segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Avaliação: 3/5 Editora: Record, Cortesia ISBN: 9788501078889 Gênero: Romance brasileiro Publicação: 2016 Páginas: 208 Skoob

Avaliação: 3/5
Editora: Record, Cortesia
ISBN: 9788501078889
Gênero: Romance, Literatura Brasileira
Publicação: 2016
Páginas: 208
Skoob

A tradutora é o mais recente lançamento do autor Cristovão Tezza. O livro chegou às prateleiras no segundo semestre de 2016 pela editora Record. Neste livro, a personagem Beatriz retorna às páginas. Ela apareceu pela primeira vez em “Um erro emocional”, de 2010. Agora, ela tem 30 e poucos anos e está envolvida com um grande trabalho de tradução. A obra se passa em 2013, em Curitiba, em um momento em que o país está dividido entre a preparação para a Copa do Mundo e as manifestações políticas por várias cidades brasileiras.

Neste momento de sua vida, em que se dedica à tradução de um livro do fictício autor Felipe Xaveste, um filósofo catalão, com inclinação conservadora, ela passa por vários conflitos pessoais. Sua situação financeira está bem apertada e ela está vivendo uma crise no relacionamento com o autor Donetti, escritor esquerdista de meia idade, que sempre desfaz de sua capacidade intelectual e coloca suas fortes opiniões acima de qualquer coisa.

Enquanto reflete sobre esses aspectos de sua vida, ela recebe um convite para ser intérprete de um representante da FIFA, que faria uma visita técnica à cidade de Curitiba, para conhecer os pontos turísticos e participar de algumas reuniões da Copa do Mundo. Como o dinheiro viria a calhar, ela aceita o trabalho, mesmo sem ter muita experiência como intérprete. Assim, enquanto acompanha o executivo Erik Höwes pela cidade, ela acaba se descobrindo.

Ao mesmo tempo em que passa por pontos chaves da capital paraense, como a Ópera de Arame, Jardim Botânico, Bosque do Papa e até mesmo lugares mais inusitados, como um terreiro de umbanda, ela passa a repensar na sua vida e suas atitudes e redescobre a cidade ao mesmo tempo em que redescobre a si mesma.

Alguns dos temas abordados na obra são independência, relacionamentos abusivos e o contraste do país, que também está em bastante evidência. Enquanto visita a cidade, o executivo da FIFA preocupa-se com as volumosas manifestações em época da Copa do Mundo, além do despreparo e das obras atrasadas nos estádios.

Com uma narrativa desordenada, com trechos em terceira pessoa, transcrições da tradução realizada por Beatriz e seus devaneios, misturando pensamentos aos diálogos em uma ordem que vai e volta ao passado, fugindo de uma linha cronológica, a obra chama a atenção pela sua construção. Em um primeiro momento, a curiosa narrativa confunde e intriga o leitor, mas é fácil se acostumar e entrar cada vez mais na mente da protagonista.

A tradutora possui uma construção narrativa bem diferente da que o leitor está acostumado e traz uma protagonista forte, que aos poucos redescobre a si mesma. Apesar de não ser a melhor obra do autor, a leitura é válida e envolvente.

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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