AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: ARQUEIRO
ISBN: 9788580413342
GÊNERO: ROMANCE
PUBLICAÇÃO: 2014
PÁGINAS: 272
SKOOB

Todo mundo sabe como são os livros de Nicholas Sparks. Emocionantes e cativantes. Foi assim com “A última música“, “Noites de tormenta” e “Um amor para recordar“. Não foi diferente em O melhor de mim.

Amanda Collier e Dawson se conheceram aos 18 anos e se apaixonaram perdidamente. Um amor digno de filme. Ela, rica, e ele, pobre. Duas pessoas de classes totalmente diferentes. Um amor mal visto pelos pais dela. As diferenças sociais acabam separando suas vidas. Ela decide fazer faculdade e ele muda de cidade.

Vinte e cinco anos depois, após o falecimento de Tuck, melhor amigo do casal, e que durante o romance acobertou os encontros entre os dois, Amanda e Dawson são obrigados a voltar para a cidade em que se conheceram e acabam se reencontrando. E, com isso, sentimentos antigos irão retornar. Mas será a mesma coisa? Ela, já casada, mãe de três filhos e com problemas no relacionamento com seu marido, Frank. Ele, solteiro, nunca esquecera seu grande amor.

Gostei bastante do livro, como gostei de todos os outros de Sparks. Histórias muito bem construídas, onde ele sabe equilibrar cada personagem, para que todos se tornem cativantes. Confesso que no começo não tive uma boa impressão do livro. Achei um pouco cansativo. Muita narração e pouco diálogo. E como eu lia basicamente de gota em gota, acabava se tornando chato. Realmente só consegui engatar no livro da metade em diante.

Amanda e Dawson são perfeitos Romeu e Julieta modernos. Diferenças sociais os separam, só que no caso deles, voltam a se reencontrar anos depois. A cena do reencontro deles é linda, o convívio de um final de semana muito bem exposto, quando eles recebem, cada um, a carta de Tuck, com uma espécie de conselho, aquilo que eles queriam ouvir ou entender naquele momento.

Nicholas aborda diversos assuntos em seu livro, como fidelidade. No caso de O melhor de mim, chega um determinado momento em que Amanda se encontra no seguinte dilema: ficar com Dawson ou não? Até que ponto valeria a pena?

Nesse ponto, Nicholas Sparks passa uma mensagem que vale a pena ser refletida. Afinal, haviam se passado vinte e cinco anos. Por mais que não tenham conseguido esquecer aqueles momentos, Amanda e Dawson não eram mais os mesmos. O tempo passara, eles mudaram, o pensamento se modificou. Amanda era uma mulher casada, apesar de deixar claro no livro que quando se casou com Frank, não o amava tanto como amara Dawson. Além de mulher, era mãe também. Não podia simplesmente abandonar tudo para ficar com um amor de juventude.

Dawson, por outro lado, nunca esquecera Amanda. Viera de uma família com fama de bandalheira, apesar dele ser totalmente o oposto. Seus primos Abbe e Tedy causaram muitos tumultos na cidade. Além disso, Dawson se envolvera num acidente, e fora condenado a quatro anos de prisão. Logo depois, arruma um emprego em uma plataforma de petróleo e passa a trabalhar lá, até sofrer outro acidente e ser obrigado a voltar para sua cidade natal. Fora isso, nunca esquecera o grande amor de sua vida.

Sparks criou não apenas um romance. Criou uma história de vida. Na reta final mesmo, o autor explora ao máximo a alma humana. Confesso que nunca chorei lendo algum livro, mas faltou pouco para isso acontecer quando terminei O melhor de mim. Quando fechei o livro, fiquei um bom tempo pensando nas voltas e surpresas que o destino faz em nossas vidas. Se recomendo? Mas é claro!

Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


Deixe uma resposta

Comentários no Facebook

%d blogueiros gostam disto: