AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: ROCCO JOVENS LEITORES ISBN: 9788580579376 GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO CIENTÍFICA, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2010 PÁGINAS: 400 SKOOB

Bom, posso dizer quando li Jogos Vorazes eu estava muito ansioso. E não me arrependi. Cinco palavras para defini-lo antes de mais nada: cruel, irresistível, instigante, triste e surpreendente. Logo nas primeiras páginas a história me cativou. Katniss é uma garota que vive na Costura, uma região do Distrito 12, pertencente a um grande país chamado Panem, que anteriormente era considerado a América do Norte. Ela passa os seus dias em companhia do amigo Gale, caçando e garantindo as refeições dela e de sua família.

O livro começa com o dia da colheita, onde são escolhidos os tributos que irão participar da edição anual dos Jogos Vorazes , uma espécie de reality show, onde vinte e quatro participantes lutam entre si pela grande vitória. O grande objetivo: matar um ao outro e ser o único sobrevivente. Durante o período que ocorre, é transmitido para toda Panem.

Como é explicado logo no começo do livro, são dois tributos de cada Distrito, um casal. A partir dos doze anos seu nome já é colocado na urna e, a cada ano que passa, seu nome tem mais chance de ser sorteado. Só que Katniss não esperava o fato de que naquela edição o nome de sua irmã, Prim, de apenas 12 anos, fosse escolhido. Para impedir isso, ela própria decide participar dos Jogos, mesmo sabendo do grande perigo que iria correr. O outro tributo do distrito foi Peeta Merllak, que ajudara Katniss no passado, e que ela se sente em dívida com ele.

Vou parar de falar a história senão conto tudo e não vai mais ter graça para ler, mas tenho que admitir: fiquei surpreendido com a história. Cheia de ação, reviravoltas, muitos perigos, Jogos Vorazes é tudo de bom. Tem todos os elementos que garantem seu sucesso. Narrativa emocionante. É aquele livro que ao mesmo tempo que se quer ler para ver o que vai acontecer, dá uma pena quando chega no final, e simplesmente acabou, já que não dá vontade de se separar de Katniss e Peeta. Personagens cativantes, marcantes, como a pequena Rue, tributa do Distrito 11, de apenas doze anos. É impossível não se apaixonar por ela.

Suzanne Collins criou um mundo futurista, impossível de esquecer. Sempre quando leio um livro, principalmente de sobrenatural, dou muita atenção para o cenário que ocorre a história. Se é bem estruturado e tudo mais. E Jogos Vorazes me convenceu. Tudo parece muito real. Não há falhas, furos na história. Parece que realmente Panem existe, com todo aquele sofrimento, todos os Distritos, e o pulso firme da Capital. A forma que ela colocou Panem simplesmente me lembra Hogwarts, de J.K Rowling. Antes de tudo, vou deixar uma coisa bem clara: nada supera Hogwarts e o mundo da Bruxaria.

Durante o período em que fiquei lendo o livro, levantei uma questão: como isso é possível? Você participar de um evento, sabendo que as chances de você morrer são enormes, devido à grande quantidade de perigos que aconteciam ali? E como as pessoas que ficam em casa assistindo, são capazes de permitir que jovens se matem um ao outro, e torcem por aquilo?

É aquele livro que você realmente pode se sentir dentro dele, vivendo aqueles perigos todos (como o ataque das teleguiadas), torcendo por Katniss e Peeta, suspirando vidrado, enquanto se vira as páginas de uma forma furiosa. Em determinados momentos, é uma história triste, mas há cenas realmente muito engraçadas.

Olha, uma coisa posso dizer: Jogos Vorazes subiu no meu conceito. Definitivamente é uma ótima pedida para as férias, principalmente para os fãs de Harry Potter, como eu, que simplesmente não via algo tão bom há algum tempo. Eu li em poucos dias, não li mais rápido pela falta de tempo mesmo, mas digo que amei.

Ah, e tenho que concordar com nossa querida Stephenie Meyer: o livro é surpreendente mesmo! Estou ansioso para ler a continuação, Em chamas, por que se for igual ao primeiro, já está ótimo.

Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


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