AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: ALFAGUARA, CORTESIA
ISBN: 9788556520241
GÊNERO: CRÔNICAS, NÃO FICÇÃO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 107
SKOOB

Eu acredito que ler esse livro não tenha sido uma coincidência. Carrascoza também não acharia, mas transcreveria como conto, desses que são quase impossíveis de se acreditar que sejam parte de um diário muito real e verossímil.

Trinta e seis histórias sobre as mais diversas coincidências possíveis. A maioria do próprio autor, João Anzanello Carrascoza. Isso me fez sugerir no início da leitura que fosse uma autobiografia. Mas seu nome praticamente não é citado, mesmo quando a coincidência tem a ver com seu homônimo!

Os capítulos são curtos e bem escritos. As lembranças são revividas com uma intensidade difícil de explicar. Mas ao ler, dá até pra sentir o cheiro da maresia salgada narrada em uma das histórias. Será uma coincidência?

Tem uma história que eu achei particularmente linda e, para deixar com gostinho de QUERO MAIS, vou contá-la aqui: um casal desejava muito um segundo filho, porém não era mais possível para a esposa gerá-lo. Decidiram pela adoção e na tarde em que se inscreveram em diversos varas de família para entrar na lista, seu marido lhe enviou flores e um bilhete dizendo que havia, naquele dia, em algum lugar, uma menina nascendo para eles, só precisavam encontrá-la.

Três anos se passaram e quando foram convidados para conhecer um bebê em uma instituição se depararam com uma garotinha brincando no pátio. Se encantaram e mudaram os planos para acolhê-la. Quando viram os documentos da criança, perceberam que ela nasceu no exato dia do bilhete escrito pelo marido!

É sério… coincidências são poderosas. Coincidências dão um ar de magia para nossa realidade. Ao chegar no fim de cada episódio narrado é possível ficar boquiaberto com todas as pontas da história, até as que não se apresentaram de forma concreta, se amarrando como se fossem um filme hollywoodiano.

“Quase sempre dois pontos se encontram, gerando uma coincidência, depois de percorrerem, cada um à sua maneira, itinerários em linha reta, em forma de espiral, ou fazendo um percurso sinuoso – não há vetor padrão, o comando para que se cruzem, entre as milhares de chances improváveis, é regido por regras que ignoramos.”

As lembranças não são só do Carrascoza, mas também de amigos do autor e, descobri já quando terminava o livro, de um projeto antes do lançamento: o autor convidou os leitores para compartilhar suas histórias que tinham fatos cheios de “coincidências” e parte dessas narrativas foram escolhidas para fazer parte do livro. Dá pra dar uma conferidinha no projeto aqui, mas não há como mandar mais sua história. Porém, como eu adoro uma boa história… se você, caro leitor do blog, tiver uma história cheia de coincidências para contar, deixe aqui nos comentários, ou na nossa page no Facebook!

Eu me apaixonei perdidamente pela escrita e pelo projeto Diário das coincidências. Algumas histórias acabaram como um tapa pra mim. Outras me alertaram. E uma em especial me lembrou de realizar um projeto há muito tempo pensado.

Indico a leitura e todas as sensações que ela trouxer!

Sobre o autor
Janaína Rodrigues
Janaína Rodrigues Uma sonhadora nata, encantada com a magia que pode ser encontrada no mundo real. Super apaixonada por livros, quadrinhos e séries... Hum... fanática por animação e amante entusiástica de manifestações artísticas. Pedagoga, professora de informática, virginiana, Grifinória e, claro, divergente. Mais ou menos por ai...


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