quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Toda criança ama histórias! E esse universo pode ser apresentado através de adultos que leem para elas, que presenteiam com livros ou que leem para si próprios dando um exemplo que a criança certamente irá copiar. Cada um de nós leitores adultos, carrega recordações da infância sobre o tema. Quais ou qual livro marcou os tempos de criança? Alguns de nossos colunistas aqui do Viagens de Papel contam suas experiências literárias na infância:

Camila Tebet

“O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, marcou a minha infância pois foi um dos primeiros livros que ganhei de presente dos meus pais. Na época, tinha um significado muito especial, pois Tistu, além de ser o nome do personagem principal da história, era também o nome do jardim de infância onde eu estudava, minha primeira escola, que tanto contribuiu para minha formação. O livro fala sobre educação e sobre transformação. Sobre o quanto cada um é capaz de contribuir para um mundo melhor por meio de suas ações. É uma história linda, que fala sobre diversos valores e questiona padrões da sociedade. Vale a pena conhecer!

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRINHAS, CORTESIA
ISBN: 9788574066820
GÊNERO: INFANTOJUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 80 SKOOB

Escolhi o recém lançado O Lórax, da Companhia das Letrinhas, por já ter assistido ao filme homônimo em 2012.

Para quem não conhece o filme, aliás, nem eu lembrava de muitos detalhes, ao iniciar a leitura sentirá certa estranheza com a história. Ela é parcialmente rimada e, não sei se por causa da tradução, nem sempre em versos curtos.

Por meio das ilustrações, vemos um menino que saiu da cidade e está indo em direção ao logradouro de Lórax, porém ao chegar no local onde Lórax vivia, encontra Erumavez, único que será capaz de explicar e responder todas as perguntas que o menino poderá vir a fazer, porém, antes é preciso efetuar o pagamento: um prego, uma moedinha e a conchinha do ta-ta-ta-taravô do caramujo. Depois disso, do alto de sua loja/casa, através do Segredofone, das sombras ele sussurrará toda a história.

A partir desse ponto do enredo, tudo começa a fazer um pouco mais de sentido para o leitor, Erumavez conta que muito muito tempo atrás, encontrou um lugar lindo, com muitos animais, um verdadeiro paraíso, cheio de árvores cabeludas e coloridas, chamadas de Trúfulas. Ao sentir a maciez de uma Trufulárvore, Erumavez tem uma grande ideia, derruba uma única árvore e rapidamente tricota uma Nãocessidade. Nesse momento, eis que do tronco cortado surge uma espécie de homem, baixinho, velhinho, musgosinho, o Lórax, um protetor, que em nome das árvores conversa sobre ganância, tentando dissuadir Erumavez.

Foto: Nara Dias/Viagens de Papel

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Hoje vamos conhecer três livros infantojuvenis da Zit Editora lançados recentemente. Tem como falar mal deles? Impossível! Não me canso de repetir sobre a qualidade editorial de todos os títulos que já recebi deles. Enfim, vamos as nossas dicas:

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: ZIT EDITORA, CORTESIA
ISBN: 9788579330841
GÊNERO: POEMA, POESIA, INFANTOJUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 40 SKOOB

Jardim de bichinhos, esse título lindíssimo é da carioca e professora de Sala de Leitura do Município do Rio de Janeiro, Sandra Lopes. Ele se destaca pelo tamanho, 24×29 cm, e sua belíssima capa em tons de verde e amarelo. Por dentro, existem grandes orelhas que, quando totalmente abertas, mostram um imensooooo jardim. Já na parte interna, vemos diversos vasinhos, cheinhos de plantinhas. Cada página antes da história tem detalhes encantadores.

Em meio a folhas, plantas, árvores e muitos bichinhos presentes corriqueiramente em jardins, vemos belíssimas ilustrações com “zilhões” de letrinhas mescladas aos desenhos, como letras saídas de uma máquina de datilografia. O que mais me admirou no trabalho da paulistana Camila Carrossine foi sem dúvida a história que as imagens contam e que não estão reproduzidas em palavras, como se fossem dois livros em um.

O livro nos apresenta 14 poemas, iniciando com “No Jardim“, em seguida,  os títulos ganham o nome de cada bichinho do jardim, que é destacado por um poema especial: “Formiga“, “Cigarra“, “Minhoca“, “Caracol“, “Grilo“, “Joaninhas“, “Aranha“, “Libélula“, “Beija-flor“, “Borboleta” e “Louva-deus“. O poema final mostra o “Bicho poeta“. Todo o texto está em fonte de máquina de escrever, ficou bem diferente e combinou com todo o visual.

Através das ilustrações, deduzimos que dois irmãozinhos vão passar talvez um final de semana com o avô, e a partir daí desvendam o mundo que existe dentro de seu jardim. Após todo um dia inteiro de descobertas, ao final as crianças brincam felizes, já é noite, enquanto que o bicho poeta, ou seja, o avô, está sentado na máquina de escrever terminando os poemas. Perfeito! Super recomendado!

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terça-feira, 20 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: CIA DAS LETRINHAS, CORTESIA ISBN: 9788574067537 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 60 SKOOB

Como posso descrever essa história? Triste! Até pensei na palavra comovente, mas acima de tudo, triste!

Saber que a obra é um clássico infantojuvenil de 1964, sem dúvida me fez optar pela leitura desse título. Traduzido por um grande escritor brasileiro, Fernando Sabino, e relançado pela Companhia das Letrinhas, temos em mãos uma edição de capa dura, com páginas em branco,  textos e ilustrações em preto.

O americano Shel Silverstein, autor e ilustrador do clássico, era também poeta, músico, cantor e compositor, além de ter escrito algumas peças teatrais e roteiros de cinema.  Faleceu em 1999, aos 66 anos.

Deparei-me com um resumo que perfeitamente descreve o que encontramos nessa história:

“A história de amor entre uma árvore e um menino. A árvore é a amiga amorosa que dá tudo ao menino, suas folhas, seus frutos, sua sombra. O menino também ama a árvore, a grande companheira de todos os dias; sobe em seu tronco, se pendura nos galhos, brinca de esconde-esconde. Até que vai crescendo, se torna adolescente, depois adulto. E, pouco a pouco, deixa a amiga de lado. ‘Estou grande demais para brincar’, diz o menino, que então precisa de dinheiro para comprar ‘muitas coisas’. A árvore fornece suas maçãs, para o jovem vender. Depois seus galhos, para o homem construir sua casa. E a história acompanha o passar do tempo até a velhice do homem – que até o fim, já bem velho e cansado, é chamado de menino pela árvore. Em primeiro plano, uma lição de consciência ecológica – o homem pequeno, mesquinho, frente à generosidade e a força da natureza. No entanto, a dinâmica que se vê entre o menino e a árvore mostra também a passagem do tempo e dos valores que são reavaliados com ela, numa relação de troca sincera e desinteressada – essa que o homem parece desaprender nas exigências da vida adulta.”

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

AVALIAÇÃO: 4,5/5 EDITORA: GLOBINHO, CORTESIA ISBN: 9788525063892 GÊNERO: CONTOS, INFANTOJUVENIL, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 208 SKOOB

Monteiro Lobato não apenas faz parte da história da literatura infantojuvenil nacional como teve papel fundamental na evolução dela a partir da criação de suas obras.

Esse ano, o selo Globinho, da Globo Livros, lança a 4ª edição do livro Fábulas, no entanto a primeira publicação foi feita quase cem anos atrás, em 1922, e os protagonistas são os tão conhecidos personagens do “Sítio do Picapau Amarelo”.

A proposta do livro é bastante interessante. Após um gigantesco sumário de três páginas e a apresentação do livro por Ilan Brenman, a narração começa com a primeira fábula: “A cigarra e as formigas“. Depois disso, destacada e em itálico aparece a moral da história, e ao fim, lemos comentários dos personagens. Dessa forma é possível perceber que todos estão ouvindo Dona Benta contar ou inventar cada uma das 74 fábulas apresentadas.

Sabemos que cada ouvinte tem uma reação e faz diferente interpretação das histórias, tornando esse modo de contar fábulas muito envolvente, além disso, saber a opinião da turminha do Sítio é extremamente divertido.

Dessas 74 fábulas, algumas são conhecidas, outras parecidas… Nem todas ganharam uma ilustração, porém algumas têm até três desenhos diferentes. Ao todo são mais de 60 ilustrações assinadas pelo também paulistano Alcy Linares. Aliás, a diagramação do livro está excelente, muito convidativa.

Senti muita falta de um glossário, ainda mais para que fosse possível que o jovem leitor consultasse e desse rápida continuidade à leitura. Porém, não tendo glossário, uma ótima alternativa para o professor seria trabalhar as fábulas com os alunos em sala de aula, talvez lendo uma por dia e estimulando a busca pelos significados das palavras desconhecidas, como: repinicar; togado; neurastênico; gabola; encangado; catrapus; finório; beócios; carreiro; igualha; bruaca; usurário; intrujão; patarata; propalar; ventrudo… De forma diferente, duvido que o jovem leitor tivesse a paciência de procurar por si só cada significado.

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AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS, CORTESIA ISBN: 9788535928464 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, CLÁSSICO PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 270 SKOOB

O que mais influenciou minha cuidadosa escolha por esse título foi o fato de ser considerado uma obra-prima da literatura infantojuvenil mundial e eu não ter nem ouvido falar. Essa decisão foi primorosa, fazendo com que entrasse para minha lista de “melhores livros lidos”.

Todos os dias depois das aulas matutinas, os meninos da rua Paulo almoçam em suas respectivas casas e correm para se reunir no grund e jogar pelada. Porém, o que parece ser apenas uma reunião de garotos sem nada de mais importante para fazer, é na verdade um lugar com hierarquia, regras, diversão e princípios.

Entretanto, quando o lugar é invadido por Chico Áts, um adversário do grupo, Boka, o presidente e capitão dos meninos da rua Paulo, resolve partir com dois colegas rumo ao Jardim Botânico, determinado a deixar um recado escrito aos rivais, os camisas-vermelhas. Esse ato que por pouco não acaba frustrado, culmina no clímax do livro, a disputa pelo grund.

Escrito pelo húngaro Ferenc Molnár, o original foi publicado 110 anos atrás (1907), por esse motivo precisei interromper algumas vezes a leitura para procurar o significado de alguns termos: abecar, usurário, azáfama, estenografia, janota, betume… A edição possui um glossário ao final do livro que contribuiu bastante, porém minhas dúvidas foram um pouco além das palavras ali disponibilizadas, como: caniço, insólito, caluda, tacanho, moção, estertorar… Em contrapartida, foram muito úteis as notas de rodapé feitas por Paulo Rónai.

A capa está excepcional, as cores, fonte e, sem dúvida, os quadrinhos, que mostram desde o momento da decisão de Boka em ir até a ilhota no Jardim Botânico, até o desfecho do plano sendo posto em prática.

“Absolutamente. Nem mesmo faremos coisas semelhante ao que fez Chico Áts quando nos arrancou a bandeira. Nós nos limitaremos a mostrar-lhes que não temos medo deles e temos coragem de penetrar no lugar onde eles se reúnem e guardam as armas. – João Boka”

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segunda-feira, 17 de Abril de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA ISBN: 9788551000366 GÊNERO: INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 40 SKOOB

Estava muito ansiosa pela chegada desse livro, por já ter ouvido muitos elogios sobre a escrita da italiana Elena FerranteUma noite na praia é voltado para o público infantojuvenil e fiquei triste por serem apenas 40 páginas, a vontade de ler outros textos da autora só aumentou.

Ao folhear as páginas da obra, minha  filha de 10 anos demonstrou certa preocupação ao se deparar com as ilustrações da também italiana Mara Cerri. Ela me confidenciou ter achado os desenhos um tanto sinistro. Realmente, estão todas em tons escuros: preto, azul, vermelho, cinza e marrom, mas casaram terrivelmente com o texto, destacando os pontos altos da história.

O exemplar é pequeno, fino, uma ótima apresentação, um convite para ser lido imediatamente. As orelhas gigantes deixam a obra ainda mais atrativa e bem acabada.

A história é contada por uma boneca, que inicia a narrativa pormenorizando o modo como é esquecida na praia. Depois de ficar exposta ao sol brincando com sua dona de cinco aninhos, Mati, o pai da garota vai buscá-la na praia e lhe dá um gato de presente, Minu. Distraída com o animal, a menininha esquece a boneca meio soterrada na areia pelo irmão de Mati.

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AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: COMPANHIA DAS LETRINHAS, CORTESIA ISBN:9788574067568 GÊNERO: LIVRO-IMAGEM, INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 40 SKOOB

Passei boa parte de minha infância participando das atividade de uma igreja evangélica, então conheci o famoso “Livro sem palavras“, onde cada folha era de uma cor, simbolizando uma parte do plano de salvação. Conforme eu crescia, sempre que revia o tal Livro, pensava que se tratava apenas de uma estratégia da igreja para contar uma história. Mas fui descobrindo que existem realmente livros sem palavras, mais conhecidos como livros-imagem, que nos contam histórias a partir de desenhos e não apenas de páginas de uma única cor.

O selo Companhia das Letrinhas nos apresenta o livro De flor em flor, que segue esse segmento, tendo como autor e ilustrador dois canadenses bastante premiados, respectivamente são eles JonArno Lawson e Sydney Smith.

Acredito que para aqueles que tem dificuldade em  apreciar uma obra de arte, porque julgam não entender o que o artista quis transmitir, sentirão muita falta das palavras, porque esse gênero trabalha com as sensações. O que eu senti e compreendi vendo o livro não será o mesmo que uma outra pessoa. A mesma coisa acontece com um quadro ou pintura, apesar de diversos comentaristas nos contextualizarem do período histórico em que a obra foi realizada, cada pessoa tem seus sentimentos e sensações de forma única.

Foto: Nara Dias / Viagens de Papel

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AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: CIA DAS LETRINHAS, CORTESIA ISBN: 9788574067209 GÊNERO: HISTÓRIA, INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 48 SKOOB

O Egito Antigo passo a passo é fascinante,  minha escolha por esse título uniu meu desejo de me aventurar em conhecer um pouco mais a fundo essa cultura, além de desafiar meu gosto literário, arriscando ler estilos aos quais não estou acostumada e também desmistificar quem diz que um livro didático é desinteressante e monótono.

O selo Claro Enigma, do Grupo Companhia das Letras lançou essa rica edição. As ilustrações foram feitas por Aurélien Débat e além de muitas delas estarem extremamente divertidas, deram um peso ainda maior ao material produzido pela arqueóloga e egiptóloga Aude Gros de Beler, famosa por seu trabalho meticuloso na área, além da publicação de mais de quinze outros títulos sobre o assunto.

O livro está dividido em quatro partes:

 O Egito e seus homens – mostra um pouco sobre deuses, faraós famosos, o trabalho dos sacerdotes, a difícil vida dos soldados, os artesãos e a classe mais baixa na sociedade egípcia, os agricultores.

 O trabalho no Vale do Nilo – nos surpreende ressaltando as dificuldades dos agricultores, principalmente por causa dos impostos, criação dos animais, pesca, caça, mineração e ciências.

– A vida cotidiana – casas e jardins, refeições, hierarquia familiar, vaidade, educação, música, dança, lazer e vida após a morte.

– Férias no Egito – relata o que podemos ver hoje no país como pirâmides, templos, descobridores famosos e museus para visitar.

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segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: CIA DAS LETRINHAS, CORTESIA ISBN: 9788574067209 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, CONTOS PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 48 SKOOB

O conto do carpinteiro traz a história do carpinteiro Firmín que trabalha com afinco, obtendo fama positiva no mundo inteiro graças as suas rodas, cadeiras, mesas, brinquedos, autômatos, entre outros. Apesar de suas criações parecerem comuns, eram bastante inusitadas, rodas que giravam apenas com o olhar, colheres com sopa de cebola tornavam-se com sabor de sorvete de framboesa, mesas que pareciam dançar um minueto, esculturas que de tão reais recebiam pedidos de casamento…

Os inventos de Firmín despertaram a atenção do Barão von Bombus, que um dia enviou um mensageiro até ele. Ao chegar no palácio de von Bombus, Firmín é surpreendido por um pedido peculiar, ele deve fazer um braço de madeira para o Barão.

Depois de cumprir excepcionalmente essa tarefa, recebe uma medalha a qual não dá muita importância, mas, em seguida, outros pedidos urgentes do Barão são enviados a Firmín.

Nesse conto facilmente é perceptível as características dos personagens principais: Firmín é persistente, trabalhador e humilde; já o Barão von Bombus é efusivo, impulsivo e irresponsável.

 

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