quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Os-três-capa-viagens-de-papel

Avaliação: 4/5 Editora: Arqueiro, Cortesia ISBN: 9788580412697 Gênero: Terror, Suspense Publicação: 2014 Páginas: 400 Skoob

Fiquei olhando para a capa desse livro “ Os três” por alguns minutos antes de escrever essa primeira linha. Como sempre, não era exatamente assim que eu gostaria de começar, mas gosto de  deixar vocês por dentro de detalhes a parte das resenhas que comento aqui no site.

Primeiramente, gostaria de ressaltar os detalhes técnicos desse livro. Não preciso demorar muito, já que essa capa F-A-B-U-L-O-S-A fala por si.

Na ilustração, por exemplo, o avião, essa mancha azulada, as três crianças nas faixas avermelhadas e uma quarta listra em tom de preto. É uma capa simples, mas que casa completamente com o sentido do livro, o que, muitas vezes, não acontece com outras capas de histórias tão sensacionais como essa. A laterais das folhas também são na cor preta, o que enfatiza ainda mais o quão sombria é a narrativa.

Um único detalhe que me incomodou  é o fato do livro não possuir orelhas. Aquela partezinha que muita gente usa como marcador, que vai a fotinho do escritor e uma breve apresentação dele(a). Lembrou?

Apesar de toda a euforia da capa, admito que demorei para também ficar eufórica pelo conteúdo. No entanto, quando a história começa a se encaminhar ali perto da metade, tudo muda e você sente que sua vida dependente única e exclusivamente do final, senão nada terá sentido. Exagerei, eu sei.

Bem, Sarah Lotz começa a narrativa de uma forma diferente. Primeiro, apresenta uma personagem e descreve o que acontece com ela, a Pam. Depois, ela abre um capítulo “Quinta-Feira Negra – da queda à conspiração”, como se fosse uma reportagem jornalística.

Tudo acontece no dia 12 de janeiro de 2012 quando quatro aviões, em quatro continentes diferentes, caem sem motivo algum e matam centenas de pessoas. Apenas três crianças sobrevivem, o que surpreende é surpreendente. Por que só elas? Como? De que forma? Nenhum fenômeno consegue explicar.

A saca genial de Sarah foi utilizar trechos de entrevistas,  depoimentos e mensagens trocadas em redes sociais na história. O que sai, e bastante, da mesmice dos livros tradicionais. Gente, juro que quase fui pro Google pesquisar se ocorreu mesmo algo nesse ano que eu estava completamente por fora. (risos escandalosos aqui ).

Bem, as crianças são o foco disso tudo, já que foram as únicas sobreviventes que poderiam explicar o porque da queda dessas aeronaves. Para muitos, elas são verdadeiros milagres e todos acabam criando teorias para explicar o ocorrido.

A partir daí, diversas religiões e cientistas tentam provar que suas teorias são as mais acertáveis logo após a Pam, lembra dela? Citei no começo da resenha, ter gravado uma mensagem de voz pedindo para que vigiassem a criança sobrevivente do voo que ela estava.

A coisa louca é que essas crianças voltaram diferentes desses acidentes. Seria o estresse pós-traumático? Será que foram substituídas por aliens?  O fato é que as famílias dos menores enfrentam uma grande pressão por parte da mídias e das pessoas fanáticas que querem saber mais sobre o que aconteceu na “Quinta-feira Negra”.

Mas, com se isso não fosse o bastante, os familiares dessas vítimas ainda precisam lidar com coisas entranhas que passam a ocorrer na vida dos três.

Ihhh, o que será?

A história é interessante por abordar algo que vem acontecimento na nossa sociedade. A busca incansável que tentamos travar para conseguir explicações. Não posso dar mais detalhes porque não quero estragar a vontade de vocês de lerem o livro. Só que você fica tentando ligar “pistas”, achar um significado em algo dito por um personagem chave, no entanto, tudo que é dito é através de pessoas que querem estar certas, ou seja, você não sabe se está sendo manipulado.

Fiquei chateada no final porque certas coisas não foram explicadas – viu só, nunca estamos felizes – mas acredito que seja parte de algo que a autora queira transmitir para nós.

Sobre o autor
Kamila Renata Brito
Kamila Renata Brito


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