quinta-feira, 7 de junho de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: VALENTINA, CORTESIA
ISBN: 9788558890458
GÊNERO: ROMANCE, DRAMA
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 232                    SKOOB

Sorrisos quebrados é um livro que, ao ser lançado no ano passado, causou muito rebuliço na blogosfera. Ele foi lançado originalmente pela plataforma online Wattpad, e então lançado em ebook na Amazon, onde fez um sucesso estrondoso até chegar na forma de livro físico lançado pela Valentina. Lembro de muitas pessoas (mas muitas mesmo) que me indicaram a leitura que vim adiando até recentemente. O fato é que, pelos comentários que já vinha lendo, eu sabia que o livro teria uma carga dramática pesada – e eu estava fugindo muito disso. Contudo, chegou a hora de enfrentar esse drama e posso afirmar de coração que todo o rebuliço em cima de Sorrisos Quebrados é justificado.

O livro conta a história de Paola, uma mulher que foi quase morta pelo ex-marido com o qual mantinha um relacionamento extremamente abusivo, que não deixou marcas apenas físicas, mas psicológicas também – essas últimas sendo as piores. Seis anos depois, ela mora em uma clínica de apoio a pessoas com diferentes tipos de traumas. Uma delas é Sol, uma menina de quatro anos com dificuldades de socialização decorrentes de um trauma com a qual ela consegue, surpreendentemente, criar um vínculo. É por meio de Sol que Paola acaba conhecendo André, pai da menina e um homem profundamente marcado pelos passado triste que carrega.

Como duas pessoas que têm uma grande bagagem emocional traumática, logo surge desconfiança e medo entre eles, mas também uma atração inexplicável. É aos poucos que ambos vão baixando a guarda e dando liberdade para o sentimento desabrochar e florescer, para descobrirem uma cura que não imaginavam ser possível um no outro. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: VALENTINA, CORTESIA
ISBN: 9788558890588
GÊNERO: FANTASIA, INFANTOJUVENIL, AVENTURA  
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 240 SKOOB

Não lembro exatamente quando foi a primeira vez que me deparei com essa capa, mas fiquei completamente apaixonada e de tal forma que assisti ao book trailer, o que não costumo fazer, e isso fez com que ele entrasse facilmente para minha lista de futuras leituras. Fiquei extraordinariamente feliz ao receber o livro através de nossa parceria com a Editora Valentina e só tenho a dizer logo de início: leiam!

Sempre comento em vários blogs que estou fugindo de sagas, mas dessa não tive como escapar, não tive como resistir à história e à linda capa de Alexander Jansson. No site da Editora Valentina é possível baixar a foto da capa, imprimir o marcador e até ler o primeiro capítulo.

A história se passa em 1899, na Mansão Biltmore, em Asheville, Carolina do Norte. Essa mansão é a maior casa de propriedade privada nos Estados Unidos, ela é real, e fica na região onde o autor Robert Beatty mora com a esposa e as três filhas, apesar da história criada por ele ser fictícia, ele usou o nome dos donos da propriedade, George e Edith Vanderbilt, apenas incluiu na história um sobrinho ao invés da filha real do casal, Cornélia.

Serafina e seu pai vivem escondidos no imenso porão da residência, ele trabalha na mansão desde sua construção, sendo o responsável pela manutenção das máquinas. Serafina tem 12 anos e habilidades interessantes, é uma excelente caçadora de ratos, move-se sem fazer nenhum ruído e seus hábitos são noturnos, além de certas peculiaridades em sua fisionomia, como grandes olhos cor de âmbar e cabelos composto de variados tons de dourados e castanho, quatro dedos em cada pé e uma clavícula malformada.

Logo no início da leitura dá uma certa dó da garota, porque viver no final do século XIX usando uma camisa velha do pai, amarrada na cintura com um barbante rústico causaria extrema estranheza, apesar de que ela se movimenta pela mansão sempre sem ser vista e em geral à noite. Então, em nossa mente, já surgem diversas dúvidas sobre o motivo deles estarem escondidos no porão e não viveram simplesmente numa casa da região.

No capítulo um, Serafina já tem seu primeiro encontro com o vilão da história, o homem da capa preta que é o responsável pelo desaparecimento de crianças que estão entre os hóspedes da mansão. Porém, até então ela não sabe disso e vê apenas uma menina de vestido amarelo sumir em meio ao rodopio da capa. No dia seguinte, descobre que é a hóspede Clara Brahms.

“À medida que o homem caminhava em sua direção, Serafina também passou a escutar outro som. Era uma agitação de pés se arrastando, como os de uma pessoa baixa – pés calçando chinelos, talvez uma criança. Havia algo errado. Os pés da criança estavam raspando na pedra, às vezes deslizando… as criança era aleijada… não… a criança estava sendo arrastada.”

Um dos passatempos prediletos de Serafina era observar as conversas e costumes dos hóspedes do senhor George Vanderbilt e sua esposa Edith, todos da alta sociedade, além de devorar os livros que o pai retirava furtivamente da imensa biblioteca existente na propriedade, por meio dos quais aprendeu a ler, com a ajuda do pai.

A partir do sumiço de Clara Brahms, Serafina começa a investigar a situação com a ajuda de seu primeiro amigo, também da mesma idade que ela, Braeden Vanderbilt, orfão acolhido por seus tios, donos da mansão. Braeden está sempre na companhia de seu cachorro Gideão. Ela o conhece num momento de descuido, enquanto observa uma apresentação feita aos hóspedes.

“Havia achado que tinha algo para contar a ele, mas a verdade é que ele também tinha muito para contar a ela. Um menino que sussurrava a respeito de sequestros e fraudes era o tipo de menino de quem ela poderia aprender a gostar.”

Em meio a investigação de Serafina e Braeden, outras crianças vão desaparecendo, muitos são os suspeitos e diversos nomes são apresentados, mas o interessante é que mesmo eu tendo acertado de primeira, ainda assim outros nomes passaram momentaneamente em minha cabeça. Minha filha de dez anos ainda está lendo o livro, está super aflita com as narrativas feitas e os momentos de tensão, ela também suspeita do real vilão, mas estou bem quieta sobre isso, porque ela, assim como eu, também está com outros nomes na lista.

“Ela olhou em torno, para o Sr. Vanderbilt, Seu Enkrenka e os outros homens. Estava começando a ver como era difícil determinar quem era bom e quem era mau, em quem podia confiar e com quem deveria ter cuidado.”

A história é narrada em terceira pessoa no decorrer de 31 capítulos. Os números ímpares que marcam o início de cada capítulo têm em volta de si uma menina formada de ramos e os capítulos de números pares uma leoa também formada de ramos.

FOTO: NARA DIAS / VIAGENS DE PAPEL

Uma das coisas que me irritou um pouco no decorrer da história foi Serafina chamar seu pai de Pa e ele chamá-la de Sera. Não combinou muito, nem foi agradável ler essas monossílabas. Um outro fato irritante foi um dos lacaios do Sr. Vanderbilt chamar-se Enkrenka, sendo todos os demais personagens terem nomes comuns. Apesar dos diálogos não terem o linguajar da época, isso não chega a ser um grande problema, ainda mais pensando que a obra é voltada para a garotada.

FOTO: NARA DIAS / VIAGENS DE PAPEL

Fora esses pontos, que não fizeram com que eu descontasse da nota final 5/5, gostei bastante da história, do desfecho final, de todos os detalhes envolvidos e descrições e ações em cena. Acredito que a obra tem grande potencial para ser adaptada cinematograficamente, ou quem sabe numa série. Fico aqui ansiosa aguardando o próximo volume e curiosa para saber como será a vida de Serafina a partir de então, já que é a heroína da história e não tem mais como manter-se nas sombras.

“Nosso caráter não é definido pelas batalhas que vencemos ou perdemos, mas sim pelas batalhas que ousamos lutar.”

FOTO: NARA DIAS / VIAGENS DE PAPEL


Futuros lançamentos:

FOTO: SITE ROBERT-BEATTY

FOTO: SITE ROBERT-BEATTY


Book Trailer Livro 1 – Serafina e a capa preta


Book Trailer Livro 2 – Serafina e o bastão maligno (tradução baseada na versão publicada em espanhol)


Book Trailer Livro 3 – Serafina e o seu destino (tradução baseada na versão publicada em espanhol)


Confira outras informações no site do escritor Robert Beatty.

E você, já conhecia o título? O que achou?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: VALENTINA, CORTESIA
ISBN: 9788558890502
GÊNERO: ROMANCE, ROMANCE ERÓTICO, ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 400
SKOOB

Griffin alcançou o auge da fama. Mas ele ainda quer mais

Indomável é o quarto livro da série Rock Star, mas que é como se fosse um spin-off da mesma, já que traz a história de um personagem diferente da série. O livro até pode ser lido de forma independente, mas saibam que ele contém spoilers dos três livros anteriores, mas nada que prejudique a leitura tanto assim. Devo dizer que tive certo receio de ler esse livro, pois apesar de gostar dos livros de Rock Star, o protagonista de Indomável não era um dos meus personagens favoritos. Mesmo assim eu queria ver o que a autora ia aprontar para ele, e confesso que me surpreendi com o crescimento do protagonista ao longo da história.

Neste volume conhecemos a história de Griffin, o baixista da famosa banda D-Bags que acredita não receber todo o valor que tem na banda. Ele está cansado de ficar sempre por trás dos holofotes e acredita que merece muito mais do que tem. E quando chega a gota d’água, ele toma uma decisão que pode ser a melhor ou a pior da sua vida.

O fato é que Griffin é um tanto egocêntrico e se acha melhor do que todo mundo. Ele acha que merece mais destaque na banda, e que não recebe a atenção que deveria – e isso o torna extremamente desagradável. Ele é o tipo de personagem que a gente ama odiar. O cara é invejoso, metido, se acha o rei da cocada preta, um cara fútil e egoísta, que não pensa em ninguém além de si mesmo. Pois é, aí vocês me perguntam: “mas se ele é tão terrível, porque continuou a leitura?”. Simples: porque eu queria ver ele levar na cara pra aprender a ser homem de verdade. O que de fato acontece, e foi o que salvou a leitura pra mim.

Confesso que foi até difícil insistir na leitura, de tão desprezível que achei o protagonista. A narrativa é em primeira pessoa e acompanhar os pensamentos egoístas de Griffin foi algo que me fez passar raiva. Mesmo assim, eu persisti porque queria ver se existia alguma explicação para essa sua atitude (não tem) e ver se ele mudaria (sim, ele muda). Além disso, a narrativa da autora é tão envolvente que permanecemos lendo, mesmo quando não gostamos do protagonista. É o simples fato de ter curiosidade e querer ver o que iria acontecer com ele – e foi gratificante ver ele aprender com as consequências dos próprios erros.

Foi preciso ele tomar o caminho mais difícil, levar na cara da vida mesmo pra ele aprender a dar valor as coisas que tinha, a ser mais humilde e mais grato. Ele passa por alguns perrengues pra mudar seu pensamento, mas é aí que ele começa a amadurecer e se tornar uma pessoa melhor, um cara mais responsável, mais sensível. É essa redenção dele que faz tudo valer a pena. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: VALENTINA, CORTESIA
ISBN: 9788558890472
GÊNERO: HISTÓRIA, NÃO FICÇÃO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 197
SKOOB

De Galileu a Stephen Hawking em 200 páginas!

A Editora Valentina está lançando a coleção História para quem tem pressa. São livros pequenos, com no máximo 200 páginas, que contam cronologicamente as passagens históricas do assunto em questão.

Eu recebi o livro sobre ciências e tenho que confessar de antemão que foi uma leitura fantástica! Me surpreendeu mesmo! \o/

Primeiro eu pensei: em duzentas páginas não dá para falar de nada, imagine toda a história das descobertas cientificas da humanidade! Para!

Mas foi um adorável engano. Percebi logo que abri o livro: organização. Separado em sete capítulos dos grandes temas da ciência e contado sem enrolação e bastante clareza os subtemas do assunto.

Vou citar o exemplo da “Astronomia“, presente no capítulo 1. Já faz muito sentido esse ser o primeiro capítulo: começa com a fixação do homem pelo céu, mesmo em tempos mais remotos. Passa pelos mapas estrelares 400 a.C, para a visão geocêntrica de Aristóteles; explicações sobre o movimento da Terra, o dia e a noite; e chega em Nicolau Copérnico com o heliocentrismo e a quantidade de defesas cientificas que o heliocentrismo conquistou e foi derrubado pela supremacia católica. E quando o projeto de telescópio foi melhorado por Galileu e expandiu o conhecimento que hoje temos do cosmos. E termina com Stephen Hawking comprovando a teoria dos buracos negros que foi um pesquisa de Chandra na década de 30. O mesmo se dá para os outros temas: “matemática“, “física“, “química“, “biologia“, “medicina” e “geologia“.

São levantados os principais conceitos, os principais pesquisadores e cientistas, a evolução das ideias e até uma mini biografia dos principais nomes. Continue lendo »

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: VALENTINA, CORTESIA
ISBN: 9788558890311
GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO REALISTA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 336
SKOOB

Para quem lê muitos livros em um curto período de tempo, fica difícil se apegar e ser tocado profundamente por uma história, pois com tantas histórias sendo lidas uma atrás da outra, as chances de passarmos superficialmente por essas narrativas é enorme. Mas quando acontece de um desses livros nos tocar profundamente, a sensação é incrível, e, para minha alegria, o título Dumplin‘, escrito pela autora Julie Murphy, e publicado no Brasil pela Editora Valentina, foi um livro que conseguiu me tocar muito.

Narrado em primeira pessoa pela nossa protagonista, Dumplin nos conta a história de Willowdean, uma adolescente que cresceu vendo sua mãe se orgulhando por ter sido coroada na juventude como a Miss Jovem Flor do Texas, mas por ser uma garota gorda, ela nunca pensou na possibilidade de seguir os passos da mãe. Seu relacionamento com seu corpo sempre foi algo com que ela lidou muito bem, Will sempre se mostrou segura de si e orgulhosa por ser quem é. Mas depois de conhecer Bo, um garoto lindo que com quem trabalha em uma lanchonete, Will passou a se sentir desconfortável em seu próprio corpo, acreditando que seus quilos extras não permitiriam que alguém como Bo se apaixonasse por ela.

Além de Bo, outra coisa que abalou o universo de Will foi a perda de sua tia Lucy, que morreu pesando mais de duzentos quilos. O seu relacionamento com ela era muito mais íntimo do que o relacionamento com sua própria mãe, e dentre todas as coisas boas que Lucy trouxe para vida de Will, o amor pela cantora Dolly Parton e a amizade com Ellen foram as coisas mais importantes que aconteceram na vida da garota graças à sua querida tia, e superar sua morte acaba sendo muito mais difícil para Will do que ela imaginou que seria.

Toda essa relação com o corpo e as descobertas da juventude foram muito bem trabalhadas pela autora Julie Murphy, que abordou com muita delicadeza todos os assuntos. Fica muito perceptível todo o trabalho que Julie dedicou à história, todos os personagens são muito bem desenvolvidos e possuem sub-tramas que os tornam únicos e especiais, eu adorei poder ler uma história onde todos têm importância e espaço.

Como eu já disse em outra resenha, acho muito importante a representatividade nos livros, é essencial podermos ler sobre personagens com quem nos identificamos, e apesar disso ser muito importante, ainda é muito difícil encontramos livros onde os protagonistas são gordos. Isso é uma coisa que me incomoda demais, e ao ler títulos como Dumplin’, que arrasam na representatividade, eu fico imensamente feliz e grata pela existência de autores e editoras que abrem esse espaço. Continue lendo »