AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA ISBN: 9788573026030 GÊNERO: FANTASIA, TERROR
PUBLICAÇÃO: 2004
PÁGINAS: 221
SKOOB

Tenho certeza que, assim como eu, vocês sempre ouviram falar do brilhante Stephen King e suas obras. Amigos próximos são fãs fanáticos e sempre me recomendaram a obra dele mas, como uma medrosa de carteirinha, sempre fugi do páreo. Porém, com tantas adaptações do mestre saindo esse ano e após descobrir que A torre negra nem é tão terror assim decidi dar uma chance e as duas palavras que podem me descrever após a leitura desse primeiro volume da série são: surpresa e confusa.

Resumidamente, O pistoleiro é uma introdução às aventuras de Roland em sua jornada rumo à Torre Negra. Neste livro, ele conta sobre sua travessia do deserto e sua perseguição ao Homem de Preto, tanto seu maior inimigo como portador das respostas que ele tanto procura. Durante sua jornada, conhecemos outros personagens icônicos de grande importância à trama – ao menos é o que parece, rs – e que contribuem com nossa missão de desvendar quem é o Pistoleiro.

Devo confessar que esse é, de longe, o livro mais confuso que li na vida. Metade do tempo eu não conseguia nem entender direito o que eu mesma estava lendo. Definitivamente não é um livro fácil ou mesmo rápido de ler (e olha que ele conta com menos de 250 páginas!) e essa sensação de estar perdido nos acompanha por quase todo o livro. Stephen King nos arremessa de cabeça no meio do deserto com Roland e mal nos dá uma explicação sobre isso. Damos de cara com um mundo completamente novo, que mal conseguimos entender, e temos simplesmente que seguir o fluxo. É, no mínimo, desnorteante.

Porém, o próprio autor nos dá um aviso sobre isso em sua introdução (aliás, uma das partes que eu mais gostei no livro é a introdução, rs). Logo no começo ele fala sobre si próprio e sua carreira como escritor, em especial como foi escrever A torre negra. E ele mesmo diz pra termos paciência e insistir, pois foram períodos de anos entre um livro e outro e, consequentemente, muito amadurecimento do autor como escritor entre os volumes. Fico feliz de ter confiado nele e ter seguido até o fim – mesmo que ainda tenha terminado bem confusa, ao final consegui algumas respostas que me fizeram grata por não ter abandonado o livro. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: INTRÍNSECA
ISBN: 9788580578645
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 320
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Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Quando conheci Jojo Moyes e a história de Will e Louisa, meu coração foi por água abaixo. Foram várias lágrimas derramadas durante a leitura da história, tornando-se uma das favoritas de todos os tempos. Da mesma maneira foi quando assisti ao filme. Pouco tempo depois, foi anunciada a continuação do livro, diante da insistência dos fãs para com Jojo Moyes em descobrir o que havia acontecido com Louisa. É aí que surge Depois de você. Apesar de todo burburinho em torno do livro, ainda assim ficava um certo temor em relação ao mesmo.

Quando uma história termina, outra tem que começar. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece ser capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

Jojo Moyes encanta pela sua escrita, pelos seus personagens e as situações em que os coloca. Com Depois de Você, encontramos novamente os tão queridos personagens, dentre eles Louisa. Diferente de Como eu era antes de você, aqui a protagonista se mostra mais madura, mas também marcada pelo que acontecera com Will. O luto, de certa maneira, acaba fazendo com que a leitura se arraste um pouco, dificultando o envolvimento com a história. As coisas começam a andar quando surge Sam Fielding e um possível romance role entre eles. E ainda mais quando surge uma figura do passado de Will, que torna a história mais interessante. Continue lendo »


Essa postagem é uma análise minha. Não tem vínculo com os editores, nem com o autor da obra.

Foto: Editora Intrínseca/Viagens de Papel (Divulgação)

Essa é a semana especial do livro Piano Vermelho (já resenhei ele aqui, e falei sobre o cenário e contexto da história aqui). Agora é hora de falar um pouco sobre Philip. Não exatamente do personagem, mas da sua filosofia de vida.

 

“Mi, Sol, Si, Ré, Fá (Meu sol se refaz).
Fá, Lá, Dó, Mi. (Fala dormindo).
Um exercício de memorização termina, outro começa.
Assim como a guerra termina, a vida começa… em casa.
A vida no caminho.”

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A Editora Intrínseca está homenageando o autor Josh Marleman, com uma semana inteirinha voltada para o seu novo livro Piano Vermelho (Confira aqui! ). <3

E hoje eu vou falar um pouco do “contexto e cenário da história”, partimos do cenário principal da aventura do Philip e sua banda – os Danes: o Deserto do Namibe.

Foto: “Deserto do Namibe”/Viagens de Papel (Divulgação)

“Com o pacote de informações, Philip descobre que a palavra Namibe significa vazio.

Vazio, desolado e imenso…

Todos os integrantes da missão recebem um pacote de informações sobre o destino final, o Deserto do Namibe. Lembrando que essa missão era descobrir a origem do som horripilante que estava propagando pela região. Philip fica receoso com os pontinhos coloridos no mapa, mas se depara com um cenário que carecia de referencias. Vamos lembrar que o ano é 1957 e eles não podiam dar uma “googlada”. Mesmo que o que se espera do deserto seja muita areia a paisagem encanta o grupo assim que aterrissam. Continue lendo »


Primeiramente queria pedir desculpas pela ausência nos últimos meses, decorrido principalmente da correria. Apesar disso, eu voltei e com muitas novidades, de tal maneira a fazer um retrospecto do que foi lançado (e tem muita coisa boa!) como forma de compensar.

Look what you made me do – Taylor Swif

Taylor Swift voltou… e com tudo! A cantora liberou o novo single no final de agosto, que já chegou atirando shades para todos os lados, quebrando recordes e acompanhado de um clipe que já tem o título de melhor vídeo do ano! Look what you made me do é a aposta (que já deu certo!) do novo álbum da cantora, “Reputation”, com lançamento marcado para começo de novembro! De quebra, a cantora liberou a promocional … Ready for it?, que tem uma pegada totalmente diferente do primeiro single, lembrando um pouco a sonoridade do álbum anterior.

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788556510228
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 272
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Histórias de amor dificilmente conseguem me ganhar por completo. Todo o exagero de clichês, e toda fantasia de amor ideal às vezes não me convencem. Por este motivo, eu geralmente fujo de romances, mas algo no título Nós dois, escrito pelo autor Andy Jones, e publicado pela Editora Suma de Letras, chamou a minha atenção. Na sinopse, é prometida uma história que conta o que acontece depois de se apaixonar, a rotina e as dificuldade de um relacionamento, e esse realismo prometido foi o ponto alto para me fazer ter vontade de lê-lo.

Narrado em primeira pessoa pelo nosso protagonista Fisher, Nós dois nos conta a história de amor de Fisher e Ivy, duas pessoas que se apaixonaram instantaneamente. Com pouco mais de duas semanas de relacionamento, o casal está completamente apaixonado, e ambos parecem ter certeza de que encontraram sua alma gêmea. Toda essa certeza e todo esse amor começa a ser posto à prova quando algo inesperado acontece e eles precisam lidar com essa novidade imensa que acabou atropelando seus planos de curtir o momento sem se prender às responsabilidades.

O que gostei logo de cara nessa história foi a delicadeza e a simplicidade que o autor conseguiu trazer para a narração desse livro. Acompanhamos Fisher sendo colocado em diversas situações extremas, e em todos esses momentos conseguimos sentir o que ele está sentindo e instantaneamente nos vemos ligados ao personagem, torcendo por ele e torcendo para que seu relacionamento com Ivy dê certo. As personalidades de ambos foram muito bem desenvolvidas, e apesar de ficarmos presos a somente a visão de Fisher, graças ao trabalho do autor também consegui ter um apreço enorme por Ivy, me apeguei demais a ela e fiquei triste por não poder ver o ponto de vista dela na história, acredito que se o autor tivesse revezado a narração entre os dois, a história teria ficado muito mais interessante.

Outro ponto positivo para mim em Nós dois foi a sinceridade da história. É uma história de amor real que nos mostra os dois lados do amor, os momentos de felicidade e os momentos de tristeza. Todo relacionamento tem seus altos e baixos, e o livro mostra isso de uma maneira perfeita. É muito mais legal ler um título assim, real, do que um romance cheio de “frufrus” (na minha opinião, é claro! Por favor, leitores de romances, não me odeiem rs). Continue lendo »

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: FABRICA 231, CORTESIA
ISBN: 9788532529688
GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO HISTÓRICA
PUBLICAÇÃO: 201
PÁGINAS: 320
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São inúmeros os livros que têm como cenário a 2ª Guerra Mundial, acredito que é um dos temas mais interessantes para se desenvolver uma história, é possível utilizar de diferentes elementos, a carga emocional sempre será o fio condutor, tanto pela tragédia que se alastrou pelo mundo ou pelos pequenos focos de esperança que encontramos nessas tantas histórias. Digo e repito: não me canso de ler cada vez mais livros a respeito.

Resistência nos conta a história de duas gêmeas idênticas, Stasha e Pearl Zamorski, duas judias com apenas doze anos de idade. Elas foram tiradas de seu lar, em Lódz, e enviadas para Auschwitz. Lá se tornaram os “bichinhos” de estimação e objeto de experimentos de Josef Mengele, conhecido como o Anjo da Morte.

Os experimentos realizados nas gêmeas se mostraram bastante promissores no Zoológico de Auschwitz. A pouca idade delas e das outras crianças é indiferente aos olhos de seus captores. Mengele escolhe a dedo seus bichinhos, ao contrário dos demais judeus, essa classe minoritária, era de certo modo privilegiada. A seção dos gêmeos, trigêmeos, anões e etc. despertavam nos nazistas certa curiosidade, tanto que essas crianças eram poupadas das câmeras de gás e da morte iminente, elas eram bem alimentadass para que se mantivessem vivas, afim de serem objetos de estudos. Mas, o preço por suas vidas era um destino ainda pior, aos poucos os pequenos experimentos tomaram proporções ainda maiores, o pai dos gêmeos era um sádico sem coração e com uma ambição sem limites.

Embora fossem judias, as meninas eram muito parecidas com as demais crianças arianas, exceto pela cor dos olhos, apenas um pequeno detalhe. Em outros casos, Mengele criou pares de gêmeos, sem que essas crianças tivessem qualquer ligação genética. E sua monstruosidade não para por aí. No livro, há outros relatos das atrocidades cometidas pelo pai dos gêmeos.

Resistência mescla fantasia e realidade, a crença que se instaura entre uma das gêmeas para que possa suportar sua nova vida, ela se agarra ao que pode para sobreviver, enquanto a outra é mais pé no chão e tenta proteger a irmã. Confesso que foi bem difícil de acompanhar a história delas sem que me sentisse indignada com as brutalidades que essas crianças passaram nas mãos dos nazistas. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: ROCCO, CORTESIA
ISBN: 9788532529688
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2015
PÁGINAS: 240
SKOOB

Existe beleza nos acontecimentos horrendos? Nesta história fictícia, não. Mas podemos tirar uma forte lição a partir das fatalidades. Às vezes, a tragédia de um será o alicerce para salvar muitas outras vidas, se não, ao menos um grito angustiante ao mundo de aviso, ou ainda um pedido de ajuda. Reze pelas mulheres roubadas, escrito pela americana Jennifer Clement, trata de um assunto de extremo valor moral e uma problemática global. Todos os dias em variados cantos do globo, milhares e milhares de meninas-mulheres são arrancadas de suas famílias e enviadas para regiões longínquas, às vezes a uma pequena distância de suas casas, mas em outras são contrabandeadas para outros países ou mesmo continentes.

No México, principalmente nas regiões mais pobres, o comércio e o tráfico de mulheres encaminhadas à prostituição é bem comum. Na região de Guerrero não nascem mulheres, só homens. Enquanto crianças, é fácil esconder a identidade de uma menina, mas com o passar do tempo as mudanças no corpo se tornam cada vez mais evidentes. Nascer feia neste local é algo bom, ao menos assim é possível estar salva. Em sua totalidade, não é fácil para essas mães manterem suas filhas longe do perigo.

A partir de histórias reais, Clement foi capaz de reunir um arsenal de informações e assim dá vida a uma personagem que passou pelos horrores sofridos por tantas jovens mexicanas. Narrado em primeira pessoa, somos inseridos no dia a dia de Ladydi Garcia Martínez.

Ladydi vive num dos vilarejos mais perigosos do México. O local é de difícil acesso, além de distante, a maioria de seus habitantes é constituído por mulheres, os filhos que nascem logo partem, as casadas não vivem com os maridos, ou foram largadas ou eles atravessaram a fronteira dos EUA em busca de melhores condições de vidas e ocasionalmente mandam dinheiro para suas famílias. Outros morrem no caminho ou vivem em Acapulco. E há aqueles membros homens que se juntam ao narcotráfico, as suas famílias podem até estar protegidas, mas as outras em volta se tornam um alvo fácil. Continue lendo »


Avaliação: 3,5/5
Editora: Seguinte, Cortesia
ISBN: 9788555340413
Gênero: Fantasia, Jovem Adulto
Publicação: 2017
Páginas: 384
Skoob

Eu já fui fã acirrada de títulos Young Adult (voltados para o público jovem), principalmente aqueles do gênero fantasia com enredo mais sombrio, mas de um tempo para cá venho me tornando mais seletiva. No entanto, a escritora britânica Victoria Schwab está no topo da lista, confesso que aguardo ansiosa por seus lançamentos. Meu primeiro contato com a autora foi pelo livro “A guardiã de histórias” (Leia a resenha aqui!), que traz uma história bem desenvolvida e diferenciada. Recentemente tive a oportunidade de ler mais dois títulos: “Um tom mais escuro de magia” e “A melodia feroz”. Pois bem, é a respeito deste último que dividirei minhas impressões com vocês.

Como já dito, observamos pelo próprio título que a história é obscura e promete algumas surpresas (agradáveis e outras nem tanto) e muita tensão. E neste quesito Schwab sempre se sobressai e não nos decepciona. A história se passa numa região tumultuada que é habitada por monstros e humanos, conhecida como Cidade V. Após muita luta e mortes, a paz finalmente foi estabelecida, e há aproximadamente seis anos a cidade está dividida entre Norte e Sul. Cada qual possui suas próprias regras e uma não deve interferir nas questões da outra. Mas, como esperado, não é bem assim que ocorre, tanto uma quanto a outra tenta se infiltrar no lado alheio. É a partir daí que damos início à uma nova aventura com rimas monstruosas, traições, conflitos e muitas reviravoltas.

Essa cidade, de algum modo, pertence aos monstros, pois os humanos sem proteção ou meios de autodefesa estão a mercê deles. Como se proteger dos monstros comedores de carne – os Corsais, ou ainda dos bebedores de sangue – os Malchais, ou, pior, do mais raro e temido de todos, aqueles capazes de lhe capturar a alma, ao qual pouco se sabe – os Sunais? Enfim… é o que vamos descobrir! Continue lendo »

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Avaliação: 5/5
Editora: Darkside, Cortesia
ISBN: 9788594540409
Gênero: Fantasia, Ficção histórica, Jovem Adulto
Publicação: 2017
Páginas: 368
Skoob

Ecos foi um dos livros mais lindos que li este ano. Ele é de tal delicadeza que com certeza irá aquecer seu coração e encantar mostrando o poder transformador da música e como ela pode unir e entrelaçar a vida das pessoas. Recebi o livro em um momento que estava com uma ressaca literária, e sabia que a semana seria conturbada no trabalho, além de ter um TCC da pós para finalizar. Ainda assim, assim que bati o olho nessa edição maravilhosa da DarkSide Books, não teve jeito… tive que iniciar logo a leitura. Com certeza foi uma ótima escolha. A história me envolveu de maneira sem igual e em uma semana eu estava virando a última página. Só não foi em menos tempo por conta das inúmeras outras coisas para fazer.

Lembrando os clássicos contos dos irmãos Grimm, o livro de Pam Muñoz Ryan mistura fantasia a momentos de nossa história, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que os EUA enfrentou nos anos 1930. A linda fábula construída pela autora nos apresenta a três e inesquecíveis personagens. Na introdução do livro, que se passa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial, o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra três irmãs encantadas, aprisionadas por uma bruxa. As irmãs ajudam Otto a encontrar seu caminho e, assim, o menino promete que irá libertá-las, levando consigo uma gaita de boca capaz de promover a transformação na vida das pessoas.

Foto: Camila Tebet/Viagens de Papel

“Drei entregou a ele o pequeno instrumento.

Otto choramingou: ‘Mas é apenas uma gaita’.

‘Ah, é muito mais do que isso!’, disse Eins. ‘Quando a toca, você aspira e expira, assim como faz para manter o corpo vivo. Você já parou para pensar que uma pessoa pode tocar a gaita e passar adiante sua força, sua visão e seu conhecimento?”

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