quarta-feira, 7 de Março de 2018

Conseguimos uma parceria muito bacana, o Grupo Editoral Pensamento. Veja os lançamentos:

 

FEVEREIRO

A chegada da Era Interespiritual – Desde os primórdios, profetas e místicos prenunciam a transformação espiritual da humanidade, que inaugurará uma era de paz e harmonia e causará uma mudança planetária na consciência. A Chegada da Era Interespiritual leva o leitor a uma jornada através da história humana, fazendo uma síntese das religiões do mundo, das descobertas da ciência e da visão evolutiva da história, mostrando que descobertas e inovações sempre coexistiram com forças destrutivas. A obra irá transformar para sempre nossa compreensão do ser humano com o anúncio do surgimento de um novo tipo de espiritualidade, que pode se tornar a pedra fundamental do combate ao fanatismo religioso nos dias de hoje.

Antes que eu me esqueça – Quando tinha apenas 46 anos de idade, Christine Bryden – bioquímica, consultora do primeiro-ministro australiano na área de ciências e mãe de três filhas – foi diagnosticada com demência de início precoce, disfunção mental que abrange uma gama de doenças, entre elas o Alzheimer. Os médicos lhe disseram para deixar sua vida em ordem, pois, em breve, ela não conseguiria mais fazer isso. Vinte anos depois, ela ainda trabalha com afinco para reconectar seu cérebro – que já foi seu grande trunfo e hoje é seu grande desafio –, mesmo quando ele perde a sua função. De forma corajosa e inspiradora, Christine relata suas sensações e desafios diários, deixando um legado para as pessoas que sofrem de Alzheimer e para aqueles que se preocupam com elas.

Lute como uma garota – Estamos vivendo novos tempos: a discussão sobre os direitos das mulheres não se concentra mais em grupos específicos e a luta feminista amplia seu debate na sociedade. Da violência contra a mulher à cultura do estupro, uma série de questões é tema de conversa frequentes na mídia e nas redes sociais. Mas como chegamos até aqui? Quem nos ajudou nessa trajetória? “Lute como uma Garota”, de Laura Barcella, reúne o perfil de figuras importantes da militância feminista, abrangendo as pioneiras do século XVIII e as estrelas pop dos dias de hoje, como Frida Khalo, Simone de Beauvoir, Oprah Winfrey e Madonna. E o livro não deixa de fora os nomes essenciais da luta no Brasil: em 15 perfis, com nomes como Djamila Ribeiro e Clarice Lispector, a jornalista Fernanda Lopes traz ao público um pouco de nossa história. Com ilustrações, prefácio de Mary Del Priore e apresentação de Nana Queiroz, Lute como uma Garota mostra a força dessas mulheres.

Mãos de Luz – Segundo Barbara Ann Brennan, nosso corpo físico existe dentro de um (corpo) mais amplo, um campo de energia humana ou aura. Com clareza de estilo, a autora apresenta um estudo profundo sobre este campo energético. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788573026696
GÊNERO: FANTASIA, FICÇÃO CIENTÍFICA
PUBLICAÇÃO: 2005
PÁGINAS: 526                  SKOOB

As terras devastadas é o terceiro volume da série Torre Negra e, até agora, o meu favorito da mesma. Pude perceber uma grande evolução narrativa na escrita do King, ele conseguiu encontrar o ponto certo, onde a história segue um ritmo menos confuso e arrastado.

Começamos alguns meses após a escolha dos três no volume anterior. Roland, Suzannah e Eddie se deparam com um guardião dos doze portais que permitem a passagem entre os mundos. Os portais são unidos por feixes de luz, cujo no ponto onde todos eles se cruzam, Roland acredita estar a Torre Negra. Dessa maneira, o trio começa sua jornada no caminho desse feixe de luz, onde encontrarão mais alguns muitos percalços até encontrar seu objetivo.

Senti uma familiaridade muito maior com esse volume do que com as histórias dos dois anteriores. Acredito que, ao chegar nesse ponto, o leitor já está bastante acostumado com o universo único criado por King o que tornou a leitura bem mais fácil do que as anteriores. Além do fato de que, como mencionei, a narrativa de King parecer ter encontrado um equilíbrio nesse volume.

Mais uma vez, acompanhamos o ka-tet de Roland em sua missão em busca da Torre Negra e, no caminho reencontramos um personagem que eu estava sentindo bastante falta: Jake. Após Roland salvá-lo da morte no último volume, alterando seu destino, o mesmo cria um paradoxo temporal que estava dilacerando suas mentes e só esse reencontro deles consegue colocar tudo no lugar. Continue lendo »

terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

O blog Viagens de Papel foi criado em 22 de janeiro de 2013 com o intuito de promover diálogo sobre literatura, paixão que todos os autores do projeto têm em comum. Através de resenhas, lançamentos, listas, dicas e variadas matérias, nosso intuito é que você sinta-se em casa e aprecie nosso conteúdo!

Nosso time é composto atualmente por nove colaboradores. Conheça um pouco de cada um:





 







AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788556510471
GÊNERO: FANTASIA
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 400                      SKOOB

Atenção! Pode conter spoilers do volume anterior!

Quem leu minha resenha de A rainha de Tearling sabe o quanto eu amei esse livro e o quão ansiosa fiquei por sua continuação. A trama do primeiro volume é tão incrível e envolvente que terminamos precisando loucamente do próximo volume. E agora que finalmente pude colocar minhas mãos nele só posso dizer que Erika Johansen conseguiu me surpreender ainda mais em sua história.

A invasão de Tearling nos mostra uma Kelsea preocupada com o futuro de seu reino. Após a decisão que tomou ao quebrar o tratado de Mort, seu reino encontra-se em ameaça de uma iminente guerra e sem estrutura alguma para lidar com ela. Kelsea não tem experiência para lidar com uma guerra e, seu povo, enfraquecido com o tempo, não possui recursos para lutar em uma – faltam guerreiros e armas. Além disso, ainda há o problema de suas jóias, que parecem não funcionar mais e agora parecem lhe dar visões do passado – de uma mulher chamada Lily. Porém, ainda que esteja em uma situação bem precária, Kelsea não desiste e toma atitudes imprudentes na tentativa de salvar o seu povo.

Este segundo livro veio ainda melhor que o primeiro. Kelsea se mostra uma protagonista maravilhosa. Uma menina que, sem experiência alguma, teve que aprender a liderar um reino e que em sua ânsia de ajudar, acaba errando muito. Cheia de falhas, ela se esforça sempre para acertar e proteger seu povo, e com isso – seus erros e acertos – acaba amadurecendo muito e se tornando uma rainha de pulso firme, justa e até cruel em certos momentos. Continue lendo »

sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340406
GÊNERO: LITERATURA NACIONAL, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 258                        SKOOB

Antes de começar de fato esta resenha devo dizer que para ler esse livro é preciso ter respeito pela religião alheia. O autor nos trouxe uma história que fala abertamente sobre religiões africanas e não é por eu ser de outra religião que vou “me obrigar” a não gostar desse livro. Pelo contrário, foi o fato de se tratar de um tema tão diferente para mim – um sobre o qual eu nada sabia – que fiquei interessada no livro.

Aimó nos conta a história de uma menina africana que foi trazida para o Brasil para ser escrava, mas acaba morrendo cedo. Ela então acorda em mundo diferente, desconhecido por ela, sem saber de onde veio, quem é sua família ou mesmo o próprio nome. Por esse motivo ganha o nome de Aimó, “a menina que ninguém sabe quem é”. Com a ajuda de Exu e Ifá, os orixás, ela parte em uma jornada para achar seu “orixá de cabeça” e descobrir quem ela é, ao mesmo tempo em que é ensinada sobre as religiões africanas e suas tradições.

Esse livro pode ser lido sob dois pontos de vista: o primeiro é sob a ótica da fantasia. Acreditando que é um mito – como o dos deuses gregos –, e aprendendo sobre as divindades africanas. E a segunda ótica é a da religião em si – para quem acredita nela. De qualquer maneira, a história de Aimó encanta o leitor. Uma menina forte, que amadurece grandemente em sua aventura através da cultura africana em busca de sua identidade. A personagem é incrível, e nos apaixonamos por ela logo de cara. Continue lendo »


Avaliação: 4/5
Editora: Companhia das Letras, Cortesia
ISBN: 9788535926644
Publicação: 2017
Páginas: 344
Skoob

Existem livros que, apenas pelo título, já me conquistam. E, no caso de A insustentável leveza do ser, foi exatamente isso que aconteceu. Além disso, os comentários que vi a respeito da obra sempre foram muito positivos e isso atiçou a minha curiosidade. Fiquei muito feliz quando pude, finalmente, realizar a leitura e, quando terminei, fiquei dividida. Dividida porque, preciso ser sincera, não sei exatamente o que achar sobre a história e estou refletindo sobre ela até agora.

Em seu livro, Milan Kundera nos apresenta a quatro personagens, muito distintos entre si. Tomas, Tereza, Sabina e Frank. Os fatos são apresentados de forma não-linear e um narrador onisciente conta a história, muitas vezes traçando comentários e colocando sua opinião nos fatos narrados. A história não possui um enredo muito definido e, para entendê-la, é preciso entender seus personagens. É a partir deles que todo o diálogo sobre peso e leveza é construído, além de muitas outras relações traçadas com base em filósofos como Nietzsche, Sartre, Parmênides, entre outros.

Os acontecimentos narrados na obra passam ao longo de anos, e o início da narrativa se dá no final da década de 60. O contexto histórico da obra é muito forte, pois se passa durante a ocupação russa na Tchecoslováquia e acompanha todos os seus desdobramentos e efeitos na população da época. É nesse contexto, então, que somos apresentados aos nossos personagens.

Tomas é um cirurgião de renome e acredita que a vida é vivida apenas uma vez, por isso deve ser aproveitada ao máximo. Está sempre cercado de mulheres, pois sempre fala que amor e sexo são coisas bem diferentes. Tereza é uma mulher que teve uma infância muito difícil e acaba apaixonando-se por Tomas. Por um conjunto de acasos, eles passam a viver juntos e ela torna-se completamente dependente dele e, mesmo sabendo que ele tem casos com outras mulheres, mantém-se na relação.

Sabina é uma das amantes de Tomas e é uma mulher muito à frente do seu tempo. Ela é artista plástica e uma mulher independente, empoderada. Frank é um homem casado que acaba apaixonando-se por Sabina e está disposto a largar tudo para ficar com ela, mas não é bem isso que ela deseja. Ao falar sobre esses quatro personagens, Kundera vai narrando encontros e desencontros e tudo o que eles acarretam na vida dessas pessoas. O livro tem uma base filosófica muito grande e, a partir desses acontecimentos, o autor discorre sobre a vida, relações pessoais, erotismo e, principalmente, sobre o eterno retorno, conjunto de ações que se repetem infinitamente. Continue lendo »

quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: PARALELA, CORTESIA
ISBN: 9788584390854
GÊNERO: NÃO FICÇÃO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 280
SKOOB

Jardinagem para todos (até quem mata cactos)

Eu conheci a Carol Costa e sua proposta linda sobre “jardinagem sem medo e muito amor” no encontro de livreiros e blogueiros da Companhia das Letras. Eu me apaixonei por tudo instantaneamente! A Carol é aquele tipo de pessoa simpática que te deixa a vontade com assuntos complexos transformando tudo numa experiência gostosa de viver. E eu estava lá ouvindo sobre como ela começou a gostar de cultivar plantas, de como ela começou a estudar e se aprofundar no assunto e me identifiquei tanto, mas tanto, que tinha que ter esse livro!

Ele chegou e eu devorei todas as páginas, até as letrinhas miúdas. E o livro dá para ler de várias formas: por capítulos (na ordem, fora de ordem), como dicionário, como buscador de dúvidas, como receitinha de DIY… e deve ter mais jeitos, esses foram os que eu usei.

Mas bem, vamos lá: eu sou uma garden killer! Eu confesso! Já matei de tudo na minha vida, inclusive cactos! Sim! Eu tenho, como a Carol cita loga na primeira linha de introdução, o que chamam de “dedo podre”. Amo plantas, mas não sabia como cuidar delas.

Se você também é assim, esse livro é para você! Se você gosta de plantas e tem o bendito “dedo verde”, esse livro é para você. Ou, ainda, se você nunca tentou ter uma planta, esse livro é para você.

“As plantas não são bobas nem nada”

Continue lendo »

terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

A melhor coisa é ter um bom vício e influenciar outros a participar dele.

Sou professora e trabalho em duas unidades de um mesmo colégio (Educação Infantil e Fundamental 1) e sempre gostei muito de conversar e compartilhar livros. Aquelas minhas colegas de trabalho que topavam embarcar na ideia de ler, eu fazia o papel de mediadora, comentando sobre leituras, indicando títulos e emprestando de uma para outra.

Um tempo depois de realizar essas trocas, muitas vezes sem elas se conhecerem pessoalmente, somente eu conhecendo todas, tive a ideia de organizar um grupo simples no Whatsapp para que todas pudessem comentar sobre livros, organizar melhor as trocas de acordo com os interesses de cada uma e também passar a se conhecer melhor. Deu super certo!

Depois disso, surgiu uma nova ideia, a de promovermos encontros para discutir sobre leitura e fazermos trocas de livros. Então, com a aproximação do Dia dos Professores em outubro de 2017, agitei um encontro para incentivar ainda mais a interatividade. De 9 participantes no grupo, 7 participaram, já contando comigo. Fizemos um sorteio online para o Amigo Secreto. Para deixar ainda mais interessante, arrecadei dez reais de cada uma prometendo uma surpresinha para esse dia especial, um lindo chinelo com tema literário personalizado com o nome e cor preferida de cada uma.


O encontro foi excelente, num restaurante temático mexicano, rimos e conversamos bastante, foi uma noite bastante agradável. Confira os livros que cada uma de nós ganhou de sua respectiva amiga:

Este slideshow necessita de JavaScript.

A foto de nosso encontro repercutiu interesse de outras professoras em participar do grupo, então estabelecemos algumas regras que já utilizamos, mas nunca havíamos listado, elas funcionam muito bem. Temos agora mais 5 membros no grupo. Eis as regrinhas:

1º Ler; 

2º Compartilhar livros; 

3º Fazer comentários no grupo; 

4º Devolver o livro emprestado com um chocolatinho.

Com tudo isso, estamos felizes e com muitos livros para ler, além de termos as opiniões umas das outras. Já estamos até planejando repetir o encontro agora no início do ano.

E vocês? Já participaram de alguma iniciativa parecida? O que acharam dos títulos? Qual escolheriam para ler?

segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551001950
GÊNERO: INFANTOJUVENIL  
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 272 
SKOOB

Faz tempo que tinha vontade de ler algum livro do David Walliams. Então aproveitei esse lançamento para fazer uma avaliação sobre o estilo do autor e adorei!

Os piores pirralhos do mundo está sensacional, começando pelo título que chama a atenção pela linda fonte toda em dourado e por ter o desenho do mundo na letra “O” da palavra “piores”, ficou muito bom! Além disso, alguns dos pirralhos estão na capa, deixando ainda mais divertido. Não posso esquecer de falar da lombada toda em dourado. Só discordei do chamariz utilizado na capa dizendo: “CUIDADO! Dez histórias assustadoras com…”, afinal as histórias não assustam, algumas são nojentas e ponto. Só se o assustar for entendido por algumas terem finais inusitados e serem histórias diferentes das que estamos acostumados. Resumindo, esse assustar não tem relação com coisas sobrenaturais, mas assustam por serem crianças muito desobedientes.

Abrindo o livro vemos diversas imagens de coisas sendo derrubadas, objetos jogados, animais amedrontados… Tudo isso nas capas internas e na folha com informações catalográficas, o que dá mais credibilidade à essas crianças terríveis.

Gostei de ter dois desenhos retratando o autor e ilustrador, aliás, esse último é Tony Ross, eu já conheço de outros títulos que li. Ainda antes de iniciar o livro, temos duas folhas de agradecimentos feitos pelo escritor, que coloca o nome de cada um a quem agradece e conta uma peripécia dessa pessoa durante a infância, super criativo. Acho que isso já resume que no final de tudo, cada um de nós já foi um pirralho terrível.

Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 978855340482
GÊNERO: FICÇÃO IRLANDESA, AMIZADE, NAZISMO, HOLOCAUSTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 320 SKOOB

Sempre ouvi e li comentários sobre esse famoso título de John Boyne até assistir a adaptação cinematográfica e, entender o quão chocante foi a história fictícia inventada por esse irlandês. Porém, depois de assistir ao filme, a vontade de ler o livro diminuiu, até o lançamento dessa edição comemorativa de dez anos.

Essa edição está digna de seu decênio. Ela é apresentada à nós em capa dura, a ilustração ficou perfeitamente assustadora. Em cinza, nas capas internas temos um céu nublado e a imensa cerca com postes de iluminação. Essa é uma edição repleta de ilustrações, todas feitas pelo australiano Oliver Jeffers.

O livro inicia-se com um sumário e após isso, lemos uma ótima introdução do próprio autor. Cada um dos 20 capítulos possuem um título interessante e a quantidade de ilustração é bem variada, tem capítulo sem nenhuma ilustração e outros com duas, três ou quatro, algumas cobrem apenas parte da página, outras ambas as páginas. Todos os desenhos estão em cinza/preto, dão a impressão de terem sido feitos apenas com um giz preto, às vezes com um ou outro detalhe em vermelho ou azul claro, combinando terrivelmente com a história de forma que deixa tudo tristemente apaixonante. O espaçamento entre linhas está bastante amplo, o que torna a leitura bastante prazerosa.

A história é narrada em terceira pessoa e Boyne faz isso de um jeito cativante, sempre sob a perspectiva de Bruno, um pequeno alemão de nove anos de idade, que se vê entediado depois de ter que mudar de sua enorme residência na movimentada Berlim à uma casa pequena, numa área desolada e sem muitos lugares para explorar. A família do menino se resume à sua irmã Gretel, que ele constantemente a descreve como um Caso Perdido, uma mãe submissa e bastante angustiada e deprimida e o pai Ralp, um importante comandante que assumiu a administração de um campo de concentração chamada por Bruno de Haja-Vista, provavelmente Auschwitz, já que no livro dá a entender que ele está falando o nome errado.

“Acho que o melhor a fazer seria esquecer tudo isto e simplesmente voltar para casa. Podemos considerar que valeu como experiência”, acrescentou ele, frase que aprendera recentemente e que estava determinado a empregar com a maior frequência possível. A mãe sorriu e depositou os copos cuidadosamente sobre a mesa. “Tenho mais uma frase para você aprender”, ela disse. “É a seguinte: temos que procurar fazer o melhor de uma situação ruim.”

Continue lendo »