do que está na sinopse acontece nas primeiras cem páginas do livro. E as outras duzentas? Nicholas soube resolver o problema. Continue lendo »

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: FÁBRICA 231, CORTESIA
ISBN: 9788568432891
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 320
SKOOB

Cadu é um professor universitário, dono de um bar na Serra e o encarregado de cuidar da casa de Samanta até sua herdeira chegar. Assim como Alma, Cadu, de certa maneira, fugiu para Serra após sua vida sofrer um baque ao terminar seu relacionamento – coisa que ainda não superou totalmente. Porém, com a chegada de Alma, Cadu começa a ver as coisas com outra perspectiva e encontra nela algo que nem sabia estar procurando.

Confesso que quando solicitei esse livro à editora eu não esperava lá muita coisa, mas Sob um milhão de estrelas veio na hora perfeita pra mim e eu acabei me apaixonando pela história contada por Chris Melo. A autora tem uma narrativa super envolvente e ela soube desenvolver a trama com uma maestria que eu pouco vi em livros desse mesmo estilo.

A começar pelos personagens, eu de cara me apaixonei simplesmente pelo fato de eles serem maduros. Não, eles não eram perfeitos (e afinal, quem é?), mas eu amei como eles lidam com seus problemas e os desencontros da vida com tanta maturidade, sem fazer birra ou drama desnecessário. Finalmente eu consegui ler um romance onde o casal protagonista age de acordo com a idade que tem. Isso não quer dizer que eles não passem por dramas pessoais e conflitos, é só que a maneira deles de lidar com isso é muito mais madura.

Outro ponto que me ganhou a favor da autora é o desenlace do romance. Ela conseguiu construir um relacionamento de uma maneira extremamente natural. E o diferencial aqui é que o casal protagonista não enfrenta problemas para ficar junto, eles enfrentam as dificuldades – da vida de um modo geral – estando juntos. Inclusive, por esse motivo, eu não diria que o foco do livro é o desenvolvimento do romance em si, ele nos fala muito mais sobre enfrentar a vida e as cargas que ela traz, no caso dos protagonistas, estando com uma pessoa que se ama. Continue lendo »