segunda-feira, 26 de novembro de 2018

AVALIAÇÃO: 4,5/ 5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340734
GÊNERO: ROMANCE, FANTASIA
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 440
SKOOB

Em O Reino de Zália, primeiro livro de fantasia de Luly Trigo, Zália é a segunda na linha de sucessão no trono de Galdino. Ela sempre passou a vida sendo a filha que ficaria longe dos holofotes e das principais responsabilidades reais. Tudo o que mais queria era se formar no ensino médio, cursar fotografia e sair pelo mundo registrando momentos especiais, porém, as coisas não saíram nem um pouco do jeito que Zália planejava.

A princesa nunca pensou em assumir o trono, mas no dia em que Victor, seu irmão, príncipe e regente de Galdino, sofre um atentado que acaba acarretando sua morte, a menina se vê cada vez mais longe de concretizar seus planos de ter uma vida quase normal.

Entretanto, quando percebe que seu pai não acredita na sua competência para ser regente até a renúncia dele, Zália fica tentada a provar que ela dá conta do recado e muito bem. Ela só não esperava que enfrentaria tantas mudanças e desafios de uma só vez: começando com a troca de toda a sua equipe e a volta de um amor do passado mal resolvido, literalmente, fazendo guarda em sua porta.

Pouco a pouco, enquanto tenta descobrir a verdade sobre a morte de Victor e qual a ligação da Resistência (grupo de rebeldes inconformados com a gestão da Coroa) com isso, a garota começa a perceber que o mundo — o país — que ela achava ser perfeito, não passava de uma ilusão e que nem tudo que lhe fora contado era verdade, de fato. Continue lendo »

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Avaliação: 4/5
Editora: Paralela, Cortesia
ISBN: 9788584391240
Publicação: 2018
Páginas: 224
Skoob

As relações estão mudando. Com os avanços tecnológicos e a geração do imediatismo, a forma de se relacionar hoje é bem diferente do que alguns anos atrás – em que não havia interferência das redes sociais e a comunicação não era tão instantânea. Com base nessa temática, a jornalista Michele Contel presenteia a nossa geração com o livro Amores eternos de um dia jogando a real sobre aplicativos e relacionamentos efêmeros. Apenas um ano mais velha do que eu (ela é de 1992), ela decidiu compartilhar suas impressões sobre aplicativos de paquera (Tinder, Happn, quem nunca?) e trouxe relatos bem-humorados e extremamente verdadeiros sobre o assunto.

Assim que bati o olho nessa capa e nesse título maravilhosos, fiquei muito ansiosa para fazer a leitura, pois tinha certeza que iria me identificar do começo ao fim. A dificuldade das relações modernas e as transformações causadas pela tecnologia são assuntos que frequentemente discuto com amigas mais próximas. E, ao realizar a leitura do livro de Michele, parecia realmente que eu estava conversando com uma amiga.

Ela apresenta seus relatos de forma divertidíssima e é quase impossível você não se enxergar em cada uma das situações. Como não dar risada com “Checklist para identificar um ebuste”, “Os 10 mandamentos de um bom jogador” ou “O guia do boy lixo”? Afinal de contas, quem nunca se deparou com um destes por aí ou sofreu com os joguinhos de “eu preciso esperar cinco minutos para responder”, não é mesmo?

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AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: EDITORA SEGUINTE
ISBN: 9788555340666
GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO, JOVEM ADULTO, LITERATURA ESTRANGEIRA 
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 448 SKOOB

O dueto sombrio é a sequência de um dos melhores livros que li em 2017, A melodia feroz, e que criou uma grande expectativa em mim. A trama criada por V.E.Schwab foi tão original e única que me conquistou logo na sinopse, e seu desenvolvimento no primeiro volume não poderia ter sido melhor. A metáfora criada para representar a violência do mundo foi o ápice da criatividade da autora, portanto eu não poderia esperar nada menos grandioso nessa sequência.

Seis meses após os eventos de A melodia feroz, Kate se encontra em Prosperidade – um lugar bem diferente de Veracidade, mas com os mesmos monstros à solta, ainda que as pessoas se recusem a acreditar neles. A personagem, mais madura do que a que conhecemos no começo do primeiro volume, conhece um grupo de hackers que a ajuda no dever que tomou para si de aniquilar os monstros que cometem tantas atrocidades.

Em contrapartida, ainda em Veracidade, August toma a posição de líder de um grupo da FTF, assumindo que seu papel no mundo seria esse de usar seus poderes de Sunai para matar aqueles com almas manchadas pela violência que gera os monstros. Porém, cada vez mais suas responsabilidades cobram seu preço à August que vive em conflito interno complicado, ainda mais depois de matar seu irmão e continuar ouvindo a voz dele em sua cabeça.

A aparição de um novo tipo de monstro, capaz de incitar ainda mais a violência das pessoas, faz com que os caminhos de August e Kate voltem a se cruzar enquanto os dois lutam para lidar com velhos e novos inimigos.

Não sei nem direito por onde começar a falar desse livro que foi um misto de amor e decepção. Por um lado, temos os personagens que são extremamente bem trabalhados ao londo da história. August é um dos personagens mais complexos que já “conheci”. O personagem vive um conflito interno quanto ao seu papel no mundo, quanto a pessoa que ele é, e o que ele gostaria de ser, quanto ao fato de ser um Sunai e o que isso exige dele. Não preciso nem dizer que é o meu personagem favorito da duologia. Kate também segue um caminho interessante na trama, e seu desfecho é um dos mais emocionantes do livro, apesar de não completamente inesperado. É um daqueles finais que a gente meio que espera que vai acontecer, mas torcendo para não acontecer.

Ainda sobre os personagens, tenho que dizer que alguns foram meio mal aproveitados pra mim. Ao mesmo tempo em que o desenvolver das personalidades dos protagonistas nos entregam um arco profundo ao passo em que os conhecemos de perto, acompanhando suas angústias e seus anseios, seus conflitos e o turbilhão de sentimentos deles, os personagens secundários não foram tão bem aproveitados quanto poderiam. Primeiro, o grupo de hackers amigos de Kate são basicamente deixados de lado quando ela volta para Veracidade. Segundo que, ao introduzir esse misterioso novo monstro, a autora faz com que esperemos uma reviravolta gigantesca na situação de calamidade em que se encontra Veracidade (e o resto do mundo), mas não é o que acontece.

O que eu senti falta mesmo foi de um desfecho maior à trama, algo que envolvesse o destino das cidades e do mundo como um todo. Não notei uma grande diferença na situação das cidades, exceto pelo fim (bem mediano) dos líderes dos monstros. Acho que eu esperava que, de alguma forma, fosse encontrada uma solução criativa que trouxesse a erradicação dos monstros e da violência do mundo. Eu esperava uma grande batalha final que nunca chegou e o que a autora nos entregou no lugar foi um final mais simples e objetivo. Emocionante sim, colocando em cheque as novas perspectivas dos personagens sobre tudo, mas ainda sim sem dar uma solução real ao grande problema das cidades.

Não é que a autora tenha deixado de dar respostas ou desenvolver os arcos. O problema é que ela resolver todos os arcos montados em cima da trama mas esqueceu o foco principal (ao menos o que eu achava que era o foco), que era mudar a situação das cidades. Ela deu o desfecho dos vilões, do novo monstro, dos protagonistas, mas esqueceu da grande luta que eles tinham que era contra toda a violência.

A questão era que ela poderia ter explorado um pouco mais a trama tão bem elaborada que ela criou, afinal foi um mundo fantástico sensacional, com potencial para muita coisa. Acabou que, ao invés de um desfecho, esse pareceu um livro intermediário.

Mesmo assim, ainda super indico a leitura da obra! Abaixe um pouco as expectativas, mas não deixe de ler o que eu considero uma das histórias mais originais que já li, com mensagens muito importantes, metáforas criativas e personagens maravilhosamente cativantes. A leitura é bem ágil e envolvente, e suas mais de 400 páginas não parecem nada com a narrativa fluida e a habilidade da autora de mexer com o emocional e psicológico do leitor (principalmente sua curiosidade e ansiedade em saber o que vai acontecer, rs). Por mais que não tenha sido tão bem explorada nesse segundo livro, a ideia central da violência gerando monstros como consequências é um reflexo da nossa sociedade cada vez mais conturbada onde violência gera mais violência e o modo como a autora abordou isso é simplesmente incrível.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: PARALELA, CORTESIA
ISBN: 9788584391257
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 280
SKOOB

Os números do amor foi um livro que solicitei ao acaso, sem saber muito o que esperar. Li a sinopse por cima, conseguindo ter dimensão do que encontrar. A vinda do livro veio em boa hora, pois eu necessitava de algo leve e descontraído, então logo iniciei a leitura. Antes, reli a sinopse com mais atenção e qual não foi a minha surpresa quando descobri que o livro possuía um teor erótico. Confesso que fiquei um pouco apreensivo, como acontece toda vez que leio um livro desse gênero. Não sei quais caminhos a história irá levar, e dependendo disso a minha avaliação pode oscilar. Os números do amor ficou em algo médio com certos picos maiores. E vou tentar explicar o porquê.

Stella é uma econometrista talentosa que tem tudo na vida: um emprego garantido, uma vida estável, moradia boa, carro moderno. Todavia, não conseguiu arrumar um namorado ainda, algo que sua mãe insiste em lembrá-la. Só que Stella tem Asperger, um transtorno do espectro autista caracterizado por dificuldades nas relações sociais. Se para ela a análise de dados é uma tarefa simples, lidar com os embaraços que uma interação cara a cara pode trazer parece uma missão impossível.

Diante disso, Stella toma uma decisão e bola um plano um tanto diferente: contratar um acompanhante para ensiná-la a ser uma boa namorada. Em sua pesquisa, encontra Michael Phan. Este usa seu charme e aparência para conseguir um dinheiro extra e pagar uma pilha cada vez maior de contas. O acompanhante tem uma única regra: nunca se encontrar com a mesma cliente duas vez. Contudo, ele cede a tentação de quebrá-la quando Stella entra em sua vida com uma proposta nada convencional. Com o passar do tempo e ficando cada vez mais juntos, veem-se completamente envolvidos pela relação. Ele, pelo brilhantismo de Stella; ela, por quebrar uma série de regras e rotinas que se pusera ao longo de uma vida toda.

De livros com teores eróticos já se espera uma fórmula pronta: a menina querendo se libertar; o rapaz experiente querendo levá-la para um mundo totalmente diferente do que ela estava acostumada; trezentas páginas de cenas de sexo. Não querendo ser pessimista, mas é exatamente assim. Quando vi na sinopse que a protagonista tinha Asperger, um alerta se acendeu, pois dois caminhos poderiam ser tomados: a história seria de superação ou o tema seria tratado de uma maneira errônea fazendo com que a leitura não rendesse tanto. Porém, descobri que a própria autora do livro, Helen Hoang, tem Asperger, o que de certo modo me deixou mais seguro para fazer a leitura sem julgamentos prévios. Só me deixar levar pelo momento.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Avaliação: 4/5
Editora: Suma, Cortesia
ISBN: 9788556510679
Publicação: 2018
Páginas: 528
Skoob

Stephen King se mostrou um dos meus autores favoritos nos últimos tempos. Minhas primeiras experiências foram um tanto frustrantes com o autor, pois não conseguia sentir uma conexão tão tremenda com sua escrita. Até que li O iluminado e tudo mudou. Depois vieram Cujo, Sobre a escrita, A zona morta e agora Outsider. Esse último não tinha a menor dimensão do que esperar, apenas que era um de seus últimos lançamentos. Pela sinopse, parecia ser uma história um tanto diferente. Todavia o título não correspondia ao que poderia ser encontrado. E foi com esse pensamento que iniciei a leitura.

Quando Frank Peterson é encontrado morto no parque da cidade, a investigação que se sucede não deixa dúvidas: digitais, DNA e testemunhas comprovam que o assassino é Terry Maitland, um popular cidadão de Flint City, treinador do time infantil de beisebol, com uma reputação impecável. Nada disso impede que o detetive Ralph Anderson, enojado pelo crime hediondo, prenda Maitland no meio de um jogo, humilhando-o diante da cidade.

O treinador é levado para a cadeia, e suas alegações de inocência são ridicularizadas. No entanto, ele tem um álibi sólido: no dia e na hora do crime, Terry estava fora da cidade, viajando com amigos que juram que história é verdadeira. O hotel tem gravações do treinador na mesma data comparecendo a uma conferência, e suas digitais no local comprovam a estadia. Como alguém poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo? Como uma investigação que parecia tão certa pode ir, de repente, por água abaixo? E será isso o suficiente para inocentar Terry, quando a cidade toda parece já tê-lo condenado?

Os livros de King são conhecidos pela sua irreverência e histórias um tanto diferentes. Outsider não é diferente. A narrativa começa num ponto e quando chega determinada parte o leitor é jogado de ponta cabeça que nem sabe o que fazer, a não ser ir até o final do livro. Confesso que a leitura demorou a engatar, tanto pela quantidade de personagens apresentados, quanto pela lentidão no decorrer dos acontecimentos. Tentei iniciar Outsider algumas vezes, mas sempre outro livro aparecia na frente. Até que decidi ir até o final. E foi uma surpresa total.

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788535930672
GÊNERO: MISTÉRIO
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 136 SKOOB

No novo romance de Ana Paula Maia, Edgar Wilson (personagem recorrente em outros livros da autora) trabalha numa pequena e pacata cidade como removedor de animais mortos das estradas. A história é regada com um clima sombrio e com reflexões tanto filosóficas quanto religiosas.

Esse livro foi o primeiro contato que tive com algo da autora e posso dizer que ela representa muito bem o gênero em nosso país. Pesquisando um pouco mais sobre seu estilo, fica claro que dar enfoque em situações do cotidiano e em pessoas que na nossa sociedade passariam despercebidas é algo que Maia gosta de fazer e o faz muito bem.

A história é dividida em duas partes: Os Animais Os Mortos. A primeira parte inteira o leitor da rotina, da personalidade e, principalmente do trabalho do protagonista como removedor de animais mortos. A linguagem utilizada é bem figurativa e as descrições são bastante viscerais. Edgar Wilson é um homem incrivelmente neutro, observador e introspectivo. Suas reflexões sobre a vida e suas opiniões sobre o mundo são profundas, contudo, elas são reservadas apenas a si mesmo e à sua mente. Edgar é um homem de poucas palavras que cumpre seu trabalho sem muitos rodeios. Nessa parte, são apresentados vários conflitos no dia a dia que servem de pequenas contemplações sobre a sociedade e a própria humanidade do homem. A pequena cidade onde Edgar habita se torna gradativamente caótica: hospitais lotados, transportes de emergência quebrados e a ineficiência da segurança policial constroem um cenário para duras, porém verdadeiras críticas, ao nosso próprio sistema social.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510686
GÊNERO: FICÇÃO CIENTÍFICA
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 168
SKOOB

Considerado praticamente o precursor de um subgênero de sci-fi, o livro A máquina do tempo, de H. G. Wells (originalmente publicado em 1895 e adaptado para o cinema em 1960), ganha uma edição especial e repaginada pela Suma de Letras. A história apoia-se na tese do tempo como uma quarta dimensão, sendo tão acessível quanto às três já exploradas pelo homem: largura, altura e espessura.

Ficção científica é um gênero que eu gosto demais, ao mesmo tempo que fico receosa em ler. A capacidade de te transportar para uma viagem no tempo, para planetas ou lugares desconhecidos ao mesmo tempo que fascina, assusta. Mas Wells dá conta do recado com maestria.

A narrativa começa a desenrolar-se quando, no dia de uma das reuniões semanais com seu círculo de conhecidos, o Viajante no Tempo, como sempre é referido o protagonista do livro, chega atrasado, maltrapilho, desorientado e desgrenhado.

Após se recompor — depois de uma bela refeição carnívora —, o protagonista se dispõe a contar aos presentes sobre como havia acabado de voltar de uma viagem ao futuro possibilitada por sua mais nova invenção, sua máquina do tempo. O Viajante conta como chegou ao ano de 802 701, encontrando um mundo praticamente em ruínas, exceto por algumas poucas edificações. O primeiro contato com algo próximo da humanidade é com os Eloi, um povo com altura média de 1,30 metro, todos com cabelos cortados na altura do ombro, com as mesmas vestes, de aparência infantil, ingênua e amigável. O homem, então, fica desapontado com o declínio intelectual que a evolução de sua espécie sofreu.

FOTO: EMILLY LOPEZ/ VIAGENS DE PAPEL

Quando descobre que, horas depois de sua chegada, sua invenção desaparecera, O Viajante é obrigado a desbravar os mistérios desse novo mundo, incluindo por quê os Eloi temem tanto o escuro. Numa dessas expedições de “descobrimento”, ele acaba encontrando estranhos poços profundos que levam a túneis subterrâneos e percebe que uma outra vertente da raça humana se adaptou a vida no Mundo Subterrâneo. Os Morlocks são descritos como seres abomináveis, semelhantes a macacos albinos monstruosos que, ao contrário dos Eloi, por sua vez, são sensíveis à luz. O rapaz tinha tudo para deixar as criaturas de lado, não fosse por um único problema: seu transporte para voltar ao seu tempo estava todo esse tempo sob domínio dos Morlocks. Continue lendo »

terça-feira, 7 de agosto de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340635
GÊNERO: YA CONTEMPORÂNEO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 392
SKOOB

Dias de Despedida é o livro de estreia de Jeff Zentner, que recentemente até esteve no Brasil divulgando seu trabalho na Flipop.

A trama do livro já promete mexer com o emocional do leitor: Carver, o protagonista, acabou de perder seus três melhores amigos em um acidente de carro. O motivo? O amigo que estava dirigindo se distraiu enquanto respondia uma mensagem enviada por Carver.

O livro irá trabalhar essa questão da perda, do luto e também da culpa que o personagem sente por ter enviado a mensagem que, supostamente, causou tudo aquilo.

Temos aqui um YA contemporâneo instigante e com um tom de sensibilidade ao abordar questões como a amizade, algo tão presente na vida de qualquer pessoa, principalmente dos adolescentes que compõem o público alvo da obra.

Apesar da temática pesada, a leitura flui e é bem rápida. É uma boa opção de contemporâneo tranquilo para ler e passar o tempo e, mesmo assim, com personagens e tramas que não são superficiais.

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AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510631
GÊNERO:  SUSPENSE
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 235 SKOOB

Gosto de conhecer autores que são considerados por suas obras clássicas. E foi por esse motivo que escolhi conhecer a escrita de Shirley Jackson, que além de ter influenciado autores de terror aclamados como Stephen King e Neil Gaiman, seus livros são leitura obrigatória em diversas escolas americanas. King opina sobre esse título em particular: “A história de casa mal-assombrada mais próxima da perfeição que eu já li.

Recebi com muita animação essa sinistramente linda edição da Suma, a ilustração da capa está com um toque perfeito e a capa dura deixou o trabalho ainda mais bem apresentado, em tons degradês entre o laranja e o marrom.

A história está dividida em nove capítulos que são subdivididos em no máximo 8 partes. Toda primeira página do capítulo conta com a fonte em tamanho maior que as demais.

Por ter sido publicado originalmente em 1959, o livro possui algumas palavras desconhecidas, mas isso não atrapalha a narrativa, elas podem até mesmo ser ignoradas para não atrasar a leitura.

John Montague é doutor em filosofia, formado em antropologia e apaixonado por analisar manifestações sobrenaturais, por esse motivo decide alugar a Casa da Colina por três meses e levar para lá um grupo de assistentes, para que pudesse observar as causas e consequências de transtornos psíquicos causados pela convivência em ambientes hostis e aterrorizantes. Seu objetivo principal é que, mais tarde, pudesse publicar uma obra respeitável sobre o assunto.

Depois de uma análise criteriosa em possíveis candidatos para sua equipe, ele consegue enviar meia dúzia de cartas, obtendo apenas quatro respostas positivas e, destas, apenas Eleanor Vance de 32 anos decide realmente ir, para se livrar por um verão de sua irmã e cunhado, ambos mesquinhos, e de sua chata sobrinha. Além de Eleanor, a impetuosa artista Theodora aceita o convite de última hora e também vai até Hillsdale, após brigar com a mulher com a qual divide seu apartamento. A dona da casa, a Sra. Sanderson, sabendo das intenções do dr. Montague e querendo se ver livre de seu jovem, libertino e nada confiável sobrinho, exige que este permaneça durante o verão na casa e acompanhe os visitantes.

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A narrativa acontece em terceira pessoa, mas percebemos que o foco está na personagem da Eleanor Vance, desde o momento que ela decide roubar o carro da família, deixando para trás apenas a informação de que foi convidada do dr. Montague, mas sem dizer o local onde passará o verão, para não ser encontrada.

Imagino que a senhora saiba o que está pedindo, vindo aqui? Imagino que tenham lhe avisado, lá na cidade? Já ouviu alguma coisa sobre este lugar? Página 32

Chegando na casa, Eleanor se depara com o estranho zelador Dudley, tendo dificuldades em acessar a casa, já que foi a primeira a chegar, antes mesmo do anfitrião. Em seguida conhece sua esposa, a esquisita governanta sra. Dudley, que usa apenas frases decoradas, não sendo nada simpática. Ela faz apenas seu trabalho e parece extremamente desconfiada e até mesmo suspeita.

Não fico depois de pôr o jantar, a sra. Dudley prosseguiu. Não depois que começa a escurecer. Vou embora antes de a escuridão chegar. Página 39

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quinta-feira, 26 de julho de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510594
GÊNERO: FANTASIA, FICÇÃO, JUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 296 SKOOB

Fiquei super feliz e até emocionada quando vi que a Roberta Spindler estava lançando seu segundo título, dessa vez pela Suma, selo do Grupo Companhia das Letras. Em 2015 li seu primeiro livro, “A torre acima do véu” e a partir dele escrevi minha primeira resenha, mesmo não sendo aqui para o blog, foi bastante marcante para mim. E, mesmo não conhecendo a Spindler pessoalmente, fico satisfeita pelo fato dessa autora belenense ter dado esse passo tão importante e de sucesso em sua carreira.

Além de ter escolhido Heróis de Novigrath por já conhecer a escrita de Roberta em seu livro anterior e ter gostado de sua história pós-apocalíptica, a sinopse me deixou intrigada por se mostrar um enredo bastante atual, onde o mundo virtual faz tanto sucesso no real, atraindo jovens em busca de distração, fama e poder.

No entanto, o que eu considerei que seria uma leitura interessante e relaxada, me deu bastante trabalho e momentos de pesquisa e anotações, já que nunca fui boa em jogos de vídeo game e sempre tenha preferido o mundo literário ao dos desafios competitivos de uma partida de jogo qualquer. E apesar de ser professora de informática, me adaptar ao linguajar e abreviações típicas desse mundo virtual, não foi tarefa fácil para mim, vou dar alguns exemplos: ggwp, MOBA, eSport, gank, pro-players, rage, feedar, x1, hater, elojob, playoff, farmar, call, pick-off…

Demorei um pouco para me conectar com o enredo, ainda mais porque no início sempre ocorre a apresentação dos personagens, então a leitura foi um tanto arrastada. Mas depois que me familiarizei, tudo isso melhorou bastante.

HdN – Heróis de Novigrath é um jogo de sucesso da empresa Noise Games e que domina o mercado internacional há cerca de 15 anos, lançando anualmente uma nova temporada, além de concorridos campeonatos mundiais, uma infinidades de produtos e até mesmo uma série de filmes. Porém, à medida que o número de fãs e de pessoas que comentam e vivenciam as partidas aumentam, o poder e influência dos personagens do jogo também, possibilitando fundir o mundo virtual com o real.

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