domingo, 27 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS, CORTESIA
ISBN: 9788556510334
GÊNERO: TERROR, THRILLER
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 480
SKOOB

Stephen King não era um autor que eu tinha o hábito de ler. Todavia, nos últimos tempos acabei dando oportunidade para algumas obras clássicas do autor, que me fizeram ter outra dimensão do seu trabalho. Só esse ano, foram três leituras feitas do autor, sendo duas muito boas e a terceira aquela que venho aqui comentar sobre. A zona morta é um dos clássicos do autor, que ganhou uma nova edição, diga-se de passagem, muito mais atrativa.

Depois de quatro anos e meio em coma por causa de um acidente de carro, John Smith acorda acompanhado de poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro, nada está fora de alcance. Basta um toque e ele descobre mais do que jamais quis sobre as pessoas. O que pode parecer para o mundo um dom, para John é apenas uma maldição. Ele não desejou isso, e no entanto, não pode se livrar das visões. Logo, o que fazer quando, ao apertar a mão de um politico em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?

As propostas de Stephen King são um pouco diferentes do convencional. Para quem tiver interesse, Sobre a escrita é um bom livro para situar a obra do autor no tempo, associando a sua trajetória individual. Nesse sentido, A zona morta foi escrita num período de efervescência criativa, por volta dos anos 80 e até hoje é lembrado como um dos mais fantásticos livros do autor. No entanto, o que poderia ser algo bem trabalhado, tornou-se extenso e um pouco cansativo.

Apesar da sinopse ser direta e pontual, o desenvolvimento do livro se mostrou mais amplo que eu imaginava. E foi justamente nesse ponto que me desagradou. Não sou uma pessoa que se anima a ler livros extensos, a não ser que goste do autor ou algo do tipo. A zona morta tem quase 500 páginas, mas que poderiam ser resumidas um pouco. A primeira parte até o momento em que John acorda com poderes flui de maneira satisfatória. O que vai causando um certo estranhamento é a parte final do livro. O ponto alto da história, que na sinopse é a pergunta deixada ao final, ocorre apenas no último terço do livro e demora muito para ganhar fôlego. O que acontece? A leitura se mostra arrastada e um pouco cansativa.

O final do livro deixa algumas pontas soltas no ar, o que pode ser para alguns algo positivo, mas para outros nem tanto. Vamos dizer que eu tenha ficado em cima do muro. Não gostei nem desgostei. Só imaginei um caminho totalmente diferente, o que causou certo preconceito. Para quem gosta dos livros do autor, é uma boa pedida, apesar de não ter sido a melhor leitura realizada até o momento (o posto ainda fica com “O Iluminado“).

Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


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