AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ARQUEIRO , CORTESIA ISBN: 9788580417036 GÊNERO: THRILLER, POLICIAL PÁGINAS: 332 PUBLICAÇÃO: 2017 SKOOB

Eu adoro um bom romance policial. E quando a Editora Arqueiro apresentou o livro O boneco de pano como um dos lançamentos desse ano, eu fiquei muito curiosa. Inclusive fui ao evento promocional do livro no Escape 60 (você pode dar uma conferida aqui!) E não tinha como não querer ler só de ver a instigante chamada da capa:

Um corpo. 
Seis vítimas.

Como assim?!

É assim: um corpo é encontrado, mas a deformidade dele é sobre ele ser composto por partes de seis corpos diferentes. Um “boneco de pano”. Muito medonho. Cada parte tem algo para que descubram quem era a vítima. E o pior é que o assassino entrega de mão beijada a lista das próximas seis vítimas e a data de suas mortes. O último nome é do detetive Wolf. Começa uma corrida contra o tempo.

Obviamente o detetive Wolf é escalado para fazer parte das investigações. Sua equipe é pequena em relação a quantidade de trabalho que precisa ser feito para garantir que as próximas vítimas fiquem em segurança. Eles têm a lista dos nomes da próximas vítimas, dois eles tem certeza de quem são, mas e os outros?! E o boneco de pano, ou seja, as outras seis vítimas, quem eram? Algo as relacionam? Como não deram falta dessas pessoas, já que o assassino teve tempo para matá-las, cortá-las, costurá-las e pendurar num apartamento vazio como se fosse uma vitrine?! Eu disse que era medonho.

Com dias e horas contados, Wolf e sua equipe se debruçam sobre o caso e mais mortes vão acontecendo de forma tão orquestrada que parece que o serial killer é mais do que um maníaco: ele é inteligente, elaborado, sagaz e não tem medo nenhum de se expor, tanto que ele tira fotos de acontecimentos e manda para a mídia ou para a equipe de investigação.

“Na certeza de vencer, qualquer covarde pode se jogar numa batalha; quero comigo apenas os que têm coragem de lutar quando sabem que vão perder.”

O assassino escolheu um porta voz na mídia, a repórter Andreia, ex-mulher do Wolf. Andreia deseja ser âncora e esse objetivo fica praticamente garantido com tantos furos de reportagem. Porém, seu jeito sensacionalista atrapalha um pouco a investigação do caso. O que deve ser muito bom para o serial killer…

Os personagens principais são, além de Wolf e sua ex-mulher, a detetive estourada Emily Baxter e seu assistente Edmunds, que é tratado como o estagiário que não sabe de nada, mas é um personagem muito promissor. Os personagens tem traços envolventes, até mesmo os secundários: no decorrer da trama eu soltei vários “sua cara fazer isso!”.

Algumas pistas são entregues, mas como solução da própria história. Não há muito para o leitor resolver, mas nada é definido até as últimas páginas do livro. Na narrativa é possível desconfiar de todo mundo, o tempo todo.

A escrita do Daniel é dinâmica, sem perdas de tempo e cheia de comentários humorados e com referências atuais. É um livro que tem tudo para dar certo. E para mim deu. Como eu disse, eu adoro esse gênero literário, e se você gosta de juntar pistas e só saber de tudo no finalzinho, pode ler!

A ideia original do autor era para uma série de TV, porém, depois de ter seu roteiro piloto ser rejeitado por seis anos consecutivos, ele decidiu escrever o livro para direcionar sua história. Então o livro é característico, tem muitos diálogos e é rápido com soluções, como se fosse mesmo para TV.

Para um livro de estreia, Daniel Cole arrasou! E ele já terminou o rascunho do segundo livro, e promete mais um. Minhas ressalva é sobre o final, porém com essa perspectiva está ótimo! Gera até uma ansiedadezinha.

Sobre o autor
Janaína Rodrigues
Janaína Rodrigues Uma sonhadora nata, encantada com a magia que pode ser encontrada no mundo real. Super apaixonada por livros, quadrinhos e séries... Hum... fanática por animação e amante entusiástica de manifestações artísticas. Pedagoga, professora de informática, virginiana, Grifinória e, claro, divergente. Mais ou menos por ai...


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