quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Origem e armas para resistir e sobreviver

Ainda no clima do Halloween e dos eventos que já estão bombando ou vão bombar as cidades, vamos falar um pouquinho de uma figura do folclore moderno: the zombies!

Antigamente eram considerados trash’s e agora são celebrados como os grandes vilões na literatura e no cinema. Sim!  Mesmo sem dizer uma única palavra, mesmo não tendo um zumbi que você reconheça o ator, mesmo eles não tendo nomes… (Os zumbis raiz, não os Nutella, rs)

Tudo começou em 1932 com Victor Halperin dirigindo o longa Zumbi Branco, onde uma das principais teorias sobre zumbis nasceu: baseado no vodu e em cultos religiosos com rituais de possessão.

Reza a lenda que haviam feiticeiros que nutriam a fama de serem capazes de dar vida aos cadáveres e, já que tinham esse poder, ao voltar a vida trabalhavam para seu mestre. Essa magia foi desmascarada quando descobriram o que ocorria: os feiticeiros juntavam vários itens entorpecentes e ‘aplicavam’ na vítima que tinha uma brusca perda de consciência e paralisia. Tanto que a vítima era dada como morta. Depois o feiticeiro ia buscar a vítima no cemitério e a convencia de que ele a reanimou, tornando-a um zumbi, ou seja, sua escrava.

Pois é… Uma doideira isso tudo não? Mais doideira mesmo é ter casos registrados no Haiti (onde a religião afro-haitiana tem como uma de suas crenças a reanimação dos mortos) de pelo menos uma pessoa que havia morrido, mas foi vista anos depois por familiares. Caso verídico! Os zumbis de Victor Halperin já andaram sobre a Terra!

Voltando para literatura e o cinema: demorou consideráveis 30 anos para que a história tomasse outros rumos e os zumbis se consagrassem com o longa A Noite dos Mortos-Vivos de George Romero, utilizado como principal referência para as características dos zumbis ainda hoje.

A contaminação viral é bem mais aceita pelo público: um paciente zero contrairia um vírus que não pode ser combatido por antibióticos e a fácil contaminação do vírus transformaria, em pouco tempo, um caso isolado em uma pandemia.

Há muita literatura sobre zumbis, mas um autor de destaque é o Max Brooks. Por que? Bem… ele escreveu o Guia de sobrevivência a Zumbis, desde a contaminação e etapas de transformação até como fugir, que tipos de suprimentos pegar ou que armas seriam úteis para se proteger de fato. (Fãs podem gritar comigo agora por não citar o livro Protocolo Bluehand da galera da NerdStore, mas eu ainda não li, ficou muito tempo indisponível… Mas agora eu acabei de ver que já fizeram uma nova tiragem! (Dá uma olhadinha aqui.)

Voltando: Max enfatiza a existência de zumbis por contaminação e disseminação, como citei antes. Separando a realidade da ficção, como ele mesmo diz no Guia de Sobrevivência a Zumbis, não existe essa coisa de “magia negra” ou “forças sobrenaturais” e sim um vírus chamado Solanum.

Para mostrar como seria essa infecção vou pegar emprestado a ilustração do Almanaque Monstruoso dos Zumbis, uma coleção da Revista Mundo Estranho:

Foto: Janaína Rodrigues/Viagens de Papel

 

“Cometer um erro em relação a comida, vestimenta, abrigo ou mesmo higiene pode significar a morte certa.”

Ok. Paciente zero, contaminações, pandemia… E aí, o que fazer se você ainda não se transformou em um zumbi? Escolha suas armas e arme sua fuga. O ideal é saber previamente os locais que estão longe das grandes infestações.

Manel Loureiro, escritor do livro Apocalipse Z, nos traz um personagem principal que pensa demais. Pensou tanto que perdeu a chance de fugir algumas vezes e a exclusão, solidão e som dos mortos-vivos por perto começaram a enlouquecê-lo. A sua sorte ainda foi pensar demais e conseguir bolar uma estratégia de fuga.

Nem sempre será difícil fugir. Se houver poucos zumbis é sua chance! Em teoria os zumbis são lentos e não possuem todas as capacidades físicas de quando era um lindo humano que respirava. Logo, se não houver uma horda gigantesca, fugir é possível, desde que você não seja cercado.

Porém estamos esquecendo dos super zumbis: há dois grupos mais conhecidos: os que, do nada, viram tri-atletas e competidores de parkour (como em Invasão Zumbi, filme coreano e o filme Guerra Mundial Z – que é muito diferente do livro… mas eu conto isso outro dia); e os cientificamente modificados (como em Resident Evil). Nesse caso minha dica sinceramente é: deixe pra lá. Não dá para romantizar tanto e dizer que nós, mesmo os não sedentários, conseguiriam sobreviver por muito tempo com esses super zumbis no nosso encalce. Talvez se eles tivessem uma fraqueza como no mundo pós apocalíptico de Eu sou a lenda (meio vampiros que não podem com a luz do Sol). Talvez fosse mais fácil. Talvez…

Para fugir é necessário se preparar. Da lista gigantesca de coisas que você deverá providenciar vamos focar nas armas. Não adianta sair por aí com algo que você não sabe usar, ou seja pesado demais ou barulhento. Eu sei, seria bacana se tivesse uma mesa com tudo que você precisa para sair, mas não é bem assim… Você vai ter que usar o que você tem, o que encontrar ou conseguir se apoderar no meio do caminho. Então lembre-se das regras para sobreviver: saber usar, ser fácil de carregar, não ser muito barulhento e, claro, ter munição se for necessário. Eu acho que uma metralhadora seria ótima contra humanos, mas contra zumbis não: são barulhentas, a possibilidade de desperdiçar um monte de munição e não conseguir parar nenhum ‘serzinho’ do exército dos mortos é bem grande. Porque no fim das contas o que há de mais aceitável ainda é de que o vírus reativa algumas funções no cérebro, logo o alvo é a região do cérebro.

As armas brancas também são um romance a parte. É claro que há personagens que já são bons de mira ou até mesmo em uma arma específica, como o Daryl, de The Walking Dead. Sua besta é quase infalível, mas nem sempre vemos a dificuldade que ele tem para recuperar suas flechas e elas não são infinitas.

E já que passamos pela série de zumbis de maior sucesso das paradas atuais, vamos lembrar que a Michonne já sabia usar uma linda katana e mesmo assim começou a se especializar, por isso para ela a arma é boa. E mantê-la afiada é questão de vida ou morte!

Mesmo que você se sinta tentado a usar facas, ficar tão próximo dos zumbis é muito perigoso. Lembre-se que o risco de infecção quando se trata de vírus é em relação aos fluídos (não é um tema tratado em TWD e só não vou citar o por quê com receio de ser um spoiler para quem está começando a assistir a série agora). E perfurar o crânio humano não é tão simples, eu sei que tem que levar em consideração a putrefação dos corpos, mas mesmo assim. Sem contar com o tamanho das pessoas. Eu sou bem pequena, para segurar um zumbi pelos ombros e enfiar uma faca na sua testa alguém estaria em desvantagem… acredito que a maioria das vezes seria eu.

Max Brooks fez uma lista detalhada com vários tipos de armas, seus prós e contras, e ao meu ver não existe a arma perfeita que seria a salvadora num apocalipse zumbi. A boa e velha pistola pode te salvar de uma enrascada. Uma boa machadinha pode te ajudar contra uma quantidade pequena de zumbis por vez. Um arco e flecha pode ajudar a limpar a área a uma distância segura. Mas nenhuma sozinha pode fazer tudo. Até mesmo um lança chamas seria útil, se os zumbis estiverem num fosso sem poder avançar e ficassem lá queimando até não sobrar mais nada. Então lembre-se das regras que estabeleci para armas sempre!

 

Bem… é isso por enquanto. Eu adoro literatura zumbi e vou deixar a indicação dos livros que ajudaram a fazer esse post:

Boa leitura e… Seja um sobrevivente!

Sobre o autor
Janaína Rodrigues
Janaína Rodrigues Uma sonhadora nata, encantada com a magia que pode ser encontrada no mundo real. Super apaixonada por livros, quadrinhos e séries... Hum... fanática por animação e amante entusiástica de manifestações artísticas. Pedagoga, professora de informática, virginiana, Grifinória e, claro, divergente. Mais ou menos por ai...


Deixe uma resposta

Comentários no Facebook

%d blogueiros gostam disto: