Avaliação: 4/5 Editora: Arqueiro, Cortesia ISBN: 788580412451 Gênero: New Adult, Romance Publicação: 2014 Páginas: 208 Skoob

Envolvido pela atmosfera de Rosemary Beach, ao terminar Paixão sem limites não hesitei em continuar a história de Rush e Blaire e ler o segundo livro da trilogia, Tentação sem limites. O intervalo de leitura entre um e outro foi curto, o que facilitou, pois tinha em minha cabeça muitos dos detalhes apresentados, o que influenciou no envolvimento com o segundo livro. Como afirmei na resenha de Paixão sem limites, o que mais me chamou a atenção na narrativa da autora foi a tensão que ela construía em torno dos personagens, além de uma certa sensualidade presente. E isso não faltou no segundo livro.

O ápice de Paixão sem limites é quando Blaire, se vendo perdida numa cidade onde não se sente parte, decide voltar para sua terra natal. Após apaixonar-se perdidamente por Rush, acaba descobrindo seu segredo, o que muda totalmente sua vida. Os dois tentam seguir suas vidas, mas sem muito sucesso. Todavia, quando menos esperam, o que era apenas para ser um recomeço acaba se tornando um pesadelo, pois algo que Blaire não esperava acontece e ela é obrigada a voltar a Rosemary, enfrentar seus inimigos e reencontrar Rush. Mas será que o sentimento que os une será mais forte que os segredos de seu passado

Tentação sem limites segue a mesma estrutura do anterior. Narrativa fluida, capítulos curtos e um número de páginas considerável e possível de se ler numa tarde. O que diferencia aqui é que a autora decide abordar dois pontos de vista: o de Blaire e de Rush, o que acaba tornando a história mais enriquecedora. Enquanto que no primeiro livro só tínhamos dimensão do mundo de Blaire, agora temos a do mocinho. Além disso, personagens cativantes do primeiro livro retornam nesse, tornando o envolvimento com o universo ainda mais próximo.

Todavia, o que poderia ser um ponto positivo para a série acabou se tornando exatamente o contrário. A trilogia em si é o tipo de livro que gera um certo receio pelo fato de que se realmente havia a necessidade de ser o que é e não apenas um livro único. Apesar do número de páginas ser pequeno, o que me encantou muito no primeiro livro acabou se perdendo um pouco nesse segundo. Sempre quando leio uma sequência de série, espero um certo amadurecimento dos personagens, de tal maneira a possibilitar que ao final da série eu consiga fazer um balanço do começo e do final. Esse balanço eu sempre espero que seja algo positivo. O tempo passa e as pessoas mudam, em sua maioria para melhor. Infelizmente não foi o caso dos protagonistas de Rosemary Beach.

O relacionamento de Blaire e Rush acabou se tornando algo repetitivo, como se a autora sempre voltasse ao mesmo ponto. Não houve um deslanchar no qual poderíamos ver o desenvolvimento de algo mais intenso e bonito. O que vimos foi uma sequência de brigas e conflitos intermináveis. Entendo que isso é algo intrínseco a relacionamentos, porém os caminhos escolhidos pela autora acabaram tornando a série uma espécie de novela mexicana, em que não havia um fim de fato.

Quando eu tinha a impressão de que agora a coisa iria para frente, acontecia alguma coisa e voltávamos ao ponto inicial. Além disso, diante de tudo que Blaire havia passado, ainda assim tive a sensação que não houve um amadurecimento por parte da garota. Quando eu achava que ela ia se tocar e ver o que tava acontecendo ao seu redor, ela se mostrava passiva e alienada a tudo. Nesse sentido, o quê sensual e erótico que a autora colocou na série se tornou algo um pouco apelativo e desnecessário.

Terminei o livro com um leve sorriso pelo final que a autora proporcionou, mas um pouco preocupado pelo rumo que a trilogia iria tomar. Pela sinopse, a história seguiria no mesmo estilo, mas sempre temos aquela leve esperança que algo possa mudar.

” Fora três semanas, quatro dias e doze horas que eu a vira pela última vez. Desde que ela destruíra o meu coração. Se eu estivesse bebendo, culparia o álcool. Devia ser uma ilusão desesperada. Mas eu não tinha bebido. Nem nenhuma gota. Não havia como confundir Blaire. Era ela. Realmente estava aqui. Blaire estava de volta a Rosemary. Estava de volta a minha vida.”


Conheça os outros títulos da série Sem limites:

1. Paixão sem limites (2013)

2. Tentação sem limites (2014)

Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


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