segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Capa A Jornada de Ruth V3 MF.ai

AVALIAÇÃO: 3,5/5 EDITORA: RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501106094 GÊNERO: FICÇÃO HISTÓRICA, ROMANCE PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 406 SKOOB

A jornada de Ruth, escrito por Donald McCaig, nos conta a história de “Mammy”, uma das personagens do clássico “E o vento Levou”, de Margareth Mitchell. De antemão, digo que não tive nenhum contato com o original e nem mesmo com sua adaptação, que foi sucesso de bilheterias. Portanto, a opinião aqui exposta é pertinente somente à leitura do livro lançado pela Editora Record.

A atual sequência ganhou vida após sete décadas do lançamento do original, publicado em 1936. McCaig deu frutos à sua imaginação e, a partir de então, o autor narra a trajetória de Ruth. A história tem início quando Solange, uma herdeira francesa, viaja, juntamente do esposo – o capitão Augustin Fornier, para a colônia de Santo Domingos (Haiti), onde se localiza a propriedade que faz parte do seu dote de casamento. Lá, o casal tem a intenção de reivindicar o engenho de açúcar e tomar as rédeas de toda a confusão que se instaurou na propriedade. Eles acreditam que após a situação se estabilizar, a propriedade lhes trará grandes frutos.

No entanto, o casal se depara com uma realidade totalmente avessa do esperado, a ilha está um verdadeiro caos. A revolta dos escravos tem causado muitos problemas aos seus senhores e prejuízos, o que os obriga a se alojarem próximo ao porto. Os Forniers se veem em meio a uma zona de combate intensa.

Num determinado dia, após uma das patrulhas do capitão Fornier pela região, ele encontra uma criança negra, cuja família fora massacrada. Assim, o capitão a leva para casa e para a esposa, que a chama de Ruth. Durante um período, Solange desenvolveu um plano para que a família pudesse fugir da ilha em segurança, e assim eles partiram para a América. Nos Estados Unidos, os Forniers iniciam sua nova vida. E desde modo, a jornada de Ruth tem início.

Ruth é amada e criada por sua sinhá, porém a vida dá voltas, e a situação dos Forniers muda drasticamente. Deste então, Ruth pertenceu a diferentes donos e esteve presente em três gerações da família.

Como ama-seca (criada doméstica que cuida de crianças depois de desmamadas, inclusive de adolescentes), Ruth desempenha sua função satisfatoriamente. Esta é a história de Mammy, criada fiel de sinhá Solange, Ellen e, em seguida de Scarlett e suas irmãs.

O livro nos mostra a visão do período da Guerra Civil e Napoleônica. O modo como era a vida dos escravos tanto na colônia francesa, quanto na América. Ao acompanharmos os passos de Ruth, vimos como a personagem via o mundo a sua volta. Apesar do livro se referir a Ruth, temos a contextualização do que seus senhores significavam para si, o que permite que os vejamos pelos olhos de Mammy.

A jornada de Ruth é uma obra que retrata a relação do escravo com seu dono, por vezes cruel ou mais amena. O livro traz um pouco da bagagem cultural da época e suas condições sociais. A leitura é interessante e o ritmo é moderado, pois o autor utiliza da linguagem padrão propícia a um escravo, os termos são mais arrastados quando lidos.

O livro não me arrebatou, o que não significa que não os agradará, pois é uma leitura mediana e provavelmente divisora de opiniões. Outro ponto que vale destaque é o enfoque da narrativa não totalmente à protagonista, mas também à Mammy/Ruth e seu meio. Caso algum de vocês tenha lido o original ou venha a ler este livro, adoraria ouvir sua opinião!


Sobre o autor
Patrícia Oliveira Patrícia Oliveira, 25 anos (07/01) – São José/SC. Acadêmica de Direito, leitora assídua e blogueira. Lê de tudo um pouco, seus gêneros literários favoritos são romance histórico, época e contemporâneo, thriller psicológico, fantasia épica e clássicos. Sempre cultivou a ideia de criar um blog, onde pudesse compartilhar sua opinião. Quando não está fazendo tarefas cotidianas, geralmente está divertindo-se na companhia de seus bichos de estimação. Curte séries, filmes de comédia romântica e animes, mas sua grande paixão é a literatura.


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