AVALIAÇÃO: 3/5 EDITORA: SEGUINTE ISBN: 9788565765121 GÊNERO: ROMANCE, JOVEM ADULTO PUBLICAÇÃO: 2012 PÁGINAS: 360 SKOOB

Atenção: essa resenha pode conter spoilers do volume anterior!

De 35 garotas que se dispuseram a tentar conquistar o coração do Príncipe Maxon e por consequência se tornar a princesa de Illéa, apenas 6 permaneceram na competição formando A Elite. 5 das participantes foram escolhas óbvias, seja por conta de contatos políticos importantes ou por favoritismo do povo, e sua permanência na competição se deve mais por motivos políticos do que sentimentais, o contrário do caso de America, que conquistou a afeição do Príncipe logo no primeiro livro.

Mesmo percebendo que sente algo muito forte por Maxon, algo que não tem como fingir que não existe, America ainda se sente temerosa de largar a segurança que o passado – e Aspen – oferece. Essa sensação apenas se intensifica quando o Príncipe começa a se afastar dela e a passar mais tempo com as outras meninas. Além disso, começar a aprender o ofício de ser princesa não ajuda em nada, já que ela não se sente qualificada para exercer esse papel. Os ataques rebeldes mais intensos também dão à America algo no que pensar e conforme vai descobrindo mais sobre o governo de Illéa, menos ela gosta dele.

A Elite, segundo livro da série A Seleção, segue o mesmo padrão do livro anterior: uma protagonista chata, egoísta e indecisa, um movimento rebelde que apesar de aparecer mais ainda não é bem explorado, e uma narrativa envolvente que te mantém preso a história mesmo que não esteja gostando tanto assim dela.

America me irritou ainda mais nesse livro, simplesmente por ser nítido que mesmo querendo o Maxon, ela não quer correr riscos e fica nessa indecisão de “Aspen é mais seguro e me ama” e “tenho sentimentos por Maxon, mas não se se é recíproco e se saberei exercer o papel de princesa”. A velocidade com que ela muda de ideia é irritante e na maior parte do livro eu quis esganá-la.

Por outro lado, nesse livro conhecemos mais de alguns personagens que vieram de passagem em A seleção. Conseguimos ver de fato quem é o Rei Clarckson, entendemos bem melhor o filho deste, temos mais interações com a Rainha, vemos mais atitudes arrogantes e desprezíveis de Celeste e começamos a entender melhor a Marlee. Esse foco em outros personagens tornou o livro um pouco mais agradável para mim.

Outra parte que melhora o conceito do livro pra mim é a parte dos movimentos rebeldes. Eles aparecem bem mais aqui e começamos a entender o motivo de eles existirem e o que planejam com eles. Além disso, aprendemos mais sobre a própria história de Illéa, como ela foi formada e o motivo da existência do sistema de castas. Isso só serviu pra aumentar a minha indignação com o fato de a Rainha ter sido uma Quatro, saber da condição deles e não fazer nada a respeito.

Aliás, o único motivo de eu não considerar a America totalmente intragável é que, apesar da indecisão da vida romântica dela e de ter achado que ela mete os pés pelas mãos sem raciocinar direito, ela tem um caráter justo e princípios firmes. Gostei de ela ter tomado um posicionamento com relação ao sistema e a rebelião e ter seguido nele, apesar do perigo.

No geral, o que me faz continuar a leitura é realmente querer saber o final (depois de tudo isso, eu tenho que saber se ela vai finalmente lutar pelo que quer), e a narrativa, que surpreendentemente é muito envolvente. Kiera tem uma habilidade quase mágica de nos manter envolvidos com a história. Além disso, torço para que no volume seguinte a autora decida dar um desfecho digno pra causa rebelde e o explore mais, que está realmente ficando interessante.


Conheça os outros títulos da série A Seleção:

1. A seleção (2012)

2. A elite (2013)

Sobre o autor
Larissa Gaigher

Larissa Gaigher, 19 anos (12/06) – Rio de Janeiro
Estudante de administração e química, leitora ávida e blogueira por paixão. Embarcou no mundo da literatura quando tinha 10 anos e nunca mais saiu de lá. Apaixonada também por música, séries e filmes. É uma geminiana típica, sempre faz muitas coisas ao mesmo tempo e muda de ideia várias vezes, tanto que não consegue definir um gênero favorito. Carioca da gema, tem 19 anos, adora uma boa praia, muita comida e diversão.



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