segunda-feira, 19 de setembro de 2016

AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: GALERA JÚNIOR, CORTESIA ISBN: 9788501077677 GÊNERO: JUVENIL, FICÇÃO REALISTA PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 144 SKOOB

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: GALERA JÚNIOR, CORTESIA
ISBN: 9788501077677
GÊNERO: JUVENIL, FICÇÃO REALISTA, LGBT
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 144
SKOOB

Nos últimos tempos, tem havido destaque para livros com uma temática puxando para a questão de gênero. Talvez o nome mais evidente seja David Levithan, autor de “Dois garotos se beijando” e “Garoto encontra Garoto”, que trabalha fortemente com temas relacionados ao universo LGBT. Esse ano, a editora Record anunciou o lançamento de um livro que fugia totalmente de algo que já havia lido anteriormente. Dessa vez, o protagonista era transgênero. E ainda por cima, era um livro mais infantil. A curiosidade surgiu? Sim, e muito. Quando chegou, logo li e me apaixonei.

George é menino. Pelo menos é assim que todos os vêm. No entanto, ele sabe que lá no fundo é menina. E precisa provar isso para todos. Quando a escola que ele estuda anuncia a adaptação de “A teia de Charlotte” e que os próprios alunos iriam participar, pensa logo em interpretar Charlotte. Porém, sabe que sua professora não irá deixar justamente pelo fato de que ele é um menino. Mesmo assim, junto de Kelly, sua melhor amiga, George arma um plano para ser Charlotte e mostrar ao mundo o que ele realmente é.

George é um livro fino e com uma linguagem fluida, o que torna a leitura rápida, mas não menos importante e pertinente. Nesse sentido, a resenha aqui será mais curta do que as demais. Por se tratar de um livro com uma pegada mais infantil, fiquei com certo receio da maneira com que o autor trabalharia a questão de gênero. Depois de ler, fiquei com um sorrisinho no rosto. Alex trabalha com suavidade e leveza um assunto que muitas vezes é ainda tabu em nossa sociedade. Muitas pessoas, inclusive eu, não têm dimensão do que realmente significa ser um transgênero. Apresenta oportunidades pelo qual pessoas como George poderiam passar para mudança de sexo, mas também aborda relações familiares e na própria escola. O livro mostra um cenário comum a histórias ambientadas em ensino médio, com a presença de valentões, líderes de torcida e melhores amigas.

Algo que me chamou a atenção foi justamente a relação de George com sua mãe, tendo em vista a própria orientação do garoto. Além disso, algumas passagens de crise de identidade dele me fizeram refletir sobre a maneira com que ele se construía enquanto ser humano. George tem um final um pouco diferente do que eu esperava, apesar de ter sido um pouco corrido. O que mais me decepcionou foi justamente a presença muito rápida da peça. Foram poucas cenas e páginas destinadas a ela, considerando que era o ponto principal e ápice da história. Apesar disso, indico fortemente a leitura.


Sobre o autor
Lucas Kammer Orsi
Lucas Kammer Orsi Estudante de História. Vê nos livros uma maneira de fugir da realidade e encontrar um pouco de aconchego do cotidiano tão corrido. Potterhead, se emociona fácil com romances, mas não deixa de lado um bom suspense, de viver uma aventura e dá gargalhadas com um chick-lit. Está sempre com suas séries atrasadas, mas isso não o impede de sempre começar mais uma. Amante da música pop, é grande fã de Taylor Swift.


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