quinta-feira, 30 de março de 2017

AVALIAÇÃO: 3/5 EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS, CORTESIA ISBN: 9788535915556 GÊNERO: FILOSOFIA PUBLICAÇÃO: 2009 PÁGINAS: 126 SKOOB

A Carta de Flória Emília para Aurélio Agostinho

Jostein Gaarder talvez seja um dos meus autores favoritos, os temas que ele trata em seus livros são bastante filosóficos e me fazem refletir sobre vários aspectos da vida. Vita Brevis foi o livro da vez, o autor nos conta como achou, em uma feira de livros em Buenos Aires, um baú com algumas histórias escritas em latim. Como tudo na vida tem um preço, o dono do sebo, apesar de saber que Jostein era o autor do famoso livro “O Mundo de Sofia”, não o deixou levar por um preço barato e ele teve que barganhar. O autor até hoje tem a dúvida se os documentos são reais ou não.

O documento em questão é uma carta – engraçado como Jostein gosta de colocar cartas em seus livros – que Flória Emília escreveu à Aurélio Agostinho, ou, como conhecemos, Santo Agostinho. O livro é dividido em dez partes, em que Emília escreve algumas confissões. Ela também cita uma das principais obras de Santo Agostinho, intitulada “Confissões”.

Durante as cartas percebemos o amor que eles nutriam um pelo outro durante doze anos, e até tiveram um filho chamado Adeodato. Ela nos mostra também como ele era extremista e hipócrita. Ele também sofre com as intromissões de Mônica, mãe de Agostinho.

Apesar de muitas pessoas acreditarem que a história de fato ocorreu, Vita Brevis é tido como uma obra de ficção, então fica por conta da imaginação de cada um. Eu particularmente acredito que essa obra seja ficcional e que Jostein a tenha criado. Sendo de caráter real ou ficcional o livro é muito bem escrito e desenvolvido.  Esse livro é bem fininho, possui apenas 126 páginas, porém o conteúdo é rico e repleto de ensinamentos, o que o torna muito mais interessante ao leitor. É o tipo de livro que a cada releitura trará novas interpretações.

Escreves então sobre Cláudio, que morreu de febre. “Eu era infeliz, como infeliz é todo espírito subjulgado pelo amor às coisas mortais, cuja a pedra o dilacera […] Tratava-se de um profundo desgosto pela vida, aliado ao grande medo de morrer.”

A vida é tão curta que não temos tempo para proferir nenhum julgamento condenatório sobre o amor.”

Confessar-se é o remédio para quem extraviou-se, escreve Cícero. Mas não confessas tuas faltas mais graves. Como podes simplesmente eliminar o último ato da tragédia? Que podemos aprender com a tragédia se apagamos aquilo?”

O mundo é tão grande e sabemos muito pouco sobre ele. E a vida é curta demais. Lembras que podia dizer coisa semelhante quando leste Cícero?”

Sobre o autor
Stephany Guebur Stephany Guebur, 21 anos (05/01) – Paraná Jornalista. Começou a ler no ensino fundamental, porque quanto mais livros apresentava, mais ganhava pontos na média. A partir daí, descobriu que ler é maravilhoso e que podemos viajar sem sair do lugar. Apesar de ter dado uma parada entre o ensino médio e a faculdade, sempre lia um livro aqui, outro ali. Entre seus livros favoritos estão a série "O Diário da Princesa", "Na Natureza Selvagem", e os de Monteiro Lobato, com os quais entrou no mundo da literatura, como muitas outras crianças. Além disso, é apaixonada por séries e viagens.


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