“Talvez eu tenha estragado tudo. Mas, se seu não tivesse feito o que fiz, sei que ainda haveria uma dúvida, ela só seria outra. A vida é uma sequência de escolhas entre incertezas.

– Tartarugas até lá embaixo, de John Green

O que o desaparecimento de um empresário, uma garota com TOC e tartarugas têm em comum? Pode parecer meio aleatório, mas tais elementos estão presentes no livro de John Green, que consegue tratar de questões muito mais amplas que simplesmente um romance bobo juvenil. Assim como ocorreu com outros livros do autor, em Tartarugas até lá embaixo o talento das palavras está presente. São diversos temas presentes no livro que fica difícil até escolher, mas acredito que um una todos eles: a amizade.

Tal assunto me pareceu bem evidente em determinada cena do livro (que não vou citar aqui porque é spoiler) e que me fez pensar em todo o desenvolvimento da história até aquele momento. E que tem relação direta com o TOC de Aza, com o relacionamento dela com Davis e Daisy. Para alguns a protagonista pode parecer esnobe e irritante, pelas atitudes dela com Daisy, mas acredito que é o inverso. Acredito que isso faz parte do que a protagonista é e se mostra algo passageiro quando ela passa a conviver mais com Davis. E a maneira com a qual é abordado transmite uma tranquilidade para quem lê. Não é uma, mas várias as cenas que os suspiros são inevitáveis, como é o caso da ligação de Facetime que ocorre entre os dois. Ou então, quando Davis escreve num blog particular sobre o seu relacionamento com Aza a partir de algumas citações de pessoas famosas, como é o caso da que abre o post. São palavras sinceras, ditas em momentos únicos. Nesse sentido, por mais que alguns acontecimentos não sejam o que muitos esperam, ainda assim mostra que a vida é constituída de momentos únicos. E que eles são preenchidos por pessoas especiais. Talvez o amigo de hoje não esteja presente, mas por algum motivo o carinho não irá diminuir. Continue lendo »

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Origem e armas para resistir e sobreviver

Ainda no clima do Halloween e dos eventos que já estão bombando ou vão bombar as cidades, vamos falar um pouquinho de uma figura do folclore moderno: the zombies!

Antigamente eram considerados trash’s e agora são celebrados como os grandes vilões na literatura e no cinema. Sim!  Mesmo sem dizer uma única palavra, mesmo não tendo um zumbi que você reconheça o ator, mesmo eles não tendo nomes… (Os zumbis raiz, não os Nutella, rs)

Tudo começou em 1932 com Victor Halperin dirigindo o longa Zumbi Branco, onde uma das principais teorias sobre zumbis nasceu: baseado no vodu e em cultos religiosos com rituais de possessão.

Reza a lenda que haviam feiticeiros que nutriam a fama de serem capazes de dar vida aos cadáveres e, já que tinham esse poder, ao voltar a vida trabalhavam para seu mestre. Essa magia foi desmascarada quando descobriram o que ocorria: os feiticeiros juntavam vários itens entorpecentes e ‘aplicavam’ na vítima que tinha uma brusca perda de consciência e paralisia. Tanto que a vítima era dada como morta. Depois o feiticeiro ia buscar a vítima no cemitério e a convencia de que ele a reanimou, tornando-a um zumbi, ou seja, sua escrava.

Pois é… Uma doideira isso tudo não? Mais doideira mesmo é ter casos registrados no Haiti (onde a religião afro-haitiana tem como uma de suas crenças a reanimação dos mortos) de pelo menos uma pessoa que havia morrido, mas foi vista anos depois por familiares. Caso verídico! Os zumbis de Victor Halperin já andaram sobre a Terra!

Voltando para literatura e o cinema: demorou consideráveis 30 anos para que a história tomasse outros rumos e os zumbis se consagrassem com o longa A Noite dos Mortos-Vivos de George Romero, utilizado como principal referência para as características dos zumbis ainda hoje.

Continue lendo »

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Toda criança ama histórias! E esse universo pode ser apresentado através de adultos que leem para elas, que presenteiam com livros ou que leem para si próprios dando um exemplo que a criança certamente irá copiar. Cada um de nós leitores adultos, carrega recordações da infância sobre o tema. Quais ou qual livro marcou os tempos de criança? Alguns de nossos colunistas aqui do Viagens de Papel contam suas experiências literárias na infância:

Camila Tebet

“O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, marcou a minha infância pois foi um dos primeiros livros que ganhei de presente dos meus pais. Na época, tinha um significado muito especial, pois Tistu, além de ser o nome do personagem principal da história, era também o nome do jardim de infância onde eu estudava, minha primeira escola, que tanto contribuiu para minha formação. O livro fala sobre educação e sobre transformação. Sobre o quanto cada um é capaz de contribuir para um mundo melhor por meio de suas ações. É uma história linda, que fala sobre diversos valores e questiona padrões da sociedade. Vale a pena conhecer!

Continue lendo »


Essa postagem é uma análise minha. Não tem vínculo com os editores, nem com o autor da obra.

Foto: Editora Intrínseca/Viagens de Papel (Divulgação)

Essa é a semana especial do livro Piano Vermelho (já resenhei ele aqui, e falei sobre o cenário e contexto da história aqui). Agora é hora de falar um pouco sobre Philip. Não exatamente do personagem, mas da sua filosofia de vida.

 

“Mi, Sol, Si, Ré, Fá (Meu sol se refaz).
Fá, Lá, Dó, Mi. (Fala dormindo).
Um exercício de memorização termina, outro começa.
Assim como a guerra termina, a vida começa… em casa.
A vida no caminho.”

Continue lendo »


A Editora Intrínseca está homenageando o autor Josh Marleman, com uma semana inteirinha voltada para o seu novo livro Piano Vermelho (Confira aqui! ). <3

E hoje eu vou falar um pouco do “contexto e cenário da história”, partimos do cenário principal da aventura do Philip e sua banda – os Danes: o Deserto do Namibe.

Foto: “Deserto do Namibe”/Viagens de Papel (Divulgação)

“Com o pacote de informações, Philip descobre que a palavra Namibe significa vazio.

Vazio, desolado e imenso…

Todos os integrantes da missão recebem um pacote de informações sobre o destino final, o Deserto do Namibe. Lembrando que essa missão era descobrir a origem do som horripilante que estava propagando pela região. Philip fica receoso com os pontinhos coloridos no mapa, mas se depara com um cenário que carecia de referencias. Vamos lembrar que o ano é 1957 e eles não podiam dar uma “googlada”. Mesmo que o que se espera do deserto seja muita areia a paisagem encanta o grupo assim que aterrissam. Continue lendo »


Hoje o dia é de romantismo, afinal é DIA DOS NAMORADOS! Data especial para passarmos ao lado de quem amamos, de quem admiramos e que nos faz nossa jornada diária muitas vezes valer a pena. E não tem coisa melhor também do que viver aquele romance, mesmo que seja apenas nas páginas de um livro, não é? Aqueles personagens pelos quais nos apaixonamos e acreditamos que o amor é possível. Que rimos, choramos e sofremos por eles. Por isso, nos reunimos nessa data e escolhemos alguns casais literários que shippamos e suspiramos cada vez que lemos ou os reencontramos, além de explicar o porquê da escolha.

 

Foto: Cena do filme “O amor nos tempos do cólera”. (Divulgação)

CAMILA TEBET

Florentino e Fermina, de O amor nos tempos do cólera (Gabriel García Márquez)

É impossível falar de amor sem lembrar do clássico O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez. No livro, o autor conta uma história de amor turbulenta e inconstante. Aqui, conhecemos Fermina Daza e Florentino Ariza, apresentados já em suas velhices. O autor apresenta, com delicadeza, uma história de amor que atravessou os anos e passou por muitos obstáculos. Um casal que se apaixonou perdidamente, mas que pelos percalços da vida teve que se separar por longos anos. No final, mostram que nem o tempo é capaz de apagar certos sentimentos. Florentino e Fermina ensinam muito sobre esperança, paciência e, principalmente, sobre o amor genuíno. Continue lendo »


Quem matou foi o mordomo?! Quem nunca desejou ser Sherlock Holmes, Clarice M. Starling, Hercule Poirot? Ou até mesmo seus ajudantes? E estar na cena do crime e desvendar tudo que aconteceu?

O que eu quero dizer é que quem é, assim como eu, apaixonado por romance policial, se deleita com um bom mistério, gosta de se envolver com a história, tenta resolver o enigma antes que o livro acabe e ainda não conhece o Escape 60′ está perdendo a oportunidade!

QUE COMECEM OS JOGOS!

A proposta é a seguinte: você escolhe o tema da sala e é trancado lá com seu grupo (de 4 até 16 pessoas, dependendo da sala). O relógio começa a contar: são 60 minutos. Nesse tempo você descobre pistas, abre portas, resolve enigmas… O objetivo final é sair da sala! É muita adrenalina, tensão e emoções à flor da pele. Ou seja: show de bola! Continue lendo »

sábado, 15 de Abril de 2017

Uma reunião para apresentação dos laçamentos para 2017. Uma equipe apaixonada por livros. Livros… E mais livros! Não tem como não dizer que eu ameiiiiii esse evento! Ainda mais da Editora Intrínseca: que arrasa em suas edições! <3

No dia 5 de maio de 2017, no auditório do MASP em São Paulo, a equipe da Editora Intrínseca recebeu os livreiros e os blogueiros para falar sobre o que lançou, está lançando e que vai lançar até junho desse ano.

Para começar, explodindo a empolgação da plateia, a editora destacou os seguintes lançamentos:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Confira o catálogo completo aqui!

Continue lendo »


 

No mês de março, no  dia 21, no espaço Itaú Cultural de Cinema – Frei Caneca em São Paulo, aconteceu o primeiro encontro de 2017 das Editora Sextante e Arqueiro com os livreiros (e blogueiros) para mostrar o planejamento de lançamentos editorial para esse ano.

Esse foi o segundo evento que participei e logo de início é possível perceber que o encontro tem as mesmas características: um carinho de recepção, um café da manhã descontraído e uma equipe que parece uma família toda diferentona e muito apaixonada por livros! <3

E é nesse clima delicioso que “Marcos” e “Tomás”, filhos do fundador da Editora Sextante, Geraldo Jordão Pereira, começam a falar dos lançamentos e apostas para 2017 – que já está planejado até o Natal, praticamente!

O primeiro queridinho é o Boneco de pano, de Daniel Cole – e é muito visível porque a equipe inteira ama esse livro: um thriller assustador, com suspense e humor bem acentuados e já soubemos de antemão que o autor vai escrever mais dois livros!

Continue lendo »

sábado, 21 de Janeiro de 2017

FOTO: CAMILA TEBET / VIAGENS DE PAPEL

Já fazia algum tempo que eu tinha vontade de reler Harry Potter – minha saga favorita da vida <3. Sempre que eu arrumava minha estante, ficava folheando meus livros e relembrando essa história que tanto marcou a minha vida. Eu tinha uns dez anos quando li o livro pela primeira vez e fiz parte da geração que cresceu com o Harry, ficando ansiosa a cada lançamento.

Pra vocês terem uma ideia, enquanto o próximo volume não era lançado, eu lia e relia os anteriores, incansavelmente! Até os quatro primeiros volumes, perdi a conta de quantas vezes li. Os três últimos, fiz apenas uma leitura. Há uns dois anos, adquiri toda a coleção em inglês e desde então eu prometia pra mim mesma que logo eu iria embarcar nessa aventura novamente. 2017 chegou e acho que agora é a hora certa, não vou mais adiar!

Eu pretendo ler os três primeiros livros – Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – um a cada mês, e os outros um a cada dois meses – Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte. O projeto vai terminar quase no fim do ano, mas assim vai dar pra curtir bastante e ler com calma! Como a minha leitura será feita em inglês, decidi deixar um pouco mais de tempo para cada livro, principalmente os mais grossos.

Continue lendo »