Morte de Tinta (Mundo de Tinta #3)

AVALIAÇÃO: 4/5
EDITORA: SEGUINTE, CORTESIA
ISBN: 9788535917062
GÊNERO: FANTASIA, JOVEM ADULTO
PUBLICAÇÃO: 2010
PÁGINAS: 576 SKOOB

ATENÇÃO: ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES!

Morte de Tinta é o último livro da trilogia Mundo de Tinta escrita por Cornelia Funke. Como já disse na resenha do segundo livro, Sangue de Tinta, ele foi cansativo em algumas partes e muitos personagens foram inseridos na história, tornando-a um tanto confusa.

No começo vemos a história entre Meggie e Farid se densenrolar. Lembram quem antes quem queria ir embora era Mo? Pois é, agora Mo quer ficar e Resa quer embora.  O personagem de Dedo Empoeirado continua com as Damas Brancas.

Nesse livro, vemos Fegnolio tentando combater Orfeu que se perde nas criações feitas por Fegnolio, alias ele não escreve mais. Enquanto Mortimer quer consertar o erro que cometeu ao encadernar o livro que torna Cabeça de Víbora imortal. Além disso, Mo as vezes fica estranho, isso quando ele vira Gaio – um herói fora da lei- que anda sempre como Príncipe Negro e seus companheiros. A tia Elinor fica para fora do mundo fantástico, porém ela consegue dar um jeito de se aventurar do outro lado das páginas.

Bom, o livro Morte de Tinta me surpreendeu, o que o segundo não conseguiu, apesar da autora ter enrolado em algumas partes, o que acabou deixando o livro em alguns momentos cansativo de ler. Apesar de tudo, é aqui que vamos descobrir o que acontece com as tramas tensas e as mudanças dos personagens.

Falando um pouco dos personagens, Mo está diferente do que conhecemos em Coração de Tinta e aqui ele aceita o papel que Fegnolio designou para ele. A Maggie estava chata e acabou sendo uma personagem apagada nesse livro. Doria – um personagem que conhecemos nesse livro – é muito querido.

As capas dos três livros são lindas e parecidas entre si, também gosto que a autora coloque pequenas trechos de livros no início de cada capítulo. Além de tudo, a diagramação é perfeita. Uma coisa que me irritou muito foi a tradutora Carola Saavedra trocar a palavra saltimbanco por menestréis.

Acho que se a história fosse concentrada em um único livro, teria sido bem mais legal. Tenho a impressão que esses dois últimos volumes da trilogia foram escritos por causa do sucesso que primeiro proporcionou. Mas também não posso negar que é muito legal estar no universo de Fegnolio e conhecer tantos personagens diferentes.

Afinal, era exatamente isso o que as pessoas procuravam nos livros: grandes sentimentos nunca vividos, dor que, se tornasse muito forte, era possível deixar para trás apenas fechando o livro.

A mulher do musgo deixou que ele a ajudasse, mas o olhava com certa hostilidade. – O que que dizer com isso? Que aos olhos dos humanos nós somos todas iguais? – perguntou ela rudemente. – Bem conosco é a mesma coisa. Como posso saber se já vi você alguma vez?

 

Sobre o autor
Stephany Guebur Stephany Guebur, 21 anos (05/01) – Paraná Jornalista. Começou a ler no ensino fundamental, porque quanto mais livros apresentava, mais ganhava pontos na média. A partir daí, descobriu que ler é maravilhoso e que podemos viajar sem sair do lugar. Apesar de ter dado uma parada entre o ensino médio e a faculdade, sempre lia um livro aqui, outro ali. Entre seus livros favoritos estão a série "O Diário da Princesa", "Na Natureza Selvagem", e os de Monteiro Lobato, com os quais entrou no mundo da literatura, como muitas outras crianças. Além disso, é apaixonada por séries e viagens.


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