AVALIAÇÃO: 4,5/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788573027143
GÊNERO: FANTASIA, FICÇÃO CIENTÍFICA
PUBLICAÇÃO: 2007
PÁGINAS: 816
SKOOB

Mago e Vidro é o quarto livro da tão aclamada série Torre Negra e é aqui onde as coisas começam a ficar sérias – e boas de verdade. Já aviso de antemão que se você não leu os livros anteriores vai se sentir no mínimo meio perdido nessa resenha. Não que eu dê spoilers, mas é uma história longa, com muitos acontecimentos e se você não acompanhou até aqui não vai entender basicamente nada.

O livro começa basicamente do ponto onde o terceiro terminou e nos deparamos com o ka-tet de Roland em uma “batalha” com Blaine, que os desafia para um jogo de charadas onde eles só saem com vida se ganharem o jogo. Sendo Blaine uma máquina de inteligência artificial, é um eufemismo dizer que o jogo não será fácil.

Passado esse primeiro obstáculo – não direi como, mas digo que vai surpreender -, os amigos se direcionam para uma cidade chamada Topeka, em um tempo pós apocalíptico e é lá que Roland finalmente decide brindar aos seus companheiros (e a nós, leitores) contando uma parte de seu misterioso passado.

Não entrarei em detalhes pois sei que, como foi pra mim, o passado de Roland é algo que motiva a muitos de vocês para continuar a leitura da série e finalmente posso dizer que valeu a pena esperar! Roland nos conta sobre como o Feiticeiro enganou seu pai, sobre o desafio com Curt que o emancipou à vida adulta, sobre um embate entre pistoleiros, uma velha bruxa e até uma mulher que balançou o coração do nosso protagonista. Continue lendo »

quinta-feira, 15 de Março de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5 ESTRELAS
EDITORA: RECORD, CORTESIA
ISBN-10: 8501109614
GÊNERO: SUSPENSE
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 322
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Norma foi um livro que me ofereceram ao acaso, sem eu realmente saber do que se tratava. Não conhecia absolutamente nada da história, da autora e ainda não sei se gosto ou não da capa dele. Iniciei totalmente sem nenhuma expectativa, sem ler nenhuma resenha, só sabendo sua sinopse. E terminei sem saber um diagnóstico preciso.

Norma Ross e sua mãe, Anita, sempre foram inseparáveis. A vida das duas estava unida pela relação familiar e por um segredo: os cabelos de Norma crescem de forma sobrenatural, sujeitos às menores mudanças de humor da jovem. Mas, quando Anita morre num suposto suicídio, Norma percebe que não há mais ninguém em sua vida. Vasculhando o apartamento da mãe, ela se depara com vídeos e fotos que mostram que a mãe sabia muito mais sobre sua condição do que dizia. Por isso, Norma inicia uma jornada em busca da verdade, que pode levá-la por um caminho tortuoso, sombrio e e sem volta.

A leitura de Norma foi rápida, de certa maneira, mas não houve a conexão que eu esperava. As primeiras cem páginas apresentaram um universo diferente, com personagens um tanto irreverentes. A narrativa se mostrou, desde o início, um tanto lenta, utilizando-se de recursos narrativos para dar consistência maior a história, além de não haver acontecimentos que me fizessem querer ir adiante. Temos a suposta morte de Anita, Norma buscando pistas sobre sua condição e um salão de beleza misterioso.

A proposta da autora se mostra um pouco diferente, mas durante a leitura não conseguiu fazer sentido para mim. Um dos comentários que se tem no verso do livro é que a história teria um certo ar de crítica social, o que acabei não encontrando (ou não conseguindo identificar) em nenhum momento. Do mesmo modo, esperava um certo mistério no ar, mas isso também não se concretizou na leitura. Para mim, ela se tornou um tanto confusa e sem nexo, fazendo com que eu não conseguisse me apegar aos personagens. Terminei o livro com a mínima empatia e em poucos dias já não lembrava direito sobre a história, salvo aquilo que anotara para fazer a resenha.

Apesar do livro não ter funcionado para mim, não quer dizer que ele não irá funcionar para outra pessoa. Pelas informações dadas, a autora e seus livros são bem premiados. Acredito que, para quem gosta do gênero, seja uma boa pedida. Para mim, a história não aconteceu.


AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: FÁBRICA 231, CORTESIA
ISBN-10: 8595170282
GÊNERO: DRAMA
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 352
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Eleanor Oliphant está muito bem foi um livro que solicitei ao acaso, sem conhecimento prévio ou algo do tipo. Por algum motivo, que não sei qual, tinha algo na capa que me chamava a atenção. Quando o livro chegou, fiquei animado pela leitura, apesar de ter demorado um pouco para iniciá-la. Depois da primeira página, só parei quando cheguei ao final.

Eleanor Oliphant é uma pessoa metódica e solitária, cuja total falta de habilidades sociais e ausência de filtro ao dizer o que pensa acabaram que fazendo com que ela se afastasse da sociedade. Sua vida se resume a ir do trabalho para a casa e vice-versa, sem amigos para sair ou programas para fazer. O máximo é sua planta de estimação, palavras cruzadas, pizza congelada, vodca e breves conversas ao telefone com a mãe, que está na prisão. Além disso, sua aparência peculiar a transforma em alvos de piadas no ambiente em que trabalha.

No entanto, para ela, tudo isso está muito bem: às vésperas de completar 30 anos, Eleanor está satisfeita com a vida que leva – seu trabalho é numa empresa de design gráfico onde ela atua na área administrativa. Eleanor nunca sentiu falta de uma vida normal pois nunca soube direito o que é ter amigos ou algo do tipo: desde criança acostumou-se a ter essa vida pacata. Só que as coisas começam a mudar quando nossa protagonista conhece Raymond, o novo funcionário de TI da empresa. Quando os dois, juntos, salvam a vida de Sammy, um senhor que desmaia no meio da rua, os três se tornam amigos que resgatam uns aos outros da vida de isolamento que vinham levando até então. Por fim, Raymond, com seu grande coração, irá ajudar Eleanor a revisitar traumas reprimidos do passado e encontrar o caminho para curar suas dores.

Eleanor Oliphant está muito bem é o tipo de livro que quando se inicia a leitura, não se dá muito por ele. Em alguns momentos, me lembrou Como eu era antes de você, da Jojo Moyes. Antes que me julguem, não estou dizendo que seja algo ruim. Pelo contrário. Ele começa de maneira leve e despretensiosa, sem grandes expectativas. É diferente de um suspense, que você sabe que em algum momento algo vai acontecer e em cima disso a história toda vai se desenvolver. Aqui é diferente. O livro inicia mostrando o cotidiano de Eleanor e aos poucos vai se desenvolvendo e mostrando a personagem que ela é. Pode até aparecer, pela sinopse, que se torne algo chato e entediante, afinal, a protagonista não faz nada, não interage com ninguém ou algo do tipo. Mas o que ocorre aqui é justamente o contrário. Eleanor se mostra cativante desde o princípio e essa relação próxima se prolonga até o final do livro.

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terça-feira, 13 de Março de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5 ESTRELAS
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501110084
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2017
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Ler Meg Cabot é sempre uma nostalgia e envolve aquele sentimento de conforto como se encontrássemos uma velha amiga. Uma autora que permeia toda minha trajetória como leitor, desde a mais tenra idade. E é sempre um prazer compartilhar de suas histórias. Não foi à toa o desejo que me deu quando foi anunciado o lançamento de O garoto está de volta no Brasil, fazendo com que solicitasse e logo realizasse a leitura. Só posso dizer uma coisa: que saudades que eu estava!

Becky Flowers e Reed Stewart tiveram um relacionamento na juventude até o dia em que acontece um escândalo na cidade, fazendo com que os dois se separassem e seguissem suas vidas. Reed se torna um jogador profissional e famoso de golfe, enquantoBecky constrói uma empresa para realocação de idosos. Anos depois, Becky está em um relacionamento firme com Graham, enquanto Reed vive viajando participando de torneios. Um acontecimento envolvendo os pais de Reed faz com que ele retorne à pequena cidade de Bloomville e dependa dos serviços de Becky. A princípio, a garota esqueceu o que Reed lhe causara na juventude. Mas será que o sentimento que ainda tem pelo jogador não vai falar mais alto?

Escrito totalmente em forma de e-mails, reportagens e bate-papo, O garoto está de volta mostra Meg Cabot no seu melhor jeito, trazendo elementos que tornam a leitura única e irreverente. Seu senso de humor deixa a leitura fluida e rápida de ser feita. Além disso, as situações que ela coloca para seus personagens tornam a história muito mais divertida. Comecemos pelo ponto de partida, quando os pais de Reed tentam pagar um jantar com um selo que a princípio valia uma fortuna, mas que depois descobre-se que não passava de quatro dólares. Detalhe: os pais dele têm um hábito costumeiro de colecionar coisas aleatórias, e em grande quantidade. Unidos ainda do intuito de Beverly, mãe de Becky, de fazer um protesto para ajudar os pais de Reed, considerados pessoas importantes da cidade e que estavam sofrendo um boicote… Tudo isso torna a narrativa maravilhosa, fazendo com que as páginas voem sem nem mesmo a gente perceber. Confesso que às vezes sentia a falta de uma escrita “normal”, e não no formato que o livro é apresentado, mas isso não estragou a leitura em nenhum momento.

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Apesar de termos demorado um pouco para fazer nossa retrospectiva, quando o assunto é livros, nunca é tarde para falar sobre eles. Veja nossas melhores leituras de 2017:

Camila Tebet

  1. Caninos brancos, de Jack London (Penguin Companhia);
  2. Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur (Planeta Brasil);
  3. Missoula, estupro e justiça numa cidade universitária, de Jon Krakauer (Companhia das Letras);
  4. Ecos, de Pam Muñoz Ryan (DarkSide Books);
  5. O ódio que você semeia, de Angie Thomas (Galera Record).

A primeira vez que li Jack London foi com “O lobo do mar” e na época gostei muito da leitura. Em 2017, decidi que era hora de ler outro livro do autor e solicitei Caninos Brancos, que acabou se tornando minha melhor leitura do ano. O livro é dividido em partes que mostram o funcionamento da vida selvagem. Aqui, conhecemos Caninos Brancos, um lobo selvagem que vive na terra gelada de Yukon, no Canadá. Aos poucos, vamos acompanhando a forma como ele descobre o mundo e novas realidades, assim como acompanhamos sua aproximação com o ser humano. A forma como o autor constrói a obra é sem igual. Por trás da história de Caninos Brancos, ele faz muitas críticas à sociedade, tratando temas como a relação do mundo selvagem com os humanos, os moldes do comportamento e a descoberta de novas realidades. Tudo isso é feito com uma linguagem simples, mas cheia de detalhes, que prende a atenção do início ao fim e emociona o leitor com a jornada percorrida pelo lobinho. Para ler a resenha do livro, clique aqui.

O livro Outros jeitos de usar a boca traz um compilados de poemas da indiana Rupi Kaur. Me chamou a atenção principalmente pelo título e me ganhou logo nas primeiras páginas.  Rupi escreve sobre o que é ser mulher. Traz temas sensíveis e coloca muito de si em seus textos, escrevendo com sensibilidade e com muito sentimento.

Gosto muito de livros de não-ficção e o tema de Missoula me interessou muito. Aqui, Jon Krakauer traz um relato forte e chocante sobre “estupro e justiça numa cidade universitária”, analisando dados e casos de agressão que ocorreram em Missoula, nos EUA. O livro traz um assunto que precisa ser discutido e nele o autor mostra como as agressões sexuais ainda são constantemente subjugadas e o quanto as vítimas não têm o apoio necessário. É um livro essencial. Clique aqui para ler a resenha.

Ecos foi um dos livros mais lindos que li em 2017. Ele é delicado, aquece o coração e encanta ao mostrar o poder de transformação da música e como ela pode entrelaçar a vida das pessoas. Além da história ser incrível, a edição também é maravilhosa. Clique aqui para ler a resenha.

O livro de Angie Thomas, O ódio que você semeia traz uma história forte, com uma realidade que precisamos conhecer, trazendo uma reflexão muito pertinente. Aqui, conhecemos a história de Starr, uma garota negra que se divide entre dois mundos: ela mora em um bairro marginalizado, mas estuda em uma escola elitista, com poucas crianças negras. Ela vê sua vida virar de cabeça pra baixo ao presenciar o assassinato de seu melhor amigo de infância e, a partir disso, seus dois mundos começam a ruir e a se tornar uma coisa só. Clique aqui para ler a resenha.


Janaína Rodrigues

  1. Quem era ela, de JP Delaney (Intrínseca);
  2. O Sol também é uma estrela, de Nicola Yoon (Arqueiro);
  3. Alerta de Risco, de Neil Gaiman (Intrínseca);
  4. Minhas Plantas, de Carol Costa (Paralela);
  5. Boneco de Pano, de Daniel Cole (Arqueiro).

O aluguel de uma casa minimalista e bem diferente é condicionada a uma lista de regras pré-estabelecidas que controlariam sua maneira de viver. Não pode levar coisas como lixeiras, livros e mobília. Você toparia? Não adianta topar, você tem que ser aceito: passar pelo processo de seleção, com questionário e entrevista, além de se comprometer a seguir inúmeras regras. O livro Quem era ela traz a história de duas moradoras que conseguiram a proeza de morar no nº 1 da Folgate Street. Um thriller cheio de mistério de tirar o fôlego! Foi um livro que eu maratonei… e fazia tanto tempo que não maratonava um livro… Clique aqui para ler a resenha.

Romance não é meu gênero literário favorito no mundo, mas aí, essa pequena perolazinha caiu no meu colo, O sol também é uma estrela! A escrita da Nicola encanta, nos deixa com coração apertado, nos faz vibrar e torcer pelo casal para que acontece um feliz para sempre! Natasha cheia de opinião e seu par recém conhecido Daniel – o poeta com certeza se tornarão um casal que você irá shippar e cair de amores por eles. Um livro de indiretas e retas, de idas e vindas e cheio de amor! Vale muito a pena! Clique aqui para ler a resenha.

Eu amoooooooo contos malucos e com o Neil Gaiman no meio, nem se fala! Essa coletânea de contos e perturbações é intrigante a cada página. Às vezes você acaba um conto e se pergunta se aquele era o final. Outras vezes, o conto não acaba e você fica pensando nele por dias. Nunca tem um sentimento de passividade ao ler esse livro, afinal, até fomos avisados na capa com um Alerta de Risco! Clique aqui para ler a resenha.

Eu já fui uma Serial Killer de plantas! Já matei cactos e nem queria mais uma vida verde para mim. Tudo mudou com essa linda edição sobre como cuidar e ter suas próprias plantinhas escrita pela linda da Carol Costa. Agora eu sou a louca dos cactos e, às vezes, até ajudo as pessoas a minha volta a tentar “ler” suas plantinhas. Minhas plantas é meu livro de cabeceira e consultas diárias. Clique aqui para ler a resenha.
Eu maratonei Boneco de Pano, até porque é uma das minhas literaturas preferidas, romance policial. É uma trama envolvente de muita tensão e suspense para descobrir os segredos e tentar frear o serial killer que demonstrou sua existência ao levar a policia até sua obra horrenda, um boneco de pano feito de partes de 6 vítimas. Estou aguardando a continuação. Clique aqui para ler a resenha.

Nara Dias

  1. A Princesinha, de Frances Hodgson Burnett (Salamandra);
  2. Os Meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár (Companhia das Letras);
  3. Anne Frank — A Biografia Ilustrada, Sid Jacobson (Quadrinhos na Cia);
  4. Nimona, de Noelle Stevenson (Intrínseca);
  5. Belinda & Em, de Cammie McGovern (Galera Record).

Impossível não ler esse título que foi um filme clássico da minha infância, visto e revisto tantas vezes. A princesinha nos ensina que é possível ter valores e bons modos independente de nossa condição financeira. Essa edição da Salamandra está simplesmente apaixonante, com lindas ilustrações no decorrer dos capítulos. Leia a crítica livro x filme aqui.

Quando escolhi ler Os meninos da Rua Paulo, imaginei que seria bom ler um clássico completamente desconhecido por mim, mas não imaginava o quanto poderia amar uma obra e almejar viver num passado onde as crianças tinham valores e respeito uma pelas outras, sem querer tirar vantagem, mesmo de alguém que fosse seu rival. Crianças que não querem se aparecer, o ponto chave por trás dessa história cheia de aventuras e emoções, é que mostra muito do que é SER e não do que é TER. Leia mais sobre a obra aqui.

Apesar de já ter lido o famoso diário dessa jovem judia, fiquei bastante curiosa em conhecer essa versão de Anne Frank, a biografia ilustrada, feita em quadrinhos. O livro está espetacular, com informação da família antes de seu nascimento, fatos políticos, mapas, infográficos… Indispensável a leitura. Conheça um pouco mais do livro aqui.

Nimona já tinha sido resenhado aqui no blog pela Larissa e foi lendo essa resenha que fiquei ainda com mais vontade de ler essa divertida história em quadrinhos. Uma colega emprestou e eu fiquei encantada, aprendi que não devemos julgar uma pessoa sem antes conhecer sua história e o que levou ela ao ponto atual. No caso aqui, nosso vilão não é bem vilão e nosso mocinho ah, você já entendeu. Nimona veio bagunçar ainda mais tudo isso.

Ando gostando muito de livros que mostram personagens fora do padrão, pois nos ensinam a sermos mais tolerantes. Belinda & Em retrata exatamente isso. É uma história de adolescentes que todos devem ler, para lidar melhor com o diferente no cotidiano, além de falar sobre violência e nos mostrar que devemos ajudar e nos nos omitir. Clique aqui e leia a resenha.


Você já leu algum dos 15 livros mostrados na retrospectiva?

Qual livro você vai incluir na sua lista 2018?

 


Aqui no blog sempre fazemos uma retrospectiva positiva, mas por que não fazer uma negativa também? Sabemos que muitas vezes o que é ruim para um leitor é bom para outro. Muito bacana gerar uma discussão sobre isso. Então vamos aos livros que mais nos decepcionaram, entrando para nossa Lista Negra 2017:

Camila Tebet

A febre do amanhecer

“Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.”

Esta não foi uma leitura ruim, mas foi um livro que me decepcionou um pouco durante a leitura. Na obra, o autor Péter Gárdos conta a história de amor de seus pais e de como eles se encontraram e construíram uma vida juntos depois das dores da 2ª Guerra Mundial. A história tinha tudo para me ganhar, mas me incomodou em alguns pontos, como a narrativa cansativa, a mudança constante de foco da narrativa e o fato de Péter tomar sempre o partido do pai durante a história. Clique aqui para ler a resenha.


Janaína Rodrigues

Elefante Caximira

“Um jovem cristão, professor de uma Universidade de Boston, após descobrir um novo planeta, vê-se no dilema entre a fama e uma vida simples. Ao ser recrutado por uma Organização Secreta para trabalhar em um projeto espacial juntamente com uma equipe de novos cientistas, depara-se com a oportunidade com a qual sonhou desde a infância: uma viagem interestelar. Ele conhece um astrofísico indiano do qual se torna amigo, chegando a viajar para a região da Caxemira, onde presencia o conflito entre o Paquistão e a Índia. No oriente, em meio à destruição provocada por ataques terroristas e os assassinatos de cristãos, descobre uma nova amizade e um amor arrebatador que o fará repensar sobre suas escolhas. Uma história regada à tensão, aventura, amizade e amor o cercará continuamente, levando-o, por fim, a uma decisão que mudará o rumo de sua vida para sempre.”

Eu gosto muito de uma boa história de ficção científica e era isso que eu esperava quando peguei o livro para ler. Viagem através das galáxias, termos científicos e muita aventura sobre espaço- tempo. Acho que eu estava muito na pegada de Interestelar… E, na verdade, este livro era sobre a jornada do herói e os conflitos do Oriente Médio. Pois é… Ler algo esperando outra coisa me fez considerar essa a leitura mais chata de 2017. Leia a resenha aqui.


Nara Dias

“Chloe Peterson está tendo uma noite ruim. Uma noite realmente ruim. O machucado grande em sua bochecha pode provar isso. E quando seu carro patina para fora da estrada molhada em direção a uma vala, ela está convencida de que até o cara maravilhoso que a salvou do meio da tempestade deve ser muito bom para ser verdade. Ou ele é mesmo? Por ser um fotógrafo de sucesso que viaja frequentemente pelo mundo, Chase Sullivan tem seu jeito com mulheres bonitas, e quando ele está em casa, em São Francisco, um de seus sete irmãos normalmente está acordado para começar um pouco de diversão. Chase acha que sua vida é ótima do jeito que está — até a noite que encontra Chloe e seu carro destruído na rodovia Napa Valley. Não apenas nunca tinha conhecido alguém tão adorável, por dentro e por fora, mas como também percebe que ela tem problemas maiores do que seu carro batido. Logo, ele será capaz de mover montanhas por amor — e proteção — a ela, mas ela deixará? Chloe prometeu nunca cometer o erro de confiar em um homem novamente. Mas a cada olhar que Chase lança a ela — e a cada carinho doce e pecaminoso — conforme a atração entre eles sai faísca e esquenta, ela não pode fazer nada a não ser se perguntar se encontrou a única exceção. E apesar de Chase não perceber que sua vida mudaria para sempre em um instante, para melhor, ele não é o único a querer lutar por essa mudança. Ao contrário, ele está se preparando para uma luta… pelo coração de Chloe.”

Sempre vi muitas pessoas lendo Bella André, mas realmente as capas, títulos e o gênero nunca foram os meus prediletos, então nunca tive curiosidade em nada escrito por ela. Porém, uma colega de trabalho emprestou esse exemplar afirmando ser um ótimo romance. Li rapidamente, no entanto, além de não fazer meu estilo por ter descrições de diversas cenas íntimas do casal, a história ficou muito sufocante e fechada apenas entre eles e o que se passou nos dias em que ficaram juntos. Não teve espaço para outros personagens, também não houve informações aprofundadas ou cenas sobre o passado de Chloe e Chase, nem dos personagens secundários. Difícil acreditar na força de uma paixão quando só o que nos é oferecido são alguns dias de união numa propriedade afastada do contato com outras pessoas, afinal, o amor se fortalece com o passar do tempo.


Nara Dias

“Com uma narração intrigante, não linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico.”

Com essa belíssima edição em capa dura e impressionante apresentação das páginas internas, iniciei a leitura desse intrigante título. Mas achei o livro bastante insosso, com uma dose grande da psique da personagem Imp. A leitura se tornou arrastada e uma história que não me agradou em nada. Fiquei decepcionada com a proposta e pensei em não dar mais chance para a DarkSide, mas depois de muitos conselhos dos amigos, foi apenas um título ruim, vou tentar mais uma vez com outros livros sim. Mas não darei chance para a escritora, huauaua, ela sim está na minha lista negra.


E você, conhece os títulos citados?

Qual livro mais te decepcionou em 2017?

sexta-feira, 9 de Março de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501109323
GÊNERO: NEW ADULT
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 320
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Colleen Hoover é uma autora popular entre os leitores dos últimos tempos, considerada uma das principais personalidades quando se trata de new adult. Desde o lançamento de Métrica, Hoover cativa cada vez mais os leitores com suas histórias e personagens inesquecíveis. Eu nunca tinha tido a oportunidade de ler algo da autora, até chegar em minhas mãos Confesse, um de seus últimos livros publicados no Brasil. Comecei o livro despreocupadamente e me deparei com uma história que posso resumir em uma única palavra: sinceridade.

Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na sua luta para recomeçar a vida, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum deslize. Porém, ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, a garota não esperava encontrar o enigmático artista Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez em tempos, Auburn se vê correndo riscos e deixando seu coração falar mais alto, até descobrir que o garoto está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça destruir tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado. Para salvar o relacionamento, tudo que Owen precisa fazer é confessar. Todavia, talvez a confissão seja bem mais destruidora que o próprio pecado.

Enquanto escrevo essa resenha, ouço baixinho Delicate, da Taylor Swift. Sabe quando tudo parecia perdido e você encontra uma pessoa que faz você se sentir especial e que faz você acreditar em tudo novamente? Talvez esse seja o sentimento que me passa quando lembro dessa história e que vai ao encontro do que Swift canta na música. A narrativa começa sem grandes expectativas, mas vai se desenrolando de tal forma que não há como não se apaixonar e torcer pelos personagens.

A escrita de Hoover é poética e fluida, mas não menos superficial. Tanto Auburn quanto Owen são personagens complexos, principalmente pelo passado que os deixa marcas. E é algo que surge na história de maneira natural. Pela sinopse sabemos que Owen possui um segredo, mas não imaginava que a vida da garota poderia ser tão problemática quanto. Logo no início é apresentada um pouco da trajetória de Auburn, com um amor perdido e a possibilidade de recomeçar quando adentra o ateliê de Owen. Eu não imaginava o quão profunda a história de ambos poderia ser.

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AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340611
GÊNERO: NÃO-FICÇÃO PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 207
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Mulheres que revolucionaram o Brasil

Extraordinárias é um desses livros extraordinários. Eu sei que é redundante. Mas realmente só de saber a proposta do livro já dá pra encher a ideia de elogios.

Primeiro, vamos relembrar. Nesse lindo 8 de março, dia escolhido para homenagear as mulheres, dia para lembrar das dificuldades e lutas que foram (e ainda são) travadas para que as mulheres conquistem direitos igualitários perante a sociedade. Sim, vamos recordar nesse dia 8 que historicamente as mulheres foram fadadas ao esquecimento de seus atos. Abra um livro de história e contemplem quantas mulheres são personagens da inconfidência mineira, por exemplo. Ou da guerra dos Farrapos. Ou mesmo as que lutaram pelo direito do voto. Não há. Sem nomes, menções honrosas, citações… nada.
Se várias gerações crescem sem saber quem são as mulheres que fizeram nossa história, que lugar no país e no mundo somos preparadas para ocupar? É urgente falar, conhecer, ilustrar e dar espaço para essas brasileiras que deixaram sua marca e se tornaram um divisor de águas em suas áreas.
As historiadoras Duda Porto de Souza e Aryane Cararo fizeram um levantamento corajoso: dando voz e vida às mulheres que mudaram a realidade de nosso país em diversas áreas, mas não foram feitas heroínas e seus nomes não foram escritos nos livros de história.

Quando ouvimos as proezas e conquistas do Zumbi, Quilombo dos Palmares, não ouvimos o nome Dandara. Já podemos ter ouvido de Chiquinha Gonzaga, mas não que ela enfrentou o marido e foi mal falada pela sociedade para seguir seu objetivo de trabalhar com música. E Dorina Nowill, que lutou pelos direitos das pessoas com deficiência visual. Carmen Portinho, Graziela Maciel Barroso, Zilda Arns, entre tantas outras que nunca ouvimos falar.

O livro é dividido, timidamente, em duas partes. A primeira conta, em no máximo três páginas, um pouco da história de cada uma das 23 de mulheres.
A lista é infinita, de modo que este trabalho não acaba aqui, mas as mulheres escolhidas são aquelas que consideramos que todo mundo deveria conhecer o quanto antes.
A segunda parte é bem mais rápida e traz personalidades que são naturalizadas no Brasil, mas vieram novinhas de outro país para cá. Como a Carmem Miranda. Gente, eu não sabia disso! Lina bo Bardi, entre outras, estão nessa lista.
Todas as histórias foram ilustradas por artistas e designers mulheres. As ilustrações estão lindas!

E essa capa prateada, brilhante e com ilustração minimalista? Tá demais! É literalmente um mimo essa edição.

Antes de acabar, o livro tem uma linha do tempo com eventos importantes sobre lutas e conquistas das mulheres no Brasil desde do século XVI até os dias atuais.
No finalzinho do livro, há um glossário e uma lista bem grande de referências para dar aquela aprofundada no que mais te chamar atenção.
Livro para todas as faixas etárias. Para todos os gêneros. Para todos os saberes.
Aproveitando essa vibe de conhecer mulheres que mudaram nosso país… O Google, como sempre, fez um lindo Doodle para homenagear as mulheres, que consiste em 12 lindas histórias de desenhistas e quadrinistas no mundo! O Brasil tem a participação linda de Laerte. Não percam:
Boa leitura!
Feliz dia das mulheres!
quinta-feira, 8 de Março de 2018

Avaliação: 3,5/5
Editora: Galera Record, Cortesia
ISBN: 9788501111432
Gênero: romance de época
Publicação: 2017
Páginas: 272
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Quando eu tinha meus 12, 13 anos, a autora que mais fazia sucesso na época entre as meninas era Meg Cabot. Sua série Diário da Princesa conquistou a mim e a todas as minhas amigas e éramos loucas pelas suas histórias. Lembro que toda vez que eu pegava um livro dela para ler, era devorado em poucas horas. Depois de quase 15 anos (faz tempo, hein? :o), quando vejo algum de seus lançamentos já me bate uma nostalgia, pois lembro daquela época com carinho. Para matar um pouquinho dessa saudade, resolvi embarcar na leitura de Nicola e o visconde e foi uma delícia!

Esse livro segue uma linha um pouquinho diferente da que já estamos acostumados. Aqui, ela traz um romance de época, mas com os mesmos elementos de seus outros livros, construindo a história de maneira leve e divertida. Somos apresentados à Nicola Sparks, uma órfã de 16 anos que está prestes a ir a sua primeira temporada na sociedade londrina. Agora que terminou os estudos, ela não sabe muito bem o que fazer, mas quando é convidada a se hospedar na casa da família Bartholomew, ela coloca em prática seu plano de conquistar o lorde Sebastian, um “Deus”, como ela mesma coloca.

Ela divide esse sentimento com sua melhor amiga Eleanor Sheridan, que também está participando da temporada. Entretanto, sempre tem que se esquivar dos comentários do irmão da amiga, Nathaniel Sheridan, que sempre é irônico e claramente tem aversão ao Lorde Sebastian.

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AVALIAÇÃO: 5/5 ESTRELAS
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN-10: 8501112526
GÊNERO: SUSPENSE, JUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 384
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Fiquei sabendo do lançamento de Um de nós está mentindo no início de janeiro, e logo ele se tornou um dos meus livros mais desejados, principalmente pelo título e sinopse. Com um misto de Pretty Little Liars e Gossip Girl, o livro prometia ser um clássico daqueles que se passa no ensino médio, envolvendo intrigas, fofocas e romance. E, é claro, um assassinato.

Poderia ser apenas uma detenção como qualquer outra. Um professor pegou cinco alunos com celulares durante a aula e os leva para serem punidos. No entanto, dos cinco, apenas quatro chegam ao final vivos. Um deles, Simon, dono de um aplicativo do colégio que divulgava fofocas e fatos dos cotidianos dos alunos do colégio, acaba morrendo. Haveria a possibilidade de ser algo acidental, mas não: foi assassinato. E todos os outros quatro alunos têm motivos suficientes para matar Simon.

Bronwyn, a gênia, decidida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, é a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, está em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, é astro do time de beisebol. Só que, apesar das vidas aparentemente perfeitas, todos eles tinham segredos obscuros que poderiam manchar sua reputação. E Simon sabia todos eles, considerando que no dia seguinte à sua morte, eles seriam revelados. E agora, quem matou? O que realmente aconteceu com Simon?

Um de nós está mentindo tem todos os elementos já conhecidos de outras histórias do mesmo gênero e ambiente, mas ainda assim consegue surpreender e se mostrar diferente de tudo que eu já havia lido anteriormente. Karen prende a atenção do leitor desde a primeira página, fazendo com que a gente queira ir adiante e descobrir o que realmente aconteceu. E tudo se torna ainda mais intrigante quando descobrimos a maneira com que Simon morre. Afinal, não havia possibilidade de alguém ter assassinado ele. Pelo menos naquela sala, durante a detenção. Mas, ao mesmo tempo, todas as provas levam a um dos quatro. Só que nenhum deles confessa ter matado ele. Toda essa confusão de dicas e pistas ganha impulso de tal maneira que não conseguimos parar antes de terminar a história.

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