sexta-feira, 23 de Março de 2018

À convite da Companhia das Letras fui assistir a pré-estreia do filme “Pedro Coelho”, nessa sexta-feira (16/03/2018), no Cinemark do Shopping Eldorado, aqui em São Paulo.

O filme é baseado na obra da autora Beatrix Potter, que é conhecida principalmente por dar vida às aventuras do coelho mais levado do mundo. Eu não li o livro, mas quando era novinha assistia a série animada na TV Cultura, Petter Rabbit. Achei um pedacinho aqui para você ver se lembra também.

Beatrix Potter nasceu em 1866 e desde pequena gostava de viver observando a natureza, inclusive os animais. Imaginem a dificuldade de lançar um livro nessa época, levando em consideração

Livro

empecilhos sociais. Mas ela não desistiu, mesmo depois de tantas negativas seu primeiro livro foi lançado em 1902 e foi um sucesso de vendas! E como toda boa história… não acaba por aí! Ela inovou patenteando um boneco de pano do seu personagem principal, além de fazer um jogo de tabuleiro e pensar em outras peças para comercializar. Será que podemos dizer que a a ideia de existir mimos de personagens que amamos teve início com a Beatrix? 😮 #arraso! Mas precisamos de uma pesquisa histórica para ter certeza.

Bem, vamos a história do filme: Pedro, o coelho, vive com suas irmãs trigêmeas e seu primo Benjamin em uma buraco no tronco de uma árvore em frente a horta/jardim do Seu Gregório, o velho mais ranzinza da face da terra, que mesmo esbanjando comida em seu quintal não quer dividir nada com os animais que vivem em volta. Mas isso não impede Pedro de tentar invasões planejadas para conseguirem pegar toda comida que precisam e ainda escaparem vivos do Seu Gregório.

As peripécias dos jovens coelhinhos não acabam mal graças a bondosa Bea, a vizinha do Sr. Gregório, pintora e amante de animais que sempre os protege de virar recheio de torta. É isso mesmo! Disse que Sr. Gregório não é do bem! rs

Foto divulgação Sony Pictures

A trama muda um pouco com a chegada de um parente mais novo do Sr. Gregório, o Thomas. Agora, além de disputar o jardim, Pedro e sua turminha tentarão disputar a atenção da bondosa Bea.

O filme é muito espirituoso, assim como seu protagonista Pedro. Várias risadas encheram o cinema com um público de adultos e crianças. As sacadas e piadas não são forçadas e mantém um bom ritmo até o final do filme.

E gente do céu! Que animação caprichada é essa?! Em misto filme e animação live-action 3D que ficou hiper realista! Não só as características dos animais, seus movimentos e detalhes… Não só isso! Prestem atenção no vento batendo nos pelos dos personagens, por exemplo! Perfeito! Sony Pictures: Arrasou!

Final de sessão e ainda ganhamos um mimo: uma cenoura – Recheada de ovinhos de chocolates! hummmm

Cine Cabine com Companhia da Letras

 

Indico um passeio ao cinema para levar a garotada. Adultos em galera ou mesmo sozinhos com certeza vão curtir e apreciar essa produção. Estreia 22 de março nos cinemas.

Bom filme!


Apesar de termos demorado um pouco para fazer nossa retrospectiva, quando o assunto é livros, nunca é tarde para falar sobre eles. Veja nossas melhores leituras de 2017:

Camila Tebet

  1. Caninos brancos, de Jack London (Penguin Companhia);
  2. Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur (Planeta Brasil);
  3. Missoula, estupro e justiça numa cidade universitária, de Jon Krakauer (Companhia das Letras);
  4. Ecos, de Pam Muñoz Ryan (DarkSide Books);
  5. O ódio que você semeia, de Angie Thomas (Galera Record).

A primeira vez que li Jack London foi com “O lobo do mar” e na época gostei muito da leitura. Em 2017, decidi que era hora de ler outro livro do autor e solicitei Caninos Brancos, que acabou se tornando minha melhor leitura do ano. O livro é dividido em partes que mostram o funcionamento da vida selvagem. Aqui, conhecemos Caninos Brancos, um lobo selvagem que vive na terra gelada de Yukon, no Canadá. Aos poucos, vamos acompanhando a forma como ele descobre o mundo e novas realidades, assim como acompanhamos sua aproximação com o ser humano. A forma como o autor constrói a obra é sem igual. Por trás da história de Caninos Brancos, ele faz muitas críticas à sociedade, tratando temas como a relação do mundo selvagem com os humanos, os moldes do comportamento e a descoberta de novas realidades. Tudo isso é feito com uma linguagem simples, mas cheia de detalhes, que prende a atenção do início ao fim e emociona o leitor com a jornada percorrida pelo lobinho. Para ler a resenha do livro, clique aqui.

O livro Outros jeitos de usar a boca traz um compilados de poemas da indiana Rupi Kaur. Me chamou a atenção principalmente pelo título e me ganhou logo nas primeiras páginas.  Rupi escreve sobre o que é ser mulher. Traz temas sensíveis e coloca muito de si em seus textos, escrevendo com sensibilidade e com muito sentimento.

Gosto muito de livros de não-ficção e o tema de Missoula me interessou muito. Aqui, Jon Krakauer traz um relato forte e chocante sobre “estupro e justiça numa cidade universitária”, analisando dados e casos de agressão que ocorreram em Missoula, nos EUA. O livro traz um assunto que precisa ser discutido e nele o autor mostra como as agressões sexuais ainda são constantemente subjugadas e o quanto as vítimas não têm o apoio necessário. É um livro essencial. Clique aqui para ler a resenha.

Ecos foi um dos livros mais lindos que li em 2017. Ele é delicado, aquece o coração e encanta ao mostrar o poder de transformação da música e como ela pode entrelaçar a vida das pessoas. Além da história ser incrível, a edição também é maravilhosa. Clique aqui para ler a resenha.

O livro de Angie Thomas, O ódio que você semeia traz uma história forte, com uma realidade que precisamos conhecer, trazendo uma reflexão muito pertinente. Aqui, conhecemos a história de Starr, uma garota negra que se divide entre dois mundos: ela mora em um bairro marginalizado, mas estuda em uma escola elitista, com poucas crianças negras. Ela vê sua vida virar de cabeça pra baixo ao presenciar o assassinato de seu melhor amigo de infância e, a partir disso, seus dois mundos começam a ruir e a se tornar uma coisa só. Clique aqui para ler a resenha.


Janaína Rodrigues

  1. Quem era ela, de JP Delaney (Intrínseca);
  2. O Sol também é uma estrela, de Nicola Yoon (Arqueiro);
  3. Alerta de Risco, de Neil Gaiman (Intrínseca);
  4. Minhas Plantas, de Carol Costa (Paralela);
  5. Boneco de Pano, de Daniel Cole (Arqueiro).

O aluguel de uma casa minimalista e bem diferente é condicionada a uma lista de regras pré-estabelecidas que controlariam sua maneira de viver. Não pode levar coisas como lixeiras, livros e mobília. Você toparia? Não adianta topar, você tem que ser aceito: passar pelo processo de seleção, com questionário e entrevista, além de se comprometer a seguir inúmeras regras. O livro Quem era ela traz a história de duas moradoras que conseguiram a proeza de morar no nº 1 da Folgate Street. Um thriller cheio de mistério de tirar o fôlego! Foi um livro que eu maratonei… e fazia tanto tempo que não maratonava um livro… Clique aqui para ler a resenha.

Romance não é meu gênero literário favorito no mundo, mas aí, essa pequena perolazinha caiu no meu colo, O sol também é uma estrela! A escrita da Nicola encanta, nos deixa com coração apertado, nos faz vibrar e torcer pelo casal para que acontece um feliz para sempre! Natasha cheia de opinião e seu par recém conhecido Daniel – o poeta com certeza se tornarão um casal que você irá shippar e cair de amores por eles. Um livro de indiretas e retas, de idas e vindas e cheio de amor! Vale muito a pena! Clique aqui para ler a resenha.

Eu amoooooooo contos malucos e com o Neil Gaiman no meio, nem se fala! Essa coletânea de contos e perturbações é intrigante a cada página. Às vezes você acaba um conto e se pergunta se aquele era o final. Outras vezes, o conto não acaba e você fica pensando nele por dias. Nunca tem um sentimento de passividade ao ler esse livro, afinal, até fomos avisados na capa com um Alerta de Risco! Clique aqui para ler a resenha.

Eu já fui uma Serial Killer de plantas! Já matei cactos e nem queria mais uma vida verde para mim. Tudo mudou com essa linda edição sobre como cuidar e ter suas próprias plantinhas escrita pela linda da Carol Costa. Agora eu sou a louca dos cactos e, às vezes, até ajudo as pessoas a minha volta a tentar “ler” suas plantinhas. Minhas plantas é meu livro de cabeceira e consultas diárias. Clique aqui para ler a resenha.
Eu maratonei Boneco de Pano, até porque é uma das minhas literaturas preferidas, romance policial. É uma trama envolvente de muita tensão e suspense para descobrir os segredos e tentar frear o serial killer que demonstrou sua existência ao levar a policia até sua obra horrenda, um boneco de pano feito de partes de 6 vítimas. Estou aguardando a continuação. Clique aqui para ler a resenha.

Nara Dias

  1. A Princesinha, de Frances Hodgson Burnett (Salamandra);
  2. Os Meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár (Companhia das Letras);
  3. Anne Frank — A Biografia Ilustrada, Sid Jacobson (Quadrinhos na Cia);
  4. Nimona, de Noelle Stevenson (Intrínseca);
  5. Belinda & Em, de Cammie McGovern (Galera Record).

Impossível não ler esse título que foi um filme clássico da minha infância, visto e revisto tantas vezes. A princesinha nos ensina que é possível ter valores e bons modos independente de nossa condição financeira. Essa edição da Salamandra está simplesmente apaixonante, com lindas ilustrações no decorrer dos capítulos. Leia a crítica livro x filme aqui.

Quando escolhi ler Os meninos da Rua Paulo, imaginei que seria bom ler um clássico completamente desconhecido por mim, mas não imaginava o quanto poderia amar uma obra e almejar viver num passado onde as crianças tinham valores e respeito uma pelas outras, sem querer tirar vantagem, mesmo de alguém que fosse seu rival. Crianças que não querem se aparecer, o ponto chave por trás dessa história cheia de aventuras e emoções, é que mostra muito do que é SER e não do que é TER. Leia mais sobre a obra aqui.

Apesar de já ter lido o famoso diário dessa jovem judia, fiquei bastante curiosa em conhecer essa versão de Anne Frank, a biografia ilustrada, feita em quadrinhos. O livro está espetacular, com informação da família antes de seu nascimento, fatos políticos, mapas, infográficos… Indispensável a leitura. Conheça um pouco mais do livro aqui.

Nimona já tinha sido resenhado aqui no blog pela Larissa e foi lendo essa resenha que fiquei ainda com mais vontade de ler essa divertida história em quadrinhos. Uma colega emprestou e eu fiquei encantada, aprendi que não devemos julgar uma pessoa sem antes conhecer sua história e o que levou ela ao ponto atual. No caso aqui, nosso vilão não é bem vilão e nosso mocinho ah, você já entendeu. Nimona veio bagunçar ainda mais tudo isso.

Ando gostando muito de livros que mostram personagens fora do padrão, pois nos ensinam a sermos mais tolerantes. Belinda & Em retrata exatamente isso. É uma história de adolescentes que todos devem ler, para lidar melhor com o diferente no cotidiano, além de falar sobre violência e nos mostrar que devemos ajudar e nos nos omitir. Clique aqui e leia a resenha.


Você já leu algum dos 15 livros mostrados na retrospectiva?

Qual livro você vai incluir na sua lista 2018?

 


Aqui no blog sempre fazemos uma retrospectiva positiva, mas por que não fazer uma negativa também? Sabemos que muitas vezes o que é ruim para um leitor é bom para outro. Muito bacana gerar uma discussão sobre isso. Então vamos aos livros que mais nos decepcionaram, entrando para nossa Lista Negra 2017:

Camila Tebet

A febre do amanhecer

“Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.”

Esta não foi uma leitura ruim, mas foi um livro que me decepcionou um pouco durante a leitura. Na obra, o autor Péter Gárdos conta a história de amor de seus pais e de como eles se encontraram e construíram uma vida juntos depois das dores da 2ª Guerra Mundial. A história tinha tudo para me ganhar, mas me incomodou em alguns pontos, como a narrativa cansativa, a mudança constante de foco da narrativa e o fato de Péter tomar sempre o partido do pai durante a história. Clique aqui para ler a resenha.


Janaína Rodrigues

Elefante Caximira

“Um jovem cristão, professor de uma Universidade de Boston, após descobrir um novo planeta, vê-se no dilema entre a fama e uma vida simples. Ao ser recrutado por uma Organização Secreta para trabalhar em um projeto espacial juntamente com uma equipe de novos cientistas, depara-se com a oportunidade com a qual sonhou desde a infância: uma viagem interestelar. Ele conhece um astrofísico indiano do qual se torna amigo, chegando a viajar para a região da Caxemira, onde presencia o conflito entre o Paquistão e a Índia. No oriente, em meio à destruição provocada por ataques terroristas e os assassinatos de cristãos, descobre uma nova amizade e um amor arrebatador que o fará repensar sobre suas escolhas. Uma história regada à tensão, aventura, amizade e amor o cercará continuamente, levando-o, por fim, a uma decisão que mudará o rumo de sua vida para sempre.”

Eu gosto muito de uma boa história de ficção científica e era isso que eu esperava quando peguei o livro para ler. Viagem através das galáxias, termos científicos e muita aventura sobre espaço- tempo. Acho que eu estava muito na pegada de Interestelar… E, na verdade, este livro era sobre a jornada do herói e os conflitos do Oriente Médio. Pois é… Ler algo esperando outra coisa me fez considerar essa a leitura mais chata de 2017. Leia a resenha aqui.


Nara Dias

“Chloe Peterson está tendo uma noite ruim. Uma noite realmente ruim. O machucado grande em sua bochecha pode provar isso. E quando seu carro patina para fora da estrada molhada em direção a uma vala, ela está convencida de que até o cara maravilhoso que a salvou do meio da tempestade deve ser muito bom para ser verdade. Ou ele é mesmo? Por ser um fotógrafo de sucesso que viaja frequentemente pelo mundo, Chase Sullivan tem seu jeito com mulheres bonitas, e quando ele está em casa, em São Francisco, um de seus sete irmãos normalmente está acordado para começar um pouco de diversão. Chase acha que sua vida é ótima do jeito que está — até a noite que encontra Chloe e seu carro destruído na rodovia Napa Valley. Não apenas nunca tinha conhecido alguém tão adorável, por dentro e por fora, mas como também percebe que ela tem problemas maiores do que seu carro batido. Logo, ele será capaz de mover montanhas por amor — e proteção — a ela, mas ela deixará? Chloe prometeu nunca cometer o erro de confiar em um homem novamente. Mas a cada olhar que Chase lança a ela — e a cada carinho doce e pecaminoso — conforme a atração entre eles sai faísca e esquenta, ela não pode fazer nada a não ser se perguntar se encontrou a única exceção. E apesar de Chase não perceber que sua vida mudaria para sempre em um instante, para melhor, ele não é o único a querer lutar por essa mudança. Ao contrário, ele está se preparando para uma luta… pelo coração de Chloe.”

Sempre vi muitas pessoas lendo Bella André, mas realmente as capas, títulos e o gênero nunca foram os meus prediletos, então nunca tive curiosidade em nada escrito por ela. Porém, uma colega de trabalho emprestou esse exemplar afirmando ser um ótimo romance. Li rapidamente, no entanto, além de não fazer meu estilo por ter descrições de diversas cenas íntimas do casal, a história ficou muito sufocante e fechada apenas entre eles e o que se passou nos dias em que ficaram juntos. Não teve espaço para outros personagens, também não houve informações aprofundadas ou cenas sobre o passado de Chloe e Chase, nem dos personagens secundários. Difícil acreditar na força de uma paixão quando só o que nos é oferecido são alguns dias de união numa propriedade afastada do contato com outras pessoas, afinal, o amor se fortalece com o passar do tempo.


Nara Dias

“Com uma narração intrigante, não linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico.”

Com essa belíssima edição em capa dura e impressionante apresentação das páginas internas, iniciei a leitura desse intrigante título. Mas achei o livro bastante insosso, com uma dose grande da psique da personagem Imp. A leitura se tornou arrastada e uma história que não me agradou em nada. Fiquei decepcionada com a proposta e pensei em não dar mais chance para a DarkSide, mas depois de muitos conselhos dos amigos, foi apenas um título ruim, vou tentar mais uma vez com outros livros sim. Mas não darei chance para a escritora, huauaua, ela sim está na minha lista negra.


E você, conhece os títulos citados?

Qual livro mais te decepcionou em 2017?

terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

O blog Viagens de Papel foi criado em 22 de janeiro de 2013 com o intuito de promover diálogo sobre literatura, paixão que todos os autores do projeto têm em comum. Através de resenhas, lançamentos, listas, dicas e variadas matérias, nosso intuito é que você sinta-se em casa e aprecie nosso conteúdo!

Nosso time é composto atualmente por nove colaboradores. Conheça um pouco de cada um:





 






terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

A melhor coisa é ter um bom vício e influenciar outros a participar dele.

Sou professora e trabalho em duas unidades de um mesmo colégio (Educação Infantil e Fundamental 1) e sempre gostei muito de conversar e compartilhar livros. Aquelas minhas colegas de trabalho que topavam embarcar na ideia de ler, eu fazia o papel de mediadora, comentando sobre leituras, indicando títulos e emprestando de uma para outra.

Um tempo depois de realizar essas trocas, muitas vezes sem elas se conhecerem pessoalmente, somente eu conhecendo todas, tive a ideia de organizar um grupo simples no Whatsapp para que todas pudessem comentar sobre livros, organizar melhor as trocas de acordo com os interesses de cada uma e também passar a se conhecer melhor. Deu super certo!

Depois disso, surgiu uma nova ideia, a de promovermos encontros para discutir sobre leitura e fazermos trocas de livros. Então, com a aproximação do Dia dos Professores em outubro de 2017, agitei um encontro para incentivar ainda mais a interatividade. De 9 participantes no grupo, 7 participaram, já contando comigo. Fizemos um sorteio online para o Amigo Secreto. Para deixar ainda mais interessante, arrecadei dez reais de cada uma prometendo uma surpresinha para esse dia especial, um lindo chinelo com tema literário personalizado com o nome e cor preferida de cada uma.


O encontro foi excelente, num restaurante temático mexicano, rimos e conversamos bastante, foi uma noite bastante agradável. Confira os livros que cada uma de nós ganhou de sua respectiva amiga:

Este slideshow necessita de JavaScript.

A foto de nosso encontro repercutiu interesse de outras professoras em participar do grupo, então estabelecemos algumas regras que já utilizamos, mas nunca havíamos listado, elas funcionam muito bem. Temos agora mais 5 membros no grupo. Eis as regrinhas:

1º Ler; 

2º Compartilhar livros; 

3º Fazer comentários no grupo; 

4º Devolver o livro emprestado com um chocolatinho.

Com tudo isso, estamos felizes e com muitos livros para ler, além de termos as opiniões umas das outras. Já estamos até planejando repetir o encontro agora no início do ano.

E vocês? Já participaram de alguma iniciativa parecida? O que acharam dos títulos? Qual escolheriam para ler?

segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA
ISBN: 9788551001950
GÊNERO: INFANTOJUVENIL  
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 272 
SKOOB

Faz tempo que tinha vontade de ler algum livro do David Walliams. Então aproveitei esse lançamento para fazer uma avaliação sobre o estilo do autor e adorei!

Os piores pirralhos do mundo está sensacional, começando pelo título que chama a atenção pela linda fonte toda em dourado e por ter o desenho do mundo na letra “O” da palavra “piores”, ficou muito bom! Além disso, alguns dos pirralhos estão na capa, deixando ainda mais divertido. Não posso esquecer de falar da lombada toda em dourado. Só discordei do chamariz utilizado na capa dizendo: “CUIDADO! Dez histórias assustadoras com…”, afinal as histórias não assustam, algumas são nojentas e ponto. Só se o assustar for entendido por algumas terem finais inusitados e serem histórias diferentes das que estamos acostumados. Resumindo, esse assustar não tem relação com coisas sobrenaturais, mas assustam por serem crianças muito desobedientes.

Abrindo o livro vemos diversas imagens de coisas sendo derrubadas, objetos jogados, animais amedrontados… Tudo isso nas capas internas e na folha com informações catalográficas, o que dá mais credibilidade à essas crianças terríveis.

Gostei de ter dois desenhos retratando o autor e ilustrador, aliás, esse último é Tony Ross, eu já conheço de outros títulos que li. Ainda antes de iniciar o livro, temos duas folhas de agradecimentos feitos pelo escritor, que coloca o nome de cada um a quem agradece e conta uma peripécia dessa pessoa durante a infância, super criativo. Acho que isso já resume que no final de tudo, cada um de nós já foi um pirralho terrível.

Continue lendo »

sábado, 30 de dezembro de 2017

Estamos quase em 2018, então vamos encerrar o ano vendo alguns títulos lançados pela Escrita Fina Edições, marca do Grupo Editoral Zit:

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: ESCRITA FINA, CORTESIA ISBN: 9788559090116 GÊNERO: INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 24 SKOOB

Quem ficou encantada com esse livro foi minha filha que amaa <3 gatos. Acredito que ele arrebatará os corações de quem assim como ela morrem por um desses bichanos peludos.

A pequena Gabi, personagem dessa história, já sonhava com seu gato, antes mesmo de conhecê-lo, sonhos lindos e mágicos. Até que um dia o gato se torna real, físico. Que perfeito o encontro dos dois.

“Gato galgava galante os sonhos de Gabi… Governava suas noites com os melhores miados e magias. Mas eles ainda não se conheciam”.

A história é escrita por Hellenice Ferreira, ela trabalha com crianças da Educação Infantil e teve muita inspiração com esses pequenos. Martha Werneck é a responsável por essas fofíssimas ilustrações com técnicas em acrílico e óleo sobre papel, usou seu gato como modelo para essas belas ilustrações. O mais interessante é que tem uma foto de cada uma delas na terceira capa, com seus respectivos gatinhos, elas nem devem ter amado fazer esse livro, não é mesmo?

Na segunda capa do livro, lemos uma bela introdução mencionando gatos no decorrer da história, feita por Bethania Guerra de Lemos diretamente de Madrid.


AVALIAÇÃO: 3/5 EDITORA: ESCRITA FINA, CORTESIA ISBN: 9788559090161 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, POESIAS PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 32 SKOOB

Todas as crianças vão adorar esse divertido livro, onde texto e ilustrações são de Mario Bag. O título já explica o conteúdo que vamos encontrar, treze histórias, todas no formato de quadrinhas, que nada mais são do que rimas compostas de quatro versos.

  1. Cigarrita e sauvina reconta com graça e com direito a final feliz, a fábula clássica da cigarra e a formiga.
  2. A serenata nos mostra que ainda existem homens românticos, mesmo que existam também amadas cansadas e sonolentas.
  3. A final universal é um jogo de futebol entre asteroides e cometas, onde nosso astro-rei está interessado em saber quem será o campeão.
  4. Festa no céu também nos mostra em forma de poesia parte dessa conhecida história.
  5. Disco antigo exibe o poder da música e de uma boa dança.
  6. Papo de jacaré, será que a capivara cai na lábia do cascudo?
  7. Comida de rua quem resiste a tantas opções de lanches na rua?
  8. Passional kid (o herói apaixonado) o que é capaz de separar um amor espacial? O tirano Zorg vai tentar.
  9. A mariposa Mary se apaixona por um doido pintor.
  10. Noivado de caracol como dar certo? Cada um tem sua casa própria e agora?
  11. Máquina do tempo revela um aluno que quer se dar bem nas aulas de ciências. Será que dará certo?
  12. A ave muda que apesar de não cantar, encanta todos com seu saxofone.
  13. A grande atração um dono de um circo procurava, mas por impaciência perdeu o homem voador.

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: ESCRITA FINA, CORTESIA ISBN: 9788559090154 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, HISTÓRIA BRASILEIRA, POESIA PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 88 SKOOB

Já li alguns livros com ilustrações bordadas e considero um trabalho espetacular, é puro êxtase observar o que uma agulha, paciência e talento são capazes de fazer.

Esse livro foi idealizado por Marcela Fernandes de Carvalho, que depois de tantos anos contando histórias para crianças e para a própria filha, nos deu a oportunidade de conhecer um texto só seu.

O livro é uma mescla de narrativa e poema. No meio da história narrada sobre o confronto entre o Coronel Rodolpho Fernandes, prefeito de Mossoró e Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião, Marcela vai contando para à filha a história antes de dormir e ela vai também poetizando através de quadrinhas.

“Menina, seu terceiro avô

Foi herói de uma história.

Nacidade onde morou,

Conquistou uma grande glória”

Esse conflito aconteceu na cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande no Norte, é especial não apenas por ser verídica, já que o confronto realmente aconteceu, mas também pelo fato principal do Coronel Rodolpho ser nada menos do que bisavô de Marcela.

Essa história é recontada anualmente na festa “Mossoró Cidade Junina”, por meio de um musical chamado de Chuvas de Bala no país de Mossoró“, nem preciso dizer que fiquei super curiosa para assistir.

Ler sobre essa aventura é maravilhosa, ainda mais disponível desse jeito tão brasileiro, com poesia e bordado.


AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: ESCRITA FINA, CORTESIA ISBN: 9788559090185 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, POESIA, BIOGRAFIA PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 24 SKOOB

“Era um vendedor

De sonhos;

Sonhos desses de padaria.

Saía ele 

Todo dia

A vender sonhos

Pela cidade…”

O professor e escritor dessa interessante biografia é Alexandre Azevedo, que tem mais de 120 livros publicados. Ele nos conta sobre a infância de Machado de Assis nas ruas cariocas vendendo sonhos no tabuleiro, sonhos esses que eram feitos pela madrasta, dona Maria.

Quando a gente começa a se entusiasmar com a história, ela acaba, nos deixando muitas indagações. Lógico que Alexandre preencheu essas dúvidas com um texto de uma página e meia sobre detalhes importantes da vida do grande Machado, como quando parou de estudar por precisar vender os sonhos, por causa da morte do pai.

A história é contada através de poesia e das lindas gravuras de Rubem Filho. A fonte usada na história também é bem diferente, dá uma sofisticação à história. Um detalhe da capa que gostei bastante foi ela ser toda fosca, com exceção do pequeno menino, todo brilhoso.


AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ESCRITA FINA, CORTESIA ISBN: 9788559090192 GÊNERO: INFANTOJUVENIL PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 48 SKOOB

Esse livro é uma fofura!

Odorico era um menino quieto, sempre sentado embaixo de um pé de goiabeira ao invés de brincar de carrinho de rolimã, jogar futebol, pescar, tomar banho no açude, pescar, pular muro ou tantas outras aprontações que os meninos perto dele faziam.

“Que coisa era aquela de tanto se preocuparem com ele? Só porque não era de muitos amigos? “Mas amigo é a melhor coisa que existe na vida, filho. Vai brincar com os meninos na rua!”, o pai dizia. O menino ficava só olhando. Lá dentro do peito, bem no fundo, achava que ter amigo devier ser muito bom. Mas… e se ninguém gostasse dele?”

Mas Odorico era mais do que simplesmente um menino quieto, ele vivia com uma tristeza sem explicação. E para o desespero dos pais, não tinha jeito que fizesse a tristeza passar, nem quando foi morar com o padrinho na cidade grande, até o nascimento do porquinho Curico, que desabrochou algo no coração do menino.

Gostei muito dos cabelos das crianças, que são feitos com papel jornal e se reparar bem, as palavras escritas estão relacionadas com os sentimentos ou ações dos personagens naquele momento, muito bonitinho.

Esse livro foi feito com carinho, feito todinho pela Mirna Brasil Portella, texto e ilustração. É um livro lindo que nos ensina como é importante para uma criança ter um bichinho de estimação.


AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ESCRITA FINA, CORTESIA ISBN: 9788559090178 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, POESIA PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 24 SKOOB

O protagonista da história é o camaleão e ele está se preparando para um encontro. Mas com que roupa ele vai?

“Que cor pôr em meu corpo

Compondo a roupa do encontro?

Encontro todas as cores do mundo

E, em um segundo, estou pronto.”

Em cada página o camaleão arrasa na apresentação. A história é encantadora. A capa é bastante criativa, quando toda aberta, forma o camaleão com a língua quase alcançando uma borboleta.

Dois amigos se unem para fazer esse livro infantil, André Vargas é o poeta das letras e Luiz Silva das ilustrações.


AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ESCRITA FINA, CORTESIA ISBN: 9788559090123 GÊNERO: FICÇÃO BRASILEIRA, CONTOS, TERROR PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 136 SKOOB

Eis uma capa de livro que conquista pelos sentidos, além de ter um título propício ao tema contos de suspense e terror, está muito bem diagramada por diversos motivos: fonte usada na capa e seu relevo, mão sinistra que derrama um filete de sangue, a capa lembra papel carmin com um toque aveludado.

As orelhas do livro tem palavras como: anjo, demônio, dom, maldição, morte, vida, paraíso, inferno, sombra, luz, oração… combinam perfeitamente com os contos.

São 12 contos, seis de cada um dos autores que vão sendo apresentados intercaladamente. Além de ter um sumário mostrando cada conto e seu respectivo autor, durante a leitura, nas páginas da esquerda é indicado se são … Da Helena …Do Secatto.

Os cenários, personagens e período histórico são bem variados, podem acontecer num mosteiro; cemitério; casa comum; biblioteca; East End em Londres; Alentejo em Portugal…  Ou seja, uma história de terror não tem hora, nem lugar para acontecer…

Os contos são excelentes, difícil escolher um como predileto, porque vários me surpreenderam em algum aspecto, seja na forma como foram construídos ou finalizados. Elegi o conto “A noiva” da Helena Gomes e “O guardião” de Osvaldo Secatto para mencionar.


Este slideshow necessita de JavaScript.


Qual livro você leria?

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Estamos no final de 2017 e é muito bom poder trazer para vocês alguns livros lançados pela Zit Editora e que recebi neste segundo semestre para avaliação:

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: ZIT EDITORA, CORTESIA ISBN: 9788579331183 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, FÁBULA, LIVRO-IMAGEM PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 40 SKOOB

Este livro me surpreendeu primeiramente pelas belíssimas ilustrações da paulistana Taisa Borges. A capa, contracapa e orelhas formam uma ilustração gigante horizontalmente. Até mesmo as capas internas estão com penas em lindos tons de azul.

Fiquei admirada, não por saber que se tratava de um livro-imagem, que é um gênero que já gosto bastante, mas em saber que Taisa recontava uma fabula de ninguém menos que Leonardo da Vinci, realmente desconhecia esse talento desse homem multi-habilidoso.

Por também desconhecer a fábula, foi muito interessante observar as imagens. A história é entendida de forma clara, inclusive algumas sequências de imagens ressaltam alguns pontos, dando ênfase a essa narrativa sem palavras.

A águia e a coruja é uma fábula que nos ensina que nem sempre o animal mais bonito e mais forte é o vencedor, afinal cada um tem suas próprias habilidades.


AVALIAÇÃO: 4,5/5 EDITORA: ZIT EDITORA, CORTESIA ISBN: 9788579331077 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, CULTURA INDÍGENA PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 40 SKOOB

O livro se inicia com um diálogo interessante entre dois garotos que estão correndo, pela ilustração percebemos que correm pela mata. O jovem Kupai narra o que aconteceu no dia em que viu o sol se banhar no rio. Ele e Dum, que fazem parte do povo Wapichana subiram até a Laje do Trovão, parte mais alta e perigosa da região, achando que ninguém notaria a façanha. Por consequência cada um precisou fazer um tipo de trabalho na aldeia… Apesar do castigo, Kupai sabia que tinha valido a pena ver tamanho espetáculo e inúmeras perguntas já se formavam em seu imaginário infantil.  Como solucionar tantas dúvidas?

Através de uma história antes de dormir, o pai busca alertar as crianças a não fazerem de novo uma aventura tão perigosa, porém ao mencionar a tal “boca da noite”, Kupai ficou ainda mais curioso em desvendar mais uma porção de dúvidas que continuam a surgir em sua mente.

Esse livro está realmente muito bonito, a história é encantadora e nos aproxima da cultura indígena do povo Wapichana, Kupai é apaixonante, aliás que criança curiosa não é?

O livro é de Cristino Wapichana, ganhou menção honrosa no Concurso FNLIJ / UKA Tamoios de Textos de Escritores Indígenas 2014.  A FNLIJ eu já conhecia, pois é a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. E a UKA conheci através de uma pesquisa, é uma instituição, chamada de Casa dos Saberes Ancestrais.

As ilustrações completam com perfeição a obra, estão de um colorido tão lindo e intenso que consegue transmitir  a beleza sem igual das matas brasileiras. Os créditos são de uma ilustradora já conhecida por mim, a Graça Lima, ela já ilustrou mais de cem livros.


AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ZIT EDITORA, CORTESIA ISBN: 9788579331152 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 48 SKOOB

Dos seis livros que recebi da Zit, sem dúvida esse é o meu predileto. Que história linda! Aborda de uma forma tão delicada e sutil o tema morte e saudade. Quando perdemos entes queridos, nosso coração é capaz de congelar, de uma forma que às vezes nem os familiares próximos são capazes de preencher o vazio e aquecer nossa alma, por mais que tenham boa vontade para isso. E é exatamente isso que acontece com o personagem do livro, chamado simplesmente de menino.

A diagramação está minimalista e isso deixa o livro perfeito. Os textos são curtos e estão sempre em azul, se mantendo centralizados e sempre nas páginas à esquerda. As páginas são brancas como a neve e as ilustrações ficam nas páginas à direita. A capa tem floquinhos de neve em relevo, uma graça.

Fiquei muito curiosa em ler outros títulos da Leticia Sardenberg, esse é o terceiro livro dela pela Zit. As ilustrações lindas são de Alexandre Rampazo que já ilustrou mais de 50 livros e escreveu algumas obras, que também me interessei em conhecer. Parabéns a ambos por esse livro, ficou um resultado bacana. Final maravilhoso!


AVALIAÇÃO: 3,5/5 EDITORA: ZIT EDITORA, CORTESIA ISBN: 9788579331169 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, POEMAS, FOLCLORE PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 40 SKOOB

Cafofo do Remelexo me surpreendeu pela criatividade. Ele é apresentado todo em versos rimados, cada página da direita contém uma estrofe, sempre com quatro versos e o restante do espaço é completado com divertidas ilustrações de Júlio Carvalho que mostram uma mistura muito interessante entre:

* Personalidades brasileiras (Monteiro Lobato, Luis da Câmara Cascudo);

* Personagens conhecidos de nosso folclore (Saci, Curupira, Iara, Boto, Bumba Meu Boi, Boi da Cara Preta, Caipora, Mula Sem Cabeça, Lobisomem, Cuca, Mapinguari, Anhangá, Velho do Saco);

* Personagens que eu não conhecia (Matintapereira, Pé de Garrafa, Corpo-Seco);

* Personagens e lendas não exclusivos do Brasil, mas também de outros lugares do mundo (Pedro Malasartes, Mulher de Branco, Loura do Banheiro, Bicho-Papão);

*  Ditos populares (Moça Bonita e Macaco Velho);

* Pratos e alimentos típicos brasileiros (siri, caranguejo, cocada, quebra-queixo, baião de dois, acarajé, guaraná);

* Ritmos e instrumentos musicais (xote, maxixe, forró, triângulo, acordeão, baião).

Outro fato interessado é ele ter sido escrito por três pessoas, o jovem Thiago Costa de 17 anos, sua mãe Andrea Taubman e o carioca Marcelo Pellegrino. Fiquei curiosa pela publicação subsequente “Almanaque do Cafofo do Remelexo”, onde nós seremos os autores de nosso próprio livro.


AVALIAÇÃO: 4,5/5 EDITORA: ZIT EDITORA, CORTESIA ISBN: 9788579331213 GÊNERO: INFANTOJUVENIL,  PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 32 SKOOB

Através desse livro conheci Luciana Greether. O que achei interessante em sua carreira, foi saber que a abertura de uma antiga novela Global foi desenhada por ela, Joia Rara. Não sabia que no período da novela, houve o lançamento de um livro online chamado de A vida de Buda, apesar de não acreditar no budismo, achei lindo a ideia de livro animado, onde partes da ilustração se movem e ouvimos sons e melodias musicais.

Marinela é um livro com uma linda história e com belas ilustrações em tons de amarelo, todinho feito pela Luciana.

Pelas ilustrações percebemos que Marinela vive numa casa simples, em alguma pequena cidade brasileira, junto com sua avó Joralda e tia Antoninha. Em versos rimados acompanhamos o cotidiano dessas mulheres, os bordados, o pilão…

Marinela aproveita bem sua vida, se diverte em meio a fogueiras, versos de improviso, idas ao poço da ribeira, mas nunca esquece o que sua avó e tia disseram, que um príncipe chegaria para se casar com ela.

A autora está de parabéns pela riqueza de detalhes, esse é um livro que valoriza nossa cultura.


AVALIAÇÃO: 4,5/5 EDITORA: ZIT EDITORA, CORTESIA ISBN: 9788579331121 GÊNERO: INFANTOJUVENIL, LENDAS PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 80 SKOOB

Esse livro com nome comprido Uma história dentro da outra e lendas do Rio Doce foi uma feliz e gostosa surpresa. Ele já havia me cativado pelos olhos, através das lindas ilustrações do quase nonagenário Flávio Colin, mas o texto de Geny Vilas-Novas me deixou imaginando claramente sua infância, afinal ela relembra através desse livro suas férias no Sítio de Cima.

Geny e sua irmãzinha vivem deliciosos momentos com o Pai João, Mãe Maria, Vovó Carolina e Vovô Afonso, depois junta-se a eles o primo Paulinho. Subidas sem fim ao imenso ipê-amarelo, tudo para se aconchegar dentro da casinha com teto de vidro com mirante feita por Pai João, que estava acima das demais árvores do pomar.

“Do alpendre do Sítio de Cima, avistavam-se as pastagens, a cachoeira Escura e o rio Doce. Do jirau, enxergava-se o mundo: a floresta Amazônica, a África, o Japão, os cangurus da Austrália. E da copa do ipê-amarelo? Ah, da copa do ipê-amarelo, contemplávamos as galáxias!”

Dentro dessa história tão aconchegante, a criançada sempre pedia para que os adultos contassem histórias, eram as lendas do Rio Doce, que fazem parte da cultura local:

O filho do caçador – O capeta e o tijolo – Gato-Preto – Zabelinha – A roça do João – Compadre Donato – O peixe de escamas de ouro – Cabritinho de ouro – O ganso de ouro

Das nove lendas narradas no livro, gostei bastante de duas: O filho do caçador e Zabelinha. A primeira nos ensina a não agir por impulso e acreditar no poder da lealdade e Zabelinha também nos ensina sobre lealdade, mas que às vezes não valorizamos, principalmente quando nos iludimos com outras coisas. São histórias interessantes e até divertidos apesar de algumas terem finais trágicos ou inusitados. Fiquei com vontade de ler outros livros da autora.


Este slideshow necessita de JavaScript.


E você qual livro mais gostou? Qual leria?


 

“Talvez eu tenha estragado tudo. Mas, se seu não tivesse feito o que fiz, sei que ainda haveria uma dúvida, ela só seria outra. A vida é uma sequência de escolhas entre incertezas.

– Tartarugas até lá embaixo, de John Green

O que o desaparecimento de um empresário, uma garota com TOC e tartarugas têm em comum? Pode parecer meio aleatório, mas tais elementos estão presentes no livro de John Green, que consegue tratar de questões muito mais amplas que simplesmente um romance bobo juvenil. Assim como ocorreu com outros livros do autor, em Tartarugas até lá embaixo o talento das palavras está presente. São diversos temas presentes no livro que fica difícil até escolher, mas acredito que um una todos eles: a amizade.

Tal assunto me pareceu bem evidente em determinada cena do livro (que não vou citar aqui porque é spoiler) e que me fez pensar em todo o desenvolvimento da história até aquele momento. E que tem relação direta com o TOC de Aza, com o relacionamento dela com Davis e Daisy. Para alguns a protagonista pode parecer esnobe e irritante, pelas atitudes dela com Daisy, mas acredito que é o inverso. Acredito que isso faz parte do que a protagonista é e se mostra algo passageiro quando ela passa a conviver mais com Davis. E a maneira com a qual é abordado transmite uma tranquilidade para quem lê. Não é uma, mas várias as cenas que os suspiros são inevitáveis, como é o caso da ligação de Facetime que ocorre entre os dois. Ou então, quando Davis escreve num blog particular sobre o seu relacionamento com Aza a partir de algumas citações de pessoas famosas, como é o caso da que abre o post. São palavras sinceras, ditas em momentos únicos. Nesse sentido, por mais que alguns acontecimentos não sejam o que muitos esperam, ainda assim mostra que a vida é constituída de momentos únicos. E que eles são preenchidos por pessoas especiais. Talvez o amigo de hoje não esteja presente, mas por algum motivo o carinho não irá diminuir. Continue lendo »

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Origem e armas para resistir e sobreviver

Ainda no clima do Halloween e dos eventos que já estão bombando ou vão bombar as cidades, vamos falar um pouquinho de uma figura do folclore moderno: the zombies!

Antigamente eram considerados trash’s e agora são celebrados como os grandes vilões na literatura e no cinema. Sim!  Mesmo sem dizer uma única palavra, mesmo não tendo um zumbi que você reconheça o ator, mesmo eles não tendo nomes… (Os zumbis raiz, não os Nutella, rs)

Tudo começou em 1932 com Victor Halperin dirigindo o longa Zumbi Branco, onde uma das principais teorias sobre zumbis nasceu: baseado no vodu e em cultos religiosos com rituais de possessão.

Reza a lenda que haviam feiticeiros que nutriam a fama de serem capazes de dar vida aos cadáveres e, já que tinham esse poder, ao voltar a vida trabalhavam para seu mestre. Essa magia foi desmascarada quando descobriram o que ocorria: os feiticeiros juntavam vários itens entorpecentes e ‘aplicavam’ na vítima que tinha uma brusca perda de consciência e paralisia. Tanto que a vítima era dada como morta. Depois o feiticeiro ia buscar a vítima no cemitério e a convencia de que ele a reanimou, tornando-a um zumbi, ou seja, sua escrava.

Pois é… Uma doideira isso tudo não? Mais doideira mesmo é ter casos registrados no Haiti (onde a religião afro-haitiana tem como uma de suas crenças a reanimação dos mortos) de pelo menos uma pessoa que havia morrido, mas foi vista anos depois por familiares. Caso verídico! Os zumbis de Victor Halperin já andaram sobre a Terra!

Voltando para literatura e o cinema: demorou consideráveis 30 anos para que a história tomasse outros rumos e os zumbis se consagrassem com o longa A Noite dos Mortos-Vivos de George Romero, utilizado como principal referência para as características dos zumbis ainda hoje.

Continue lendo »