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Essa semana a Editora Intrínseca resolveufazer uma semana especial sobre Simon vs a agenda Homo Sapiens (Confira a resenha aqui!), que é um livro maravilhoso e, tendo amado o livro, resolvi participar e expor minha opinião sobre duas coisas que chamaram minha atenção durante a leitura: a família e os amigos de Simon. No post de hoje vou falar sobre a família, a importância dela e como a autora abordou o tema durante a história.

Pra ser bem sincera, o livro já é diferente apenas pelo fato de explorar a família do protagonista. Não sei vocês, mas a maioria dos Young Adults que eu li age como se simplesmente não houvesse família. Os jovens desses livros nunca devem satisfação a eles, e eles simplesmente não se interessam pela vida do filho/irmão. Mas nesse livro é diferente. A autora aproveitou o tema – homossexualismo e preconceito – pra falar também sobre aceitação e o medo que os jovens tem de se expor pra família.

A família de Simon é uma família normal, como a minha e a sua, com pais que amam seus filhos e se preocupam com seu bem estar, com irmãos que implicam uns com os outros mas tem um companheirismo nítido e com adolescentes que que acham os pais intrometidos e ligeiramente inconvenientes. A forma como eles foram inseridos na história é muito plausível, e me fez amar a presença deles ali e a importância que tiveram na história.

Ao longo do livro vemos diversas interações entre eles, em refeições, atividades tradicionais da família (como jogos), brincadeiras entre eles, etc. Nessa interação fica nítido como os pais de Simon são daqueles “modernos” que brincam com os filhos, zoam com a cara deles, fazem piadas sobre tudo e mesmo assim não perdem aquela característica de pais, de se preocupar, querer saber seus passos, o que fez, com quem fez, e etc. Isso faz com que Simon se sinta inseguro sobre contar pra eles que é gay, não porque tenha medo de eles não o aceitarem – pelo contrário, ele sabe que os pais não verão problema -, mas ele sabe que será um estardalhaço e que a mãe, como psicóloga, vai querer entender o que está acontecendo (mais do que já faz) e dar atenção demais para um fato que ele não quer chamar atenção.

Os pais – principalmente a mãe – de Simon, fazem questão de reparar e comentar cada pequena mudança que acontece com seus filhos, e isso faz com que eles mantenham seus próprios segredos, sua individualidade. É como se ela não se conformasse que eles estão crescendo, que não dependem mais dela e que terão suas próprias vidas. Só que para Simon, isso é um inconveniente, até porque ele não entende o motivo de ter que sair do armário, de ter que afirmar sua sexualidade e sua identidade quando os héteros não precisam fazer isso. Então assumir isso pra sua família é um problema pra ele.

Mesmo assim, o próprio Simon percebe que seus pais são movidos apenas por amor e preocupação com ele. Ele vê que, independente da sexualidade dele, os pais vão apoiá-lo e procurar entender o lado dele, como realmente acontece. Eles entram em acordo, conversam e se entendem, buscando o que há de errado na relação deles. E isso é família, apoiar, compreender e tentar reconhecer e concertar seus erros. E o diálogo é uma parte importante disso, algo que a maioria dos pais e filhos acabam esquecendo e que é muito bem lembrado em Simon vs a agenda Homo Sapiens.

Sobre o autor
Larissa Gaigher Larissa Gaigher, 19 anos (12/06) – Rio de Janeiro Estudante de administração e química, leitora ávida e blogueira por paixão. Embarcou no mundo da literatura quando tinha 10 anos e nunca mais saiu de lá. Apaixonada também por música, séries e filmes. É uma geminiana típica, sempre faz muitas coisas ao mesmo tempo e muda de ideia várias vezes, tanto que não consegue definir um gênero favorito. Carioca da gema, tem 19 anos, adora uma boa praia, muita comida e diversão.


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