AVALIAÇÃO: 2,5/5
EDITORA: NOVO CONCEITO
ISBN: 9788581638300
GÊNERO: FANTASIA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 415
SKOOB

Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Depois de um bom tempo longe da trilogia “Splintered”, finalmente li a última parte da história de Alyssa, uma jovem que descobriu ser metade intraterrena e rainha do País das Maravilhas. Com tantos altos e baixos, essa trilogia sempre me intrigou e me fez ficar dividida sem saber se gosto ou não da saga que transformou a clássica história da jovem que cai na toca do coelho em uma aventura sombria.

O título Qualquer outro lugar, que fecha a trilogia, se inicia do ponto onde “O lado mais sombrio” terminou, com Alyssa de volta com o pai enquanto sua mãe, Jeb e Morfeu ficaram presos no mundo mágico. Agora Aly precisa encontrar um jeito de voltar para o País das Maravilhas e salvar seus amados de Qualquer Outro Lugar, reino onde os intraterrenos expulsos do País das Maravilhas são mantidos.

Mas essa não é a única tarefa que Aly vai precisar enfrentar, ela também precisa salvar o País das Maravilhas das garras da Rainha Vermelha para restaurar o equilíbrio dos reinos e finalmente tomar seu lugar de rainha.

Narrado em primeira pessoa, o desfecho da saga torna-se muito mais uma história de triângulo amoroso do que uma aventura em um mundo mágico. Em todo o momento acompanhamos Alyssa confrontando seus sentimentos e tentando decidir quem de fato ela ama, Jeb ou Morfeu. Toda essa situação amorosa acabou tomando muito espaço na trama, e apesar de ser algo muito importante para história, me irritou demais todo esse lenga lenga de “com quem devo ficar?”. 

“Resisto a uma onda de ternura que me invade. Como pode essa criatura mágica e eterna ser tão sábia quando se trata de guerra, estratégias e política, mas tão infantil em assuntos como relacionamentos e amor?”

A autora A. G. Howard até conseguiu justificar as dúvidas de Aly em relação ao seu coração, com uma explicação que faz muito sentido na história, mas é difícil ficar na cabeça da protagonista enquanto ela fica ora se derretendo por um, ora por outro, principalmente pelo fato de ela nunca se decidir e deixar um dos dois seguir seu caminho em paz.

Cada um deles ocupa um lado diferente do meu coração duplo. Juntos, eles fazem uma ponte entre meu mundo intraterreno e meu mundo humano.”

Tirando todo o romance, que como eu já disse ocupa muito espaço na trama, a autora conseguiu mais uma vez fazer um trabalho excelente na construção do universo mágico. Sua escrita rica em detalhes nos permite visualizar os cenários descritos com perfeição, e isso é uma das minhas coisas preferidas nesta trilogia, A. G. Howard nunca decepciona quando o assunto é criação de um universo.

Outro ponto positivo para mim nesta leitura foi a evolução da nossa protagonista, é muito interessante comparar o primeiro livro com esse e notar o quanto Aly evoluiu desde que descobriu ser metade intraterrena. Toda sua construção leva para seu momento de reinar, e de fato no fim e ela se mostra muito competente e evoluída para cumprir seu papel.

Enfim, Qualquer outro lugar fechou a trilogia Splintered de uma maneira mediana ao meu ver, já que a autora fechou a história de uma maneira que eu particularmente não consegui gostar. Acredito que ela poderia ter feito uma escolha definitiva e trabalhado para explicá-la, ao invés de ter preferido seguir um caminho mais seguro agradando os fãs.


Conheça os outros títulos da série Splintered:

1.  O lado mais sombrio (2014)

2.  Atrás do espelho (2016)

3. Qualquer outro lugar (2016)

Sobre o autor
Tayara Olmena Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu "A marca de uma lágrima" do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.


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