AVALIAÇÃO: 3/5
EDITORA: GUTENBERG
ISBN: 9788582352953
GÊNERO: ROMANCE, FANTASIA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2015
PÁGINAS: 320
SKOOB

Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

Depois de adiar por muito tempo, finalmente li a continuação de A Escola do Bem e do Mal. Eu havia terminado o primeiro livro com muita vontade de saber o que aconteceria, mas também com muito medo do que estaria por vir, já que o livro acabou de uma maneira muito inesperada e que deixava o destino das nossas protagonistas totalmente às escuras.

Para minha grande surpresa e alívio, o início de Um mundo sem príncipes nos entrega sem enrolações tudo o que aconteceu no momento em que Agatha escolheu Sophie ao invés de Tedros, e todas as consequências geradas por essa decisão inesperada. Agora nossas protagonistas estão de volta à Gavaldon, tentando seguir em frente e tentando levar uma vida normal após as aventuras vividas no mundo dos contos de fadas.

Mas como nem tudo são flores, as garotas não conseguem fingir por muito tempo que estão felizes com suas vidas no povoado, e Agatha em um momento de tristeza acaba desejando estar ao lado de seu príncipe. Esse desejo, faz com que Agatha e Sophie acabem tendo que voltar à Escola onde encontram um cenário totalmente novo, já que a escolha de Agatha no primeiro livro fez com que o mundo mágico se transformasse, e agora os príncipes são inúteis e a Escola se transformou em uma escola só para meninas, regida por uma mulher misteriosa chamada Evelyn.

Nessa nova realidade a amizade das garotas é posta à prova mais uma vez, já que agora elas precisam decidir o que é mais importante, o amor ou a amizade. Esses conflitos internos estão presentes no livro inteiro, em todos os momentos nossas protagonistas estão na dúvida sobre o que é certo e o que é errado em seus desejos mais íntimos. Quem acaba sofrendo mais com tudo isso é Sophie, que tenta de todas as maneiras ser do Bem e enterrar cada vez mais fundo a bruxa que tenta diariamente tomar o controle de sua vida.

“Lágrimas de raiva pingavam nas asas de Sophie. Ela tinha perdido sua mãe. Tinha perdido seu príncipe. Não podia perder a única amiga também. Porque todos que ela amava tentavam deixá-la?”

O autor soube muito bem explorar esses conflitos das nossas protagonistas, e apesar de o livro ser narrado em terceira pessoa, a escrita de Somam Chainani nos permite saber o que as garotas sentem, e essa visão nos faz entender melhor as decisões que elas tomam no decorrer da história.

Outro ponto positivo para mim neste livro, foi a sua construção. O autor conseguiu nos entregar uma história bem completa e redonda, de maneira com que a única dúvida que me restou no fim, foi como a história das garotas irá terminar, já que o autor mais uma vez nos entregou um final em aberto.

Felizmente posso dizer que essa experiência de leitura foi muito prazerosa, a minha única ressalva é sobre a personalidade de Agatha que acaba transformando a mocinha em uma princesa um pouco chata a insossa, coisa que se difere do primeiro livro onde temos uma Agatha mais forte e interessante. Deixando isso de lado, Um mundo sem príncipes se saiu muito bem na tarefa de continuar essa história tão interessante. Eu recomendo sim a leitura e mal posso esperar para saber o que acontecerá no desfecho da história das nossas duas garotas sonhadoras.


Conheça os outros títulos da série A Escola do Bem e do Mal:

1. A Escola do Bem e do Mal (2014)

2. Um mundo sem príncipes (2015)

Sobre o autor
Tayara Olmena Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu "A marca de uma lágrima" do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.


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