segunda-feira, 13 de junho de 2016

Avaliação: 4/5 Editora: Seguinte, Cortesia ISBN: 9788565765411 Gênero: Romance, Jovem Adulto Publicação: 2014 Páginas: 337       SKOOB

Avaliação: 4/5
Editora: Seguinte, Cortesia
ISBN: 9788565765411
Gênero: Romance, Jovem Adulto
Publicação: 2014
Páginas: 337
Skoob

Apesar do que muita gente imagina esse não é um livro espírita. Cartas de Amor aos Mortos é um romance delicadamente sensível e prazeroso. Essa é primeira obra que leio da autora, e posso afirmar que fiquei encantada do inicio ao fim.

A narrativa conta a história da Laurel. Uma adolescente de 15 anos que está tentando superar a perda recente da irmã, May, e com a ansiedade de encarar o primeiro ano do ensino médio em uma nova escola. Já que na antiga, todas as pessoas conheciam May, e ela não aguentaria tantas perguntas e olhares de pena. Além de lidar com a família que ficou despedaçada após a tragédia.

Como primeira tarefa de inglês, na nova escola, a professora Buster orienta a turma de Laurel a  fazer um trabalho: escrever uma carta para uma pessoa que já morreu.

Ela, diferente de todos os outros, não escreve só uma carta. Escreve várias. O destinatário? Os mais diversos. Kurt Cobain, Jurdy Garland,Amelie Eahart,Amy Winehouse, são apenas alguns.

O mais interessante é que a Laurel conversa deliberadamente com todos eles. Conta da sua vida, compartilha o que se passa em seu coração e relembra um pouco da vida desses dessas personalidades. Ao decorrer do tempo, Laurel faz novas amizades. Hannah, Natalie, Kristen e Tristan, formam um grupo de amigos diferente, mas com uma coisa em comum: cada um está enfrentando um conflito interno. E claro, não

posso deixar de citar Sky. O cara que a faz suspirar.

Aparentemente, tudo parece bem. Mas, nós leitores, sabemos da verdade. Laurel está despedaçada. May era tudo para ela. Sua inspiração, sua referência. Era a fada que tinha asas reluzentes e que a protegia de tudo. Ou quase.

“Quando olho pra Sky, lembro que o ar não é apenas algo que existe, mas que se respira. Mesmo que esteja do outro lado do pátio, consigo ver o peito dele se movendo”

A verdade, é que May era cheia de imperfeições. Essas, que a irmã mais nova tenta ignorar. E é um pouco irritante o fato de Laurel a colocar em um pedestal, como se fosse um exemplo a ser seguido. Ao mesmo tempo, ela lida com uma mãe que a deixou morando ora com a tia, ora com o pai. A mãe que liga pouco. A mãe que fugiu para a Califórnia e a abandonou, por também não saber lidar com a perda da filha.

São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que é impossível não se identificar com algum dos personagens. É uma história repleta de dramas que contempla vários tipos de amores. Por isso, não indico para quem quer ler algo leve. Essa história não tem nada de leve, por sinal.

Aos poucos, a autora vai revelando o que de fato aconteceu com May e como ela morreu. E sim, é BOMBÁSTICO. Jamais teria pensando naquilo. Cada personagem ganha um final, então não fique com medo de que acabe de uma hora para outra sem maiores explicações. Todos os destinos já estão traçados.

Outra coisa envolvente, é que apesar de ser uma ficção, e de toda a história se passar através de cartas, a narrativa flui rapidamente. Desde o primeiro parágrafo você já sente a intensidade do que virá pela frente. Cartas de Amor aos Mortos é um livro que merece ser apreciado e sentido com todo o seu coração.

Sobre o autor
Kamila Renata Brito
Kamila Renata Brito


Deixe uma resposta

  1. terça-feira, 14 de junho de 2016.

    Oii, sempre tive vontade de ler esse livro mas as várias críticas negativas me desanimaram. Adorei sua resenha e vou ler assim que eu terminar minha pilha kkkk

    • quarta-feira, 15 de junho de 2016.

      Oiii, Taynara!! Fico feliz que você tenha mudado de ideia. Leia e depois vem aqui me contar o que achou. Beijão

  2. quinta-feira, 16 de junho de 2016.

    Oi Kamila! Gostei da resenha, também senti vontade de fazer a leitura.

    • quinta-feira, 16 de junho de 2016.

      Oiiii, Nara!!! Fico muito feliz. Depois vem aqui compartilhar o que você achou. Beijo 😉

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