AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: HARPER COLLINS, CORTESIA
ISBN: 9788595081758
GÊNERO: FICÇÃO CIENTÍFICA, JUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 240
SKOOB

À primeira vista, o título Uma Dobra no Tempo já desperta uma curiosidade imensa sobre a história. Quando o vi pela primeira vez, instantaneamente me apaixonei pela capa e já quis lê-lo para descobrir sobre o que se tratava a história.

Escrito pela autora Madeleine L’Engle, e publicado no Brasil pela editora Harper Collins, neste título conhecemos Meg Murry, uma garota que apesar da pouca idade, já aprendeu que na vida as coisas não são muito fáceis. Meg sente muito a falta de seu pai, um cientista muito importante que acabou desaparecendo misteriosamente, e esse desaparecimento repentino afetou muito a garota, que busca explicações para o ocorrido sem obter muito sucesso.

Em uma noite que parecia ser comum, a família de Meg recebe a visita de uma senhora muito peculiar, que atende pelo nome de sra. Quequeé, e promete levar a garota ao encontro de seu pai, desde que ela a acompanhe em uma viagem que literalmente irá fazer uma dobra no tempo. Apesar de desconfiar das intenções dessa estranha senhora, Meg, acompanhada de seu irmão Charles, e de seu amigo Calvin, resolve dar um voto de confiança e parte em uma aventura pelo tempo e espaço, onde novas criaturas e novas realidades aparecerão em seu caminho.

Com um ritmo leve, e uma escrita fácil, Uma Dobra no Tempo me agradou demais. Apesar de ser uma história que aborda muito alguns conceitos de ciências, e algumas teorias sobre o tempo e espaço, a autora conseguiu fazer com que o livro ficasse muito fácil de ser entendido, e isso é uma coisa que precisa muito ser levada em conta, pois o público alvo é o público juvenil, e é extremamente importante facilitar a leitura para que o ritmo da história não acabe se perdendo.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: HARPER COLLINS BRASIL, CORTESIA
ISBN: 9788595080089
GÊNERO: SUSPENSE, POLICIAL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 464
SKOOB

Esposa perfeita é o oitavo livro da série de romances policiais Will Trent. Esse foi meu primeiro contato com a série e com a autora da história e confesso que fiquei bem surpresa com a qualidade da obra – eu não esperava muita coisa. Mesmo que esse já seja o oitavo livro da série, apesar de ter perdido alguns insights na história, não me senti prejudicada por ler fora de ordem, já que esse volume apresenta um início, meio e fim próprios.

Marcus é um jogador de basquete muito famoso, extremamente rico e com conexões políticas fortíssimas, que inclusive lhe possibilitou ser inocentado de uma acusação de estupro. Um homem que o detetive Will já tentou botar na cadeia e que mais uma vez se encontra relacionado a acontecimentos criminosos. O corpo de um ex-policial é encontrado em um canteiro de obras cujo dono, coincidentemente ou não, é dele. Além disso, evidências na cena mostram que há mais uma vítima que se encontra desaparecida e que ligam o próprio passado de Will ao crime.

A primeira coisa a se dizer sobre esse livro é que ele começa devagar, mas quando o ritmo engata, não há nada que o faça parar. É muito envolvente mesmo, daqueles que você pega para dar uma olhadinha e quando vê já terminou. Isso acontece por dois motivos: o mistério da trama e a narrativa da autora.

A narrativa segue em terceira pessoa, de maneira que conseguimos ter uma boa visão dos acontecimentos, da investigação e etc. Ao mesmo tempo, essa narrativa nos deixa realmente próximos dos personagens, de maneira que conseguimos nos colocar na pele deles e passar por tudo que estão passando. Ficamos tão imersos ali, que quando vem uma reviravolta somos realmente pegos de surpresa, tanto quanto os personagens.

Uma coisa interessante da história é como a autora a utilizou para falar sobre relacionamentos abusivos. A manipulação entre os personagens dá uma percepção nítida desses abusos. Inclusive, gostei muito do fato de que a autora não criou personagens “preto no branco”. Cada um é singular, complexo, tem seus momentos de mocinho e de vilão, o que os torna muito mais reais. Isso faz com que a gente tenha até dificuldade em odiar totalmente um personagem – ou amar completamente. Todos tem seus momentos.

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