livro-das-vidas

Avaliação: 4/5
Editora: Companhia das Letras, Cortesia
ISBN: 9788535911541
Gênero: Jornalismo Literário
Publicação: 2008
Páginas: 312
Publicação: 2016
Skoob

Esses dias, a Maria Luiza compartilhou no blog uma lista de cinco livros de jornalismo literário para conhecer! Hoje, vou falar sobre uma obra que não estava na lista dela, mas que faz parte da mesma coleção e também vale muito a pena ler. “O livro das vidasfoi organizado por Matinas Suzuki Jr. e traz uma reunião de obituários que foram publicados no jornal New York Times. Apesar de serem textos publicados após a morte da pessoa, na verdade os obituários falam sobre a vida dela – são uma homenagem à tudo o que a pessoa viveu e conquistou. É uma forma de sempre lembrar da pessoa e mostrar o quanto ela foi importante.

Apesar de no Brasil não ter tanto reconhecimento no jornalismo, os obituários são como textos literários em países como Estados Unidos e Inglaterra. Por lá, os jornalistas disputam esse espaço, que tem muito prestígio. O New York Times é um dos principais jornais dos EUA e seus obituários contam histórias de pessoas comuns, que comovem e emocionam, e a coluna diária é uma das mais lidas do periódico.

O livro, publicado pela Companhia das Letras, traz diversos desses textos que impressionam pela qualidade em sintetizar em poucos caracteres uma vida inteira, contando histórias de maneira emocionante e mostrando que cada uma dessas vidas foi importante. Na orelha do livro, há uma citação de Bill McDonald, editor de obituários da Times, que sintetiza muito bem o que é um bom texto desse gênero: “os melhores obituários são aqueles que nos falam de pessoas sobre as quais nunca tínhamos ouvido falar antes e nos deixam chateados por não termos tido a chance de conhecê-las”.

Durante a leitura, fiquei muito com essa sensação. Todas as histórias são incríveis a sua maneira, tanto as que contam sobre a vida de pessoas que fizeram descobertas maravilhosas para a humanidade, tanto quanto aquelas que viveram suas vidas de maneira mais tranquila, sem grandes feitos. Entre os obituários que mais me marcaram, estão o de Meyer Michael Greenberg, que ficou conhecido pelos pobres e desabrigados de Nova York por distribuir pares de luvas para os moradores de rua durante o inverno; Rachel Neufeld, uma mulher sobrevivente do Holocausto; Harry Rosen, fundador do estabelecimento do Brooklyn famoso pelo seu cheesecake; Robert McG. Thomas Jr., que por muitos anos foi obituarista do Times; entre vários outros.

Além de todos os incríveis textos, que mostram que cada vida tem seu valor, o fim da obra conta com um texto de Matinas Suzuki Jr., organizador do livro, que fala sobre a importância do obituário. Ele conta que os obituários da Times são exemplos de bom jornalismo e fala que um obituário é “quase sempre uma ode à vida – ainda que reitere a brevidade de tudo, ao tomar o ponto final da existência como ponto de partida do jornalismo”. Em seu ensaio, Matinas dá vários exemplos e destaca que esse tipo de texto é muito difícil de ser feito, mas extremamente relevante.

Eu diria que “O livro das vidas é fundamental para qualquer jornalista, já que com certeza traz muitos ensinamentos sobre o gênero e sobre a importância de se contar histórias. Mas este é um livro que deve ser apreciado por todos. É muito bom de ler e desperta diversas emoções durante a leitura. Uma homenagem à muitas pessoas que fizeram a diferença, cada uma a sua maneira.

Sobre o autor
Camila Tebet
Camila Tebet Camila Tebet, 24 anos (05/06) – Paraná Jornalista, tem a literatura como uma de suas paixões. Acredita que os livros têm o poder de transformar e falar sobre essa arte é um de seus passatempos favoritos. Entre os seus livros favoritos estão "Harry Potter" (é claro), "Na Natureza Selvagem", "Orgulho e Preconceito" e "A Menina Que Roubava Livros". Também é apaixonada por séries, cinema e fotografia. Escreve também para o site www.expressocultural.com.


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  1. segunda-feira, 16 de maio de 2016.

    Eu tenho formação em jornalismo por isso posso afirmar que já li alguns enredos parecidos com esse que você comentou. Não conhecia esse título, mas já me interessei bastante, especialmente por gostar bastante desse gênero e ser da minha area. Imagino mesmo que a leitura desse deve trazer vários ensinamentos. Vou conferir com certeza. Obrigada pela indicação!
    Beijos, Fer

  2. segunda-feira, 16 de maio de 2016.

    Oi Camila, não conhecia o livro e nem o gênero dos obituários, mas fiquei muito curiosa, obrigada pela dica, vou dar uma procurada nesse livro e em outros que falem do tema.
    Você citou que esse faz parte de uma coleção, os outros também contém obituários, ou são outros estilos de textos jornalísticos?
    Parabéns pela resenha.
    Bjs

    • Camila Tebet
      segunda-feira, 16 de maio de 2016.

      Oi, Juliana! Os outros livros da coleção possuem outras temáticas =) Alguns trazem investigações, grandes reportagens, perfis culturais… São temas bem amplos, mas todos são muito bons. Recomendo muito a coleção!

  3. segunda-feira, 16 de maio de 2016.

    Oi Camila, tudo bem?
    Esse livro deve ser realmente muito interessante para os jornalistas e para quem está cursando jornalismo.
    Mas confesso que mesmo não sendo da área eu achei ele super interessante e descobri agora por meio de sua resenha que nos USA os obituários tem tanta importância e são como quaisquer textos literários.
    Fiquei bem curiosa com esse livro e se eu tivesse oportunidade com certeza leria…

    Beijos :*
    http://www.livrosesonhos.com/

  4. terça-feira, 17 de maio de 2016.

    Ooi
    Estou bem confusa quanto a qual curso fazer, mais jornalismo esta na lista, então de cara já ameia dica haha E não apenas por isso, como você mesmo disse “deve ser apreciado por todos”, e é isso que parece mesmo pela resenha.
    Sem contar que amo livros que nos transmitem ensinamentos.
    Nunca li nada do tipo, fiquei bem interessada em ler para conhecer. Obrigada pela dica e parabéns pela resenha, amei!
    Beijoos!
    http://estantemineira.blogspot.com.br/

  5. terça-feira, 17 de maio de 2016.

    Olá, eu não conhecia o livro e achei que não fosse me interessar, mas após ler a sua resenha completa eu me peguei curiosa para saber mais sobre essa obra. Deve ser muito interessante acompanhar as páginas e entender cada vez mais. Fiquei interessada.

  6. terça-feira, 17 de maio de 2016.

    Oi Camila, este é um livro que eu com certeza não leria. Os obituarios não possuem relevancia literaria no Brasil porque são apenas informativos, em outros paises a cultura é diferente.
    Passo a dica!!!
    Beijos

  7. terça-feira, 17 de maio de 2016.

    Oi Camila. Tudo bem?

    O livro parece ser incrível pela maneira que está descrito pela sua resenha. Para ser sincera eu não conhecia a obra, mas vou procurar mais informações sobre ele. Obrigada pela dica.

    Bjos

  8. terça-feira, 17 de maio de 2016.

    Olá!
    Não conhecia esse livro ainda, mas me encantei com sua resenha. Sem dúvida, deve ser um livro que traz muitos ensinamentos. Vou procurar saber mais sobre ele e quem sabe o leia em breve.

    Beijos

  9. terça-feira, 17 de maio de 2016.

    Confesso que a premissa não me chamou a atenção…
    Apesar de não ter lido, o gênero não é aquele que estou acostumada e não tenho interesse em ler.
    Mas que bom que a leitura te agradou, despertou diversas emoções em você, isso é ótimo!
    Amei a resenha!

    Virando Amor

  10. quarta-feira, 18 de maio de 2016.

    Oioe!
    Eu ainda não conhecia esse livro, mas fiquei interessada nos textos. Fico imaginando cada um deles, que foi conhecida apenas depois da morte. Um livro bem interessante, que com certeza, me fará refletir. Muito bom.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

  11. quarta-feira, 18 de maio de 2016.

    Oi Camila,
    não conhecia o livro, na verdade nunca havia visto nada nem de longe parecido, já havia ouvido falar dos obituários, mas muito pouco. Gostei desse introdução explicativa na resenha, achei a premissa interessante, mas não leria por uma questão pessoal. Sou adepta da ideia de que devemos falar e fazer tudo para a pessoa enquanto se está viva, após a morte, pelo menos pra mim, não faz muito sentido a enxurrada de homenagens que se sucedem. Na minha opinião todo esse ritual é muito mais para os vivos, do que pra quem morreu. Eu por exemplo, amo rosas brancas e nunca recebi nem o caule de uma, quando eu morrer vai ter aquele monte, que eu infelizmente não poderei tocar, cheirar, nem tão pouco agradecer… Por isso já falei que não quero, posso está sendo drástica mas pra mim isso tudo é hipocrisia de quem ficou.

    Abrç

  12. quarta-feira, 18 de maio de 2016.

    Oi
    Certamente seria um livro que eu leria.
    Adoro obituários. Revelam tanto e tão pouco das pessoas que partiram que nos levam a pensar além daquilo. É difícil definir um ser humano e seus feitos em algumas linhas.
    Não conhecia, mas já anotei a dica.
    Beijinhos
    Rizia – Livroterapias

  13. quarta-feira, 18 de maio de 2016.

    Oiii!

    Eu já ouvi sobre esse livro mas ainda não tive a oportunidade de ler. Acho que, como estudante de jornalismo, preciso ler e conhecer um pouco mais desse espaço na área.
    A resenha está ótima!! Parabéns por ela e espero ter a mesma sensação durante a leitura.

    Beeijinhos

  14. quarta-feira, 18 de maio de 2016.

    Que livro incrível!!!
    Eu não o conhecia! Amo livros jornalísticos, e esse trazendo um pouco do trabalho desses jornalistas, realmente, fiquei louca por ele! Sempre soube que os obituários em alguns outros países eram levados “a sério” e tinham história pra contar. Mas não sabia que poderiam ser tão lindos a ponto de reunidos em uma obra!

  15. quarta-feira, 18 de maio de 2016.

    Uau, nada sabia sobre o livro, mas… uau! Eu adorei saber que existe uma obra como essa no Brasil, que traz uma cultura jornalística do exterior desse modo tão sensível. Fiquei curiosa para ler esses obituários que podem, aparentemente, comover qualquer leitor e, de quebra, oferecer aos aspirantes ao jornalismo uma noção ampla sobre esse gênero tão pouco valorizado em nosso país. Quero ler, com certeza, flor!

    Beijos!
    http://www.myqueenside.com.br

  16. quarta-feira, 18 de maio de 2016.

    Não conhecia o livro não, mas achei a proposta bem interesse. E achei mais interessante ainda essa ideia de ler livros jornalísticos. A gente fica tão bitolada em ler livros de fantasia, romance e afins e acaba deixando de lado livros sobre fatos reais.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

  17. quinta-feira, 19 de maio de 2016.

    Oi!
    Não sabia que tinha esse tipo de coisa lá fora, deve ser muito legal você pegar o jornal e ver uma linda homenagem a alguém que foi importante pra você, e não só dizendo que ela morreu e fim.
    Gostei muito da proposta do livro e quero muito ler ele, princaipalmente por serem pessoas reais, e não famosos onde a vida sempre é uma mentira

  18. quinta-feira, 19 de maio de 2016.

    Olá!
    Eu amo livros jornalísticos mas achei esse livro um pouco mórbido . contar a vida das pessoas depois que elas já morreram e ter disputa de jornalistas para isso. Talvez seja uma forma da família guardar uma última lembrança não sei. Mas acho que deveria ser algo íntimo e não publicado em um livro. Com certeza não leria esse livro

  19. quinta-feira, 19 de maio de 2016.

    Camila, achei muito interessante este livro e sua análise dele, muito legal essa vida espetacular na qual temos a possibilidade de aprender sempre e como eterna aprendiz que sou, gostei de saber sobre essa coisa de obituário ser tão valorizada em alguns países e de jornais disputarem esse espaço. Fiquei tocada com este trecho: um obituário é “quase sempre uma ode à vida – ainda que reitere a brevidade de tudo, ao tomar o ponto final da existência como ponto de partida do jornalismo”. Que coisa mais linda de valorização do que as pessoas foram.
    Parabéns pelo seu maravilhoso texto.

    Bjs
    Tânia Bueno Faces

  20. sexta-feira, 20 de maio de 2016.

    Oi, tudo bem?
    Nunca tinha visto esse livro e confesso que não leio muito esse gênero, porque não é um dos meus favoritos, sabe? Mas fiquei realmente bem curiosa com a dica de leitura, interessante essa coisa de obituário, eu não sabia sobre isso, acredita? E deve ser muito interessante mesmo ler sobre pessoas que foram especiais de alguma forma. Enfim, é um livro que de cara não me despertou curiosidade, mas agora quero ler pra ontem kkkkk

    Beijos :*

  21. sexta-feira, 20 de maio de 2016.

    Oi, Camila! Tudo bem com você??
    Bom, eu não conhecia nenhum livro do gênero desse. No entanto, e apesar do tema um pouco mórbido, ele me despertou interesse. Sempre gostei de saber a história de vida das pessoas, acho que elas nos passam um grande aprendizado. Agradeço pela dica.

    Beijinhos da Mady.

  22. sexta-feira, 20 de maio de 2016.

    Oi!
    Eu ainda não conhecia livro, mas sua resenha me deixou curiosa, já que nunca pensei que ler obituários poderia ser algo interessante. Não sei se vou ler agora, mas gostei da indicação, é interessante essa mistura de pessoas famosas com outras desconhecidas.
    Beijos!

  23. sábado, 21 de maio de 2016.

    Olá, sabe que eu não conhecia esse livro ainda e fiquei bem curiosa com ele, ele foge bastante dos livros que estou acostumada a ler e acredito que seria uma boa começar a ler ele para ver o que irei achar. Pela sua resenha ele parece ótimo, fiquei bem curiosa!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

  24. segunda-feira, 23 de maio de 2016.

    Oi *—*

    Sabe que não conhecia esse gênero ainda, não fazia nem ideia que existisse. Sou bem sincera em te falar que não gosto de ler livros escrito por jornalistas. São ótimos e muito bem trabalhados mas são bem cansativos, teve dois que li que me senti lendo uma coluna de jornal, havia pouco diálogos e muitas explicações por coisas que ão precisava. Fiquei com o pé atrás desde então. Mesmo com tudo isso achei muito interessante. Não fazia ideia que era tão importante um obituário nos EUA, acho que leria por pura curiosidade mesmo.

    Bjos
    http://rillismo.blogspot.com.br/

  25. sexta-feira, 27 de maio de 2016.

    Oie.
    Tudo bom?
    Nunca fui muito fã desse tipo de leitura e não entendo como nos Estados Unidos isso é lido por todos, nada contra quem gosta, mas prefiro coisas leves.
    Vou mostrar essa sua indicação para um amigo que gosta.
    Beijos

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