sexta-feira, 25 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA ISBN: 9788551002063 GÊNERO: TERROR, THRILLER PUBLICAÇÃO: 2017 PÁGINAS: 320 SKOOB

Eu não li o livro de estreia do autor Josh Malerman, “Caixa dos Pássaros”, porém é um livro muito bem recomendado pela maioria que já leu, inclusive tem resenha no blog (Confira aqui!). Isso deixa o autor Josh Malerman com o que eu chamo de poder da capa. Aquela história de não julgar um livro pela capa é balela para quem curte livros e principalmente ama capas, acabamento etc. O poder da capa está em elementos bem colocados que dão o instinto de posse assim que você o vê. Teste. Acontece comigo. Colocar nomes que deram certo na capa de um livro de um gênero que deu certo… é sucesso na certa!

Vamos à história: Philip Tonka e sua banda, os Danes, serviram no exército durante a Segunda Guerra Mundial. Eles eram a banda militar, porém não deixaram de viver a guerra. De volta para casa se tornam os queridinhos e fazem músicas que estouram em audiência. Os anos vão passando e o sucesso empaca. Eles ainda são conhecidos, mas não super famosos, há muitas bandas emplacando.

O ano agora é 1957. A banda se refugia num espaço mais afastado da cidade e começa a ajudar novas bandas. Esse é o plano de Philip, ficar no que ele chama de Caminho. Não é bom e nem ruim… é só o Caminho.

A rotina é quebrada quando Jonathan Mull, notadamente do exército, os procura para oferecer uma missão secreta: encontrar um som que está em algum lugar em um deserto da África. Um som misterioso que tem a capacidade de desarmar uma ogiva nuclear. Um som que quem ouve não quer mais ouvi-lo. A banda topa e eles vão para a aventura.

O livro é intercalado entre passado e presente. No passado conta como a banda foi parar no deserto e o que viveram lá. O presente mostra Philip Tonka paralisado num leito de hospital com praticamente todos os ossos do corpo quebrados, deformado, tentando lembrar como foi parar lá e o que aconteceu com seus amigos da banda.

Gosto quando o livro é intercalado, dá mais dinâmica para a história, principalmente quando o leitor quer mesmo descobrir o que o passado pode revelar para o presente. Mas em algum momento o livro começou a ser um pouco repetitivo e a história se arrastou um pouco. Eu continuei empolgada porque já tinha inventado várias hipóteses, afinal rola muito mistério mesmo: de onde é o som? Por que o som age dessa forma? Eles acharam? Que tipo de coisa quebra todos os ossos de uma vez, ao mesmo tempo? Qual é a desse hospital? E tantas outras questões que vão expandindo a curiosidade e até mesmo a criatividade para inventar o que está acontecendo.

E o problema foi esse! Eu pensei demais e esperei demais da história. Eu já estava praticamente uma Neil Gaiman de tanta criatividade e até cheguei a pensar se o autor Josh Malerman tinha influências dele. O final do thriller é rápido e até mesmo incomum, mas pelo envolvimento da história inteira parecia que seria qualquer outra coisa.

Não tem como dizer que não é um bom livro. É, sim, um bom livro. A escrita é descritiva, porém flui; só há foco nos personagens centrais, como era de se esperar mesmo. Tem mistério e referências legais de música e frases que te fazem pensar que o Caminho de Philip Tonkas é uma parada legal. A arte da capa, combinando com as páginas dos capítulos com fundo preto, tornam o exemplar um diferencial na estante. Avaliei como 4 estrelas, por esses itens, mesmo que eu estivesse esperando que o elemento sombrio e perturbador fosse um pouco além ou tivesse uma continuação.

Sobre o autor
Janaína Rodrigues
Janaína Rodrigues Uma sonhadora nata, encantada com a magia que pode ser encontrada no mundo real. Super apaixonada por livros, quadrinhos e séries... Hum... fanática por animação e amante entusiástica de manifestações artísticas. Pedagoga, professora de informática, virginiana, Grifinória e, claro, divergente. Mais ou menos por ai...


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