AVALIAÇÃO: 4/5 EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA ISBN: 9788501401083 GÊNERO: FANTASIA PUBLICAÇÃO: 2016 PÁGINAS: 574 SKOOB

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: GALERA RECORD, CORTESIA
ISBN: 9788501401083 GÊNERO: FANTASIA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2016
PÁGINAS: 574
SKOOB

Em Dama da meia-noite acompanhamos Emma Castairs cinco anos após a Guerra Maligna que aconteceu em Cidade do fogo celestial, o último livro da série Os instrumentos mortais. Pra quem não sabe, a trilogia Peças Infernais, a série Os instrumentos mortais e Os artifícios das trevas fazem parte do mesmo universo e por vezes se entrelaçam, mesmo que se passem em épocas diferentes. Por isso, eu recomendo a leitura dos livros anteriores pra uma ambientação melhor dos acontecimentos.

Neste volume, temos Emma que teve seus pais assassinados na Guerra Maligna e, aproveitando a onda de acontecimentos, a Clave coloca a culpa em Sebastian, líder da Guerra. Só que Emma nunca acreditou que tivesse sido isso que aconteceu e, por conta própria, faz investigações em busca da verdade.

Do outro lado temos Julian, parabatai de Emma, que teve que matar o próprio pai em Cidade do fogo celestial por este ter sido transformado em Crepuscular e desde então pegou a responsabilidade criar seus quatro irmãos mais novos.

Os dois são confidentes, melhores amigos e contam um com o outro pra tudo, porém, depois de passar dois meses fora Julian já não parece mais o mesmo. Emma, quer seu amigo de volta, ainda mais agora que ela conseguiu uma pista sobre o assassinato dos pais: existem outros casos semelhantes à morte deles – de mundanos e do Povo das Fadas – que a Clave quer esconder. O problema é que, após o acordo da Paz Fria, Nephilim não pode mais estar em contato com o Povo das fadas, muito menos ajudá-los. Porém, quando eles pedem ajuda a eles, oferecendo o irmão de Julian, Mark (que havia sido levado pela Caçada Selvagem), de volta eles não podem recusar.

O primeiro ponto a falar desse livro é sobre a escrita. Desde os primeiros livros eu gostei do universo criado por Cassandra Clare, mas por conta de sua protagonista chata e uma escrita que não ajudava muito, não foram leituras fantásticas como poderiam ter sido. Em Dama da meia-noite, ao contrário dos outros, tem uma narrativa muito mais madura e que envolve logo nas primeiras páginas, coisa que fez com que eu, apesar do tamanho do livro, concluísse a leitura rapidamente.

Narrado em terceira pessoa, acompanhamos os fatos, em sua maioria, do ponto de vista de Emma ou Julian, mas temos esporadicamente outras perspectivas que enriquecem e dão uma dinâmica maior à leitura. Os personagens são incríveis. Confesso que gostei muito mais do jeito determinado e espertalhão de Emma do que eu gostava de Clary. Cassandra foi muito mais feliz na criação dela do que de sua protagonista antecessora. O único problema, assim como em seu livro anterior é o romance (ou quase romance) que se desenvolve entre os dois protagonistas. A autora sisma de insistir nesse clichê de romance proibido – afinal os parabatai não podem se envolver romanticamente – que ela, obviamente, não sabe desenvolver. Depois desse livro, ficou mais do que confirmado pra mim que a autora não sabe escrever romance e ficaria bem melhor se deixasse esa parte de lado.

Outra questão que no começo é legalzinho mas depois incomoda é a aparição constante de Jace e Clary na história. Esse é um novo livro, mas Cassandra não parece querer largar o osso. Ou talvez o problema seja que eu realmente não gosto tanto dos dois.

Fora isso, os personagens desse livro são incríveis. A autora sabe desenvolver uma boa relação interpessoal entre os personagens e dá-los características únicas e reais. Mesmo os personagens secundários conseguem ser cativantes e apaixonantes, cada um a sua maneira.

Sobre a trama: ela é espetacular. Esse é de longe o livro da autora que mais pega de surpresa, que mais me deixou de queixo caído durante a leitura. Ela conduz o enredo de tal forma que nós esperamos alguma coisa mas quando vemos é outra totalmente diferente. Ela deixa a gente sem fôlego, sem acreditar no que está acontecendo. Além disso, o livro é repleto de ação, cheio de acontecimentos a todo tempo, o que deixa a leitura ainda mais ágil.

De maneira geral, acredito que esse é um ótimo livro! A autora me surpreendeu com a qualidade da escrita e o desenvolvimento da trama. E apesar dos erros que repetiu com relação a série anterior, eu ainda amei a leitura e fiquei muito ansiosa pelos próximos volumes!


Sobre o autor
Larissa Gaigher Larissa Gaigher, 19 anos (12/06) – Rio de Janeiro Estudante de administração e química, leitora ávida e blogueira por paixão. Embarcou no mundo da literatura quando tinha 10 anos e nunca mais saiu de lá. Apaixonada também por música, séries e filmes. É uma geminiana típica, sempre faz muitas coisas ao mesmo tempo e muda de ideia várias vezes, tanto que não consegue definir um gênero favorito. Carioca da gema, tem 19 anos, adora uma boa praia, muita comida e diversão.


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