Avaliação: 4/5 Editora: Companhia Editora Nacional ISBN: 978-85-04-01808-0 Gênero: Biografia Publicação: 2012 Páginas: 160 Skoob

Avaliação: 4/5 Editora: Companhia Editora Nacional ISBN: 9788504018080 Gênero: Biografia Publicação: 2012 Páginas: 160 Skoob

Em tempos onde discussões sobre empoderamento feminino e representatividade da cultura negra estão em alta, Jazz Ladies – A História de Uma Luta é uma ótima leitura para quem se interessa por isso. Escrito por Stéphane Koechlin, o livro narra em uma linguagem jornalística a trajetória das “Divas do Jazz” e um pouco também da história do gênero musical.

O Jazz nasceu nos Estados Unidos, no começo do século 20, ganhando força principalmente em Nova York, Nova Orleans e Chicago, dentro das comunidades negras. Com o passar dos anos, o ritmo foi sendo aceito entre os brancos e se espalhou para outras cidades do mundo, inclusive no Brasil, onde se misturou com estilos brasileiros e ajudou a criar a Bossa Nova.

As mulheres sempre estiveram presentes em todos os momentos, mas além do machismo, muitas também precisavam enfrentar o racismo. O autor não conta a história de forma necessariamente cronológica e mostra as diferentes “Divas do Jazz” que existem, com perfis variados. Lil Hardin Armstrong, Billie Holiday, Memphis Minnie, Nina Simone e Norah Jones são alguns dos nomes que aparecem com maior destaque.

Os capítulos são divididos por temas. O primeiro fala um pouco dos estereótipos ligados as mulheres do jazz e como o perfil delas foi se alterando com o passar dos anos. O segundo já começa a falar sobre as origens do estilo e das primeiras “jazzwomen” que surgiram, ainda no começo do século XX. Este também fala brevemente sobre alguns homens que fizeram parte da formação do estilo musical. Já no terceiro, o autor também fala sobre as cantoras de Blues, gênero que também nasceu dentro da comunidade negra.

Na sequência, os capítulos começam a focar mais nos problemas que essas mulheres precisaram enfrentar para conquistar o respeito que mereciam. Como foi dito, além do machismo, muitas precisaram enfrentar o preconceito racial e social para conseguirem se impor. Muitas foram proibidas de tocar determinados instrumentos, por exemplo. Outras tiveram que aderir a prostituição ou sofreram com violência sexual.

Uma das coisas mais legais do livro é que o autor contou com um incrível acervo de imagens para ilustrá-lo. São fotos dos personagens, dos discos e até mesmo dos cartazes e flyers com propaganda dos shows. Também são usados alguns trechos de letras e citações, com suas traduções.

Durante diversos momentos da leitura, enquanto o autor discursava sobre alguma artista em especial, eu procurava o nome dela no Spotify ou no YouTube para escutar um pouco da sua música. Recomendo essa experiência para quem estiver em contato com esse livro, pois complementa a narrativa e faz o leitor entender ainda mais sobre aquela personagem. Até quem não é tão fã de Jazz consegue se identificar com essas mulheres e se tornar uma admiradora.

Foto: Maria Luíza de Paula/ Viagens de Papel


 

Sobre o autor
Maria Luiza de Paula

Maria Luiza de Paula (Mallu), 22 anos (01/05) – Paraná
Jornalista. Começou a gostar de ler por meio de biografias, mas hoje em dia gosta de quase todos os estilos literários. Entre seus livros preferidos estão “A Menina que Roubava Livros” (Markus Zusak), “1984” (George Orwell) e “Auto da Compadecida” (Ariano Suassuna). Além de seu amor por livros, também é apaixonada por música, cinema, seriados, fotografia e arte de rua. Escreve também para o site www.expressocultural.com.



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