quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: PARALELA, CORTESIA
ISBN: 9788584390854
GÊNERO: NÃO FICÇÃO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 280
SKOOB

Jardinagem para todos (até quem mata cactos)

Eu conheci a Carol Costa e sua proposta linda sobre “jardinagem sem medo e muito amor” no encontro de livreiros e blogueiros da Companhia das Letras. Eu me apaixonei por tudo instantaneamente! A Carol é aquele tipo de pessoa simpática que te deixa a vontade com assuntos complexos transformando tudo numa experiência gostosa de viver. E eu estava lá ouvindo sobre como ela começou a gostar de cultivar plantas, de como ela começou a estudar e se aprofundar no assunto e me identifiquei tanto, mas tanto, que tinha que ter esse livro!

Ele chegou e eu devorei todas as páginas, até as letrinhas miúdas. E o livro dá para ler de várias formas: por capítulos (na ordem, fora de ordem), como dicionário, como buscador de dúvidas, como receitinha de DIY… e deve ter mais jeitos, esses foram os que eu usei.

Mas bem, vamos lá: eu sou uma garden killer! Eu confesso! Já matei de tudo na minha vida, inclusive cactos! Sim! Eu tenho, como a Carol cita loga na primeira linha de introdução, o que chamam de “dedo podre”. Amo plantas, mas não sabia como cuidar delas.

Se você também é assim, esse livro é para você! Se você gosta de plantas e tem o bendito “dedo verde”, esse livro é para você. Ou, ainda, se você nunca tentou ter uma planta, esse livro é para você.

“As plantas não são bobas nem nada”

Atender a públicos diversos não é para todo mundo, mas a Carol Costa fez com maestria. A leitura é quase uma conversa! Os termos complicados até aparecem, mas são explicados com facilidade e muitos repetidos, inclusive com exemplos e com vários “corre pra página ‘x’ pra rever o que falamos sobre isso”. Não tem como facilitar mais, rs.

A edição em capa dura, com relevo no nome e nos desenhos das plantas, é de se cobiçar o livro em estantes alheias. E quando você abre e dá de cara com o multicolorido que só a mãe natureza podia nos oferecer de graça e de bom grado… é de derreter a alma. Tá um capricho. Muito amor num livro só.

São oito capítulos muito bem distribuídos: tem um “como começar”, uma sequência de problemas e soluções de diversas dúvidas que vão surgir nesses primeiros passos; passamos pelos tipos de plantas – que precisam de sol, que precisam de sombra, que precisam de luz e sombra; horta (inclusive aí no espacinho que você tem dentro do apartamento); as tão desejadas orquídeas e as quebradoras de galho (plantas com duplos objetivos num jardim).

“É que colher o que você semeou, aquilo que você viu crescer desde a primeira folhinha, não tem preço.”

E dentro desses capítulos tem muitas fotos, passo a passo, tabelas, histórias e curiosidades e te dá aquela sensação de intimidade, uma liberdade para se permitir (no meu caso, no mínimo um cacto).

E foi o que eu fiz! No encontro de livreiros ganhamos um cacto ou uma suculenta, sem poder escolher qual seria, porque ainda estaríamos lá até agora se fosse o contrário. Eu peguei a minha com amor, mas atravessei a cidade duas vezes de transporte público antes de chegar em casa e só tinha o bolsinho externo da mochila para conseguir transportá-la. Mesmo assim deu certo, ela sobreviveu ao trajeto. Replantei num vaso maior e comecei minhas plantações.

Plantinha que recebi no evento, já replantada num vaso maior com o que aprendi no livro

A dica master da Carol é: primeiro você escolhe o lugar que a planta ficará e depois analisa que tipo de planta se adaptará ao local. Não se culpe se você nunca pensou nisso e, assim como eu, ia fazer compras e voltava com um vaso de plantas porque achou bonito.

“Só que a gente inventou de ter plantas em vaso e de colocar essas moças DENTRO de casa ou onde a chuva não chega. Então, as raízes se tornam dependentes da água que a gente “chove” nelas.”

Agora eu sou a ‘louca dos cactos’ S2

Se você quiser entrar nesse mundo e entrar para o lado “verde da força” pode ser que você testemunhe fungos, pragas, plantas que não estão aguentando… Mas cada sintoma tem uma solução, deve ser difícil ser garden killer depois desse livro. Eu comecei a analisar as plantas! Sabe o trevo de três folhas (porque na verdade eu nunca vi um de quatro folhas, rs)? Tem um motivo para ele ser conhecido como azedinha, fora que algumas pessoas comem e seu gosto ser meio azedinho, é porque o solo está acido ou falta cálcio na comidinha da planta. Logo, é só dar aquela adubada prestando atenção no que falta para a planta ficar mais saudável. E sabe o que tem cálcio? Casca de ovo! Aposto que você, assim como eu, já tinha ficado intrigado com a galera colocando casca de ovo nas plantas. Pois é… rs.

O toque de perdão que a Carol nos dá, essa permissão de ‘errar é muito humano’, mas ‘pesquise que vai dar tudo certo’ é muito consolador. As plantas são seres vivos, estão em seu habitat, sendo adubadas e regadas naturalmente até que teimamos tê-las ao nosso lado para nos privilegiar de sua companhia ou de seus benefícios. O que devemos fazer, no mínimo, é tornar a estadia de nossas convidadas a melhor possível e lhes oferecer uma boa vida.

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Boa leitura!

 

 

Sobre o autor
Janaína Rodrigues
Janaína Rodrigues Uma sonhadora nata, encantada com a magia que pode ser encontrada no mundo real. Super apaixonada por livros, quadrinhos e séries... Hum... fanática por animação e amante entusiástica de manifestações artísticas. Pedagoga, professora de informática, virginiana, Grifinória e, claro, divergente. Mais ou menos por ai...


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  1. quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018.

    Oi, tudo bem? Eu gosto de plantinhas, mas não sei cuidar delas. Gostaria de saber plantar, mas sou bem ruim nisso hahaha. Comprei umas sementes recentemente, mas tô sem coragem de tentar algo, porque sei que vou ferrar tudo hahaha. Gostaria de ter uma (ou algumas) suculentas, mas meu quarto é atulhado de coisas e minha mãe não é muito de plantas, a gente nem tem nada dentro de casa e as que ficam no pátio nem é a gente que cuida hahaha. Mas eu gostei muito do post, achei-o bem diferente e fiquei contente por saber que um livro assim existe, deve ser um passatempo bem gostoso.

    Love, Nina.
    http://www.niaeuma.blogspot.com

    • Jana Rodrigues
      sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018.

      Que bom que gostou Nina!
      Não desiste não menina! Sementes são mais difíceis mesmo: tem umas que vingam só de jogar na terra e tem semente que só germina do jeito certo, na hora certa, pq elas são temperamentais, kkkk
      Suculenta é uma boa… se adaptam bem e precisam de pouquíssima água. Se for ter uma lindinha no seu quarto, tente deixa-la próxima da janela, elas gostam de luz. Se for viver essa experiência vem contar aqui pra gente! S2

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