AVALIAÇÃO: 3,5/5 EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501109347 GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO, GLBT PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 294 SKOOB

Começamos a leitura acompanhando Mark e Ryan, dois garotos gays que são melhores amigos. Mark sente algo a mais por Ryan, mas ele talvez não retribua esse sentimento da mesma forma. Nenhum dos dois é assumido, e, em uma ida a uma boate gay, Mark encontra Kate, sua colega da aula de cálculo com a qual ele nunca trocou uma palavra. Por algum motivo, ambos decidem começar uma amizade, mesmo que “à primeira vista”.

A história é narrada em primeira pessoa e dividida entre os pontos de vista de Mark e Kate. A menina também possui seu “plot próprio”. Insegura, ela está começando a se envolver com uma amiga de sua prima, e acompanhamos as incertezas de quem está vivendo o primeiro amor.

O trunfo da história está no fato de ela aparentar ser inofensiva, apenas um romance adolescente bobo, mas, na verdade, retratar de forma muito crível e condizente com a realidade esses dilemas pelos quais a maioria dos leitores já passou ou está passando. Ser apaixonado por alguém que é seu amigo e ter medo de estragar a relação que já existe, ou estar conhecendo alguém e ter insegurança do sentimento não ser recíproco são coisas que podem acontecer com qualquer um. Ainda mais na adolescência, época na qual tudo é bastante intenso.

Em “À primeira vista” os autores conseguem dar voz a esses sentimentos com maestria, levando o leitor a se identificar com os dilemas dos personagens e também a acreditar naquilo tudo. A leitura é bastante rápida e divertida, sendo uma boa pedida para passar o tempo e distrair a mente. Ao mesmo tempo, o livro passa boas mensagens e lições referentes à amizade, mas sem ser piegas e sem soar forçado.

“Apesar de não haver verdadeiros começos na vida, tem sempre alguma coisa que veio antes, há momentos que parecem um começo, e é sempre bom parar um segundo para apreciá-los.”

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AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: GALERA RECORD ISBN: 9788501077356 GÊNERO: FANTASIA, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 350 SKOOB

Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Algum (angustiante) tempo depois de ler e me deliciar com o fantástico “O aprendiz“, finalmente pude embarcar de cabeça em mais uma aventura de Fletcher e me lembrar o que me fez amar tanto o primeiro volume dessa trilogia. Após concluir essa surpreendente e maravilhosa leitura só consigo pensar no porquê eu demorei tanto pra ler essa continuação e no quanto eu queria já ter em mãos o terceiro volume.

Após ser acusado injustamente de assassinato, Fletcher passa um bom – e nada agradável – tempo na prisão na companhia de seu demônio aguardando o julgamento que dará destino à sua vida. O problema é que ele não tem muitos aliados no poder e os que estão lá fazem o possível para incriminá-lo, o que eles mais gostariam de ver é sua ruína. Durante esse trágico acontecimento, muitas revelações sobre o passado e a identidade de Fletcher são feitos e de repente ele se vê em uma missão que pode significar a salvação ou a destruição de Hominum.

É incrível como o autor conseguiu criar uma sequência que fosse ainda melhor que o primeiro livro – coisa que é raro de acontecer. Sua narrativa continua gostosa de acompanhar, e, talvez pelo enredo bem trabalhado ou talvez simplesmente pela escrita envolvente, o livro prende o leitor de tal forma que não paramos até lermos a última página.

As novas aventuras de Fletcher e seus amigos são ainda mais fascinantes e o autor conseguiu expandir o universo fantástico criado por ele. Passamos a conhecer muito mais profundamente demônios e outras criaturas e são todos empolgantes de acompanhar. Entrar nesse universo rico e bem trabalhado é coisa de outro mundo e eu adoro essa sensação de realmente mergulhar em outro universo.

O contexto todo da história é bem trabalhado, todos os conflitos, guerras e questões importantes como o racismo, são muito bem exploradas, sem se tornarem repetitivas ou cansativas. O autor consegue colocar tudo de maneira clara e complementar à trama, encaixando tudo perfeitamente. É interessante como algumas questões que são exploradas na fantasia refletem o que acontece no mundo real. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501108067
GÊNERO: ROMANCE, NEW ADULT, SUSPENSE, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 144
SKOOB

Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Nunca, em toda minha vida, eu fiquei tão curiosa e esperei desesperadamente por uma continuação de série como eu esperei por Nunca jamais – Parte 2. Isso porque o primeiro volume da trilogia acaba de uma maneira tão súbita que o leitor se sente perdido, como se tivesse lido apenas o comecinho de uma história que o pegou de jeito – o que é exatamente o que acontece.

Neste volume, Charlie e Silas se encontram exatamente da mesma maneira que acabaram no volume anterior: ambos sem memória, com a diferença de que dessa vez Charlie está desaparecida e Silas, após ler todas as notas deixadas por eles mesmos, fica desesperado para encontrá-la e então resolver o mistério que envolve a vida dos dois.

Confesso que me sinto meio estranha em avaliar esse livro por não sentir que ele seja de fato um livro. Mencionei isso na resenha do livro anterior e a sensação é a mesma: a de que acabei de ler apenas uma parte de uma obra, o que de fato é o que acontece. Esse volume seria correspondente ao meio de uma história e isso é o que me irrita tanto aqui: dividirem uma história em três partes desnecessariamente.

Não me entendam mal, a história é muito boa. Aliás, eu amei essa sequência, mas é bem frustrante você ler por partes, e ter finais súbitos quando a coisa está ficando mais interessante. Além de que, dessa maneira, tendo que esperar o lançamento da próxima parte, é ainda pior, pois perdemos um pouco da familiaridade com a história e com os personagens.

Deixando esse detalhe de lado, confesso que me apaixonei pela história e as autoras souberam me pegar de jeito! O mistério que envolve a amnésia simultânea de Silas e Charlie é extremamente instigante e eu amei como a história se desenvolveu nesse volume. Não estamos nem um pouco mais perto de entender o porquê disso acontecer com eles, mas já consegui terminar com algumas teorias na minha cabeça. Continue lendo »

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO: 3/5
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501109316
GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 280
SKOOB

Cadu e Mari foi um livro que chegou as minhas mãos ao acaso, sem saber ao certo o que esperar. Já havia ouvido falar da autora de outros livros seus, mas nunca tinha tido a oportunidade de ler algo. Apesar disso, aparentava ser um livro tranquilo, com uma história fluida, própria para ser feita em poucas horas. Foi exatamente o que encontrei, porém alguns fatores a tornaram não tão prazerosa assim.

Mariana tem uma vida promissora. É assistente pessoal de Carlos Eduardo, Cadu, diretor da revista Be, uma badalada revista de moda, tendo um bom salário e oportunidades para crescer na vida. Porém tem uma queda pelo chefe. Está completamente apaixonada por ele, sem saber como agir ou definir seus sentimentos. Todavia, ambos vivem em mundos completamente diferentes, e a garota sabe que as chances de Cadu olhar para ela como além de uma assistente são mínimas. Até o dia em que o destino resolve agir e Cadu acaba mudando sua visão de Mariana. Um romance acontece, mas como nem tudo são flores, algo pode abalar essa relação.

A escrita de A. C. Meyer é fluida e rende. Porém, por mais rápida que seja, ela acaba se tornando imatura. É como se as descrições de personagens, mas também fatos, não seguissem uma naturalidade que deveria ocorrer. Em alguns momentos, tive a sensação de estar lendo um livro principiante, apesar de eu saber que não era o caso. Coisas que poderiam ser mais desenvolvidas acabam ficando restritas a poucos capítulos.

Os personagens são bem delineados, levando em consideração que são caricatos de outros livros. No entanto, o ponto da narrativa toca também no relacionamento dos dois. Por mais que eu saiba que o livro seja ficção, ainda assim você espera algo chamado verossimilhança. Pode haver fadas, duendes durante a história, mas dependendo da maneira que você a conta aquilo lhe torna normal, não causando nenhum estranhamento. No caso de Cadu e Mari, o romance entre os dois se tornou um pouco forçado para mim, chamando a atenção que o livro não tinha nenhum elemento sobrenatural. Era apenas uma história normal de um casal que se apaixona. Mas o se apaixonar não significa que em pouco mais de um dia você esteja completamente alucinado por aquela pessoa. As atitudes dos personagens me causaram certo estranhamento, do tipo que você fica até questionando a veracidade da história. Continue lendo »

terça-feira, 22 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: GALERA, CORTESIA
ISBN: 9788501109286
GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 266
SKOOB

Em várias resenhas que escrevi aqui no blog já deixei muito claro o quanto eu adoro comprar um livro só porque achei a capa bonita. É uma coisa que não consigo controlar, elas me chamam e me prometem o mundo rs, e mais uma vez isso aconteceu. Quando vi o catálogo da Galera Record me apaixonei pela capa do livro Londres é nossa! e decidi que eu precisava muito descobrir a respeito desta história. Para meu grande alívio e felicidade, eu fiz uma ótima escolha, pois esse título ganhou meu coração. <3

Narrado em primeira pessoa, o livro nos conta a história da jovem Sunny, que descobriu de uma maneira trágica que seu lindo namorado Mark não é quem ela pensava que era, e agora ela e seus amigos estão soltos por Londres procurando por Mark, em uma madrugada onde coisas inesperadas, maravilhosas e às vezes perigosas estão acontecendo.

A autora Sarra Manning conseguiu trazer para essa história, um espírito jovem e aventureiro que há muito tempo eu não encontrava em um livro. Tudo é tão vivo e tão intenso que a leitura se torna um grande prazer e é muito bacana acompanhar a aventura de nossa protagonista, tentando encontrar seu namorado para finalmente confrontá-lo.

É quase impossível não se identificar com Sunny. Ela fez eu me lembrar da época do colégio, onde as coisas pareciam tão mais trágicas e as dores tão mais intensas do que eram na realidade. Isso tornou a leitura muito mais divertida e real, pois todos nós já passamos por essa fase onde tudo é mais intenso e a urgência para fazermos as coisas não nos deixam pensar claramente.

Outro grande acerto da autora nesse livro foi sem dúvida nenhuma a construção dos personagens. Todos são únicos e essenciais para a história, destaco aqui a dupla Vic e Jean-Luc, dois franceses que foram os principais companheiros da busca de Sunny. Além de serem ótimos amigos para a nossa protagonista, eles também foram os responsáveis por vários momentos cômicos na história e ganharam a minha simpatia logo de cara. Também gostei muito da personagem Emmeline, ela é a melhor amiga de Sunny e possui uma personalidade muito forte que trouxe luz e razão para a nossa protagonista, nos momentos em que ela precisava colocar os pés no chão e encarar a realidade. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: BERTRAND BRASIL, CORTESIA ISBN: 9788528622003 GÊNERO: FANTASIA PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 350 SKOOB

As justas e precisas profecias de Agner Nutter, Bruxa

Após ler meu primeiro livro do Neil Gaiman, há pouco tempo atrás, tenho que confessar que fui pega, como tantos outros, pela maravilhosa escrita do autor. Por esse motivo não hesitei em requisitar Belas maldições à editora e posso dizer que estou positivamente surpresa com a leitura. Apesar de se tratar de um livro sobre o apocalipse, trazendo demônios, anjos e até o anticristo à história, a trama tem um quê de bom humor que me conquistou, e posso dizer até que traz um certo tom reflexivo, pra um leitor mais atento.

Belas maldições narra a história de um anjo, Aziraphale, e um demônio, Crowley (a serpente que tentou Eva), não só tendo a aparência, mas vivendo como humanos. Eles são, respectivamente, representantes de Deus e do diabo, seus olhos aqui na Terra e, após anos de convívio, são companheiros um do outro. Poderia até dizer amigos, que se dão muito bem e apreciam a vida confortável que possuem aqui na Terra. Porém, de acordo com as profecias, o fim do mundo está chegando para mudar isso e ambos, anjo e demônio, decidem se juntar para impedir o Armagedom que acontecerá a forma do Anticristo – um menino de 11 anos que foi trocado na maternidade e não faz ideia de seu papel nisso tudo.

É difícil dizer exatamente o que mais me chama atenção nesse livro: os personagens icônicos, o humor irreverente, a trama inusitada.. São tantos os elementos cativantes nesse livro que fica difícil eleger o que eu mais gostei. O conjunto da obra é algo grandioso, com uma mistura das coisas mais inusitadas e improváveis que você vai ler sobre o fim do mundo. Aposto que você, assim como eu, jamais pensou que o Armagedom pudesse ser tão engraçado.

O livro é dividido em partes e sua narrativa varia o ponto de vista entre os diversos personagens que os autores criaram. Além de que, ele conta com um narrador onisciente cujo papel é nos divertir imensamente com sua ironia acerca acontecimentos pré-apocalipse. Os personagens são inúmeros (o que pode até confundir alguns leitores), mas cada um é tão instigante à sua maneira que nos vemos ansiosos por mais. De fato, os autores criaram representações extremamente inusitadas sobre as grandes estrelas do apocalipse. Os cavaleiros do apocalipse merecem um destaque especial: Fome, Guerra, Morte e Poluição (a peste resolveu sair do ramo após a invenção da penicilina) foram muito bem representados na forma de motoqueiros (temos até uma mulher!) que apreciam bastante uma ironia e destroem o mundo aos poucos. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5         EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA                             ISBN: 9788501110008 GÊNERO: FANTASIA , JOVEM ADULTO                         PÁGINAS: 322       PUBLICAÇÃO: 2017         SKOOB

Esse é o segundo – e tão aguardado – tomo do livro Império de tempestades. Se você não leu o tomo anterior, recomendo que não leia essa resenha, pois pode haver alguns spoilers (culpem a editora por dividir a história!). Após quase morrer do coração com tanta adrenalina no livro anterior, esse começa ligeiramente mais calmo, pensado pra dar ao leitor algum fôlego antes de voltar com tudo na adrenalina mais pro meio do livro. Depois do primeiro tomo achei que não poderia ficar melhor, mas eis que me enganei (mais uma vez) com Sarah J. Maas. Ela acabou de concluir com sucesso sua missão de destruir meu psicológico e meu coração com esse livro.

Após conquistar um aliado mais que improvável – e um antigo inimigo – Aelin deu mais um passo na direção de seu objetivo, mas ainda há muitos problemas a serem enfrentados. Uma frota de guerreiros féericos da Rainha Maeve que se move ao seu encontro – não se sabe se para ajudar ou atacar -, uma bruxa que traiu as suas e se encontra ferida em seu barco, um enigma de Brandon para achar o fecho das chaves de Wyrd, e muitos outros aliados para conquistar se quiser vencer essa guerra. Planos devem ser traçados, estratégias tem que ser pensadas e dívidas devem ser cobradas se nossa rainha quiser seu trono de volta.

Como mencionei anteriormente, esse tomo começa um pouco mais lentamente, com menos ação e adrenalina do que o anterior – o que não torna o livro ruim! Começamos voltados um pouco mais às estratégias, à movimentação dos exércitos (da rainha e do inimigo), aos planos que devem ser traçados conforme os obstáculos vão surgindo. O grupo agora está maior e cada personagem tem que aprender a lidar com o outro, afinal os que anteriormente eram inimigos passaram a ser aliados e isso muda muita coisa.

Aelin, que eu já achava ter amadurecido imensamente no primeiro tomo, se mostra ainda mais madura nesse segundo volume. Ela mostra que cresceu e que a menina mimada e arrogante que era lá no primeiro livro deu lugar a uma rainha que luta pelos seus, que sabe o que é auto sacrifício, o que é altruísmo e que está disposta a tudo por aqueles que ama – sem perder o sarcasmo, o senso de humor e a língua afiada características de Celeana (que eu adoro!). Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501109996 GÊNERO: FANTASIA , JOVEM ADULTO PÁGINAS: 364 PUBLICAÇÃO: 2017 SKOOB

Começo essa resenha dizendo que esse, dentre todos os textos que já escrevi na vida, foi o mais difícil até hoje. Talvez pelo tanto que eu gostei desse livro, talvez pela enorme quantidade de acontecimentos, reviravoltas e descobertas que ele nos proporciona que não sei nem por onde começar. Mas antes de entrar na história de fato, queria apenas comentar o quão desnecessário foi a separação do livro em duas partes – o quão anticlímax isso é, o quão frustrante para o leitor e fã da série. Ainda mais considerando a parte da história em que o Tomo 1 termina. Só queria avisar a você, leitor, que tenha os dois em mãos antes de começar a leitura, pois tenho a mais absoluta certeza que não vai aguentar se não tiver.

Império de tempestades – Tomo 1, nos mostra as várias frentes da batalha que está prestes acontecer. Por um lado temos uma Aelin marchando à Terrassen, sua terra natal, a fim de retomar sua coroa e angariar aliados para lutar contra Erawan junto com sua corte que conta com uma metamorfa e guerreiros féericos poderosos. Além disso, seguindo mais algumas mensagens enigmáticas de seus antepassados, ela vai atrás das outras chaves de Wyrd e seu fecho – únicas coisas capazes de realmente dar um fim em toda a guerra. Mas muitos obstáculos podem surgir nessa empreitada, a começar pelos antigos aliados de sua família que não parecem dispostos a colaborar com sua causa. Ela se vê sem poder retomar o que é seu de direito, sem aliados e com cada vez mais inimigos à sua volta.

Do outro lado temos Dorian, lidando com um reinado instável, uma magia que não sabe controlar e se vendo sozinho, tentando se encontrar sem ter Chaol e Aelin como seu suporte. E, além disso tudo, ainda está cercado de dúvidas sobre o que aconteceu em seu castelo e sua parte nisso, além de não tirar Manon Bico Negro da cabeça: uma bruxa que ele não sabe ao certo de qual lado está.

E falando em bruxas, Manon está cada vez mais incerta sobre o futuro e os objetivos das bruxas com quem luta. Tirando suas 13 ela não confia em ninguém e, ao ter a vida de sua imediata condenada pela própria avó, ela começa a perceber que não é tão vazia de sentimentos como as bruxas se vangloriam de ser, e que é capaz de muita coisa por suas treze. Ela começa a pensar se não está lutando pelo lado errado.

Também temos Lorcan, que em seu caminho ao desfiladeiro Ferian, se encontra com Elide que está sendo caçada pelos demônios de Erawan ao ir em busca de sua rainha perdida – Aelin. Os dois se tornam aliados improváveis, com objetivos mais parecidos do que podem imaginar, sem saber que o que procuram é a mesma coisa. Elide se mostra uma menina muito forte nesse livro, ela finalmente desabrocha e se mostra mais inteligente do que podíamos imaginar, uma personagem digna de admiração e que conquista seu lugar com muita luta e sangue. Continue lendo »

segunda-feira, 10 de julho de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: JOSÉ OLYMPIO, CORTESIA ISBN: 9788503013123 GÊNERO: CONTOS, CRÔNICAS, CLÁSSICO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 96 SKOOB

Cenas londrinas é um dos últimos lançamentos no Brasil escrito pela Virgina Woolf. O livro é uma coletânea de ensaios publicados originalmente na revista Good Housekeeping. A autora os escreveu na primavera de 1931, e eles foram publicados bimestralmente a partir de dezembro daquele ano e no decorrer de 1932. Com a inclusão da sexta cena, “Retrato de uma londrina”, os seis ensaios sobre a vida de Londres foram publicados juntos pela primeira vez. As primeiras cinco vinhetas foram reunidas antes – na América, por Frank Hallam, numa edição limitada, apenas 750 exemplares (1975), e, no Reino Unido, pela Random House (1982), sob o selo da Hogart Press, que os próprios Leonard e Virginia Woolf fundaram em 1917.

Como o próprio título já sugere, acompanhado de algumas notas do editor que facilitam o entendimento do leitor para com o livro, Cenas londrinas traz reflexões da autora sobre alguns lugares ou experiências ocorridas pelas ruas de Londres. Perpassa grandes homens, mas também cidadãos comuns, oferecendo ao leitor visão original, clara e atraente do movimento orgânico das ruas.

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AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: JOSÉ OLYMPIO, CORTESIA ISBN: 9788503013116 GÊNERO: CONTO, CRÔNICA, CLÁSSICO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 96 SKOOB

Bartleby, o escrivão, originalmente publicado em 1853, foi escrito pelo estadunidense Herman Melville, mesmo autor do mundialmente conhecido “Moby Dick“. Recentemente foi relançado pela Editora José Olympio.

Bartleby, o escrivão é uma obra curta e simplória, todavia sua simplicidade a torna confusa. Inicialmente a história não tem pé e nem cabeça, parece desconexa, não faz o mínimo sentido. Como assim? Pois bem, o autor nos insere num acontecimento corriqueiro do dia a dia – ninguém fica parado. Para sobrevivermos precisamos trabalhar, ainda não fazemos fotossíntese, infelizmente dinheiro não dá em árvore. Certo? Esse trecho parece confuso? Mas, a obra é confusa, perturba o leitor, o deixa indignado e perplexo, principalmente com o desfecho da trama e a peculiaridade do personagem principal – Bartleby.

O livro é narrado por um dos personagens, o advogado. O leitor vivencia um breve período da vida deste advogado e seus outros empregados, cujas manias e personalidades o incomodam, num escritório situado no Wall Street. A rotina é tumultuada, a demanda de trabalho cresce e assim se faz necessária uma nova contratação. Cansado, o advogado decide contratar alguém que não perturbe ainda mais seus nervos. A partir daqui, Bartleby entra na rotina dos demais – é o novo escrivão – uma máquina de cópia humana e extremamente eficiente.

O advogado estava satisfeito com sua contratação, a existência de Bartleby era quase imperceptível aos que ali chegavam. Porém, o seu comportamento era estranho, além da sua função, ninguém o via fazer absolutamente nada.  A falta de interesse de Bartleby pela vida a sua volta despertou a indignação do advogado, mas inicialmente deixou passar. Até que um dia foi lhe designado outra tarefa e ele se recusou a fazê-la. Eventos como esse se sucederam, a resposta era sempre a mesma: “Preferia não fazê-lo”. Eis o ponto crucial da história. E o leitor ainda está na mesma. Boiando, perdido, curioso etc.

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