AVALIAÇÃO: 2/5 EDITORA: GERAÇÃO JOVEM, CORTESIA ISBN: 9788581303437 GÊNERO:  INFANTO-JUVENIL PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 216 SKOOB

“O quarteto de amigos Felipe, Peter, João e Victor são responsáveis por acordar o temido Herobrine, mas o que fazer para se livrar desse ser que a cada dia ganha forças e que é capaz de dominar o mundo de Mine?”

Depois de ver tantos alunos meus, de  7 a 17 anos,  conversando sobre Minecraft e recentemente carregando livros sobre o jogo, fiquei curiosa em tentar me familiarizar com esse mundo de bloquinhos tão famoso.

O livro Herobrine – A lenda está dividido em 16 capítulos, além do prólogo e epílogo. Apesar da capa estar super atraente, com páginas de um papel amarelado mais rústico, não sei ao certo se chama-se papel pólen, a obra deixou a desejar. No início de cada capítulo, aparece uma ilustração grande, bonita e no decorrer das páginas, algumas imagens menores em preto e branco não chamam a atenção.

No início, o livro é confuso, porque o primeiro capítulo é narrado por Felipe, mas quando chega o momento de explicar como foi que Felipe e seus amigos despertaram Herobrine, um narrador oculto aparece, sendo necessário reler diversas vezes essas páginas para ficar claro que foi feito dessa forma, porque não dava para entender direito. No entanto, Felipe volta a assumir a narrativa do capítulo dois até o final da história, sem maiores complicações.

A aventura deve agradar a molecada que gosta do jogo e principalmente os seguidores do canal do Youtube, o TazerCraft, que além do famoso “filme” homônimo ao título do livro, com mais de 12 mil visualizações, possui mais de 2300 vídeos e quase 6 milhões de inscritos. Um ponto negativo do livro são os palavrões que surgem, achei desnecessário, principalmente se formos pensar no público que está sendo alcançado.

“Eu sabia o tom macabro que essa cena tinha: uma vila abandonada, destruída, onde tudo soava a medo e desespero; um amigo que passara o dia sumido que gritava igual doido o nome daquele que todos temiam.”

A história não se aprofunda como deveria, é mal construída, zilhões de dúvidas ficam no ar. Apesar de todas as negativas, acredito que os fãs de Pac e Mike, ou simplesmente apaixonados pelo jogo, gostarão de ler.

“Herobrine segurava uma espada com a mão direita, tinha um sorriso nojento na cara e seus olhos brilhavam intensamente:  ele estava mais forte que nunca! Sua simples presença oprimia todo o meu corpo . Era como se alguém me espremesse por dentro, pelos órgãos, pelos ossos, pelos músculos (…).”

Sobre o autor
Nara Dias 31 anos (22/12) – São Paulo Pós graduada na USP em Ética, valores e cidadania na escola, atua como professora de informática e robótica para crianças de 4 a 11 anos. Também com especialização em Libras - Língua Brasileira de Sinais, participa da comunidade surda da região onde mora, na Baixada Santista. Seu perfil no Skoob com mais de 1200 livros lidos, mostra sua paixão pelo gênero infanto-juvenil, onde capa, ilustração e tipo de impressão interferem muito em suas escolhas.


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