AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: GERAÇÃO EDITORIAL, CORTESIA
ISBN: 9788581303574
GÊNERO:
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 264
SKOOB

Arthur Bean é um garoto de 13 anos que tem grandes aspirações de vida, ele sonha em ser um escritor famoso e possui um plano para conseguir conquistar esse objetivo. Mas para dar o pontapé inicial nessa futura carreira bem sucedida, Arthur precisa sobreviver a mais um ano letivo tendo que aguentar as provocações do valentão Robbie, e tendo que suportar a dor de ver sua amada (e futura esposa do seu eu do futuro) Kennedy, nos braços de outro garoto.

Como se já não bastassem esses pequenos problemas, Arthur também precisa se concentrar em vencer um concurso literário que com certeza será importantíssimo para dar início a sua carreira de sucesso, e ao mesmo tempo precisa lidar com a terrível tarefa de ser o tutor de Robbie. É, as coisas não estão nada fáceis para Arthur, tudo seria melhor se sua mãe não tivesse morrido recentemente, e seu pai não estivesse vivendo em um mundo à parte.

A sorte de Arthur é que ele é um verdadeiro gênio, e não importa a quantidade de dificuldades que apareçam em sua vida, ele sempre vai dar um jeitinho, afinal ele será maior que a J.K. Rowling e não pode se dar ao luxo de desistir assim tão fácil.

Vendo assim, podemos ter a impressão que nosso protagonista é um daqueles gênios sem sentimentos e que chegam até a ser um pouquinho chatos, mas, para minha surpresa e alegria, Arthur é um garoto que sente sim, e sente muito. Podemos perceber em sua escrita e em seus atos, que apesar de tentar esconder a confusão que se passa em seu coração e em sua mente, o garoto só está tentando se adequar a nova vida sem a mãe e procura se encher de tarefas para não ter tempo de sentir toda essa dor. A autora Stacey Matson soube trabalhar muito bem isso, fazendo com que esses sentimentos e confusões internas ficassem bastante claros para quem está lendo o livro.

Outro ponto positivo do livro para mim foi a maneira como ele foi escrito e sua estrutura. A autora nos conta a história por meio de tarefas dadas pela professora do Arthur, e-mails trocados com seus colegas de classe e o diário do garoto. É como se estivéssemos com o relatório escolar do personagem em mãos. Pode parecer um pouco confuso, eu também achei no início, mas isso fez com que o livro se tornasse único. E, para aqueles que, assim como eu, gostam de ter algo mais pessoal para se apegar ao personagem, as partes do diário são narradas em primeira pessoa por Arthur, e cumprem bem o papel de nos fazer criar um laço com o garoto.

“E a minha vida vai ser uma droga, então. Como se já não fosse uma droga agora. Sabe, DL, as pessoas não entendem o que é perder algo realmente importante na vida.”

Os personagens secundários também possuem um espaço bacana na trama, meus favoritos foram a professora, Sra. Whitehead, e o valentão Robbie. A única coisa que me incomodou foi a falta de desenvolvimento do pai do nosso protagonista, senti que a autora deixou ele meio de lado, e eu gostaria muito que ele tivesse sido melhor desenvolvido.

Outro ponto que achei que poderia ter sido melhor desenvolvido foi a resolução de um acontecimento na história que acabou me decepcionando bastante. Em uma determinada situação, Arthur faz uma coisa muito errada e não tem nenhuma consequência disso, ele até aprende com esse ato, mas ele não paga por esse erro e isso não é um bom exemplo. Acredito que, por ser um livro juvenil, ele deveria mostrar que atos como esse possuem consequências, e que devemos pensar muito bem antes de agirmos assim.

Enfim, Um ano na vida de um (total e completo) gênio é um livro dedicado ao público juvenil que nos apresenta um personagem principal completamente diferente e com uma personalidade única. Com certeza irá agradar aos leitores iniciantes na faixa de 10 à 14 anos, pois além de ser um livro fácil de ser lido, possui temas com os quais esse público poderá se identificar. Indico demais a leitura e estou ansiosa para saber o que Arthur vai aprontar no próximo ano letivo!

Sobre o autor
Tayara Olmena Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu "A marca de uma lágrima" do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.


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  1. terça-feira, 20 de dezembro de 2016.

    Apesar do ponto negativo, que com certeza me deixará chateada, gostei da história.

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