sexta-feira, 15 de julho de 2016

AVALIAÇÃO: 2.5/5 EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA ISBN: 9788555340048 GÊNERO: ROMANCE, DISTOPIA PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 310 SKOOB

AVALIAÇÃO: 2.5/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788555340048
GÊNERO: ROMANCE, DISTOPIA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 310
SKOOB

A coroa se inicia basicamente no ponto em que termina A Herdeira, ou seja, temos uma Eadlyn tentando lidar com a carta de Ahren, preocupada com sua mãe que está em um estado de saúde delicado, tendo que seguir com o cronograma da Seleção e, para piorar, tendo que aprender na marra a liderar um país, já que Maxon se afastou pra ficar com America.

Com tudo isso acontecendo na vida de Eadlyn, não é de se admirar que a personagem evolua e mude muito do livro anterior para este. Com toda a pressão que estava passando, a protagonista passou a ver com outros olhos a Seleção. Desde o início isso era algo de que ela nunca foi a favor, até porque nunca acreditou que iria encontrar o tipo de amor que há entre seus pais, mas com todos os acontecimentos Eadlyn começa a pensar nos pretendentes mais úteis, que se encaixariam melhor no papel de Rei e em um casamento por convenção. Essa decisão, porém, nunca pareceu tão difícil, pois cada pretendente tem suas qualidades e a herdeira do trono está correndo contra o tempo

Quem leu A Herdeira vai jurar de pé junto que a protagonista desse livro não é a mesma do anterior. Isso porque Eadlyn mudou completamente. Convenhamos que até foi uma mudança para melhor – não aguentava a arrogância e infantilidade dela -, que a tornou mais tragável, mas que, para mim, pareceu forçada. Entendo que as circunstâncias ajudaram no crescimento e amadurecimento da personagem que é incrível, mas tudo aconteceu tão rápido que pareceu forçado. Realmente tive a sensação de estar lendo um livro com uma protagonista diferente. E tenho a impressão de que a autora quis desfazer a imagem que os leitores criaram da protagonista, quis se redimir dos erros anteriores.

Aliás, que teimosia essa menina tem, hein? Mesmo com tudo isso acontecendo – a pressão do povo, o trabalho como regente de um país, e alguém tentando roubar o trono – ela, mesmo tendo a oportunidade de cancelar, continua com a Seleção. Aliás, senti a protagonista muito mais sentimental nesse livro. Tanto que a primeira metade do livro é basicamente mimimi da mesma. Agora, da outra metade do final praticamente tudo começa a acontecer. De uma hora pra outra temos reviravoltas, estratégias, escolhas, revelações. É um tumulto de acontecimentos e em meio a tudo isso temos a escolha da Eadlyn por seu marido (que não surpreende), e várias coisas são (mais uma vez) deixadas de lado.

Se eu já havia me frustrado com o final de A escolha – que deixa MUITAS pontas soltas – esse então me irritou profundamente. Pelo menos no final da “trilogia”, houveram momentos mais mágicos, emocionantes. Nesse eu senti que foi uma correria sem fim pra terminar um livro, deixando um enredo mal desenvolvido e um final meia boa com milhões de perguntas sem resposta.

Já havia aceitado que a parte política (que daria um prato cheio!) não seria explorada como se deve – e realmente não foi -, mas foram tantas coisas deixadas em aberto que não teve como não me frustrar. Poxa, ela podia ter se alongado ao menos mais um pouco pra explicar mais as coisas.

No geral, o livro é bem frustrante, ainda mais por se tratar de um final de série. Confesso que gostei bem mais da protagonista aqui (está meio forçada, mas muito mais agradável), e a narrativa de Kiera continua envolvente e fluida (não sei como ela consegue, mesmo a história não estando das melhores!), o que torna o livro uma leitura rápida e relativamente agradável. Não é um livro horrível, mas eu esperava bem mais e me frustrou enormemente. Se tivesse realmente terminado em A Escolha teria sido bem melhor.

Sobre o autor
Larissa Gaigher Larissa Gaigher, 19 anos (12/06) – Rio de Janeiro Estudante de administração e química, leitora ávida e blogueira por paixão. Embarcou no mundo da literatura quando tinha 10 anos e nunca mais saiu de lá. Apaixonada também por música, séries e filmes. É uma geminiana típica, sempre faz muitas coisas ao mesmo tempo e muda de ideia várias vezes, tanto que não consegue definir um gênero favorito. Carioca da gema, tem 19 anos, adora uma boa praia, muita comida e diversão.


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