AVALIAÇÃO: 5/5 EDITORA: GALERA RECORD,CORTESIA ISBN: 9788501071590 GÊNERO: JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 420 SKOOB

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501071590
GÊNERO: DISTOPIA, FICÇÃO CIENTÍFICO, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 420
SKOOB

Atenção: essa resenha contém spoilers do volume anterior!

Um mundo melhor é o segundo volume da série Brilhantes, escrita por Marcus Sakey e publicada no Brasil pela editora Galera Record. Nessa história repleta de ação, somos apresentados a um universo onde o mundo é divido entre as pessoas comuns e os brilhantes, que são pessoas com habilidades fora do comum. E um destes brilhantes é o nosso protagonista Nick Cooper, um indivíduo que passou grande parte da sua vida caçando seus semelhantes e lutando contra um terrorista que ameaçava o frágil equilíbrio entre os dois grupos.

Depois de fingir que era o culpado por um atentado, e passar meses longe da família para poder ganhar a confiança de John Smith, Nick descobriu que tudo o que ele acreditava era uma grande mentira e que ele não fazia parte do grupo dos bonzinhos. Agora depois de ter exposto os planos do seu antigo chefe e do ex-presidente dos Estados Unidos, Nick é convocado para trabalhar para o novo presidente, e tem como missão caçar um grupo de terroristas que começou a matar civis e pretende tomar o país causando o caos e enfraquecendo o governo.

Com essa trama inicial, o autor nos conduz por uma história ainda mais eletrizante e cheia de reviravoltas. Muitas coisas que acreditávamos que estavam certas no primeiro livro, descobrimos agora que estão erradas, e somos obrigados a rever nossos conceitos e reavaliar as situações, pois não há somente um vilão nessa história, ambos os lados possuem podridão e fica muito difícil definir quem realmente tem razão.

Por este motivo, acabei me irritando muito com o Nick nesse livro, pois o personagem é extremamente teimoso e por muitas vezes enxerga só um lado da situação. Para Nick, somente sua opinião é a correta, e ele se coloca como herói absoluto e único salvador em diversos momentos da narrativa, tanto que alguns personagens até chegam a falar isso para ele (tamanha é a arrogância do cara em se achar o “gostosão da bala chita”).

O pior é que ele pode se achar o herói, pois o instinto dele quase nunca falha e ele realmente é o cara que faz as coisas acontecerem, mas isso não o torna menos detestável, continuo achando que ele deveria baixar um pouquinho a bola. Deixando de lado a minha implicância pessoal com o protagonista, não posso deixar de elogiar a ótima evolução do autor nesse livro. Muitas coisas que me incomodaram em Brilhantes, como a falta de desenvolvimento dos personagens secundários, foram resolvidas em Um mundo melhor. Os personagens são mais aprofundados e o autor também inseriu novos personagens que enriqueceram muito a história e tornaram a trama muito mais interessante.

A narração continua em terceira pessoa, e o autor dividiu os capítulos entre os personagens mais importantes, o que ampliou a história, permitindo que tenhamos uma visão completa sobre tudo o que está acontecendo, desde as reuniões dos poderosos do governo até os pensamentos íntimos dos terroristas. Isso foi muito importante, pois fez com que toda a situação do país, que está preste a entrar em guerra, se tornasse mais real, além de ter permitido que os personagens fossem melhores desenvolvidos.

Enfim, tirando uma coisinha aqui e outra ali, Um mundo melhor é um livro incrível e que me prendeu do começo ao fim. Fazia tempo que eu não lia uma história tão bem escrita e tão redondinha. Indico demais a leitura e acredito que esse livro poderá agradar a vários públicos, pois eu, que não costumo ler esse tipo de história cheia de conspirações e afins, me rendi e amei! Quando tiver uma oportunidade, dê uma chance e se renda também a essa história incrível!


Conheça os outros títulos da trilogia Brilhantes :

1. Brilhantes (2015)

2.  Um mundo melhor (2016)


Sobre o autor
Tayara Olmena Estudante que tomou gosto pela leitura aos 12 anos de idade depois que leu "A marca de uma lágrima" do escritor Pedro Bandeira. Costuma ler de tudo, mas ainda torce o nariz para o romance. Além de ler, também é viciada em séries e filmes, e não perde a oportunidade de maratonar sua série favorita.


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