AVALIAÇÃO: 3/5 
EDITORA: ROCCO, CORTESIA
ISBN: 9788532530721
GÊNERO: HISTÓRICO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 272
SKOOB

Conheci o trabalho do brasileiro Samir Machado de Machado ano passado, quando li o seu último lançamento, Homens elegantes. Como sou formado em História, gostei bastante da proposta do autor em retratar uma época tão legal quanto o período colonial da história brasileira. Vi muitas das discussões realizadas em sala de aula narradas em acontecimentos e transformadas em personagens que me cativaram e me ganharam por inteiro. Nesse sentido, não pensei duas vezes quando surgiu a oportunidade de ler seu primeiro livro publicado, Quatro Soldados, que seguia a mesma estrutura e estilo do outro. No entanto, não conseguiu superar minhas expectativas, tornando-se uma leitura arrastada.

Brasil, 1754: nos últimos anos da guerra contra as Missões Jesuítas, quatro jovens têm seus caminhos entrelaçados. Um alferes que, ainda adolescente, recebe seu primeiro comando, um rígido e melancólico capitão de cavalaria, um desertor que vive do contrabando de livros e um tenente de motivações sempre ambíguas. Em comum, possuem a mesma inquietação com seu papel no mundo, enquanto vão e vêm no espaço mítico e nebuloso da fronteira brasileira do século XVIII. Entre labirintos perdidos, animais fantásticos e viagens subterrâneas, entre o Iluminismo e o Terremoto de Lisboa, nenhum deles, nem mesmo o narrador, consegue passar incólume. Talvez nem mesmo você.

Quatro Soldados foi uma leitura que tinha tudo para me ganhar por completo: mistura fatos históricos com ficção, além de colocar seus personagens em situações um tanto inesperadas. São quatro histórias que se entrelaçam, pois um mesmo personagem aparece na história seguinte, além do fato de que o autor coloca um quê de realismo mágico. Imagina você morar numa cidade e saber que nas matas das proximidades há um labirinto que quem visita morre? Ou então ouvir a lenda de uma criatura horripilante que assusta a todos? Ou, pior ainda, encontrar um padre decapitado, mas com a cabeça de mula no lugar da sua? Pois então. São situações como essas com que nossos personagens se deparam, deixando as histórias um tanto inusitadas.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: ROCCO, ANFITEATRO, CORTESIA
ISBN: 97885694474326
GÊNERO: NÃO FICÇÃO, ARTE
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 255
SKOOB

Ensaios sobre a arte

E quando você pega um livro de arte e no primeiro capítulo a narrativa começa falando de uma história de um naufrágio e de como as pessoas que ficaram a deriva, com suas vidas por um fio, e praticaram todo o tipo de atrocidade maluca em prol da sobrevivência? Sério! Quando isso acontece, acho que todo mundo, pelo menos a minha pessoa, fica assim: como assim?! O que está acontecendo?!

E, de repente, você percebe que ele está falando sobre arte. Eu continuei com um “como assim?!”.

Mas é essa a técnica do autor Julian Barnes: ele narra histórias, detalhes, coisas do passado vêm a tona, situações que se encaixam e/ou que precisam ser entendidas, porque ele está “mantendo um olho aberto”, rs. Porque a arte é mais do que o que foi retratado: ela é a concepção inteira.

Sim! Barnes é um expert em Artes. Um intelectual da área. Um nome renomado. Mas ele também é um contador de histórias. Desses que falam bastante, com muita propriedade. Um bom contador de histórias. E eu prezo muito isso.

Pois bem, depois de traçar um panorama do tal naufrágio, a história muda para os sobreviventes. Aquela história, com todo respeito bizarra, não era fictícia e haviam sobreviventes suficientes (15) para contar o que passaram e isso ser imortalizado em uma obra de arte. O título desse capítulo é “Géricault: catástrofe transformada em arte”. Primeiro: eu não conhecia esse pintor. Segundo: eu não fazia ideia de que a história que estava sendo narrada era verídica, até porque era muito fantástica. Terceiro: quando começa a análise, partimos do que não foi pintado na obra de arte! Uau! Aí eu comecei a entender o por quê de manter um olho (bem) aberto. Nunca teria olhado para o quadro A Balsa da Medusa e pensado em motins, canibalismo, no porquê dos sobreviventes parecerem tão vistosos e saudáveis, no aceno para uma embarcação tão distante… Nunca, até ler esse livro.

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA:  FANTÁSTICA ROCCO, CORTESIA ISBN: 9788568263570 GÊNERO: CONTOS, TERROR, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 224 SKOOB

Confesso que, como a medrosa de carteirinha que sou, sempre tive medo de ler Poe. Não é um dos meus gêneros favoritos, mas eu sempre ouvi falar do brilhantismo do autor e tinha curiosidade por conhecer suas hisClatórias. Eis que a Editora Rocco lança esse volume de contos, adaptado por ninguém menos que Clarice Lispector e a curiosidade foi maior que meu medo. Até porque eu queria saber que tipo de história Poe escreveu pra ter influenciado Sherlock Holmes (meu personagem favorito da vida), ou a rainha do crime Agatha Christie.

O volume reúne alguns contos do autor que, apesar de serem curtos, são muito bem desenvolvidos e mostraram que meu medo de Poe era bem infundado. O gato preto foi de longe o conto mais “pesado”, na minha opinião. É aquele clássico de Poe que quase todo mundo conhece e que mexe com a sensibilidade do leitor, e que apesar de dar aquele sentimento de angústia, nos envolve de uma maneira que não conseguimos deixar de ler até saber o desfecho da história.

Aliás, todos os contos são envolventes à sua maneira. Talvez por terem sidos adaptados por Lispector eles tenham sido mais fáceis de ler, mas o fato é que não tive a dificuldade que achei que teria na leitura. Confesso que fiquei até com vontade de ler algum livro original do autor.

Não vou falar sobre cada conto individualmente pois a resenha ficaria grande e além disso não quero entregar de bandeja tudo o que vocês devem esperar das histórias, o que invariavelmente acabaria acontecendo por se tratarem de histórias bem curtinhas. Continue lendo »

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ROCCO, CORTESIA ISBN: 978853252352 GÊNERO: FICÇÃO HISTÓRICA, SUSPENSE PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 496 SKOOB

Margaret Atwood foi um dos nomes mais comentados no ano de 2017. Foi ao longo desses meses que tivemos a exibição de The Handmaid’s Tale, adaptação televisiva de sua obra O conto da aia. A série, que estreou pelo canal Hulu, foi sucesso de crítica e levou diversos prêmios, dentre eles o Emmy. Pouco tempo depois, uma nova série chega, desta vez pelo canal Netflix, baseada em outra obra de Margaret: Vulgo Grace. Dos dois livros, o segundo era o que mais me chamara a atenção e foi por onde comecei a mergulhar nesse universo da autora.

Em 1843, Grace Marks, uma empregada doméstica de 16 anos, foi julgada no Canadá pelo assassinato de Thomas Kinnear, seu patrão, e Nancy Montgomery, governanta da casa e amante de Thomas. O julgamento sensacionalista chegou às manchetes de todo o mundo, e o júri a declarou culpada. A opinião pública, no entanto, permaneceu ferozmente dividida em relação à Grace: ela era uma mulher desprezada que descontou sua ira em duas vítimas inocentes, ou era também uma vítima, envolvida involuntariamente em um crime? Alegando não ter nenhuma memória do que aconteceu, Grace passou seus anos seguintes em uma variedade de prisões e asilos, onde era exposta como uma atração bizarra. Em seu esforço para descobrir a verdade, o Dr. Simon Jordan, um jovem médico estudioso de doenças mentais, faz visitas constantes à jovem prisioneira e, em um misto de simpatia e incredulidade, utiliza as ferramentas então rudimentares da psicologia para chegar cada vez mais perto do que realmente aconteceu.

Vulgo Grace foi um dos mais livros mais diferentes que já li nos últimos tempos. Baseando-se em uma história real do período, Margaret escreveu uma história envolvente, que deixa o leitor na curiosidade ao longo de pouco mais de quinhentas páginas. Não vou dizer que seja um livro fácil de ler, pelo contrário. Sua narrativa é densa, o que torna a leitura muitas vezes lenta e difícil de se concentrar. Isso se deve muitas vezes à falta de diálogos e à demora em ter acontecimentos. Porém, a autora sabe criar uma atmosfera do contexto que possibilita que crie um sentimento de expectativa no leitor pelo que vai acontecer. Continue lendo »

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ROCCO ISBN: 8532520669 GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO CIENTÍFICA, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 368 SKOOB

Quando começaram a ser divulgadas imagens de uma nova série que prometia chocar os telespectadores com sua história forte e avassaladora, eu fiquei muito interessada logo de cara. Apesar de não saber muita coisa sobre a trama, logo me vi extremamente ansiosa para poder assistir, e quando descobri que se tratava de uma adaptação de um livro, minha vontade de assistir aumentou significativamente. Como sempre costumo fazer, comecei a procurar o livro e para minha alegria, vi que a Editora Rocco estava lançando uma nova edição da história, com uma capa lindíssima; não deu outra, tive que comprar e com certeza foi uma das melhores aquisições que já fiz.

Narrado em primeira pessoa pela nossa protagonista, o título O conto da Aia, escrito pela autora Margaret Atwood, nos introduz em uma sociedade onde as mulheres perderam todos os seus direitos. Na República de Gilead, onde antigamente se encontravam os Estados Unidos, as leis são extremamente severas, e as condutas são baseadas no Antigo Testamento. Devido a graves problemas, a maioria das mulheres acabou se tornando estéril, a as poucas que ainda são férteis tiveram que abrir mão de suas famílias para servir com apenas um único propósito: procriar.

Chamadas de Aias, essas mulheres são designadas à famílias importantes, onde são obrigadas a manter relações com seus comandantes com o intuito de gerar filhos para essas famílias. E a nossa protagonista, Offred, é uma dessas Aias, e vive presa nessa realidade onde ela luta diariamente para se manter sã, com a esperança de encontrar seu marido e sua filha, com quem ela perdeu o contato após ser obrigada a servir nessa realidade doentia.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Origem e armas para resistir e sobreviver

Ainda no clima do Halloween e dos eventos que já estão bombando ou vão bombar as cidades, vamos falar um pouquinho de uma figura do folclore moderno: the zombies!

Antigamente eram considerados trash’s e agora são celebrados como os grandes vilões na literatura e no cinema. Sim!  Mesmo sem dizer uma única palavra, mesmo não tendo um zumbi que você reconheça o ator, mesmo eles não tendo nomes… (Os zumbis raiz, não os Nutella, rs)

Tudo começou em 1932 com Victor Halperin dirigindo o longa Zumbi Branco, onde uma das principais teorias sobre zumbis nasceu: baseado no vodu e em cultos religiosos com rituais de possessão.

Reza a lenda que haviam feiticeiros que nutriam a fama de serem capazes de dar vida aos cadáveres e, já que tinham esse poder, ao voltar a vida trabalhavam para seu mestre. Essa magia foi desmascarada quando descobriram o que ocorria: os feiticeiros juntavam vários itens entorpecentes e ‘aplicavam’ na vítima que tinha uma brusca perda de consciência e paralisia. Tanto que a vítima era dada como morta. Depois o feiticeiro ia buscar a vítima no cemitério e a convencia de que ele a reanimou, tornando-a um zumbi, ou seja, sua escrava.

Pois é… Uma doideira isso tudo não? Mais doideira mesmo é ter casos registrados no Haiti (onde a religião afro-haitiana tem como uma de suas crenças a reanimação dos mortos) de pelo menos uma pessoa que havia morrido, mas foi vista anos depois por familiares. Caso verídico! Os zumbis de Victor Halperin já andaram sobre a Terra!

Voltando para literatura e o cinema: demorou consideráveis 30 anos para que a história tomasse outros rumos e os zumbis se consagrassem com o longa A Noite dos Mortos-Vivos de George Romero, utilizado como principal referência para as características dos zumbis ainda hoje.

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: FABRICA 231, CORTESIA
ISBN: 9788532529688
GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO HISTÓRICA
PUBLICAÇÃO: 201
PÁGINAS: 320
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São inúmeros os livros que têm como cenário a 2ª Guerra Mundial, acredito que é um dos temas mais interessantes para se desenvolver uma história, é possível utilizar de diferentes elementos, a carga emocional sempre será o fio condutor, tanto pela tragédia que se alastrou pelo mundo ou pelos pequenos focos de esperança que encontramos nessas tantas histórias. Digo e repito: não me canso de ler cada vez mais livros a respeito.

Resistência nos conta a história de duas gêmeas idênticas, Stasha e Pearl Zamorski, duas judias com apenas doze anos de idade. Elas foram tiradas de seu lar, em Lódz, e enviadas para Auschwitz. Lá se tornaram os “bichinhos” de estimação e objeto de experimentos de Josef Mengele, conhecido como o Anjo da Morte.

Os experimentos realizados nas gêmeas se mostraram bastante promissores no Zoológico de Auschwitz. A pouca idade delas e das outras crianças é indiferente aos olhos de seus captores. Mengele escolhe a dedo seus bichinhos, ao contrário dos demais judeus, essa classe minoritária, era de certo modo privilegiada. A seção dos gêmeos, trigêmeos, anões e etc. despertavam nos nazistas certa curiosidade, tanto que essas crianças eram poupadas das câmeras de gás e da morte iminente, elas eram bem alimentadass para que se mantivessem vivas, afim de serem objetos de estudos. Mas, o preço por suas vidas era um destino ainda pior, aos poucos os pequenos experimentos tomaram proporções ainda maiores, o pai dos gêmeos era um sádico sem coração e com uma ambição sem limites.

Embora fossem judias, as meninas eram muito parecidas com as demais crianças arianas, exceto pela cor dos olhos, apenas um pequeno detalhe. Em outros casos, Mengele criou pares de gêmeos, sem que essas crianças tivessem qualquer ligação genética. E sua monstruosidade não para por aí. No livro, há outros relatos das atrocidades cometidas pelo pai dos gêmeos.

Resistência mescla fantasia e realidade, a crença que se instaura entre uma das gêmeas para que possa suportar sua nova vida, ela se agarra ao que pode para sobreviver, enquanto a outra é mais pé no chão e tenta proteger a irmã. Confesso que foi bem difícil de acompanhar a história delas sem que me sentisse indignada com as brutalidades que essas crianças passaram nas mãos dos nazistas. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 3,5/5
EDITORA: ROCCO, CORTESIA
ISBN: 9788532529688
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2015
PÁGINAS: 240
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Existe beleza nos acontecimentos horrendos? Nesta história fictícia, não. Mas podemos tirar uma forte lição a partir das fatalidades. Às vezes, a tragédia de um será o alicerce para salvar muitas outras vidas, se não, ao menos um grito angustiante ao mundo de aviso, ou ainda um pedido de ajuda. Reze pelas mulheres roubadas, escrito pela americana Jennifer Clement, trata de um assunto de extremo valor moral e uma problemática global. Todos os dias em variados cantos do globo, milhares e milhares de meninas-mulheres são arrancadas de suas famílias e enviadas para regiões longínquas, às vezes a uma pequena distância de suas casas, mas em outras são contrabandeadas para outros países ou mesmo continentes.

No México, principalmente nas regiões mais pobres, o comércio e o tráfico de mulheres encaminhadas à prostituição é bem comum. Na região de Guerrero não nascem mulheres, só homens. Enquanto crianças, é fácil esconder a identidade de uma menina, mas com o passar do tempo as mudanças no corpo se tornam cada vez mais evidentes. Nascer feia neste local é algo bom, ao menos assim é possível estar salva. Em sua totalidade, não é fácil para essas mães manterem suas filhas longe do perigo.

A partir de histórias reais, Clement foi capaz de reunir um arsenal de informações e assim dá vida a uma personagem que passou pelos horrores sofridos por tantas jovens mexicanas. Narrado em primeira pessoa, somos inseridos no dia a dia de Ladydi Garcia Martínez.

Ladydi vive num dos vilarejos mais perigosos do México. O local é de difícil acesso, além de distante, a maioria de seus habitantes é constituído por mulheres, os filhos que nascem logo partem, as casadas não vivem com os maridos, ou foram largadas ou eles atravessaram a fronteira dos EUA em busca de melhores condições de vidas e ocasionalmente mandam dinheiro para suas famílias. Outros morrem no caminho ou vivem em Acapulco. E há aqueles membros homens que se juntam ao narcotráfico, as suas famílias podem até estar protegidas, mas as outras em volta se tornam um alvo fácil. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: ROCCO JOVENS LEITORES, CORTESIA ISBN: 9788579803017 GÊNERO: HQ, FANTASIA, INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 268 SKOOB

Nesse segundo livro da divertida saga juvenil DC Super Hero Girls, a protagonista é Kara Zor-El, mais conhecida por todos como Supergirl.

Narrado em terceira pessoa, o prólogo inicia exatamente onde o primeiro livro terminou, no entanto, não é necessário ter lido o anterior para entender essa nova aventura. \o/

A diagramação está praticamente idêntica a do livro anterior, porém as bordas das páginas são em vermelho, ao invés de azul. Notei diferença apenas no tipo de papel, nessa edição as páginas estão mais finas e lisas, mas a qualidade do material e da capa continuam iguais, continuo amando o efeito prateado nas letras e no cabelo da protagonista. Outro detalhe importante da capa é que logo abaixo da protagonista, vemos cinco outras garotas que terão destaque no enredo desse segundo volume, elas são: Wonder Woman, Barbara Gordon, Miss Martian, Hawkgirl e Poison Ivy.

A história também foi dividida em três partes:

Parte um – 1º ao 11º capítulo – Kara Zor-El é uma típica adolescente, porém mora num planeta chamado Krypton. De repente é obrigada a deixar seu mundo e chega à Terra quase vinte anos depois de seu conterrâneo Superman. Ela é amparada por Jonathan e Martha Kent e após algumas semanas de adaptação na fazenda o casal sugere que a garota estude na Super Hero High, Supergirl porém fica tentada a estudar na Academia Korugar com alunos alienígenas. Acaba indo para Super Hero High e tem que aprender a lidar com seus recém descobertos poderes. Além de órfã, Supergirl precisa se acostumar também com sua nova rotina.

Foto: Nara Dias/Viagens de Papel

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quarta-feira, 28 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: FÁBRICA 231, CORTESIA ISBN: 9788568432440 GÊNERO: ROMANCE, ROMANCE HISTÓRICO PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 368 SKOOB

Conheci a história de A garota dinamarquesa após o lançamento do filme, no ano passado, que gerou uma repercussão em Hollywood, chegando a ser indicado ao Oscar, mas também causando controvérsia pela temática em si e pela maneira com a qual foi lidada. Para quem não sabe, a história aborda a questão transgênera ao narrar a trajetória do primeiro homem que realizara uma cirurgia de mudança de sexo, nos anos 30. Como é perceptível,  o tema em si é de delicadeza extrema, o que implica uma sensibilidade no momento do trato do assunto. Assisti ao filme e me vi inebriado pela atmosfera criada, emocionando-me pela história em si. O tempo passou, até que tive a oportunidade de conhecer o livro no qual deu origem ao filme. Minha percepção mudou completamente, o que me fez gostar ainda mais da história e se tornar um queridinho da estante.

O cenário é início do século XX e temos como protagonista Einar Wegener, que é um pintor dinamarquês que vive com sua esposa Greta, conseguindo custear despesas do cotidiano graças as pinturas que ambos produzem. Greta está envolvida na pintura de um quadro, até o dia em que a modelo que estava posando para ela não comparece à sessão, e a artista pede que o marido vista as meias e os calçados, para que possa dar sequência ao trabalho. Einar aceita de prontidão, mas ambos não esperavam que o favor se tornasse o pontapé inicial de uma história incomum, mas extremamente sensível. Diante da situação, a esposa sugere que Einar se vista totalmente de mulher, mais tarde ganhando o nome de Lili Elba. O que era para ser apenas uma experiência única acaba se tornando algo recorrente e Lili começa a fazer cada vez mais parte da vida do casal, ao mesmo tempo em que Einar passa a questionar seus próprios sentimentos e sua existência.

Quando soube da existência do livro, eu achava que era um livro de época, escrito no período em que a história aconteceu. Só depois que eu peguei o exemplar para iniciar a leitura é que me dei conta que era um romance contemporâneo referente ao período em questão. Isso é justificado logo no início do livro, com uma nota do autor, o que me pareceu algo correto e sábio. O autor destaca que é uma história real, que se baseou em fontes do período, como jornais e correspondências da própria Lili, mas que a construção da história é fruto de sua imaginação. Do mesmo modo, ao final do livro, há um posfácio e uma entrevista do autor, mostrando ao leitor todas as nuances e entremeios da construção da história, determinando até mesmo os limites entre a realidade e a ficção. Continue lendo »