terça-feira, 29 de agosto de 2017

Avaliação: 3,5/5
Editora: Companhia das Letras, Cortesia
ISBN: 9788535928754
Gênero: Romance, Ficção histórica
Publicação: 2017
Páginas: 216
Skoob

Eu sempre gostei muito de estudar sobre a Segunda Guerra Mundial e, desde que entrei em contato com essa parte da história pela primeira vez, livros com essa temática sempre me despertam interesse. Quando vi o livro A febre do amanhecer, lançado pela Companhia das Letras, fiquei morrendo de vontade de conhecer a história. Na obra, o autor Péter Gárdos conta a história de amor de seus pais e de como eles se encontraram e construíram uma vida juntos depois das dores da guerra e das enfermidades.

O livro conta a história do jovem húngaro Miklós, que em 1945, após ter sido libertado do campo de concentração de Bergen-Belsen, chega à ilha de Gotland, na Suécia. Lá, ele tenta se recuperar de uma tuberculose enquanto a Europa busca sua reconstrução após os horrores e destruição causados pela guerra. Apesar de ter sobrevivido ao campo de concentração, no hospital ele recebe a notícia de que possui poucos meses de vida. Ainda assim, ele não perde as esperanças e dá início a uma grande missão: encontrar uma esposa para construir uma família.

Para isso, ele pesquisa e reúne o nome e endereço de 117 conterrâneas que também estão em recuperação na Suécia e escreve para cada uma delas, com a certeza de que uma delas viria a se tornar sua esposa. Entre as respostas que recebe, uma é de Lili Reich, uma jovem de dezoito anos que está no hospital por conta de problemas renais. A partir do momento em que começam a se corresponder, Lili e Miklós sabem que há muita coisa por trás das cartas e que essa pode ser a chance de superarem, juntos, todo o sofrimento pelo qual passaram. As cartas tornam os dias dos dois mais felizes e menos árduos, enquanto tentam se recuperar física e mentalmente de tudo que passaram.

A história é narrada pelo próprio Péter, filho do casal, que conta emocionado a história de amor dos pais. Entretanto, apesar de ser uma história muito boa, foi má desenvolvida pelo autor. Ele se baseou no período em que Miklós e Lili estão se correspondendo por cartas e termina no momento em que eles se encontram e conseguem, finalmente, se casar. Mas mesmo que o livro seja curto, com 216 páginas, a narrativa é cansativa e parece que a história não sai do lugar. Além disso, o autor muda o foco da narração constantemente, o que faz com que o leitor sinta-se perdido em alguns momentos.

Outro ponto que me incomodou foi o fato de que Péter toma o partido do pai durante a história, sempre o tratando por “meu pai”, enquanto dirigia-se à mãe como Lili. E mesmo com muito material para contar a história, ele não se aprofunda na personalidade de Miklós e Lili, baseando-se mais em fatos supérfluos e no dia a dia dos dois enquanto estavam separados. Talvez, por isso, não me senti tão cativada pela história e pelos personagens.

Apesar de ser uma história forte e muito bonita, não ganhou a força que eu esperava e acabou sendo mal aproveitada. Ainda assim, vale a pena conhecer um pouco sobre Lili e Miklós e como eles conseguiram manter a esperança e juntos encontraram forças para continuar. A febre do amanhecer mostra o poder de transformação do amor e como ele torna os dias cinzas mais coloridos.

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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