segunda-feira, 19 de março de 2018

Avaliação: 4,5/5
Editora: Intrínseca, Cortesia
ISBN: 9788551002858
Gênero: livro-reportagem
Publicação: 2018
Páginas: 248
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Daniela Arbex já apareceu outras duas vezes no Viagens de Papel. A primeira, com o livro Holocausto Brasileiro (um dos melhores que já li). A segunda, com Cova 312. Arbex é uma jornalista brasileira, trabalha há 22 anos como repórter especial do jornal Tribuna de Minas. Ela já ganhou inúmeros prêmios por suas investigações e seus dois livros-reportagem mencionados anteriormente também receberam grande destaque. Em 2018, ela lançou, junto à Intrínseca, o livro Todo dia a mesma noite – a história não contada da boate Kiss.

No ano em que a tragédia de Santa Maria completou cinco anos, Arbex publicou um relato sensível, que reconstitui histórias de uma dor que nunca irá passar. Lembro até hoje do dia em que aconteceu a tragédia. Eu estava na praia com os meus pais, tinha 19 anos na época, estava começando a sair para baladas e bares com as amigas. Na época, o incêndio foi muito impactante para mim pois pude me imaginar no lugar daqueles jovens, que só estavam querendo se divertir e tiveram seus sonhos interrompidos. A repercussão do incêndio gerou uma série de novas medidas de segurança no Brasil inteiro, mas ainda hoje, quando vou à ambientes fechados e escuros, fico um pouco tensa pensando se realmente é possível escapar daquele lugar se algo acontecer.

É por esse motivo que o livro de Daniela Arbex é tão importante. A partir de todas as tristes histórias que ela resgata, ela questiona o porquê de tudo aquilo ter acontecido e faz um alerta sobre a impunidade dos responsáveis. São 16 capítulos em que ela relembra, com duras palavras, tudo o que aconteceu, dando detalhes que eu já havia me esquecido – ou até mesmo nem tinha conhecimento, e fala sobre como aquele acontecimento afetou a cidade de Santa Maria e todo o país.

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551001950
GÊNERO: INFANTOJUVENIL  
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 272 
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Faz tempo que tinha vontade de ler algum livro do David Walliams. Então aproveitei esse lançamento para fazer uma avaliação sobre o estilo do autor e adorei!

Os piores pirralhos do mundo está sensacional, começando pelo título que chama a atenção pela linda fonte toda em dourado e por ter o desenho do mundo na letra “O” da palavra “piores”, ficou muito bom! Além disso, alguns dos pirralhos estão na capa, deixando ainda mais divertido. Não posso esquecer de falar da lombada toda em dourado. Só discordei do chamariz utilizado na capa dizendo: “CUIDADO! Dez histórias assustadoras com…”, afinal as histórias não assustam, algumas são nojentas e ponto. Só se o assustar for entendido por algumas terem finais inusitados e serem histórias diferentes das que estamos acostumados. Resumindo, esse assustar não tem relação com coisas sobrenaturais, mas assustam por serem crianças muito desobedientes.

Abrindo o livro vemos diversas imagens de coisas sendo derrubadas, objetos jogados, animais amedrontados… Tudo isso nas capas internas e na folha com informações catalográficas, o que dá mais credibilidade à essas crianças terríveis.

Gostei de ter dois desenhos retratando o autor e ilustrador, aliás, esse último é Tony Ross, eu já conheço de outros títulos que li. Ainda antes de iniciar o livro, temos duas folhas de agradecimentos feitos pelo escritor, que coloca o nome de cada um a quem agradece e conta uma peripécia dessa pessoa durante a infância, super criativo. Acho que isso já resume que no final de tudo, cada um de nós já foi um pirralho terrível.

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AVALIAÇÃO: 3/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551002308
GÊNERO: MITOLOGIA, FANTASIA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 160
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Introdução às deidades, criaturas fantásticas e seres míticos

Bem-vindos ao Hotel Valhala!

Só para deixar todo mundo na mesma página: Valhala é a morada dos heróis caídos em batalha, os einherjar, e que lutarão ao lado de Odin no Ragnarok (apocalipse nórdico).

Agora sim, bem-vindos!

Depois de se consagrar com a série “Percy Jackson“, revivendo os deuses do Olimpo, Rick Riordan também deu vida aos deuses egípcios com a série “As crônicas dos Kanes“. E se aventurou pela mitologia nórdica com o garoto Magnus Chase entrando em Valhala para se aventurar no pós-morte com os heróis.

Então vamos começar por aí: na capa que, diga-se de passagem, é muito bonitinha (capa dura, imitando couro na ilustração), há uma notinha como se fosse um post-it: Para Magnus Chase. E foi a primeira coisa que eu pesquisei, já que não li as aventuras nórdicas escritas pelo autor, não sabia que se tratava de um personagem dele. Então o livro é como se fosse um spin-off da série de aventura nórdica que o autor escreveu.

O hotel é comandado pelo gerente Helgi, que dá as boas vindas e agradece a preferência da escolha do pós-morte dos seres. A ideia é deixar os desavisados bem informados, já que poderão topar com as mais diversas divindades e seres míticos no caminho durante sua estadia.

Com humor levemente sarcástico, o guia é escrito, a contra gosto,  por Hunding, o porteiro, e com participações do empolgado, mas não muito esperto, Snorri Sturluson, o historiador. Há entrevistas e contribuições de alguns residentes.

O livro é bem organizado: começa com a explicação dos nove mundos e quais são, passa pelos deuses e por alguns seres míticos (como gigantes e elfos) e também algumas criaturas fantásticas, e por fim, um glossário para quem estiver muito perdido mesmo. Continue lendo »

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4.5/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA ISBN: 9788551000076 GÊNERO: ROMANCE, FICÇÃO HISTÓRICA PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 368 SKOOB

Uma história de segredos e escândalos na Londres dos anos 1840.

Belgravia é um romance escrito pelo autor britânico Julian Fellowes, que nos insere ao ano de 1815, mais precisamente ao Baile da Duquesa de Richmond em Bruxelas, que aconteceu no dia 15 de junho daquele ano. Esse evento teve um desdobramento histórico muito importante, porque ao final dele, os jovens que ali se encontravam saíram para a Batalha de Waterloo vestidos, ainda, em trajes de gala.

Então, utilizando a batalha como cenário, Fellowes nos apresenta à Sophia, uma linda e altiva moça de dezoito anos; à criada e amiga da moça, Jane; e aos pais da jovem, Anne e James Trenchard.

James é um comerciante que fez fortuna negociando suprimentos em tempos de guerra, mas deseja ser reconhecido pela sociedade aristocrata britânica. Em nome desse desejo, incentiva a filha a se envolver com o herdeiro de uma rica família, Edmund Bellasis. Porém, acontece algo inesperado aos personagens: quando o baile chega ao fim, um segredo que envolve as famílias de Edmund e Sophia vem à tona tecendo grandes teias no destino de todos os envolvidos.

Apesar de ser iniciada em 1815, a obra conta com um grande espaço de tempo e volta a ser recontada em 1841. A partir dos encontros e reencontros dos personagens nessa década, os segredos que teceram a vida da família Bellasis e Trenchard vão sendo destrinchados pouco a pouco. Além disso, descobrimos que a cidade que intitula o livro é um lugar que o Sr. Trenchad ajudou a construir depois de conseguir a tão almejada ascensão social.

Julian Fellowes costuma ser recorrente ao falar dos costumes da aristocracia britânica e da relação dessa classe com os empregados, isso não é diferente em Belgravia. Na narrativa que conta com onze capítulos, as diferenças entre classes sociais é o tema central. O autor descreve os cenários e as vidas das personagens em grandes detalhes, trazendo fatos reais ao encontro da ficção e conduz a obra num estilo de folhetim vitoriano, ou seja, descrevendo com miúdez a Londres de 1800. Continue lendo »


 

“Talvez eu tenha estragado tudo. Mas, se seu não tivesse feito o que fiz, sei que ainda haveria uma dúvida, ela só seria outra. A vida é uma sequência de escolhas entre incertezas.

– Tartarugas até lá embaixo, de John Green

O que o desaparecimento de um empresário, uma garota com TOC e tartarugas têm em comum? Pode parecer meio aleatório, mas tais elementos estão presentes no livro de John Green, que consegue tratar de questões muito mais amplas que simplesmente um romance bobo juvenil. Assim como ocorreu com outros livros do autor, em Tartarugas até lá embaixo o talento das palavras está presente. São diversos temas presentes no livro que fica difícil até escolher, mas acredito que um una todos eles: a amizade.

Tal assunto me pareceu bem evidente em determinada cena do livro (que não vou citar aqui porque é spoiler) e que me fez pensar em todo o desenvolvimento da história até aquele momento. E que tem relação direta com o TOC de Aza, com o relacionamento dela com Davis e Daisy. Para alguns a protagonista pode parecer esnobe e irritante, pelas atitudes dela com Daisy, mas acredito que é o inverso. Acredito que isso faz parte do que a protagonista é e se mostra algo passageiro quando ela passa a conviver mais com Davis. E a maneira com a qual é abordado transmite uma tranquilidade para quem lê. Não é uma, mas várias as cenas que os suspiros são inevitáveis, como é o caso da ligação de Facetime que ocorre entre os dois. Ou então, quando Davis escreve num blog particular sobre o seu relacionamento com Aza a partir de algumas citações de pessoas famosas, como é o caso da que abre o post. São palavras sinceras, ditas em momentos únicos. Nesse sentido, por mais que alguns acontecimentos não sejam o que muitos esperam, ainda assim mostra que a vida é constituída de momentos únicos. E que eles são preenchidos por pessoas especiais. Talvez o amigo de hoje não esteja presente, mas por algum motivo o carinho não irá diminuir. Continue lendo »

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4.5/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551002001 GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 256
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Tartarugas até lá embaixo é o mais novo lançamento de John Green, publicado simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos. Autor popular em diversos países, depois de encantar os leitores por meio de histórias como “A culpa é das estrelas” e “Cidades de Papel“, Green retorna com mais um título incrível, como os demais, esse novo lançamento está cheio de momentos marcantes.

A protagonista da vez é Aza Holmes, uma garota que sofre de ansiedade e que está ainda no colégio. Tem uma melhor amiga chamada Daisy, com a qual compartilha momentos e segredos únicos. A vida pacata das duas começa a mudar quando chega a notícia do desaparecimento de um empresário rico da cidade, que Aza conheceu o filho dele, Davis, anos atrás. Diante disso, é ofertado uma recompensa a qualquer pessoa que tiver alguma informação. Daisy não pensa duas vezes em aceitar a proposta e ir atrás do desaparecido, apesar da resistência da amiga. É a partir desse envolvimento que a protagonista acaba se aproximando de Davis e se afeiçoando ao garoto e seu irmão mais novo, Noah. Juntos, vão descobrir as possibilidades e os segredos da vida, na tentativa de levá-la com bom humor, além de encarar as surpresas que ela coloca nos seus caminhos.

Os títulos de John Green são permeados por personagens marcantes e bem característicos. Diferentemente de seus protagonistas anteriores, nos quais via certa similaridade (principalmente Colin, de “O teorema Katherine” e Quentin, de ”Cidades de Papel“), nesse em especial me deparei com uma personagem totalmente nova. Aza tem um jeito peculiar de enxergar a vida que me fez em diversos momentos refletir sobre ela, além dos limites que ela nos bota.

Aviso de antemão que não é um livro com ritmo rápido, tal qual A culpa é das estrelas“, possível de ler em poucas horas, e arrisco dizer que é carregado de uma melancolia bem grande. O desaparecimento, que era para ser o ponto central da história, se torna apenas mero coadjuvante para o relacionamento que surge entre Davis e Aza e até mesmo para a própria construção da protagonista. E, da mesma maneira, é algo um pouco diferente dos outros romances. É difícil de explicar em palavras, logo sugiro que você leia o livro para entender o que quero dizer, mas ainda assim se mostra algo válido de ser vivenciado. Foge do romantismo melado de alguns romances, partindo para o que podemos chamar de ler nas entrelinhas. Há cenas e passagens realmente fofas, fazendo, por exemplo, que eu marcasse várias delas com post-its enquanto a leitura estava sendo realizada, algo que não tinha hábito.  E digo que não foi uma, mas algumas que valem a pena serem lidas e relidas. Continue lendo »

sábado, 4 de novembro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551001752
GÊNERO: THRILLER, SUSPENSE, POLICIAL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 368
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Um trágico acidente. Um passado do qual você não pode fugir.

A ex-detetive Clare Mackintosh conta neste livro uma história que aborda temas policiais envolvendo investigações criminais. É uma obra de ficção que relata o momento em que uma mãe perde o filho de cinco anos, Jacob, quando esse solta sua mão ao voltar da escola, e é vítima fatal de um atropelamento.

Deixei você ir que combina suspense, investigação policial e thriller psicológico desenvolve-se em duas linhas, podemos identificar isso quando os capítulos são intercalados alguns em terceira pessoa e outros em primeira. Na narrativa, Jenna é a personagem fragilizada pela culpa ocasionada após o acidente; enquanto Ray é o detetive que tem como missão encontrar o motorista que fugiu sem deixar rastros, é um profissional dedicado que vive dificuldades investigativas, institucionais e familiares. E acaba se envolvendo com Kate, colega de trabalho, o que abala sua vida pessoal.

No enredo, Jenna sente-se culpada após morte de Jacob, resolve tentar um recomeço de vida longe do local da tragédia e se muda para o País de Galles, onde descobre novas habilidades, um companheiro de quatro patas e, possivelmente, até uma nova paixão. A partir daí a história começa a sofrer uma grande e arrebatadora reviravolta, quando surge uma personagem aparentemente não citada antes e muda completamente os rumos da história, que passa de um previsível romance-dramático para um frenético e imprevisível suspense policial.

A morte de uma criança nos abala profundamente, ainda mais uma tão jovem e com a vida toda pela frente, o mais triste é o desfecho desta curta história, Jacob teve sua vida interrompida abruptamente. E o assassino(a)? Ninguém sabe, não há muitas pistas, só questionamentos e a persistente dificuldade para decifrar a identidade do motorista, um crime que tende a se manter impune e só se resolve nas páginas finais do livro juntamente com as demais pontas soltas.

Após sobreviver a tantas provações, Jenna não esperava por tal fatalidade, incapacitada para lidar com o acontecido, ela se isola numa pequena cabana e vive de modo humilde e precário, não queria ser encontrada, mas o passado é persistente e bate à porta. Continue lendo »

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551002360
GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO, LGBT
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 320
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Quem leu minha resenha de Simon vs a agenda Homo Sapiens sabe o quanto eu amei a escrita de Becky Albertalli e quanto amor eu criei por essa autora. Por isso, não é mistério algum que eu tenha ficado louca para ler esse lançamento da Intrínseca e que o tenha devorado em poucas horas logo depois que ele chegou na minha casa. E tenho o prazer de dizer que a autora conseguiu me arrebatar mais uma vez! Minha gente, que livro maravilhoso! Se você leu o primeiro livro dela e gostou, esse definitivamente vai te conquistar.

Molly é uma adolescente de 17 anos que, apesar de já ter tido 26 crushes, nunca beijou ninguém na vida. E isso, aos 17 anos, é o fim do mundo. Todas as suas amigas já beijaram – e até transaram – mas Molly não teve sequer um beijo, e, a essa altura, parece que nunca vai ter. O problema é que, mesmo tendo tido 26 crushes, a verdade é que Molly nunca realmente chegou a trocar mais de duas frases com cada um deles, o que torna a possibilidade de rolarem uns beijos bem mais difícil.

Além de ser muito tímida, Molly é muito insegura e o fato de esses relacionamentos parecerem acontecer tão fácil para as outras meninas não ajuda em nada. Parece que o problema é ela – e talvez o fato de ser acima do peso – e isso a deixa com um medo tremendo de levar um fora. Para coroar a situação, sua irmã e melhor amiga Cassie (com a qual fazia simplesmente TUDO junto), de repente arruma uma namorada e começa a seguir a vida sem ela e Molly se vê cada vez mais solitária.

Tudo piora quando Cassie e a namorada têm a ideia de juntar Molly com o melhor amigo de Mina (a namorada): Will. E assim temos o crush 27. A questão é que Molly sempre gostou de fantasiar ficando com garotos, mas quando a fantasia tem possibilidade de virar realidade, ela simplesmente não sabe o que fazer. Pra complicar um pouco mais, ela acabou de conhecer Reid, um cara fofo meio fora dos padrões, que trabalha com ela e com quem ela (surpreendentemente) não tem o menor problema em falar.

Becky mais uma vez surpreende com um YA que simplesmente dá vontade de abraçar e ficar pra sempre morando nessa história. Eu AMO o fato de a autora trazer tanta diversidade para o enredo. Pra começar, Molly é filha de um casal homossexual, ela e seus irmãos são “bebês de proveta”, sua irmã é lésbica e suas mães e seu irmão mais novo são negros. Ah, e não podemos esquecer: a própria Molly é uma personagem fora dos padrões de beleza impostos pela mídia. E o melhor de tudo isso é que a autora não simplesmente joga tudo lá pra dizer que tem diversidade no livro. Ela explora o tema, de maneira bem sutil e natural, mas explora. São pequenos comentários da Molly, dizendo o quanto odeia os babacas que falam que Xavier é seu meio-irmão ou coisa do tipo. É muito interessante o quão naturalmente a autora consegue tratar desses temas no decorrer da história. Continue lendo »


AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: INTRÍNSECA
ISBN: 9788580578645
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 320
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Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Quando conheci Jojo Moyes e a história de Will e Louisa, meu coração foi por água abaixo. Foram várias lágrimas derramadas durante a leitura da história, tornando-se uma das favoritas de todos os tempos. Da mesma maneira foi quando assisti ao filme. Pouco tempo depois, foi anunciada a continuação do livro, diante da insistência dos fãs para com Jojo Moyes em descobrir o que havia acontecido com Louisa. É aí que surge Depois de você. Apesar de todo burburinho em torno do livro, ainda assim ficava um certo temor em relação ao mesmo.

Quando uma história termina, outra tem que começar. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece ser capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

Jojo Moyes encanta pela sua escrita, pelos seus personagens e as situações em que os coloca. Com Depois de Você, encontramos novamente os tão queridos personagens, dentre eles Louisa. Diferente de Como eu era antes de você, aqui a protagonista se mostra mais madura, mas também marcada pelo que acontecera com Will. O luto, de certa maneira, acaba fazendo com que a leitura se arraste um pouco, dificultando o envolvimento com a história. As coisas começam a andar quando surge Sam Fielding e um possível romance role entre eles. E ainda mais quando surge uma figura do passado de Will, que torna a história mais interessante. Continue lendo »


Essa postagem é uma análise minha. Não tem vínculo com os editores, nem com o autor da obra.

Foto: Editora Intrínseca/Viagens de Papel (Divulgação)

Essa é a semana especial do livro Piano Vermelho (já resenhei ele aqui, e falei sobre o cenário e contexto da história aqui). Agora é hora de falar um pouco sobre Philip. Não exatamente do personagem, mas da sua filosofia de vida.

 

“Mi, Sol, Si, Ré, Fá (Meu sol se refaz).
Fá, Lá, Dó, Mi. (Fala dormindo).
Um exercício de memorização termina, outro começa.
Assim como a guerra termina, a vida começa… em casa.
A vida no caminho.”

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