AVALIAÇÃO: 2,5/5   EDITORA: RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501106889 GÊNERO: Fantasia, Humor, Juvenil PUBLICAÇÃO: 2015 PÁGINAS: 128     SKOOB

AVALIAÇÃO: 2,5/5  
EDITORA: NOVO CONCEITO
ISBN: 9788581635675 
GÊNERO: Romance
PUBLICAÇÃO: 2014 
PÁGINAS: 240    
SKOOB

ATENÇÃO: ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DO VOLUME ANTERIOR!

Após a leitura do primeiro livro, é impossível evitar iniciar o segundo volume. Existe a urgente necessidade de saber o destino de Mia Hall após acordar do coma sofrido em consequência do acidente de carro, no qual perdeu os pais Kat e Denny e o irmão mais novo, Teddy. Outro motivo para iniciar a leitura é saber o que aconteceu com Adam Wilde, já que fica evidente que os dois terão destinos distantes geograficamente, ela por causa da aprovação como estudante de violoncelo na famosa Escola de Música e Artes Cênicas Juilliard, ele por causa da ascensão da banda de rock  Shooting Star.

Enquanto o primeiro livro é narrado por Mia, apesar dela estar em coma, Para onde ela foi é narrado por Adam. O enredo inicia três anos após o acidente, três longos anos distantes um do outro. Mia se foi e não deu nenhuma explicação. Em consequência, Adam se torna agitado, irritadiço, com tremores involuntários causados pelo nervosismo contínuo, fumante, viciado em remédios que não o ajudam a dormir, mas famoso. Apesar da fama, ele não vive bem, nem mesmo com os integrantes da banda, porque involuntariamente tornou-se a estrelinha mais procurada pelos tabloides, o que irrita bastante um dos integrantes, Mike, primeiro porque quando Mia se foi Adam largou tudo, banda, faculdade, voltando a morar com os pais, porém depois de um bom tempo procura a banda com dez músicas inéditas, sendo aceito imediatamente de volta por Liz e Fitzy; o segundo ponto que irrita Mike é o fato de Adam conseguir toda a atenção da mídia para si. Depois de algumas rusgas entre os dois, Adam passa a se hospedar em hotéis e voos diferentes do restante da banda, ficando ainda mais isolado e neurótico.

Durante uma entrevista de rotina, Adam surta com a repórter e o empresário da banda, Aldous, resolve cancelar a agenda do artista por mais de 24 horas, para que ele se recomponha e siga com os demais compromissos antes da turnê que durará 67 noites. É nessa folga, entre 13 e 14 de agosto, que Adam reencontra Mia e eles têm a oportunidade de acertar ou pôr um ponto final na história de amor que durou dois anos e ficou estagnada durante esses três anos. Porém, Adam namora uma famosa atriz, Bryn Shraeder, e Mia menciona constantemente o nome de Ernesto Castorel. Será que após todo esse tempo Adam conseguirá entender os motivos que levaram Mia a ir embora?

A capa do livro “Se eu ficar” mostra cenas do filme, por isso a capa desse segundo volume é decepcionante, já que exibe uma outra garota, muito diferente da atriz Chloë Grace Moretz. O fato de Adam Wilde narrar a história foi essencial, afinal exprime seu interior e exterior, como ele ficou após a partida de Mia. No entanto, isso faz com que o encanto de “Se eu ficar” seja deixado de lado. No lugar encontramos palavrões e um rapaz que mostra suas fraquezas de um modo nocivo, entendo que o amor causou sofrimentos e deixou marcas, porém ele mudou radicalmente e isso me irritou, parece que outro Adam foi posto na história. Ele não correu atrás de Mia, não lutou pelo amor que sentia, simplesmente deixou ela ir embora.

A história é narrada ao longo de 23 capítulos, sendo que os capítulos pares são iniciados com um trecho das músicas do álbum Collateral Damage, da Shooting Star, escritas por Adam após o sumiço de Mia. Durante essas horas juntos, Adam narra os procedimentos cirúrgicos pelos quais Mia passou e seu estado após o acidente, essa parte foi bastante interessante e seu empenho em prosseguir se agarrando ainda mais na música clássica foi excelente.

O local e o modo escolhido por Gayle Forman para o reencontro foi até interessante, mas o passeio que ambos fazem pela cidade de Nova Iorque não colou, os diálogos foram superficiais, tive a impressão de que ela estava prolongando a história para conseguir explicar os acontecimentos que levaram à separação, mas não foi bem sucedida.

Para os fãs do primeiro livro, recomendo a continuação, mas não esperem muito da história. Mas se nem do antecessor você gostou, então não arrisque iniciar Para onde ela foi.

“Meu corpo todo está tremendo. Estou surtando. Um dia pode ter apenas vinte e quatro horas, mas às vezes passar por um parece tão impossível quanto escalar o Everest.”

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“Mia… você não entende? A música é o vazio. E você é o motivo.”

Sobre o autor
Nara Dias

31 anos (22/12) – São Paulo

Pós graduada na USP em Ética, valores e cidadania na escola, atua como professora de informática e robótica para crianças de 4 a 11 anos. Também com especialização em Libras – Língua Brasileira de Sinais, participa da comunidade surda da região onde mora, na Baixada Santista. Seu perfil no Skoob com mais de 1200 livros lidos, mostra sua paixão pelo gênero infanto-juvenil, onde capa, ilustração e tipo de impressão interferem muito em suas escolhas.



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