quarta-feira, 23 de agosto de 2017

AVALIAÇÃO: 3/5
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501109316
GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2017
PÁGINAS: 280
SKOOB

Cadu e Mari foi um livro que chegou as minhas mãos ao acaso, sem saber ao certo o que esperar. Já havia ouvido falar da autora de outros livros seus, mas nunca tinha tido a oportunidade de ler algo. Apesar disso, aparentava ser um livro tranquilo, com uma história fluida, própria para ser feita em poucas horas. Foi exatamente o que encontrei, porém alguns fatores a tornaram não tão prazerosa assim.

Mariana tem uma vida promissora. É assistente pessoal de Carlos Eduardo, Cadu, diretor da revista Be, uma badalada revista de moda, tendo um bom salário e oportunidades para crescer na vida. Porém tem uma queda pelo chefe. Está completamente apaixonada por ele, sem saber como agir ou definir seus sentimentos. Todavia, ambos vivem em mundos completamente diferentes, e a garota sabe que as chances de Cadu olhar para ela como além de uma assistente são mínimas. Até o dia em que o destino resolve agir e Cadu acaba mudando sua visão de Mariana. Um romance acontece, mas como nem tudo são flores, algo pode abalar essa relação.

A escrita de A. C. Meyer é fluida e rende. Porém, por mais rápida que seja, ela acaba se tornando imatura. É como se as descrições de personagens, mas também fatos, não seguissem uma naturalidade que deveria ocorrer. Em alguns momentos, tive a sensação de estar lendo um livro principiante, apesar de eu saber que não era o caso. Coisas que poderiam ser mais desenvolvidas acabam ficando restritas a poucos capítulos.

Os personagens são bem delineados, levando em consideração que são caricatos de outros livros. No entanto, o ponto da narrativa toca também no relacionamento dos dois. Por mais que eu saiba que o livro seja ficção, ainda assim você espera algo chamado verossimilhança. Pode haver fadas, duendes durante a história, mas dependendo da maneira que você a conta aquilo lhe torna normal, não causando nenhum estranhamento. No caso de Cadu e Mari, o romance entre os dois se tornou um pouco forçado para mim, chamando a atenção que o livro não tinha nenhum elemento sobrenatural. Era apenas uma história normal de um casal que se apaixona. Mas o se apaixonar não significa que em pouco mais de um dia você esteja completamente alucinado por aquela pessoa. As atitudes dos personagens me causaram certo estranhamento, do tipo que você fica até questionando a veracidade da história.

Da mesma maneira que o romance principal se deu com alguns acontecimentos da história. Como sabemos que nem tudo são as mil maravilhas, alguma coisa de ruim ia acontecer no meio da narrativa. E isso se tornou um tanto forçado que qualquer pessoa que não seja necessariamente alguém da área conseguiria perceber aquilo. O que poderia ter sido um ápice que daria ao livro um patamar um pouco maior torna-se um clichê próprio de uma sessão da tarde da vida. E acredito que, mesmo assim, a sessão da tarde daria um banho na história aqui contada.

Cadu e Mari é um bom passatempo, mas que não garante um favoritismo ou que pode ser considerada aquela história que você lembrará para sempre. Apesar disso, como toda resenha acabo salientando, não quer dizer que o livro não funcionou comigo que não vai funcionar com outra pessoa. Fica aqui o registro e o desejo que alguém possa gostar mais da história.

Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


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