terça-feira, 18 de Abril de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA ISBN: 9788580579314 GÊNERO: BIOGRAFIA, MEMÓRIAS, NÃO FICÇÃO PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 352 SKOOB

Um livro engraçado sobre coisas horríveis

Logo que vi a capa de Alucinadamente feliz, fiquei com uma vontade enorme de ler a história, afinal um livro que tem um guaxinim extremamente alegre na capa com certeza deve ser bem interessante, e, para minha alegria, depois de concluir a leitura pude confirmar que realmente é um livro muito bom.

Narrado em primeira pessoa, Alucinadamente feliz é uma obra honesta e divertida na qual Jenny Lawson nos conta como é viver com transtornos mentais. Jenny possui praticamente uma coleção de transtornos mentais, dentre eles a depressão e a ansiedade, e no livro ela fala sobre sua luta diária contra as doenças.

Depois de ter uma semana ruim e descobrir que um amigo faleceu, Jenny resolve lutar com todas as suas forças contra a onda de tristeza que a levaria para mais uma crise ruim e decide que vai ser alucinadamente feliz, não importam as circunstâncias. A partir de então, ela resolve dizer sim para algumas ideias malucas que surgem em sua mente, como abraçar um coala vestida de coala, e começa a aproveitar cada segundo de felicidade que a vida proporciona.

Nesse compromisso de ser feliz não importa o que aconteça, a autora nos ensina uma lição muito valiosa sobre como devemos olhar os dois lados de cada situação e tirar sempre o lado bom de cada problema. Às vezes nos focamos tanto nas coisas ruins que perdemos as coisas boas da vida, e todo tempo é valioso, por isso devemos saber aproveitá-lo muito bem.

Jenny Lawson consegue nos passar, com suas histórias, toda a confusão de sentimentos e pensamentos de uma pessoa que sofre com doenças mentais. Fica muito claro em sua narração o quanto é difícil se manter no controle nos momentos em que a ansiedade domina, e a depressão faz com que a vida seja um fardo muito pesado de carregar. Nesses momentos o apoio das pessoas que amamos se torna um dos remédios mais eficazes, pois uma abraço em um momento de desespero pode trazer a paz que o coração necessita.

Sem a escuridão, não há luz. Sem a dor, não há alívio. E me lembro de que tenho sorte de conseguir sentir tanta tristeza e também tanta alegria. Posso tomar cada momento de alegria e viver esses momentos, porque já vi o grande contraste da passagem da escuridão para a luz, e também do caminho contrário. Sou privilegiada por conseguir reconhecer que o som do riso é uma bênção, é música.”

Mas apesar de abordar temas um pouco pesados, o livro em geral é muito divertido e muito fácil de ser lido. Jenny é uma escritora de mão cheia e consegue te fazer dar muitas risadas com suas histórias, e mesmo que você se sinta culpado por rir de coisas horríveis, como foi comigo, te garanto que você vai se divertir muito com o humor contagiante da autora. A única coisa que me incomodou um pouco foi a quantidade de informações de rodapé, tem tantas informações que acabam quebrando o ritmo e isso acaba ficando um tanto cansativo conforme vamos avançando na leitura.

Posso dizer que Alucinadamente feliz é um livro excelente e muito bem escrito, além de ser extremamente necessário, pois infelizmente ainda vivemos em uma sociedade que por muitas vezes ignora pessoas que sofrem de depressão e ansiedade, por acharem que não passa de uma frescura ou uma tentativa de chamar a atenção. Por isso digo que esse é um livro necessário, todos deveriam ler para poder entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que sofre com essas doenças. Não é frescura, é uma dor real e essas pessoas precisam de ajuda.

Às vezes, caminhamos sob a luz do sol junto com todo mundo. Às vezes, vivemos debaixo d’água, lutamos e crescemos. E às vezes… às vezes, nós voamos.”

Enfim, acho que nem preciso dizer que está mais do que recomendado, não é mesmo? Quando puder, dê uma chance a esse livro, tenho certeza que você vai gostar!

Sobre o autor
Tayara Olmena

Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu “A marca de uma lágrima” do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.



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