quinta-feira, 26 de julho de 2018

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA, CORTESIA
ISBN: 9788556510594
GÊNERO: FANTASIA, FICÇÃO, JUVENIL
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 296 SKOOB

Fiquei super feliz e até emocionada quando vi que a Roberta Spindler estava lançando seu segundo título, dessa vez pela Suma, selo do Grupo Companhia das Letras. Em 2015 li seu primeiro livro, “A torre acima do véu” e a partir dele escrevi minha primeira resenha, mesmo não sendo aqui para o blog, foi bastante marcante para mim. E, mesmo não conhecendo a Spindler pessoalmente, fico satisfeita pelo fato dessa autora belenense ter dado esse passo tão importante e de sucesso em sua carreira.

Além de ter escolhido Heróis de Novigrath por já conhecer a escrita de Roberta em seu livro anterior e ter gostado de sua história pós-apocalíptica, a sinopse me deixou intrigada por se mostrar um enredo bastante atual, onde o mundo virtual faz tanto sucesso no real, atraindo jovens em busca de distração, fama e poder.

No entanto, o que eu considerei que seria uma leitura interessante e relaxada, me deu bastante trabalho e momentos de pesquisa e anotações, já que nunca fui boa em jogos de vídeo game e sempre tenha preferido o mundo literário ao dos desafios competitivos de uma partida de jogo qualquer. E apesar de ser professora de informática, me adaptar ao linguajar e abreviações típicas desse mundo virtual, não foi tarefa fácil para mim, vou dar alguns exemplos: ggwp, MOBA, eSport, gank, pro-players, rage, feedar, x1, hater, elojob, playoff, farmar, call, pick-off…

Demorei um pouco para me conectar com o enredo, ainda mais porque no início sempre ocorre a apresentação dos personagens, então a leitura foi um tanto arrastada. Mas depois que me familiarizei, tudo isso melhorou bastante.

HdN – Heróis de Novigrath é um jogo de sucesso da empresa Noise Games e que domina o mercado internacional há cerca de 15 anos, lançando anualmente uma nova temporada, além de concorridos campeonatos mundiais, uma infinidades de produtos e até mesmo uma série de filmes. Porém, à medida que o número de fãs e de pessoas que comentam e vivenciam as partidas aumentam, o poder e influência dos personagens do jogo também, possibilitando fundir o mundo virtual com o real.

Dentro do jogo existem as duas facções que se enfrentam a cada partida, podendo os jogadores escolher lutar usando os “Filhos de Asgorth” ou os “Defensores de Lumnia”. Com a ânsia pelo poder e dominação de ambos os mundos, os Filhos de Asgorth passam a induzir os programadores do jogo e conseguem assim os melhores personagens e equipamentos, aumentando o número de fãs e influência sob os mesmos.

Para tentar vencer essa batalha, Pedro, um fracassado ex-jogador de HdN, é procurado pessoalmente pelo personagem Yeng Xiao e então se inicia um plano para formar um time com cinco jogadores que seja capaz de chegar até o Campeonato Mundial. Problemas surgem durante todos esse processo, apesar de o próprio Yeng Xiao ter escolhido os jogadores depois de acessar suas informações pessoais por meio do servidor, eles são muito diferentes e parece que o time foi uma péssima escolha.

“Ainda se lembrava do seu tempo de gaming house, quando morava em uma mansão com os companheiros de time. Os melhores computadores, os melhores equipamentos, alimentação controlada para aumentar a performance, tudo para que fossem campeões. Agora, vivia em uma quitinete em Santos e possuía apenas uma cama no único quarto, uma televisão, a mesa do computaodor, um sofá mofado na sala, um micro-ondas e uma geladeira na cozinha suja. Vendera o armário no mês anterior e suas roupas ficavam empilhadas em um canto. Os fãs o abandonaram, só restavam os haters e seu prazer em vê-lo cada vez mais para baixo. Tudo por causa de um maldito erro.” Página 17

 

Cristiano – Belém/ PA – nick “Fúria” – está no Ensino Médio de uma escola estadual, é imaturo, convencido e individualista, os pais não gostam de seu vício no jogo, pois desvia o foco dos estudos, tornando-o inconsequente , ele está a ponto de ser expulso do colégio.

 

 


Samara ou Sam – Recife / PE – nick “Titânia” – ela faz cursinho pré-vestibular, mora com a avó Clotilde e a gata Cibella desde que os pais morreram num acidente de ônibus que a deixou bastante traumatizada. Está sempre mascando chiclete como forma de aliviar as tensões do dia a dia, carrega consigo sempre um medalhão que ganhou dos pais, ela encontrou no jogo uma forma de sair um pouco da realidade, ao mesmo tempo que conseguia superar a perda dos pais. É audaciosa, madura, amiga e diz a verdade nos momentos necessários.

 

 


Adriano – São Paulo / SP – nick “LordMetal666” – veste principalmente roupas pretas, cabelo cumprido e azul, é roqueiro, toca guitarra desde os 13 anos. É ansioso, roí unhas, ama chocolate e outras besteiras, mas sua principal característica é ser extremamente divertido. Joga em parceria com o irmão gêmeo Pietro, que chama carinhosamente de Pato, formam uma dupla imbatível.

 

 


Pietro – São Paulo / SP – nick “Roxy” – frequentador de academia, está sempre arrumado, estilo boyzinho, ao contrário do irmão que chama gentilmente de “Adi”, que está sempre desleixado. Desenhista de talento nas horas vagas, namora o Fred. Joga mais por saber do entusiasmo e vontade do irmão em ganhar sempre. Possui espírito de liderança, é sensato e moderado. Sempre que possível, ele e o irmão obedeciam a Sandra, a preocupada mãe que exigia que a rotina dos jovens se encerrasse diariamente à meia-noite para que fosse possível um maior empenho nos estudos e que na segunda tentativa finalmente entrassem na faculdade.


Aline – São Paulo / SP – nick “NomNom” – faz faculdade de ciências da computação, mora com os pais e a avó paterna Mi Young, que é coreana. Aline adora bandas K-pop. Apesar de ter e dirigir seu próprio carro, é insegura, tímida e fica vermelha sempre que percebe que é o centro das atenções, costuma manter a cabeça baixa, não se impõe, nem sabe se expressar, não possui amigos e  obedece rigorosamente a uma rotina de estudos. Joga por sentir que virtualmente pode ser livre e ter sua identidade preservada.

 

 


O livro é dividido de uma forma criativa, os capítulos são chamados da seguinte forma: tutorial, nível 1, nível 2, … nível 33, encerramento.

Apesar de parecer estar se encaminhando para um final previsível, diversos detalhes e reviravoltas me fizeram suspirar, torcer e vibrar. Gosto da união que a equipe passa a ter com o passar das batalhas e o desenvolvimento pessoal de cada um. Sou super fã de histórias onde o bem vence o mal.

“A batalha mais árdua é a que dá a vitória mais consagradora”. Página 27

 

Sobre o autor
Nara Dias
Nara Dias 32 anos (22/12) – São Paulo Pós graduada na USP em Ética, valores e cidadania na escola, atua como professora de informática e robótica para crianças de 4 a 11 anos. Também com especialização em Libras - Língua Brasileira de Sinais, participa da comunidade surda da região onde mora, na Baixada Santista. Seu perfil no Skoob com mais de 1200 livros lidos, mostra sua paixão pelo gênero infanto-juvenil, onde capa, ilustração e tipo de impressão interferem muito em suas escolhas.


Deixe uma resposta

  1. sábado, 28 de julho de 2018.

    oi Nara!
    Sou bastante fã de jogos tanto online quanto offline então acho que esse livro seria bem a minha praia, ele parece ser bem interessante e divertido além de ter uma capa bastante chamativa. Cheguei a ter o livro A torre acima do véu dessa autora mas não conclui a leitura e me arrependo até hoje kkk
    talvez essa seja minha chance de me conectar com a autora novamente.
    Abraços

    Leituras de Ana

  2. domingo, 29 de julho de 2018.

    Olá! Achei bem interessante a dinâmica do livro, trazendo muito do universo dos games.. Confesso que apesar de joga rum pouco não conhecia a maioria desses termos haha.. Gostei muito da sua resenha e da apresentação dos personagens (uma pena isso ter tornado a leitura um pouco arrastada no começo) Acho uma leitura valida, e fiquei bem curiosa com os livros!

    Beijos,

  3. segunda-feira, 30 de julho de 2018.

    Oi Nara, tudo bem?
    Enquanto você tá aí feliz pelo segundo livro, eu mal conhecia o primeiro! Hahah esse é um universo que nao tenho muito interesse, sabe? Mas de todo modo, a sua resenha me deixou bastante curiosa, creio que seria uma leitura que iria agradar meu irmão, sendo assim, vou anotar a dica pra ele!

  4. segunda-feira, 30 de julho de 2018.

    Olá! Nunca tinha ouvido falar sobre a autora até então e achei bem interessante. Por um instante pensei que o livro fosse um HQ, por conta da capa.
    Não sou muito fã de histórias de games e tudo mais, mas esse parece ser divertido!
    Adorei sua resenha, especialmente por apresentar as personagens como ficha para jogadores!

    Abraços

  5. sexta-feira, 3 de agosto de 2018.

    Olá,
    Eu creio que o livro realmente não é pra mim, porque não entendo muito de videogame e ficaria bem perdida com todas as siglas que você mencionou hehehehe.

    Debyh
    Eu Insisto

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