As_sete_irmâs

Avaliação: 4/5 Editora: Arqueiro ISBN: 9788580415919 Gênero: Romance, Romance de época Publicação: 2016 Páginas: 480 Skoob

Acredito que o que torna as obras de Lucinda Riley tão marcantes e emocionantes é a maneira com a qual a autora constrói as histórias. Cada enredo traz personagens extremamente bem construídos e amarrações surpreendentes. Até alguns dias, o único livro que eu havia lido da autora era A Casa das Orquídeas. Apesar de ser um livro extenso, a curiosidade falou mais alto e finalizei a leitura em pouco tempo. Já com este livro, percebi a extensa pesquisa feita pela irlandesa, que costuma abordar diferentes países em suas obras, e o cuidado com o desenvolvimento da história. O primeiro volume da série As Sete Irmãs foi lançado em 2014 pela Editora Novo Conceito, atualmente a série foi adquirida pela Editora Arqueiro e a obra está sendo relançada com uma nova capa. Fiquei contente – e ainda mais curiosa – por ver que havia um lançamento de Riley, ambientado no Rio de Janeiro. Agora, após finalizar a leitura, posso afirmar para vocês que as impressões positivas se consolidaram com As Sete Irmãs.

O livro é o primeiro de uma série de sete volumes. Confesso que me assustei ao saber dessa informação, mas cada um possui início, meio e fim, o que permite que o leitor possa escolher se quer seguir a ordem, ou não. Cada um deles contará a história de uma irmã D’Apliése. As seis irmãs foram adotadas quando pequenas por Pa Salt, um misterioso navegador. Maia, Ally, Star, CeCe, Tiggy e Electra vieram de lugares diferentes e receberam estes nomes em homenagem a uma constelação composta por sete estrelas. A última irmã, dizia o pai, nunca foi encontrada.

As primeiras páginas da história apresentam a família, que se reúne em um momento triste e difícil: a misteriosa morte de Pa Salt. Quando retornam à casa da família, as irmãs recebem a notícia de que o enterro já havia sido feito, para que elas não se entristecessem ainda mais. Antes de morrer, o pai deixa para cada uma delas uma carta com pistas de suas origens. A irmã mais velha, Maia, é a primeira a decidir ir de encontro ao seu destino e, repentinamente, viaja para o Rio de Janeiro, em busca de sua família biológica.

Maia, como tradutora, sabia falar vários idiomas e não teve dificuldades ao chegar no Brasil. Na cidade, encontra Floriano, um escritor do qual havia traduzido diversos livros, que a ajuda a buscar sua família de sangue. Os indícios apontam para a Casa das Orquídeas, na qual viveu a importante família Aires Cabral. Beatriz, o último membro que ainda vive, não quer saber de falar do passado e expulsa Maia quando ela a questiona. Porém, sua empregada Yara parece disposta a ajudá-la e entrega um maço de cartas ligadas a história da família.

Conforme realiza a leitura das cartas de seus antepassados, Maia embarca em uma história de paixão, amor proibido, intrigas, riqueza, entre outras coisas. É a partir daí que ela conhece a história de sua bisavó, Izabela Bonifácio, e o amor proibido que sentia pelo francês Laurent Brouilly, que definiu o futuro da família. Junto a esse desenlace, a autora cria um enredo que se entrelaça à construção do Cristo Redentor, abordando curiosidades e um pouco do processo de criação do monumento.

O livro é extremamente envolvente e o fato de que se passa em nosso país o torna muito melhor. Apesar de ser uma história de ficção, alguns fatos sobre a construção do Cristo Redentor são verdadeiros e é notável o cuidado com as informações tomado pela autora. Inclusive, o que a inspirou a escrever a história, foi o fato dela ter descoberto, em suas pesquisas, que por trás das milhares de pastilhas de pedra-sabão que cobrem o monumento, há mensagens de amor e orações escritas pelas mulheres que ajudaram no processo.

Para mim, a leitura foi muito especial, pois eu não conhecia a cidade e coincidiu que durante a leitura viajei para Petrópolis e por um dia passeei pelo Rio de Janeiro. Então, agora já posso afirmar que conheço uma das novas sete maravilhas do mundo! Quando retornei, continuei a leitura sob outra perspectiva.

Apesar de Maia ser a protagonista do livro, quem rouba a cena é Izabela e sua história de amor proibido. Entretanto, todos os personagens são bem construídos e muito reais, com seus erros e acertos. Nenhum deles é perfeito, o que torna a leitura ainda mais prazerosa, já que é passível de ser realidade. Outro ponto bastante positivo na obra da autora é que você se transporta para outro destino, parece que está assistindo ao desenlace da história ali, do ladinho dos personagens, como espectadora.

As Sete Irmãs ganha quatro estrelas, pois apesar de ser muito bom, acho que a autora corre demais no fim da história e perde a chance de explorar com mais cuidado o desfecho de Maia, assim como os dramas que permeiam sua vida, detalhando melhor. Ainda assim, o livro é uma ótima pedida para quem gosta de romances e não decepciona aos que já são fãs de Lucinda Riley.

“- Você é linda, minha querida Maia. Desejo tantas coisas para o seu futuro… Acima de tudo, desejo que encontre o amor. É a única coisa na vida que torna a dor de viver suportável.”

Sobre o autor
Camila Tebet Camila Tebet, 22 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Lê de tudo um pouco, mas os gêneros de que mais gosta são os romances românticos e chick-lit. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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