O voo da bailarina

AVALIAÇÃO: 5/5
EDITORA: BESTSELLER, CORTESIA
ISBN: 9788576849797
GÊNERO: BIOGRAFIA, MEMÓRIAS
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 272
SKOOB

Lançado este ano pela Editora BestSeller, o livro O voo da bailarina traz a autobiografia de Michaela DePrince. Neste livro, ela nos mostra de como saiu da guerra em Serra Leoa e virou uma estrela.

Mabinty Bangura nasceu em Serra Leoa no ano de 1995, nasceu com uma doença chamada vitiligo – uma doença que causa manchas em sua pele. Seu pai, mesmo com todas as dificuldades vividas, decidiu que ela precisava estudar e mostrar seu potencial. Até que seus pais morrem devido à guerra e ela vai morar com seu tio, que batia na esposa e filhos – o único que não apanhava era o menino.

Quando chega ao orfanato, ela é recebida por Papa Andrew e logo passa a ser conhecida como número 27. É nesse orfanato que ela conhece outra Mabinty, que vai se tornar muito mais do que sua melhor amiga.  Durante o tempo que passou no orfanato, Mabinty viu muitas coisas, porém lá ela encontra a capa de uma revista como uma bailarina.

A vida de Mabinty muda novamente quando as crianças do orfanato receberam os livros chamados Livro da Família com suas novas famílias, americanos que iriam adotá-las. Mas Mabinty foi a única criança do orfanato que não recebeu. Quando todas as crianças vão para Gana para poder embarcar rumo aos Estados Unidos, Mabinty recebe a notícia que uma família iria levá-la para casa…e a família dela é a mesma que de sua melhor.

Elaine DePrince é a nova mãe de Mabinty, que além de adotar as duas meninas, adotou outras crianças e também teve filhos biológicos. No novo país, elas adotam um novo nome. Mabinty se torna Michaela e a sua amiga Mabinty se torna Mia. A mãe de Michaela soube que ela queria fazer balé e tornou o sonho da menina possível.

O sonho de Michaela era se tornar uma bailarina clássica e desde cedo teve que se esforçar muito para conseguir o que queria, talvez um pouco mais por ser negra. Após muito lutar, Michela apareceu no documentário First Position, que fez que sua carreira decolasse de vez. Ela também participou do programa Dancing With Stars, e no ano de 2012 foi incluída no Huffington Post “18 abaixo de 18”, que é a lista dos jovens mais surpreendentes do ano. Em 2013, a revista Newsweek publicou a lista de “125 mulheres de impacto” e ela estava incluída. Atualmente, ela dança no Dutch Nacional Ballet.

Nesse livro, Michaela deu voz e esperança às meninas negras, órfãs, nascidas em um país com guerra civil, e depois vemos também ela dar voz às famílias que resolvem adotar. Além disso, ela mostra que o racismo está presente em todos os lugares e que é apenas a cor da pele e nada além.Com uma leitura fácil e gostosa de se fazer, é um livro cheio de lições de vida e podemos ver que existe amor e pessoas como Elaine e Charles DePrince, que deram amor às crianças na África, adotando cinco crianças africanas. No livro, vemos que eles não são pessoas que possuem um poder aquisitivo muito alto, porém fizeram de tudo pelas cinco garotas.

“Embora meus pais e irmãos fossem brancos e eu e minhas irmãs negras, não nos preocupávamos com a cor de pele. Não eram só os brancos que olhavam para nós; os negros olhavam também. Não eram só os brancos que nos mostravam como eram racistas. Os negros sempre faziam isso também.”


Sobre o autor
Stephany Guebur Stephany Guebur, 21 anos (05/01) – Paraná Jornalista. Começou a ler no ensino fundamental, porque quanto mais livros apresentava, mais ganhava pontos na média. A partir daí, descobriu que ler é maravilhoso e que podemos viajar sem sair do lugar. Apesar de ter dado uma parada entre o ensino médio e a faculdade, sempre lia um livro aqui, outro ali. Entre seus livros favoritos estão a série "O Diário da Princesa", "Na Natureza Selvagem", e os de Monteiro Lobato, com os quais entrou no mundo da literatura, como muitas outras crianças. Além disso, é apaixonada por séries e viagens.


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