domingo, 12 de março de 2017

AVALIAÇÃO: 3/5 EDITORA: INTRÍNSECA, CORTESIA ISBN: 9788580579376 GÊNERO: THRILLER, SUSPENSE PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 304 SKOOB

Loney foi o tipo de livro que quando saiu, causou um certo burburinho pelas redes sociais, intencionado até mesmo pela própria Editora Intrínseca. Os comentários eram extremamente positivos, principalmente pela aura de mistério e terror que o envolvia. A edição, diga-se de passagem, é extremamente bem feita e acabada, com direito a capa dura e sobrecapa. A sinopse, outro atrativo, também prometia algo surpreendente e cheio de reviravoltas. Foram com todas essas expectativas que me deparei com o livro, ao iniciar a leitura. No entanto, o que poderia ter sido uma viagem sem igual acabou se tornando totalmente o oposto.

Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar. À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera havia pouco tempo. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.

O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.

Loney tem uma narrativa que parte do presente de quem conta em relação ao seu passado. O que me desagradou no livro, principalmente, foi a falta de um foco principal, ou seja, algo pelo qual eu pudesse esperar da história. A sensação que me passou ao longo da leitura foi que o autor apenas jogou uma sequência de cenas ao qual teve carência de um encadeamento e um ápice. O suspense ficou em segundo plano, tornando, em muitos momentos, a leitura cansativa. Senti dificuldades em mergulhar na história e me identificar com os personagens.

Apesar disso, um ponto positivo para a leitura (e foi o que eu esperava), foi justamente a relação que a história possui com a religião. O tempo todo o autor trabalha fanatismo, religiosidade e os limites pelos quais pode-se chegar. Isso me agradou, tornando a leitura um pouco menos tediosa. Para quem gosta desse tipo de literatura, Loney é uma boa pedida! Talvez não tenha funcionado para mim, mas não quer que não funcione com outra pessoa. Vale arriscar.

Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


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