quarta-feira, 1 de março de 2017

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: SUMA DE LETRAS,CORTESIA
ISBN: 9788581052984
GÊNERO: SUSPENSE
PUBLICAÇÃO: 2015
PÁGINAS: 240
SKOOB

Sempre fui o tipo de leitora que julga o livro pela capa, eu sei que isso não é uma coisa muito boa, mas não consigo não julgar. Uma capa bonita e com elementos marcantes sempre chama a minha atenção e me deixa com muita vontade de ler o livro, e foi assim com Joyland. Logo que o vi fiquei louca pra lê-lo, e já decidi que iria solicitá-lo, pois um livro com uma capa dessas e escrito pelo mestre Stephen King, com certeza valeria muito a pena.

Joyland nos conta a história do jovem Devin Jones, um universitário que, após ter seu coração partido pela garota que amava, resolve passar suas férias de verão trabalhando em um parque de diversão chamado Joyland, onde ele espera esquecer seus problemas e se recuperar de seu coração partido.

Logo nos seus primeiros dias de trabalho, Devin descobre algo muito assustador envolvendo o local, há 10 anos uma garota chamada Linda Gray foi assassinada por um serial killer no trem fantasma do parque, o assassino nunca foi pego, e desde então muitas pessoas juram que já viram o espírito da garota assombrando o lugar. Essa história chama muito a atenção de Devin, que acaba ficando obcecado e decide investigar mais sobre esse crime com a ajuda de seus colegas de trabalho, e de um garotinho com dons especiais e uma doença grave que acaba entrando na vida de Devin durante seu período em Joyland.

Com essa trama inicial, Stephen King nos insere em uma história que apesar de manter um ritmo mais lento, nos envolve desde o início. Acompanhamos a rotina de Devin no parque e vemos o quanto ele amadurece conforme os dias vão passando. No início da história o conhecemos um garoto um pouco vulnerável e melancólico, e no final nos deparamos com um Devin mais seguro e centrado, mesmo que ainda possua certa melancolia, fica muito perceptível o amadurecimento do personagem.

Esse foi um dos pontos que mais me agradou nesse livro. Stephen King faz um trabalho excepcional na construção e desenvolvimento dos personagens. Todos possuem características muito marcantes e personalidades fortes, principalmente os funcionários antigos do Joyland. Eles são muito bem trabalhados e carregam em si um ar de mistério, que sempre nos deixa com uma pulga atrás da orelha questionando se um deles pode ser o serial killer que matou Linda no trem fantasma.

Também gostei muito da maneira com que a história é contada. O narrador da história é um Devin mais velho e com a vida já feita nos contando como aquele verão em Joyland mudou sua vida e o fez ser a pessoa que é hoje. Então vemos tudo sob o ponto de vista dele e isso torna a leitura muito mais agradável e especial, pois em sua narração podemos ver o quanto Devin se sente grato por ter vivido aquele período no parque, ele nos conta a história com carinho e como se tivesse sido uma das melhores épocas de sua vida, pelo menos foi essa a minha sensação ao ler o livro.

“Eram pensamentos mais amadores do que sérios, apenas fantasias de um jovem muito criativo que estava sofrendo… ou pelo menos é o que digo para mim mesmo agora, tantos anos depois, mas quem poderia ter certeza? Quando se trata do passado, todo mundo escreve ficção.”

A única coisa que me desapontou um pouco no livro foi a falta do sobrenatural, ele até tem sim essa parte, mas quando peguei o livro para ler eu achei que a história iria focar muito mais no fantasma  e isso não acontece. Joyland foca mais nos personagens em si e no mistério do assassinato do que no terror, na verdade nem tem terror aqui, então nem espere uma história de fantasmas, pois o livro está mais para os  mistério e investigação.

Enfim, Joyland é um livro sobre como a vida é confusa aos 20 e poucos anos, sobre como as perdas nos fazem mais fortes e sobre como o amor pode ser a perdição ou a salvação de uma pessoa. Eu amei tanto esse livro que com certeza iriei relê-lo em breve, é aquele tipo de história que você precisa ler várias vezes durante a vida sabe? Espero que os próximos livros que eu for ler do Stephen King sejam tão bons quanto esse! Nem preciso dizer que está mais do que recomendado né? rs.

Sobre o autor
Tayara Olmena Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu "A marca de uma lágrima" do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.


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  1. quinta-feira, 9 de março de 2017.

    Oi Tay, além de suas considerações sobre a história, gostei que ele tem menos de 300 páginas. Fiquei interessada ainda mais pelas suas palavras finais, de que quer reler a história. Estou curiosa para saber mais sobre Devin. Beijos

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